4ª colocada no Ranking dos 200m, Vanda Gomes, é suspensa por doping

Redação Webrun | Atletismo · 08 dez, 2014

Atualizada em 09/12 às 18h16

A velocista brasileira Vanda Gomes é mais uma vítima do forte controle antidopagem criado no Brasil em 2011 por conta da realização de grandes eventos esportivos. A representante do Clube Pinheiros foi flagrada com Anastrozole (Hormônio e Modulador Metabólico) após teste fora de competição realizado em setembro passado, antes do Troféu Brasil de Atletismo.

Vanda pode perder seus pontos obtidos no Troféu Brasil desse ano. Foto: Ricardo Bufolin/ EC Pinheiros Vanda pode perder seus pontos obtidos no Troféu Brasil desse ano. Foto: Ricardo Bufolin/ EC Pinheiros

A atleta foi comunicada do ocorrido, suas justificativas não foram aceitas pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e ela está provisoriamente suspensa desde o último dia cinco, já que não solicitou abertura da Amostra B. O Anastrozole é um medicamento utilizado para tratamento de câncer de mama e um dos seus efeitos é a elevação da testosterona, o principal hormônio masculino.

Briga com a CBAt

Durante o Mundial de Atletismo de Moscou, disputado em agosto do ano passado, Vanda estava na delegação brasileira que deixou o bastão cair durante a disputa da final, fato que gerou muita polêmica. Na época a atleta fez duras críticas à Confederação, dizendo que houve falhas na preparação para o evento e que ela e as demais meninas teriam dormido e comido mal.

Em outubro do mesmo ano a CBAt não incluiu o nome de Vanda entre as contempladas na lista do Bolsa Pódio, programa que repassa R$ 6,5 milhões por ano até 2016 para esportistas ligados ao atletismo. O Clube Pinheiros, equipe na qual a atleta está registrada, enviou um comunicado oficial, afirmando que Vanda procurou um médico fora do Clube e ingeriu um medicamento proibido pelo Código Mundial Antidoping. Segue a nota na íntegra:

A respeito da suspensão provisória da atleta Vanda Gomes, por testar positivo em exame antidopagem, o Esporte Clube Pinheiros esclarece que desconhecia a utilização do medicamento pela atleta.

Esclarecemos ainda que o Pinheiros mantém seus atletas informados, periodicamente, a respeito das substâncias que podem causar doping e que o medicamento foi receitado para a atleta por um profissional de confiança da mesma, e não pela equipe médica do clube.

Segundo a atleta, o medicamento foi receitado por seu médico, para tratamento de “hiperestrogenismo” e como forma de prevenção ao câncer de mama.
“Utilizei a medicação a partir de consulta com um médico particular, como forma de prevenção a um possível problema de saúde. Infelizmente não me atentei à substância presente no medicamento e, por isso, não consultei nem informei a equipe do clube a respeito. Foi uma decisão particular, pela qual agora irei responder”, afirma Vanda.

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Este texto foi escrito por: Webrun

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