solidão

Cansado e sem apoio, Dias está no fim do Desafio

Ultra Maratona · 29 ago, 2007

O ultamaratonista Carlos Dias segue no seu desafio de cruzar o Brasil correndo do Oiapoque ao Chuí e já se encontra no trecho final, faltando cerca 328 quilômetros para o encerramento. Confira o relato de um corredor solitário, que tenta se prender às lembranças da família e amigos para seguir em frente.

As palavras de Carlos mais parecem uma poesia, uma compilação de pensamentos que relatam toda a dificuldade de um guerreiro que está prestes a obter a glória da vitória, mas que ainda terá um caminho de espinhos a percorrer. Aos poucos ele vence as batalhas e tem certeza que a guerra está prestes a terminar.

“O frio é forte, hoje cedo (28) estava 5ºC, mas baixou para 2ºC devido ao vento cortante. Lembro da música, caminhei milhas e milhas e chorei. É aqui onde o filho chora e a mãe não vê, mas sigamos forte para o nosso objetivo, afinal a dor espera, o frio também e no final o que vai valer é o calor da vitória”.

Últimas cidades - Hoje Carlos deve chegar à cidade de Rio Grande e lhe restarão 328 quilômetros para o fim da jornada que começou no dia 27 de maio, e que já lhe rendeu muitas alegrias, mas muitos momentos complicados. “É uma vida para mim. O meu corpo começa bem, mas quando
chega a tarde parece que estou carregando o peso da ansiedade, as dores vão e vem e o isolamento é quebrado ao ler as mensagens de apoio”.

Nas últimas cidades por onde tem passado, Dias não conseguiu apoio das prefeituras locais, apenas em alguns postos policiais, o que dificulta sua progressão no desafio. “Hoje (28) levei um susto. Caí, torci o pé e logo pensei que tudo ia ficar mais difícil, mas não foi nada grave e Deus fez com que eu driblasse a dor”.

A previsão de encerramento é no próximo dia três de setembro, em Chuí, mas para enfrentar o trecho final ele precisa de escolta, já que passará por locais isolados e teme por sua segurança. “Seria muito importante ter alguém correndo ou pedalando ao meu lado, já que a escolta talvez não vá, pois a estrada é muito estreita”.

Ao final, ele pede que todos torçam por ele, que mandem as energias positivas para que finalmente todas as batalhas sejam vencidas e o soldado possa voltar em segurança para contar a sua história. “Vamos comigo quem puder até o Chuí. Conto com essa força de todos vocês amigos, mãe, noiva, filho, patrocinadores e apoiadores. Preciso dessa torcida, pois estou mentalmente cansado”. Tudo o que podemos desejar é boa sorte Carlinhos, como enfatiza a leitora Lucina Ratinho, que o tem enviado diversas mensagens de apoio através do mural do Webrun.


Cansado e sem apoio, Dias está no fim do Desafio

Ultra Maratona · 29 ago, 2007

O ultamaratonista Carlos Dias segue no seu desafio de cruzar o Brasil correndo do Oiapoque ao Chuí e já se encontra no trecho final, faltando cerca 328 quilômetros para o encerramento. Confira o relato de um corredor solitário, que tenta se prender às lembranças da família e amigos para seguir em frente.

As palavras de Carlos mais parecem uma poesia, uma compilação de pensamentos que relatam toda a dificuldade de um guerreiro que está prestes a obter a glória da vitória, mas que ainda terá um caminho de espinhos a percorrer. Aos poucos ele vence as batalhas e tem certeza que a guerra está prestes a terminar.

“O frio é forte, hoje cedo (28) estava 5ºC, mas baixou para 2ºC devido ao vento cortante. Lembro da música, caminhei milhas e milhas e chorei. É aqui onde o filho chora e a mãe não vê, mas sigamos forte para o nosso objetivo, afinal a dor espera, o frio também e no final o que vai valer é o calor da vitória”.

Últimas cidades - Hoje Carlos deve chegar à cidade de Rio Grande e lhe restarão 328 quilômetros para o fim da jornada que começou no dia 27 de maio, e que já lhe rendeu muitas alegrias, mas muitos momentos complicados. “É uma vida para mim. O meu corpo começa bem, mas quando
chega a tarde parece que estou carregando o peso da ansiedade, as dores vão e vem e o isolamento é quebrado ao ler as mensagens de apoio”.

Nas últimas cidades por onde tem passado, Dias não conseguiu apoio das prefeituras locais, apenas em alguns postos policiais, o que dificulta sua progressão no desafio. “Hoje (28) levei um susto. Caí, torci o pé e logo pensei que tudo ia ficar mais difícil, mas não foi nada grave e Deus fez com que eu driblasse a dor”.

A previsão de encerramento é no próximo dia três de setembro, em Chuí, mas para enfrentar o trecho final ele precisa de escolta, já que passará por locais isolados e teme por sua segurança. “Seria muito importante ter alguém correndo ou pedalando ao meu lado, já que a escolta talvez não vá, pois a estrada é muito estreita”.

Ao final, ele pede que todos torçam por ele, que mandem as energias positivas para que finalmente todas as batalhas sejam vencidas e o soldado possa voltar em segurança para contar a sua história. “Vamos comigo quem puder até o Chuí. Conto com essa força de todos vocês amigos, mãe, noiva, filho, patrocinadores e apoiadores. Preciso dessa torcida, pois estou mentalmente cansado”. Tudo o que podemos desejar é boa sorte Carlinhos, como enfatiza a leitora Lucina Ratinho, que o tem enviado diversas mensagens de apoio através do mural do Webrun.