
Inverno brasileiro não pede ingestão de uma grande quantidade de calorias (foto: Belovodchenko Anton/stock.xchng)
Dias quentes e frios se misturam no inverno brasileiro e é difícil planejar a roupa que será usada no dia seguinte, mesmo com as previsões do tempo. Enquanto o sol convida para um bom treino ao ar livre, as baixas temperaturas pedem comidas e bebidas quentes, além do aconchego do cobertor.
A falta de exercícios somada à procura do organismo por alimentos calóricos para poder confortar o corpo têm somente um resultado: acúmulo de gordura. Muitas vezes nem estamos com fome, mas procuramos ingerir bebidas e alimentos quentes para nos sentirmos aquecidos, resume a nutricionista da empresa Personal Diet, Joyce Nunes de Oliveira.
A vontade de comer mais em dias frios ocorre porque o corpo precisa da digestão para gerar energia e, consequentemente, calor para o corpo. Porém, o inverno brasileiro não é tão rigoroso a ponto de exigir grandes esforços de nosso organismo para manter o equilíbrio térmico, completa Joyce.
Gripe: alimentação pode ajudar o sistema imunológico
É comum imaginar que o corpo armazene gordura no inverno para vencer o frio, assim como acontece com os animais na hibernação, mas deve-se lembrar que o gasto energético humano continua o mesmo, enquanto os bichos permanecem esse período dormindo e poupando energia. Comer para ter a sensação de conforto é diferente de se alimentar para repor as energias, explica a nutricionista.
Portanto, existe razão para comer mais no inverno, mas não o suficiente para descuidar da alimentação e levar alguns quilinhos a mais para a próxima estação. O recomendado é comer lanches leves de três em três horas e não esquecer da hidratação. Beba água, mesmo se não tiver sede, sugere a profissional.
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| Castanhas, nozes e amêndoas são opções de lanche da tarde para quem segue uma dieta. Foto: Foto: Iain Buchanan/Licença Creative Commons |
O que comer? – Não é preciso se render aos alimentos repletos de açúcar e gordura para conseguir se sentir bem. Prefira alimentos mais quentes e picantes. Troque as saladas frias por preparações refogadas, grelhadas ou assadas. Todos os tipos de feijões, grãos integrais e batatas também são recomendados, indica Joyce.
Para quem deseja seguir uma dieta, ela dá uma dica: investir em sementes e oleaginosas, como as castanhas, nozes e amêndoas. Na hora do preparo de alimentos, temperos como coentro, cominho, curry, páprica picante, gengibre, cebola e canela são as opções, enumera.
Na hora da escolha da bebida, o tradicional chocolate quente está fora do cardápio. Preparar um chá de ervas ou leite com cacau e canela são escolhas nutritivas e saborosas, afirma a nutricionista.
Como praticar atividade física sem debilitar a saúde no inverno
Apesar das sopas serem quentes e reconfortantes, Joyce alerta: cuidado com os ingredientes que elas podem conter. Deve-se ficar longe de paio, bacon, creme de leite, entre outros. Esses ingredientes não só engordam como estão relacionados à doenças crônicas e degenerativas.
Longe da gripe – Os alimentos são os principais aliados da saúde para manter o corpo longe das gripes e resfriados. Alho, cogumelos e frutas cítricas ajudam a combater essas doenças. Os peixes, que são ricos em zinco, também fortalecem as células de defesa, enquanto as sopas e caldos mantêm o corpo aquecido e turbinam o sistema imunológico, conclui a nutricionista.
Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho
