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Diabetes, atividade física e suplementação

A Diabetes Mellitus (DM) é um distúrbio metabólico crônico, caracterizado por níveis elevados de glicemia (o açúcar do sangue), devido à deficiência e/ou resistência à insulina. Alguns dos principais sintomas da DM são: micção freqüente, sede exagerada, fome exagerada, perda rápida de peso sem motivo aparente, fraqueza, fadiga, irritabilidade, náuseas e vômitos.

Existem dois tipos de DM: tipo 1 e tipo 2. A Diabetes Tipo 1 (DM 1 ou conhecida também como insulino-dependente) é uma doença auto-imune caracterizada pela destruição das células beta (que ficam no pâncreas) produtoras de insulina. Isso acontece por engano porque o organismo as identifica como corpos estranhos.

A DM1 surge quando o organismo deixa de produzir insulina (ou produz apenas uma quantidade muito pequena). Quando isso acontece, é preciso tomar insulina para viver e se manter saudável, fazendo com que as pessoas portadoras da doença precisem de injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar. Sem insulina, a glicose não consegue chegar até às células, que precisam dela para queimá-la e transformá-la em energia. No geral, este tipo de DM aparece antes dos 35 anos, por isso também é conhecida como Diabetes Juvenil.

A Diabetes Tipo 2 (DM 2) possui um fator hereditário maior que o tipo 1. Além disso, há uma grande relação com a obesidade e sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos tendo sua incidência maior após os 40 anos. Uma de suas peculiaridades é a contínua produção de insulina pelo pâncreas, mas o problema está na incapacidade de absorção pelas células musculares e adiposas. Por muitas razões, suas células não conseguem metabolizar glicose suficiente da corrente sangüínea, sendo este mecanismo anormal conhecido como "resistência insulínica".

A DM 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que a DM 1 e pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Outras vezes pode necessitar de medicamentos orais e, por fim, a combinação destes com a insulina.

Glicemia e a atividade física - A atividade física tem sido vista como uma parte útil do tratamento para o controle de glicemia do diabético, pois aumenta a velocidade com que a glicose deixa o sangue. No entanto, este efeito benéfico da atividade física depende do fato do diabético estar ou não “razoavelmente” controlado (com a glicemia próxima do normal) antes do início da atividade.

Para a prática da atividade pode ser necessário que o diabético tipo 1 tenha que fazer adaptações em sua dieta (como aumentar a ingestão de carboidratos) e/ou diminuir a quantidade de insulina antes da atividade para manter a glicemia próxima do nível normal durante o exercício. Estas alterações dependem de vários fatores (intensidade da atividade física, duração, glicemia antes da atividade, condicionamento), por isso é de extrema importância o acompanhamento com um médico endocrinologista e um nutricionista.

Já os diabéticos tipo 2, normalmente apresentam vários fatores de risco, incluindo a hipertensão, colesterol alto e sedentarismo. Por isso devem praticar um exercício de baixa intensidade e longa duração, que se realizado diariamente maximizará os benefícios relacionados à sensibilidade à insulina e à perda de peso. Neste caso também é de extrema importância o acompanhamento com uma equipe médica qualificada (cardiologista, endocrinologista, clínico geral) e com um nutricionista.

Suplementação - Em relação à suplementação nutricional para praticantes de atividade física que sejam portadores de DM, é importante ressaltar que ela não é proibida, entretanto deve ser realizada com extrema cautela, pois se o suplemento adquirido tiver em sua composição açúcar pode ser prejudicial para o atleta. Além disso, como a dieta do diabético deve ser bem controlada a suplementação só deve ser feita se for necessária e indicada.


Diabetes, atividade física e suplementação

Atletismo · 10 mar, 2009

A Diabetes Mellitus (DM) é um distúrbio metabólico crônico, caracterizado por níveis elevados de glicemia (o açúcar do sangue), devido à deficiência e/ou resistência à insulina. Alguns dos principais sintomas da DM são: micção freqüente, sede exagerada, fome exagerada, perda rápida de peso sem motivo aparente, fraqueza, fadiga, irritabilidade, náuseas e vômitos.

Existem dois tipos de DM: tipo 1 e tipo 2. A Diabetes Tipo 1 (DM 1 ou conhecida também como insulino-dependente) é uma doença auto-imune caracterizada pela destruição das células beta (que ficam no pâncreas) produtoras de insulina. Isso acontece por engano porque o organismo as identifica como corpos estranhos.

A DM1 surge quando o organismo deixa de produzir insulina (ou produz apenas uma quantidade muito pequena). Quando isso acontece, é preciso tomar insulina para viver e se manter saudável, fazendo com que as pessoas portadoras da doença precisem de injeções diárias de insulina para regularizar o metabolismo do açúcar. Sem insulina, a glicose não consegue chegar até às células, que precisam dela para queimá-la e transformá-la em energia. No geral, este tipo de DM aparece antes dos 35 anos, por isso também é conhecida como Diabetes Juvenil.

A Diabetes Tipo 2 (DM 2) possui um fator hereditário maior que o tipo 1. Além disso, há uma grande relação com a obesidade e sedentarismo. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos tendo sua incidência maior após os 40 anos. Uma de suas peculiaridades é a contínua produção de insulina pelo pâncreas, mas o problema está na incapacidade de absorção pelas células musculares e adiposas. Por muitas razões, suas células não conseguem metabolizar glicose suficiente da corrente sangüínea, sendo este mecanismo anormal conhecido como "resistência insulínica".

A DM 2 é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que a DM 1 e pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Outras vezes pode necessitar de medicamentos orais e, por fim, a combinação destes com a insulina.

Glicemia e a atividade física - A atividade física tem sido vista como uma parte útil do tratamento para o controle de glicemia do diabético, pois aumenta a velocidade com que a glicose deixa o sangue. No entanto, este efeito benéfico da atividade física depende do fato do diabético estar ou não “razoavelmente” controlado (com a glicemia próxima do normal) antes do início da atividade.

Para a prática da atividade pode ser necessário que o diabético tipo 1 tenha que fazer adaptações em sua dieta (como aumentar a ingestão de carboidratos) e/ou diminuir a quantidade de insulina antes da atividade para manter a glicemia próxima do nível normal durante o exercício. Estas alterações dependem de vários fatores (intensidade da atividade física, duração, glicemia antes da atividade, condicionamento), por isso é de extrema importância o acompanhamento com um médico endocrinologista e um nutricionista.

Já os diabéticos tipo 2, normalmente apresentam vários fatores de risco, incluindo a hipertensão, colesterol alto e sedentarismo. Por isso devem praticar um exercício de baixa intensidade e longa duração, que se realizado diariamente maximizará os benefícios relacionados à sensibilidade à insulina e à perda de peso. Neste caso também é de extrema importância o acompanhamento com uma equipe médica qualificada (cardiologista, endocrinologista, clínico geral) e com um nutricionista.

Suplementação - Em relação à suplementação nutricional para praticantes de atividade física que sejam portadores de DM, é importante ressaltar que ela não é proibida, entretanto deve ser realizada com extrema cautela, pois se o suplemento adquirido tiver em sua composição açúcar pode ser prejudicial para o atleta. Além disso, como a dieta do diabético deve ser bem controlada a suplementação só deve ser feita se for necessária e indicada.

Tomar ou não suplementos para correr?

A pergunta que mais ouço sobre Nutrição Esportiva é: estou treinando X vezes por semana a modalidade Y. O que acha que eu devo tomar? Nesses casos os suplementos alimentares muitas vezes são vistos e apresentados como se promovessem melhoras incríveis. Porém, isso não é verdade para o amador. Uma dieta adequada já pode ser o suficiente.

Uma informação que muitas pessoas não sabem sobre a suplementação é que para utiliza-la a pessoa deve estar com uma dieta minimamente adequada. Além disso, a absoluta maioria dos atletas tem hábitos alimentares ou muito ruins ou com erros básicos de simples solução.

Um grupo de velocistas, que eu acompanhava, se preocupava com um único alimento durante todo o dia, a maltodextrina na hora do treino. O pior era que eles se alimentavam muito mal, e, portanto, nesses casos a maltodextrina deveria ser encarada como um dos fins e não o começo de todo treino.

O mais importante é analisar a dieta que a pessoa faz, para só então mexer naquilo que está errado. E geralmente são muitas as coisas erradas. Primeiro a decisão mais sábia (e barata) é corrigir o excesso de intervalo entre as refeições, que nunca deve ser maior do que quatro horas. Depois deve ser revista a escolha dos alimentos, que muitas vezes é mal feita. A outra é consumir uma quantidade adequada de carboidratos.

Nos casos daqueles que se alimentam mal, a suplementação acaba não fazendo efeito algum. Os efeitos dos suplementos aos olhos do consumidor dão uma certa magia a eles! Eu tive um maratonista alguns anos atrás que treinou como um leão para uma maratona e bateu seu recorde pessoal. Ele tomava por conta própria cápsulas de BCAA porque achava que faria bem. Eu não tinha como proibir.

Depois ele treinou para outra maratona e veio um novo recorde pessoal. Em uma terceira vez ele desistiu de tomar o BCAA. O recorde não veio, mas a explicação dada por ele para o resultado foi a falta de BCAA, porque ele disse que era isso que o fazia correr bem. Ou seja, o indivíduo treina diariamente, se dedica por um longo tempo até onde pode, leva uma vida regrada e acha que o resultado vem de pílulas! Ele então tomou a decisão de retomar o BCAA, fez uma nova prova e o resultado também não foi bom. E até hoje ele não faz idéia que é uma bobagem essa relação entre BCAA e a Maratona.

Mas por que alguns médicos ainda assim indicam esses suplementos? Pode não ser ético, mas, hoje essas indicações são questão de sobrevivência no mercado e também um tipo de tratamento por placebo no paciente.

Na Nutrição isso também acontece, pois o Nutricionista muda toda a dieta do indivíduo para ele alcançar o que deseja e mesmo assim para o paciente isso não parece o bastante. O indivíduo só ficará contente se também tiver que tomar alguma suplementação. É quase um troféu quando chega entre os seus colegas com a recomendação de um profissional para tomar algo, como se ele fosse alguém especial.

Para o profissional, não receitar algo vai lhe custar a imagem de alguém não atualizado com as novidades do mercado de produtos. Por isso ele acaba prescrevendo porque sabe que o produto é quase inócuo e tem um efeito psicológico positivo.

Agora no começo deste ano um amigo que está voltando aos treinos intensos veio me perguntar se deveria tomar alguns suplementos para ter melhor rendimento. Eu respondi que ele pode, pois eles não engordavam, não faziam mal, movimentavam a economia, ainda geravam emprego e ainda o faziam feliz. Disse que ele só não esperasse alguma melhora por isso. Ao se tratar de Nutrição Esportiva começar pelo básico é na maioria das vezes o melhor suplemento.


Tomar ou não suplementos para correr?

Corrida de Obstáculos · 10 fev, 2009

A pergunta que mais ouço sobre Nutrição Esportiva é: estou treinando X vezes por semana a modalidade Y. O que acha que eu devo tomar? Nesses casos os suplementos alimentares muitas vezes são vistos e apresentados como se promovessem melhoras incríveis. Porém, isso não é verdade para o amador. Uma dieta adequada já pode ser o suficiente.

Uma informação que muitas pessoas não sabem sobre a suplementação é que para utiliza-la a pessoa deve estar com uma dieta minimamente adequada. Além disso, a absoluta maioria dos atletas tem hábitos alimentares ou muito ruins ou com erros básicos de simples solução.

Um grupo de velocistas, que eu acompanhava, se preocupava com um único alimento durante todo o dia, a maltodextrina na hora do treino. O pior era que eles se alimentavam muito mal, e, portanto, nesses casos a maltodextrina deveria ser encarada como um dos fins e não o começo de todo treino.

O mais importante é analisar a dieta que a pessoa faz, para só então mexer naquilo que está errado. E geralmente são muitas as coisas erradas. Primeiro a decisão mais sábia (e barata) é corrigir o excesso de intervalo entre as refeições, que nunca deve ser maior do que quatro horas. Depois deve ser revista a escolha dos alimentos, que muitas vezes é mal feita. A outra é consumir uma quantidade adequada de carboidratos.

Nos casos daqueles que se alimentam mal, a suplementação acaba não fazendo efeito algum. Os efeitos dos suplementos aos olhos do consumidor dão uma certa magia a eles! Eu tive um maratonista alguns anos atrás que treinou como um leão para uma maratona e bateu seu recorde pessoal. Ele tomava por conta própria cápsulas de BCAA porque achava que faria bem. Eu não tinha como proibir.

Depois ele treinou para outra maratona e veio um novo recorde pessoal. Em uma terceira vez ele desistiu de tomar o BCAA. O recorde não veio, mas a explicação dada por ele para o resultado foi a falta de BCAA, porque ele disse que era isso que o fazia correr bem. Ou seja, o indivíduo treina diariamente, se dedica por um longo tempo até onde pode, leva uma vida regrada e acha que o resultado vem de pílulas! Ele então tomou a decisão de retomar o BCAA, fez uma nova prova e o resultado também não foi bom. E até hoje ele não faz idéia que é uma bobagem essa relação entre BCAA e a Maratona.

Mas por que alguns médicos ainda assim indicam esses suplementos? Pode não ser ético, mas, hoje essas indicações são questão de sobrevivência no mercado e também um tipo de tratamento por placebo no paciente.

Na Nutrição isso também acontece, pois o Nutricionista muda toda a dieta do indivíduo para ele alcançar o que deseja e mesmo assim para o paciente isso não parece o bastante. O indivíduo só ficará contente se também tiver que tomar alguma suplementação. É quase um troféu quando chega entre os seus colegas com a recomendação de um profissional para tomar algo, como se ele fosse alguém especial.

Para o profissional, não receitar algo vai lhe custar a imagem de alguém não atualizado com as novidades do mercado de produtos. Por isso ele acaba prescrevendo porque sabe que o produto é quase inócuo e tem um efeito psicológico positivo.

Agora no começo deste ano um amigo que está voltando aos treinos intensos veio me perguntar se deveria tomar alguns suplementos para ter melhor rendimento. Eu respondi que ele pode, pois eles não engordavam, não faziam mal, movimentavam a economia, ainda geravam emprego e ainda o faziam feliz. Disse que ele só não esperasse alguma melhora por isso. Ao se tratar de Nutrição Esportiva começar pelo básico é na maioria das vezes o melhor suplemento.

Por que utilizar carboidrato nas corridas?

Uma pergunta muito recorrente no mundo da corrida é em relação aos carboidratos. Por que usar? Quando usar? A suplementação faz realmente efeito? Para responder a estas perguntas, acho importante explicar de onde nosso corpo retira a energia durante a corrida.

O organismo consome diariamente carboidratos, gorduras e proteínas para fornecer energia necessária para manter as atividades celulares em repouso e durante o exercício. No exercício, os principais nutrientes utilizados são as gorduras e os carboidratos, contribuindo as proteínas com uma pequena quantidade de energia.

Durante o exercício prolongado de baixa intensidade (acima de 30 minutos), ocorre um desvio gradual do metabolismo dos carboidratos em direção a uma maior dependência da gordura como substrato energético. Entretanto, é importante saber que quando os estoques de glicogênio (o carboidrato que fica estocado em nosso corpo) muscular e hepático atingem níveis muito baixos existe a possibilidade de ocorrer a fadiga muscular.

Isso pode acontecer, pois para a gordura ser utilizada como energia, é necessário ter carboidratos disponíveis no organismo. Por isso dizemos que “a gordura queima na chama do carboidrato”.

Por este motivo, a reposição de carboidratos durante a atividade física prolongada é importante. Se não houver glicose disponível no organismo, não há produção de energia e o praticante da atividade pode “quebrar” no meio do treino ou da prova.

Como consumir - A melhor forma de fazer a reposição de carboidratos é através de carboidratos complexos que não elevam muito a glicose sanguínea, evitando assim uma hipoglicemia rebote. Durante o exercício, é praticamente impossível parar para comer alguma coisa e por isso os carboidratos em gel são tão recomendados e utilizados.

Normalmente eles são compostos de maltodextrina, que é um derivado do milho ou da mandioca e é feita a partir da conversão enzimática do amido. Ela é considerada um carboidrato complexo, pois possui em sua formulação vários açúcares, como a dextrose, maltose e outros, necessitando, assim, de digestão para sua conversão em glicose.

Na composição destes géis também podemos encontrar outros componentes interessantes como alguns antioxidantes (ex.:vitamina C) e também os aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) em pequenas quantidades.

Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva, a reposição necessária de carboidratos para manter a glicemia e evitar a fadiga é de 30-60g/ hora, o equivalente a um ou dois saches de carboidrato em gel (de 30g) por hora. O ideal é consumir o gel junto com água, para evitar também a desidratação (um fator que leva a queda significativa do rendimento) e para auxiliar na digestão do carboidrato.

A recomendação prática para o uso do carboidrato em gel é utilizar um a cada 45 minutos, e se for em prova, dar preferência ao consumo nos postos de hidratação. Bons treinos e boa prova!


Por que utilizar carboidrato nas corridas?

Corridas de Rua · 18 dez, 2008

Uma pergunta muito recorrente no mundo da corrida é em relação aos carboidratos. Por que usar? Quando usar? A suplementação faz realmente efeito? Para responder a estas perguntas, acho importante explicar de onde nosso corpo retira a energia durante a corrida.

O organismo consome diariamente carboidratos, gorduras e proteínas para fornecer energia necessária para manter as atividades celulares em repouso e durante o exercício. No exercício, os principais nutrientes utilizados são as gorduras e os carboidratos, contribuindo as proteínas com uma pequena quantidade de energia.

Durante o exercício prolongado de baixa intensidade (acima de 30 minutos), ocorre um desvio gradual do metabolismo dos carboidratos em direção a uma maior dependência da gordura como substrato energético. Entretanto, é importante saber que quando os estoques de glicogênio (o carboidrato que fica estocado em nosso corpo) muscular e hepático atingem níveis muito baixos existe a possibilidade de ocorrer a fadiga muscular.

Isso pode acontecer, pois para a gordura ser utilizada como energia, é necessário ter carboidratos disponíveis no organismo. Por isso dizemos que “a gordura queima na chama do carboidrato”.

Por este motivo, a reposição de carboidratos durante a atividade física prolongada é importante. Se não houver glicose disponível no organismo, não há produção de energia e o praticante da atividade pode “quebrar” no meio do treino ou da prova.

Como consumir - A melhor forma de fazer a reposição de carboidratos é através de carboidratos complexos que não elevam muito a glicose sanguínea, evitando assim uma hipoglicemia rebote. Durante o exercício, é praticamente impossível parar para comer alguma coisa e por isso os carboidratos em gel são tão recomendados e utilizados.

Normalmente eles são compostos de maltodextrina, que é um derivado do milho ou da mandioca e é feita a partir da conversão enzimática do amido. Ela é considerada um carboidrato complexo, pois possui em sua formulação vários açúcares, como a dextrose, maltose e outros, necessitando, assim, de digestão para sua conversão em glicose.

Na composição destes géis também podemos encontrar outros componentes interessantes como alguns antioxidantes (ex.:vitamina C) e também os aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) em pequenas quantidades.

Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva, a reposição necessária de carboidratos para manter a glicemia e evitar a fadiga é de 30-60g/ hora, o equivalente a um ou dois saches de carboidrato em gel (de 30g) por hora. O ideal é consumir o gel junto com água, para evitar também a desidratação (um fator que leva a queda significativa do rendimento) e para auxiliar na digestão do carboidrato.

A recomendação prática para o uso do carboidrato em gel é utilizar um a cada 45 minutos, e se for em prova, dar preferência ao consumo nos postos de hidratação. Bons treinos e boa prova!