vencedor

Marílson Gomes conquista tricampeonato na São Silvestre

Corridas de Rua · 31 dez, 2010

Após quatro anos sem competir na disputa brasileira mais importante, Marílson Gomes supera africanos e se torna tricampeão. Além do brasileiro confirmar o favoritismo, a alegria verde-amarela ficou ainda mais completa com a chegada da vice-campeã Simone da Silva, ultrapassada apenas pela queniana Alice Timbilili, que quebrou o recorde da prova ao conquistar a marca de 50min19.

Corredores com vida, origens e histórias diferentes lutaram pelo mesmo sonho em comum nesta sexta-feira (31/12/2010): ganhar a Corrida Internacional de São Silvestre. Só na Av. Paulista, mais de 21 mil participantes da competição e torceram para que o lugar mais alto do pódio fosse ocupado por um brasileiro, mas quem realizou o desejo de milhares de pessoas pelo país foi o fundista Marílson.

“Foi uma prova difícil, realmente de muita superação. Tentei imprimir um ritmo que não deixasse fácil para ninguém”, conta o corredor bicampeão da Maratona de Nova York, que também reclamou da forte umidade. “O clima atrapalhou um pouco, acho que os demais atletas sentiram também. Não consegui ficar solto durante a prova”, diz o tricampeão, que cruzou a linha de chegada em 44min07.

Ainda segundo o brasiliense, de 33 anos, ele não é melhor dos que os outros atletas só porque venceu. “Acho que tudo vai da fase que o corredor está vivendo. Hoje eu ganhei, mas amanhã posso perder alguma competição para outros adversários”, assume o recordista sul-americano nos 5.000 m, 10.000 m em pista e meia-maratona.

Marílson também garante que apesar das competidoras do feminino terem conquistado melhores marcas nesta 86ª da São Silvestre, ele participou da prova não pensando em recorde, mas sim em vitória. “Achava que a corrida só seria definida no final. Mas estava me sentindo bem e resolvi abrir no grupo da frente antes do que havia previsto. A estratégia acabou dando certo e consegui ganhar de novo", diz o atleta, morador da cidade de Santo André, que segue para a maratona de Tóquio, no próximo ano.

Logo após o brasileiro chegaram os quenianos Barnabas Kosgei e James Kwambai, que finalizaram os 15 quilômetros da prova com os tempos de 44min07 e 44min79, respectivamente. "É a primeira vez que corro a São Silvestre e achei o percurso difícil. Contudo, o esforço acabou valendo a pena", conta o segundo corredor a cruzar a linha de chegada nesta sexta-feira, que também é medalhista de ouro na Volta da Pampulha e vice-campeão dos 10k Rio 2010.

Já o terceiro colocado, Kwambai, um dos favoritos da disputa e bicampeão da prova, parabenizou Maílson e disse ter ficado contente com o terceiro lugar. “Eu fiz o melhor que poderia. Agora espero outro resultado para a próxima temporada”. Quando questionado sobre se a umidade havia prejudicado sua performance, a resposta foi negativa. “Nenhuma condição climática é ruim para mim. Gosto de qualquer tipo de tempo para correr e hoje não seria diferente”.

A largada masculina foi dada às 17h47, em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero. Durante a tarde o sol apareceu entre nuvens e a temperatura não passou dos 25°. O recorde da competição continua pertencendo a Paul Tergat, que finalizou o trajeto em 43min12, em 1995.

Mais brasileiro no pódio - Um dos competidores que estreou este ano e surpreendeu foi Giovani do Santos, o segundo melhor brasileiro da disputa. Aos 29 anos, ele superou alguns obstáculos para conseguir demonstrar o talento que possuí e chegou ao pódio como quarto colocado aos 45min15.

“Vivia na roça e depois virei militar. Também cheguei a ter um problema com álcool, mas tinha uma amigo que sempre dizia que corria muito bem e que estava perdendo tempo”, conta o corredor de Minas Gerais. “Coloquei o pé no chão e numa disputa em São Paulo fui falar com o treinador Henrique Viana para saber se ele não tinha interesse em ser meu técnico. No começo ficou indeciso, mas acabou aceitando”, relembra o atleta, que se tornou um corredor profissional há um ano e oito meses.

Assim como Giovani, a brasileira Simone da Silva não era uma das favoritas, mas se destacou ao finalizar o trajeto como vice-campeã em 50min25. A baiana chegou somente alguns segundos depois de Alice Timbilili, do Quênia, que terminou a prova em 50min19 e quebrou o recorde feminino da São Silvestre, que pertencia a Hellen Kimayo (50min26) desde 1993.

"Tive facilidade nos dez primeiros quilômetros, senti um pouco de dor na panturrilha nos três quilômetros finais, mas acabei ganhando até com certa tranquilidade", afirma Alice, campeã também da edição de 2007. “Nos quilômetros finais, fiquei com medo de ser ultrapassada, mas acabou dando tudo certo", declara a queniana, que aumentou a velocidade no elevado Costa e Silva e abriu distância das adversárias (Eunice Kirwa e Simone Alves).

No início do percurso, até o quilômetro dois, o pelotão de frente estava unido, momento no qual a equatoriana Diana Judith Landi quis abrir vantagem; sem sucesso, pois logo as quenianas e brasileiras deixaram Landi para trás. Simone, a vice-campeã garante ter sido uma grande vitória a posição que assumiu, pois nem era considerada favorita. “Fiz um bom período de treinamento com o meu técnico e o resultado apareceu".

Ainda de acordo com a baiana, ela tentou alcançar Timbilili na Av. Brigadeiro, fez um sprint, mas a linha de chegada estava muito próxima. “O Adauto, meu técnico, até falou que se não desse para ganhar eu pelo menos seria a segunda colocada”, acrescenta a atleta, que foi seguida por Eunice Kirwa e Cruz Nonata, quarta e quinta colocada com os tempos de 51min51 e 52min35, respectivamente.

Já Cruz Nonata, quarta colocada, afirma ter fechado bem a temporada 2010 com a Corrida de São Silvestre, pois seu desempenho este ano em relação a 2009 foi melhor. “Na última edição eu fui quinta então agora só tenho que agradecer”, diz a atleta do Piauí, recordista do 10K Rio, com 34min13.


Marílson Gomes conquista tricampeonato na São Silvestre

Corridas de Rua · 31 dez, 2010

Após quatro anos sem competir na disputa brasileira mais importante, Marílson Gomes supera africanos e se torna tricampeão. Além do brasileiro confirmar o favoritismo, a alegria verde-amarela ficou ainda mais completa com a chegada da vice-campeã Simone da Silva, ultrapassada apenas pela queniana Alice Timbilili, que quebrou o recorde da prova ao conquistar a marca de 50min19.

Corredores com vida, origens e histórias diferentes lutaram pelo mesmo sonho em comum nesta sexta-feira (31/12/2010): ganhar a Corrida Internacional de São Silvestre. Só na Av. Paulista, mais de 21 mil participantes da competição e torceram para que o lugar mais alto do pódio fosse ocupado por um brasileiro, mas quem realizou o desejo de milhares de pessoas pelo país foi o fundista Marílson.

“Foi uma prova difícil, realmente de muita superação. Tentei imprimir um ritmo que não deixasse fácil para ninguém”, conta o corredor bicampeão da Maratona de Nova York, que também reclamou da forte umidade. “O clima atrapalhou um pouco, acho que os demais atletas sentiram também. Não consegui ficar solto durante a prova”, diz o tricampeão, que cruzou a linha de chegada em 44min07.

Ainda segundo o brasiliense, de 33 anos, ele não é melhor dos que os outros atletas só porque venceu. “Acho que tudo vai da fase que o corredor está vivendo. Hoje eu ganhei, mas amanhã posso perder alguma competição para outros adversários”, assume o recordista sul-americano nos 5.000 m, 10.000 m em pista e meia-maratona.

Marílson também garante que apesar das competidoras do feminino terem conquistado melhores marcas nesta 86ª da São Silvestre, ele participou da prova não pensando em recorde, mas sim em vitória. “Achava que a corrida só seria definida no final. Mas estava me sentindo bem e resolvi abrir no grupo da frente antes do que havia previsto. A estratégia acabou dando certo e consegui ganhar de novo", diz o atleta, morador da cidade de Santo André, que segue para a maratona de Tóquio, no próximo ano.

Logo após o brasileiro chegaram os quenianos Barnabas Kosgei e James Kwambai, que finalizaram os 15 quilômetros da prova com os tempos de 44min07 e 44min79, respectivamente. "É a primeira vez que corro a São Silvestre e achei o percurso difícil. Contudo, o esforço acabou valendo a pena", conta o segundo corredor a cruzar a linha de chegada nesta sexta-feira, que também é medalhista de ouro na Volta da Pampulha e vice-campeão dos 10k Rio 2010.

Já o terceiro colocado, Kwambai, um dos favoritos da disputa e bicampeão da prova, parabenizou Maílson e disse ter ficado contente com o terceiro lugar. “Eu fiz o melhor que poderia. Agora espero outro resultado para a próxima temporada”. Quando questionado sobre se a umidade havia prejudicado sua performance, a resposta foi negativa. “Nenhuma condição climática é ruim para mim. Gosto de qualquer tipo de tempo para correr e hoje não seria diferente”.

A largada masculina foi dada às 17h47, em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero. Durante a tarde o sol apareceu entre nuvens e a temperatura não passou dos 25°. O recorde da competição continua pertencendo a Paul Tergat, que finalizou o trajeto em 43min12, em 1995.

Mais brasileiro no pódio - Um dos competidores que estreou este ano e surpreendeu foi Giovani do Santos, o segundo melhor brasileiro da disputa. Aos 29 anos, ele superou alguns obstáculos para conseguir demonstrar o talento que possuí e chegou ao pódio como quarto colocado aos 45min15.

“Vivia na roça e depois virei militar. Também cheguei a ter um problema com álcool, mas tinha uma amigo que sempre dizia que corria muito bem e que estava perdendo tempo”, conta o corredor de Minas Gerais. “Coloquei o pé no chão e numa disputa em São Paulo fui falar com o treinador Henrique Viana para saber se ele não tinha interesse em ser meu técnico. No começo ficou indeciso, mas acabou aceitando”, relembra o atleta, que se tornou um corredor profissional há um ano e oito meses.

Assim como Giovani, a brasileira Simone da Silva não era uma das favoritas, mas se destacou ao finalizar o trajeto como vice-campeã em 50min25. A baiana chegou somente alguns segundos depois de Alice Timbilili, do Quênia, que terminou a prova em 50min19 e quebrou o recorde feminino da São Silvestre, que pertencia a Hellen Kimayo (50min26) desde 1993.

"Tive facilidade nos dez primeiros quilômetros, senti um pouco de dor na panturrilha nos três quilômetros finais, mas acabei ganhando até com certa tranquilidade", afirma Alice, campeã também da edição de 2007. “Nos quilômetros finais, fiquei com medo de ser ultrapassada, mas acabou dando tudo certo", declara a queniana, que aumentou a velocidade no elevado Costa e Silva e abriu distância das adversárias (Eunice Kirwa e Simone Alves).

No início do percurso, até o quilômetro dois, o pelotão de frente estava unido, momento no qual a equatoriana Diana Judith Landi quis abrir vantagem; sem sucesso, pois logo as quenianas e brasileiras deixaram Landi para trás. Simone, a vice-campeã garante ter sido uma grande vitória a posição que assumiu, pois nem era considerada favorita. “Fiz um bom período de treinamento com o meu técnico e o resultado apareceu".

Ainda de acordo com a baiana, ela tentou alcançar Timbilili na Av. Brigadeiro, fez um sprint, mas a linha de chegada estava muito próxima. “O Adauto, meu técnico, até falou que se não desse para ganhar eu pelo menos seria a segunda colocada”, acrescenta a atleta, que foi seguida por Eunice Kirwa e Cruz Nonata, quarta e quinta colocada com os tempos de 51min51 e 52min35, respectivamente.

Já Cruz Nonata, quarta colocada, afirma ter fechado bem a temporada 2010 com a Corrida de São Silvestre, pois seu desempenho este ano em relação a 2009 foi melhor. “Na última edição eu fui quinta então agora só tenho que agradecer”, diz a atleta do Piauí, recordista do 10K Rio, com 34min13.