Chuva e improviso não desanimam corredores na Meia Maratona do Rio

Redação Webrun | Meia Maratona · 22 ago, 2011

Os corredores de Taubaté (SP) recorreram à criatividade para lidar com a chuva (foto: Patrícia Serrão/ www.webrun.com.br)
Os corredores de Taubaté (SP) recorreram à criatividade para lidar com a chuva (foto: Patrícia Serrão/ www.webrun.com.br)

A chuva não tirou a animação dos 19 mil corredores que se reuniram na orla carioca para disputar os 21 quilômetros da Meia do Rio no último domingo (21/08). O improviso e a descontração deram o tom da prova, já que para se proteger do frio e da chuva valeu de tudo: dos convencionais guarda-chuvas e capas, a sacos de lixo com buraco para cabeça e braços.

Direto do Rio de Janeiro – Uma multidão de pessoas acordou cedo e foi para São Conrado, Zona Sul do Rio, participar da 15ª edição da Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro. A maioria dos corredores não era carioca, já que 59% dos inscritos eram de outras localidades,contando com a participantes de vários países da América Latina.

A baixa temperatura agradou quem veio de regiões menos quentes, mas não os corredores nordestinos, que sofreram muito com o frio. Este foi o caso de Eutimio Torres e seus amigos. “Nós viemos de Salvador só para esta corrida. Saímos de lá com a temperatura de 28 graus e chegamos aqui estava 18”, comenta. Para se proteger da chuva ele e os amigos usavam capas fornecidas pelo hotel em que se hospedaram.

O caso do corredor carioca Marcos Antônio foi diferente. Ele tinha esperanças de não correr com chuva e não levou nada de casa, mas contou com a solidariedade de companheiros de prova. “Eu arrumei um saco de lixo quando começou a pingar, uma corredora me deu. Não é o ideal, mas é bom porque na corrida quando esquentar é só rasgar que me livro dele”, explica.

O que foi considerado um problema por alguns, foi visto como um alívio por outros corredores. O grupo de Eduardo Vicenti, que veio de Ribeirão Preto (SP), gostou da temperatura, mas foi surpreendido pela chuva que exigiu um pouco de criatividade para resolver o problema. “À meia noite fomos até as Lojas Americanas comprar sacos. Eu acho que a chuva até ajuda porque está fraquinha e é melhor do que aquele calorão”, conta.

Este texto foi escrito por: Patrícia Serrão

Redação Webrun

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