
Sem a sombra de Rudisha Aman evolui e mostra maturidade (foto: Erik van Leeuwen/ Licença Creative Commons)
O velocista Tyson Gay segue em grande fase. A pouco mais de um mês do Mundial de Moscou (10 a 18/08), o norte-americano venceu hoje os 100 metros da Diamond League de Lausanne (Suíça) com 9seg79, o que o torna dono das três melhores marcas do ano na distância (9seg75 e 9seg86 são as outras). Usain Bolt, que compete no sábado (06/07) em Paris e já foi derrotado neste ano (para o também norte-americano Justin Gatlin) começa a ver a competição para o Mundial aumentar.
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Prova veloz – Além da vitória de Gay, a prova dos 100 metros teve a melhor marca da temporada de outros quatro corredores (entre eles Asafa Powell) e a surpreendente melhor marca da carreira do são-cristovense Kim Collins, já aos 37 anos. Collins foi campeão mundial da modalidade há dez anos e seu tempo de 9seg97 nesta quinta-feira é também o novo recorde nacional.
Carmelita decepciona mais uma vez – Ainda em recuperação de uma distensão no quadríceps direito, a favorita Carmelita Jeter foi apenas a sexta nos 200 metros. A vitória ficou com a ucraniana Mariya Ryemyen, com 22seg61.
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Nem Ohuruogu, nem Montsho – As favoritas para o grande duelo nos 400 metros femininos acabaram sem vitória. Francena McCorory, dos Estados Unidos, triunfou na volta completa na pista de Lausanne com 50seg36.
Amantle Montsho (50seg37) foi a segunda e Christine Ohuruogu (51seg03) a quarta. O terceiro lugar foi para a jamaicana Novlene Williams-Mills, recém-recuperada de um câncer de mama.
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| Tyson Gay fortalece seu nome como um dos favoritos para o Mundial – Foto: LOCOG/ Divulgação |
Aman cresce – Atual campeão da Diamond League nos 800 metros, o etíope Mohammed Aman era o favorito, apesar da presença do jovem Nijel Amos, medalhista olímpico. Sem o recordista mundial e campeão olímpico David Rudisha, do Quênia, Aman vem crescendo em rendimento e reputação.
A vitória nesta quinta-feira mostrou o quanto ele sabe lidar com as alterações de ritmo da prova e o quanto Nijel Amos que aos 19 anos já é o segundo mais rápido da história na modalidade ainda precisa amadurecer. Amos perdeu o terceiro lugar nos metros finais, claramente no limite do esforço físico.
Etíopes – Nas provas de distância mais longa, as esperadas vitórias da Etiópia se concretizaram. Abeba Aregawi (naturalizada sueca) venceu os 1.500 metros com tranquilidade e lidera o circuito com folga (20 pontos contra quatro da segunda).
Nos 5.000 metros, Tariku Bekele perdeu a liderança na última volta e ficou apenas com o sexto lugar. Seus compatriotas Yenew Alamirew, Hagos Gebrhiwet e Muktar Edris ficaram com as primeiras colocações.
Este texto foi escrito por: Paulo Gomes
