
Pistorius ficou 0.18 segundos abaixo do índice A (foto: Elvar Freyr/ Creative Commons)
O sul-africano Oscar Pistorius, que tem as duas pernas amputadas e compete com pernas mecânicas de fibra de carbono, marcou 45seg07 nos 400 metros em um meeting na Itália. O atleta ficou 0.18 segundos abaixo do índice A e agora pode ser selecionado para representar a África do Sul nos Jogos Olímpicos de Londres 2012. Pistorius conseguiu o direito de competir com atletas não deficientes em 2008, após uma longa batalha com a justiça.
O melhor tempo antigo do atleta era de 45seg61 e o classificava no índice B, de acordo com as regras da Iaaf, o que tornava improvável sua classificação na equipe sul-africana. Cada federação tem direito de selecionar três atletas para o Campeonato Mundial de Atletismo ou Olimpíadas, que tiverem o índice A. Os países com atletas que alcançaram apenas o índice B têm direito a escolher apenas um para as competições.
Antes do meeting na Itália, Pistorius era o quarto homem mais rápido da África do Sul, atrás de LJ van Zyl, Ofentse Mogawane e Lebogang Moeng. A vitória na terça-feira, dia 19 de julho, teria sido suficiente para conquistar o quinto ligar na final das Olimpíadas de Pequim, em 2008. Foi uma competição dos sonhos. Não tenho conseguido dormir, porque devem ter perto de 300 mensagens me parabenizando em minha caixa postal, conta o atleta de 24 anos.
Pistorius só pode competir no mais alto nível do atletismo após o Tribunal Arbitral do Esporte derrubar uma decisão da Iaaf, tomada em maio de 2008, que dizia que sua prótese dava uma vantagem injusta sob outros atletas. Cinco meses antes, um estudo feito pela Iaaf, que comparava Pistorius com outros seis atletas não deficientes capazes da mesma performance, havia afirmado que as próteses do atleta exigiam dele 25% menos energia que seus rivais.
O atleta argumentou que ele corria em desvantagem, pois tem menos sangue em seu corpo e ele não possui o músculo da panturrilha. O Tribunal Arbitral do Esporte concluiu que a prova foi inconclusiva e liberou Pistorius para competir.
Uma condição congênita fez com que Pistorius nascesse sem alguns ossos da perna e amputasse ambas abaixo do joelho, quando tinha 11 meses. Se provou uma decisão de sucesso, já que Pistorius conquistou quatro medalhas de ouro nas Paraolimpíadas e é dono dos recordes mundiais de deficientes nos 100, 200 e nos 400 metros.
Este texto foi escrito por: Webrun