
Planta tem resultado melhor do que estimulantes (foto: #931;64/ Licença Creative Commons )
Com tantos atletas profissionais sendo pegos nos exames antidoping, resta a pergunta: existem substâncias capazes de aumentar a performance, não prejudicar a saúde e não serem ilegais? Sim, elas existem e podem estar espalhadas pelo nosso quintal.
Segundo o Odair Albano, especialista em fitomedicamentos da Unicamp (Universidade de Campinas), as plantas chamadas adaptógenas, que são reconhecidas pelos benefícios no treinamento de atletas, podem ajudar esportistas a alcançar seus objetivos mais rapidamente. A mais comercializada atualmente é a Rhodiola Rósea L. Ela compreende o aumento da oferta de energia (ergogênico), propiciando um aumento do tempo de exaustão ao esforço físico e a melhora na recuperação pós-exercício, conta.
A planta também ajuda problemas relacionados com o psicológico. Na área psíquica, reduzem os prejuízos causados pelo estresse, pela modulação dos níveis de neurotransmissores cerebrais, proporcionando tranquilidade emocional e benefícios à cognição e a memória, revela Odair.
O extrato da planta não é considerado doping pela WADA (World Anti-Doping Agency) porque sua ação é moduladora da resposta ao estresse, e não estimulante físico ou mental. Seus componentes produzem um aumento do desempenho e da resistência ao estresse e propicia excelente recuperação após grande atividade física e poucos efeitos adversos, diferentemente do que ocorre com os estimulantes, explica o especialista.
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| Extrato é utilizado para melhorar performance sem que atleta seja pego no doping. Foto: WildBoar/ Licença Creative Commons |
Estimulante – De acordo com Odair, a diferença do extrato da planta para as substâncias estimulantes ocorre porque a primeira te deixa no seu melhor estado, enquanto a segunda faz seu corpo ultrapassar o próprio limite. O estimulante desequilibra as funções orgânicas, aumenta o dispêndio de energia, o risco de lesões e o desgaste pós-exercício, completa.
Posologia – Caso o esportista esteja interessado em consumir o produto, não pode esquecer que ele também tem propriedades medicinais. Não existem evidências de prejuízos a saúde, pelo uso prolongado, por exemplo, do extrato de Rhodiola rósea L. para prevenção dos danos causados pelo estresse físico ou mental e no tratamento dos quadros de fadiga e astenia, diz o profissional.
A média é tomar cerca de 400 miligramas de extrato ao dia, preferencialmente no período da manhã. Pessoas com insuficiência renal e hepática não devem consumir a substância.
Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho
