
Baladas de Londres e Holanda já utilizaram sistema para gerar energia com passo de dança da pista (foto: Diego Baseggio/ stock.xchng)
Que a corrida de rua traz melhorias para a saúde e bem estar todos já sabem, mas algumas empresas estrangeiras estão querendo estender esses benefícios em prol do meio ambiente. Entre elas está a Schneider Eletric, uma indústria de origem francesa, que visa oferecer soluções integradas para racionar energia.
Para colocar seus produtos em prática, a empresa fez um acordo de quatro anos com a Maratona de Paris, que ocorre no dia 7 de abril, e contará com a participação de 50 mil atletas para gerar energia limpa. A nossa missão é ajudar as pessoas a fazer o máximo de sua energia para serem cidadãos ainda mais eficientes, reduzindo o desperdício de água e lutando contra as consequências da mudança climática no mundo, explica Aaron Davis, diretor de marketing global da Schneider Electric.
Outro grande nome que recebe destaque nas corridas é a Pavegen Systems, uma das empresas responsáveis por produzir o piso que transforma energia cinética em elétrica. O objetivo da empresa é instalar os equipamentos em estações de metrô, rampas de faculdade e escadas de estádios, frequentados por um grande número de pessoas.
Ideia em prática – Desde 2008 as casas noturnas Club4Climate, em Londres, e a Club Watt, em Roterdã, na Holanda, utilizam os passos feitos na pista de dança para manter as luzes das próprias baladas acesas. Para isso, clientes pisam em uma plataforma que abaixa cerca de um centímetro e espremem células que contém um material chamado piezoelétrico, transformado em energia elétrica.
Um casal dançando é capaz de gerar 40 watts, o suficiente para gerar energia para acender uma lâmpada. Apesar de ser uma boa iniciativa, o processo ainda é caro e só produz cerca de 10% da energia consumida nos clubes. O Clube Watt ainda reutiliza a água da chuva e recicla os materiais consumidos na danceteria.
No Brasil – No Brasil, os professores da Unesp (Universidade Estadual Paulista) Walter Sakamoto, do Departamento de Física e Química da Faculdade de Engenharia, e Maria Aparecida Zaghete, do Departamento de Química Tecnológica, se entusiasmaram com a iniciativa. Juntos, eles estão em busca de um material barato e durável para poder investir na tecnologia.
A maior preocupação dos professores é a utilização da tecnologia em estradas, sendo necessário um material maleável e que não deforme ao longo do tempo. O material novo está em estudo e já foi capaz de acender uma lâmpada de LED.
Este texto foi escrito por: Webrun