Tratamento com dispositivo a laser é alternativa para micose nas unhas

Redação Webrun | Atletismo · 23 abr, 2013

Compartilhamento de alicates na pedicure também propicia contaminação (foto: Karen Winton/ stock.xchng)
Compartilhamento de alicates na pedicure também propicia contaminação (foto: Karen Winton/ stock.xchng)

É comum os esportistas separarem um par de tênis apropriado para realizar atividades físicas, porém para os atletas que realizam exercícios diariamente essa não é uma boa opção. Utilizar o mesmo calçado todos os dias pode colaborar para proliferação de fungos nos dedos e unhas dos pés.

O mais frequente é o atleta desenvolver uma micose na unha, mais conhecida como onicomicose. Apesar do assunto não ser comentado comumente, 5% da população mundial sofre com os danos da doença que, antigamente, só era tratada com a remoção completa da unha via cirurgia ou administração de remédios tópicos.

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Porém, em março deste ano o Meeting Americano de Dermatologia, realizado em Miami, aprovou o uso do laser em clínicas dermatológicas. O tratamento também foi aprovado pela Administração de Alimentos e Remédios (FDA) nos Estados Unidos e ainda da Comunidade Européia (CE).

É comum contrair doenças dermatológicas em praias. Foto: Miguel Angel Navarro/ stock.xchng
É comum contrair doenças dermatológicas em praias. Foto: Miguel Angel Navarro/ stock.xchng

Tratamento – O laser consiste em um pequeno dispositivo que aumenta a temperatura da unha para até 42ºC e mata os fungos. “É necessário fazer o ajuste do equipamento para ‘dosar a quantidade’ de calor que será emitido e o tempo que o equipamento ficará ligado. Ambos dependem do grau de progressão da doença”, explica o podólogo André Luiz Vicente da Silva, da clínica de dermatologia Central Feet.

Para aumentar a potencialidade do laser, o profissional também pode utilizar substâncias como o azul de metinelo. “O espaço de tempo entre uma sessão e outra também varia de cliente para cliente”, afirma.

Apesar de significar um avanço para a cura da patologia, André enfatiza que as sessões não excluem a necessidade do acompanhamento médico. “Caso o paciente esteja utilizando um antifúngico, ele não deve interromper a medicação”, resume.

Contra-indicações – De acordo com o podólogo, o procedimento não oferece perigo para nenhum tipo de cliente, mas existem ressalvas. “Não recomendamos para pacientes que não tiveram alta de tratamentos de câncer, principalmente o de pele, gestantes e portadores de psoríase ”, discorre.

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Prevenção – Para não precisar se preocupar com a contaminação das unhas, o atleta deve trocar de meias todos os dias, revezar o uso dos sapatos, evitar pisar sem sapatos em praias e proximidades de piscinas, além de saunas e banheiros públicos. Caso seja possível , é recomendado colocar o tênis em local arejado por 24 horas.

Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho

Redação Webrun

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