Acupuntura: tratamento com agulhas que salva treinamentos

Redação Webrun | Atletismo · 02 maio, 2013

A técnica chinesa também pode ser usada no tratamento de asma e bronquite (foto: Image Source/ZUMAPRESS/Fotoarena)
A técnica chinesa também pode ser usada no tratamento de asma e bronquite (foto: Image Source/ZUMAPRESS/Fotoarena)

Atletas sempre sonham em conseguir aumentar seu rendimento nas provas, mas nem sempre tomam todos os cuidados necessários para isso. Lesões, quebras e dificuldades respiratórias são alguns dos problemas que podem ocorrer no overtraining.

Para os esportistas que estão cansados de não obterem resultado com os tratamentos convencionais, a acupuntura é uma ótima opção. A arte milenar chinesa conhecida no mundo inteiro estimula pontos que se distribuem principalmente sobre linhas chamadas “meridianos chineses”.

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Para os atletas que fogem das agulhas, o acupunturista Leandro Heck Gemeo dá a solução. “Hoje em dia, o tratamento também pode ser feito com fitas”, esclarece.

O profissional também conta que existem pontos que, quando estimulados, melhoram a capacidade respiratória. “O resultado de uma pesquisa sobre o tema revelou que existe uma melhora de 15% a 25% da capacidade respiratória em indivíduos que fazem a acupuntura”, informa.

A técnica chinesa também pode ser usada no tratamento de doenças respiratórias crônicas, como asma e bronquite. “Existe um teste em que um cavalo foi tratado para essas doenças e obteve uma melhora de 50%”, exemplifica.

Estímulo dos pontos pode ajudar rendimento do atleta. Foto: Image Source/ZUMAPRESS/Fotoarena
Estímulo dos pontos pode ajudar rendimento do atleta. Foto: Image Source/ZUMAPRESS/Fotoarena

Depois da dor – Porém, não é somente o sistema respiratório que é levado em consideração na hora da avaliação. “O profissional deve trabalhar os membros inferiores, que são muito usados na corrida, além de lidar com o lado emocional dos atletas. É comum o corredor ficar nervoso antes de uma grande prova, então tratar do medo e de possíveis sintomas, como diarréia, vômito e dor de cabeça, é essencial”, enumera.

Depois de encarar o percurso, é comum o atleta sentir o corpo fadigado e o acupunturista pode iniciar um tratamento para o overtraning. “O problema do tratamento contra lesões e microlesões é que a técnica inibe a dor momentaneamente. Por conta disso, alguns esportistas estressam ainda mais o músculo e pioram a lesão”, conta o acupunturista.

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Sessões – O número de sessões necessárias para se obter um resultado concreto varia de pessoa para pessoa, mas Gemeo sugere que haja pelo menos uma consulta por semana. “Existem casos em que o atleta pode até correr utilizando as fitas ou o estímulo da agulha. Não há problema algum”, completa.

Apesar de a técnica estar em constante crescimento, o profissional conta que é difícil ter atletas que mantenham um ritmo de sessões constante. “Normalmente o público em geral não tem condições financeiras para dar continuidade ao tratamento. É necessária uma assessoria para poder bancar com os custos”, conclui.

Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho

Redação Webrun

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