Alimentação · 22 dez, 2025
Sabe aquela piada “o problema não é o que comemos entre o Natal e o Ano Novo, mas o que comemos entre o Ano Novo e o Natal”? Ela é verdadeira, mas um ótimo estudo vem mostrar que pode haver, […]
Atletismo · 12 nov, 2012
Você sabia que 43,4% das pessoas no Brasil e 2 bilhões de pessoas no mundo estão acima do peso? Sabia que em 2025, esse número chegará a 3 bilhões? Sabia que a obesidade é uma porta de entrada para doenças como diabetes e hipertensão arterial?
A realidade atual, infelizmente, nos mostra que muitas pessoas alimentam-se incorretamente. Preferem consumir alimentos muito calóricos e com baixo valor nutritivo, como doces, refrigerantes, frituras e pizzas, a consumir alimentos com alto valor nutritivo e pouco calóricos como verduras, legumes e carnes magras.
Por outro lado, a vida moderna nos oferece inúmeras facilidades: o uso de carros, motos, elevadores, escadas rolantes, são exemplos de atitudes que induzem à falta de movimento conhecida como sedentarismo, um dos maiores vilões dos dias atuais. A combinação entre alimentação incorreta e sedentarismo tem um resultado perverso: a obesidade.
A obesidade é uma doença e não somente um problema estético; atualmente, trata-se de um dos mais graves problemas de saúde pública e preocupa autoridades de vários países. Infelizmente, a maioria das pessoas só procura tratamento, quando a doença já se instalou. E, na maioria das vezes, o fazem de forma equivocada.
Quer um exemplo? Diariamente nos deparamos com publicações (impressas e virtuais) prometendo emagrecimento fácil e rápido. São as chamadas dietas da moda, que existem aos montes e são um verdadeiro chamariz para aqueles que querem emagrecer com rapidez e sem sacrifícios (atualmente, 10 milhões de brasileiros fazem dieta para emagrecer). Porém, apesar da perda de peso na fase inicial, a empreitada logo se revela um fracasso e o indivíduo retoma sua alimentação habitual, recuperando os quilos que perdeu.
Assim como essas, existem inúmeros outros métodos prometendo emagrecimento fácil e rápido e o que é pior, muitos deles colocam em risco a saúde física e mental do indivíduo. Então, a forma mais sensata de obter sucesso na prevenção e tratamento do sobrepeso é através de alimentação balanceada e prática de exercícios físicos.
Confira na próxima página dicas de alimentação, exercícios físicos, sono e controle do stress no combate à obesidade.
Alimentação- Quando o assunto é perda de peso, alguns alimentos devem ser priorizados. Verduras, legumes, grãos integrais, carnes magras (grelhadas, assadas ou cozidas), leite e derivados desnatados, algumas frutas, são exemplos desses alimentos. E devem ser evitados itens como doces, refrigerantes, frituras, carnes gordas, produtos elaborados com farinha branca.
Exercícios físicos- Os exercícios são importantes aliados na luta contra o excesso de peso. Primeiro, porque previnem o ganho de peso e contribuem para a manutenção da perda de peso, pois aceleram o metabolismo, aumentam a massa muscular, aumentam a queima de calorias e favorecem a perda de gordura.
Segundo, porque o ganho de massa muscular mantém o metabolismo acelerado até em pessoas idosas, facilitando o emagrecimento e a manutenção do peso. Terceiro, porque evita a flacidez que ocorre com as pessoas que fazem somente dieta.
Por incrível que pareça, além de alimentação e exercícios, outros dois fatores também devem ser considerados por aqueles indivíduos que querem perder peso: o sono e o controle do stress.
Sono- Indivíduos que dormem mal ou dormem pouco têm mais dificuldade para perder peso, porque a privação crônica do sono pode interferir no equilíbrio entre os hormônios do apetite e da saciedade. Também pode desacelerar o metabolismo da glicose e elevar o nível de cortisol, favorecendo o ganho de gordura.
Controle do stress- Tanto o descontrole hormonal (que eleva o nível de cortisol), quanto o descontrole alimentar que ocorre em situações de stress pode induzir ao ganho de peso.
Portanto, se você deseja prevenir o sobrepeso ou tratá-lo, fique atento à sua alimentação, pratique exercícios físicos, durma bem e mantenha o stress sob controle. A sua saúde agradece!
Caminhada · 12 ago, 2011
Semana passada a equipe da Webrun veio aqui na minha casa para fazer alguns vídeos para o site. Uma das pessoas da equipe era a jornalista Monique Barleben, que ao saber que eu tinha me casado há menos de dois meses não resistiu e me fez a pergunta tema deste artigo: casar engorda? Bom, para responder esta pergunta escreverei este artigo que será um pouco menos técnico, mais explicativo e até mesmo trará algumas soluções para quem realmente casou e engordou.
A minha experiência em consultório mostra que a questão título do artigo na maioria das vezes vem acompanhada da resposta: sim! Porém, esta não precisa ser a regra e ao descobrir o que faz a pessoa engordar quando se casa, o problema pode ser solucionado. Vamos então dividir os problemas chamando- os de erros e colocando a solução para cada item:
Erro 1 - As maiorias dos casais moram com os pais e vão morar juntos (e sozinhos) somente após o casamento. Esta mudança pode ser chocante para a maioria das pessoas, afinal são muitas adaptações e mudanças na rotina diária. E um dos primeiros problemas enfrentados é a compra de mercado. A pessoa agora precisa pensar no que irá comprar e como ela irá preparar estes alimentos. Com a vida corrida da maioria das pessoas, a tendência é a compra de produtos congelados e de fácil preparo. Ou ainda, trocar o jantar (que na casa da mamãe sempre tinha grelhadinho com salada) por lanche, esfiha, pizza.
Solução 1 Planejamento. Se você não tem tempo de cozinhar todos os dias, prepare o arroz em maior quantidade para durar por mais dias, congele alguns alimentos que você mesmo preparou, deixe a salada lavada e cortada para a semana. Um dia de dedicação na semana e o resto do trabalho será no máximo grelhar um bife (o que não dura nem sete minutos)
Erro 2 - Outra questão típica da compra de mercado é: se eu comprar fruta, legume ou verdura só para duas pessoas, já sei que vai estragar, então, nem vou comprar. E isso se aplica a outros alimentos saudáveis de curta validade como iogurtes, queijo minas, etc...
Solução 2 Tempo para conhecer o tamanho do consumo da sua casa. As primeiras compras realmente serão incompletas ou terá comida sobrando na geladeira. Porém, aos poucos você vai conhecendo o consumo e comprará apenas o necessário. E isso significa comprar apenas uma cebola, um pimentão, uma cenoura, três maçãs, quatro bananas. Parece estranho, pela pequena quantidade, mas aos poucos a comida deixa de faltar ou de estragar. É preciso paciência e observação.
Erro 3 Agora sou casado e meus finais de semana se resumem a sair para jantar com os amigos ou ficar em casa vendo filme comendo pizza!. E este erro é clássico!!!
Solução 3 O problema não é sair pra jantar ou comer uma pizza uma vez por semana, mas sim o sabor da pizza, a bebida que acompanha e o prato do jantar com os amigos. Sendo assim, vai a dica: quando for pedir pizza, comer no máximo dois pedaços e escolher sabores mais magros como marguerita, mussarela, napolitana, rúcula. Tomar cuidado com a bebida alcoólica. Se for beber vinho, no máximo uma taça, se for beber cerveja, uma lata. Lembrar que o álcool é mais calórico que o carboidrato e a proteína. Se for sair pra jantar, optar pelos grelhados, cuidado com o excesso de fritura, e se for massa, preferir o molho vermelho e lembrar-se de evitar o queijo ralado.
Erro 4 Também é muito comum ver as pessoas que se acomodam porque casaram (Meu marido/esposa me ama de qualquer jeito e também já casei, não preciso ficar mais tão preocupado com minha aparência). Param com a academia, desencanam da dieta e obviamente acabam engordando.
Solução 4 Encontrem uma atividade física que possam fazer juntos, que um estimule o outro a praticar. Aos finais de semana, saiam para caminhar no parque, andar de bicicleta, correr em corridas de rua. O importante é o casal se apoiar e ter objetivos comuns. Se o marido engordou e a mulher não, não custa nada a mulher entrar na dieta junto do marido e sair pra andar com ele aos finais de semana. Família unida jamais será vencida, nem mesmo pelo sedentarismo!!
Estas são algumas dicas para os erros mais comuns que eu vejo por aí. Para matar a curiosidade: casei-me em 11/06/11, mas já morava junto há um ano. Quando me mudei para a casa do meu atual marido, emagreci quatro quilos. Sendo assim, posso afirmar que não é verdade que casar/morar junto leva ao ganho de peso!!
Atletismo · 25 maio, 2011
Um longo e recente debate de 15 páginas no Journal of the American Dietetic Association foi publicado discutindo-se, entre outras coisas, se a quantidade total de gordura ingerida faz alguma diferença na saúde do coração, nos índices (e risco) de diabetes e na obesidade. E ao menos uma das conclusões segue a linha do que falei nos últimos dois textos aqui nesse espaço: o total de gordura ingerida em nossa dieta não tem importância nesses pontos!
Outro ponto importante no debate é a conclusão de que a gordura saturada (animal), apesar de ser ruim, parece não ser tão ruim quanto o carboidrato simples (açúcar branco e farinha de trigo, por exemplo). Não é difícil entender por que, mesmo com inúmeras campanhas para reduzir o consumo de gordura nos EUA, os americanos continuam a ganhar peso, justamente porque eles conseguiram essa redução no consumo de gordura à base de uma troca consumindo agora mais carboidratos! Mas se comemos hoje menos gordura que 20 anos atrás, por que então continuamos a engordar?
Os cálculos de ingestão de nutrientes de uma população são super complexos e difíceis, mas nos últimos anos, mais e mais renomados especialistas vão concordando com algo: parece ter sido um erro precipitado recomendar a substituição de gordura pelos carboidratos refinados. O único acerto de fato parece ser a ênfase de controlarmos o tipo de gordura que consumimos, evitando a saturada e a condenada trans, dando preferência às insaturadas.
Um dos resultados dessa substituição do tipo de nutriente é que, mesmo reduzindo a quantidade calórica, continuamos a engordar, entre muitas outras coisas, provavelmente porque aumentamos percentualmente o carboidrato em nossa dieta.
Da minha parte, cada vez mais acho completamente desnecessário o extremo cuidado que os profissionais da saúde têm com a gordura, porque parece que estamos latindo para a árvore errada. Há uma imensa e absoluta confusão com os cálculos de porcentagem dos nutrientes porque quando reduzimos um nutriente (seja ele carboidrato, gordura ou proteína), outro(s) acaba(m) ganhando peso na dieta e mascarando os papéis de cada um nas dietas de emagrecimento.
A quantidade de calorias parece ter então um peso bem menor do que o atribuído hoje na manutenção de peso, mas essa é uma teoria que requer longa discussão, inviável aqui. É sim muito importante que saibamos que MUITO do produzido em pesquisa nas últimas décadas faz uma absurda confusão com quantidade calórica e porcentagens de nutrientes, confusão essa que impede encontrarmos os verdadeiros vilões.
O lado otimista me diz que esse debate em um veículo tão respeitado quanto o Journal of the American Dietetic Association é um alento, porque reconhece que a fobia criada em cima da gordura parece não ser mais um consenso. Se você sair pesquisando, verá que indicadores como o colesterol (seja ele HDL ou LDL) tem uma confiança relativamente baixa como indicadores futuros de riscos cardíacos, além de não reagirem tão bem a mudanças nas dietas.
E por fim, o que não faltam são populações inteiras com dietas que seriam totalmente condenadas do ponto de vista do que seria o ideal, mas mesmo assim essa população acaba tendo índices de longevidade e índices de problemas cardíacos muito abaixo da média mundial. E é justamente sobre essa particularidade de alguns grupos, seu comportamento e equivocadas leituras, que fazemos disso o que eu falarei no próximo texto!
Atletismo · 11 dez, 2009
O economista comportamental Dan Ariely, do MIT nos Estados Unidos, que talvez nem saiba muito bem a diferença entre um espinafre e um almeirão, parece entender como poucos os tais truques de como fugir das comidas mais gordinhas. Indagado recentemente em uma matéria sobre como evitar exageros no fim de ano, ele lembrou algumas dicas, que já foram inclusive dadas aqui, e me parecem mais sensatas do que muitas que provavelmente você já leu.
A primeira dica é muito simples. Coma com palitinhos japonês (os hashis), porque assim você comerá menos e mais devagar. Porém, para nós, ocidentais, o uso de hashi não é costumeiro. Por isso Ariely sugeriu uma adaptação. Durante a ceia, use pratos, copos e potes pequenos, pois sabidamente, mesmo que você possa ficar repetindo as porções, comerá bem menos por causa do menor volume de comida e bebida que cabe nesses recipientes.
Outro truque, que já falei aqui e também foi dado por Ariely, é o de deixar a comida distante de você. Infelizmente, não vale sentar no lado oposto da mesa. Se possível deixe a opção de se servir em outro recinto da casa (ou seja, deixe a comida na cozinha e coma na sala). O ato de se levantar para se servir é acreditem! um grande desencorajador de exageros.
Outra dica: comece a refeição sempre com uma entrada mais leve e menos calórica, isso reduz a "fúria" com que vai ao prato principal. Por outro lado, reduza o número de opções da ceia de natal e ano novo. Se você tiver a opção de quatro carnes vermelhas, três aves, três peixes e mais uns cinco outros pratos, com certeza você irá se servir para experimentar um pouco de tudo e daí o crime já terá sido consumado.
Culturalmente o brasileiro prepara alguns alimentos extremamente calóricos nas ceias de final de ano, como aquela salada de maionese que a sua tia faz questão. Mas, infelizmente, não sabemos parar de comer quando atingimos a meta numérica de calorias suficientes para o organismo. Normalmente paramos de comer e isso é muito subjetivo somente quando houver saciedade, seja comendo linhaça (pouca densidade energética) ou manteiga de garrafa (energia em estado puro). Esteja seguro então que haja opções mais leves na sua ceia, alimentos com densidade calórica mais reduzida como vegetais cozidos, por exemplo.
Outra dica do economista muito interessante tem como base o fato de não mais fazermos nossa própria comida. Só para ter uma idéia, hoje em dia tem gente que compra toda a ceia de natal. Mas você pode estar se perguntado, o que isso tem a ver com quilos extras no natal?
No início do século passado tudo era feito em casa e a comida era fruto do trabalho direto de alguém da família. Com isso, alguns estudiosos acreditam que na hora de comer as pessoas controlavam seus impulsos, porque sabiam o trabalho que deu para preparar toda uma ceia.
Outro conselho não usual dado é o como se vestir. Apesar de roupas mais justas atrapalhar por fazer com que caminhemos menos ao longo do dia, durante essas ocasiões ela ajudaria a mantermos a linha. Ou seja, aquela camiseta bem apertada, que ganhou no amigo-secreto, acabará servindo para algo.
Por fim, a piada é velha, mas boa por ser verdadeira. Na sua maior orgia gastronômica, quantas calorias você acha que pode ingerir? Seis mil? Sete mil? Pode parecer muito, mas não é nada se distribuído em um prazo mais longo. Seria um alento se algumas pessoas se preocupassem mais com o que comem durante 364 dias e não apenas no que faz durante a ceia de Natal, que sempre acaba levando toda a culpa. Tal qual diz o ditado, o problema não é o que se come do Natal ao Ano-Novo, mas sim o que comemos do Ano Novo até o Natal seguinte.
Boas festas!
Atletismo · 17 ago, 2009
Com os excessos que vemos as pessoas cometerem contra a própria saúde no que diz respeito à nutrição, também observamos uma preocupação de muitos que vão atrás daquilo que seria melhor para a saúde. O problema é que para a maioria a simples adesão moral ou apenas em pensamento de obter uma vida mais saudável, já serve para aplacar a culpa na consciência.
Quer um exemplo, você está acima do peso? Provavelmente já pensou no seguinte: segunda-feira começo um regime. Você não come frutas e vegetais? Também já deve ter pensado: na próxima refeição vou caprichar. E você come muita porcaria? O pensamento típico é: mas eu não como nem metade das porcarias que meus colegas do trabalho comem.
O pior é quando as pessoas se preocupam com coisas menores, como o tipo de barra de cereal, ou a bebida esportiva a levar ao treino e depois cometem exageros ao longo de toda a semana. Como diz um amigo, confessamos os pequenos pecados para nos autorizar a continuar cometendo os grandes. Nós esquecemos que a tal barrinha é apenas uma parte muito pequena de tudo aquilo que comemos, ela não deveria ser a prioridade quando escolhemos nossas refeições.
Um dos hábitos que algumas pessoas têm é o de tentar consumir alimentos que seriam mais saudáveis. A própria indústria nos oferece várias opções de alimentos fortificados. Você tem o leite com ferro, bolacha com mais fibra, margarina com vitamina E, suco com mais vitamina e tantas outras opções. Para esse monte de opções não temos grandes defensores que fiquem insistindo para que os compremos. É bem simples nesses casos, ou você compra ou não, mas você não propagandeia.
Mas faz já um tempo há também a opção de consumir alimentos orgânicos que muitos dos nossos colegas adoram falar que consomem. O nome dele em si é esquisito, porque todo alimento é orgânico, mas eles usam esse nome para aqueles vegetais, frutas e legumes que são cultivados sem o uso de agrotóxicos, usando apenas adubos não industriais. Esse tipo de alimento custa cerca de 60% mais caro e tem uma margem de lucro acima dos demais, além de não necessitar de propaganda já que não existem marcas e também contam com a boa aceitação com a desculpa de que seria uma forma de alimentação mais saudável.
Pois aqueles que fazem questão de consumi-los achando que são imprescindíveis, é bom saber um detalhe. Alguns dias atrás, uma agência oficial do governo britânico publicou um longo e detalhado relatório, que conclui na análise direta de inúmeros estudos publicados nos últimos 50 anos, que não há evidências de diferenças qualitativas na composição nutricional entre alimentos orgânicos e aqueles produzidos de forma tradicional (uso de pesticidas e adubos).
Simplificando: os alimentos autodenominados orgânicos NÃO são em NADA mais saudáveis que aqueles vendidos em supermercados e feiras. Infelizmente (ou felizmente) como outras vezes já disse aqui, a nutrição é algo bem mais complexo do que possa parecer. Não há fórmulas tão fáceis a se seguir e a ciência vem mostrando que na maioria das vezes aquilo que era tido como melhor um tempo atrás, não tem qualquer validade nos dias atuais.
Se considerarmos tudo que comemos ao longo do dia, a diferença entre a marca da sua barra de proteína acaba tendo importância praticamente nula. São tantos fatores mais importantes que temos que prestar atenção, que esse foco deveria ser naquilo que basicamente comemos, não em como apenas alguns dos nossos alimentos crescem ou são produzidos.
Atletismo · 28 maio, 2009
As vitaminas são compostos orgânicos da mais alta importância, necessárias ao crescimento, à reparação dos tecidos, ao funcionamento orgânico, essenciais para reações metabólicas específicas no meio celular e vitais para o funcionamento dos órgãos.
As vitaminas também pertencem a um grupo de nutrientes orgânicos que promovem o bem-estar físico e mental. Por isso devem ser ingeridas diariamente (em quantidades adequadas), através da dieta, pois não são produzidas pelo nosso organismo e elas não possuem calorias. Conheça as principais vitaminas e suas funções mais importantes:
Vitamina A: possui papel essencial na visão, no crescimento, desenvolvimento e manutenção da pele, nas funções imunológicas e reprodução. As suas principais fontes são: alimentos de origem animal, vegetais folhosos verde-escuros, frutas amarelo-alaranjadas.
Vitamina D: possui papel fundamental no metabolismo dos ossos, ajudando na prevenção de doenças como raquitismo, osteomalácia e osteoporose. As suas principais fontes são: óleo de fígado de peixe, manteiga, nata, gema de ovo. Entretanto, a exposição modesta à luz solar é suficiente para a maioria das pessoas produzir a sua própria vitamina D.
Vitamina E: possui papel antioxidante importante, relacionado com prevenção de condições associadas ao estresse oxidativo, tais como envelhecimento, câncer, doença cardiovascular, entre outras. As suas principais fontes são os vegetais, sendo os óleos as fontes mais ricas.
Vitamina B12: está diretamente relacionada com metabolismo de substâncias que estão envolvidas nos passos fundamentais para o funcionamento normal de todas as células, especialmente para as do trato gastrointestinal, medula óssea e tecido nervoso. Sua deficiência pode levar a alterações neurológicas e também a um tipo específico de anemia denominada megaloblástica.
As fontes mais ricas da vitamina são: fígado e rim, leite, ovo, peixe, queijos e carnes. É importante ressaltar que pessoas que seguem dieta totalmente vegetariana devem fazer um acompanhamento dos níveis sanguíneos de vitamina B12 e avaliar a necessidade de suplementação, uma vez que ela não estará sendo consumida em sua melhor fonte.
Vitamina C: ajuda a fortalecer o sistema imunológico, tem função antioxidante assim como a vitamina E, ajuda no processo de absorção do ferro pelo organismo. As suas principais fontes são as frutas ácidas: abacaxi, morango, limão, laranja, maracujá.
A melhor forma de obter as vitaminas em quantidade ideais é seguir uma alimentação balanceada e comer sempre um prato colorido.
Atletismo · 24 mar, 2009
Dizemos que no Brasil todos somos um pouco médicos e técnicos de futebol. Eu ainda incluiria nutricionista porque a quantidade de dicas, recomendações e grandes equívocos que se ouve é muito grande. Vou relatar aqui alguns mitos mais comuns. Como eles são muitos, vou tentar futuramente aumentar a lista.
Laranja na feijoada ou após a refeição é bom para quebrar a gordura e não engordar?
Esse é de longe o melhor dos mitos! A laranja não vai ajudá-lo com a feijoada. Esqueça isso e coma menos feijoada porque a acidez da laranja, ou de qualquer outra fruta cítrica, não acaba nem destrói a gordura. A gordura e as calorias ingeridas serão todas suas, com ou sem laranja de sobremesa.
Água gelada emagrece?
Não queira nem tente fazer seu corpo perder energia bebendo água gelada para queimar mais gordura reaquecendo o organismo todo. O gasto com isso é desprezível mesmo em enormes quantidades.
Azeitona engorda?
Qualquer alimento em excesso engorda. Certa vez fui questionado sobre a quantidade de calorias da azeitona. Ninguém engorda porque come azeitonas, engorda porque come a pizza que vem com ela, ou engorda porque come toda a salada de maionese com azeitona. Esses, sim, são alimentos de grande densidade energética.
Comer à noite ou comer carboidrato à noite engorda?
Uma pesquisa sueca ganhou espaço na imprensa um tempo atrás porque haveria provado que comer carboidrato pela noite engordava. Para isso eles testaram suecas e as que estavam acima do peso tinham esse hábito. A pesquisa depois perdeu qualquer validade porque ao se analisar atentamente os dados nota-se que as suecas gordinhas comiam mais não somente à noite, mas também pela manhã, no lanche, no almoço, no lanche da tarde, no jantar, nos sábados, domingos, feriados, dias pagãos e dias úteis. Insisto, o horário não é decisivo no processo de ganho de peso.
Exercício em jejum queima mais gordura?
Meia-verdade. O exercício pela manhã feito em jejum, como algumas pesquisas indicam, parece realmente queimar levemente mais gordura do que quando feito após o café da manhã. Porém, o custo fisiológico ao organismo e a perda de qualidade no treinamento são tão grandes que esse artifício não se compensa.
Banana evita cãibra porque tem potássio?
Não sei se tem gente que ainda acredita nisso. Pois então vou dar outra recomendação aos que acreditam: limão tem muito mais potássio, você vai tentar chupá-lo para evitar cãibra? Não precisa! O potássio não é decisivo no aparecimento das cãibras.
Dieta da lua ou do tipo sanguíneo funcionam?
Essas dietas são boas apenas para os autores dos livros. Elas carecem de qualquer base científica ou pesquisa. Prefira o tradicional e comprovado.
Barra de cereais supre a ingestão de fibra diária?
A praticidade desse alimento trouxe a inconveniência do nome e da fama. Essas barras NÃO são grande fonte de fibras. Você vai ter que consumir mais fibra ao longo do dia se quiser ter uma dieta equilibrada. Cada barrinha contém cerca de 1g de fibra e o recomendável é cerca de 30g/dia.
Shake dietético supre as necessidades diárias de vitaminas e minerais?
Tentar sobreviver um dia apenas com um shake para dieta é expor o organismo a um estresse muito grande por não fornecer uma dieta equilibrada e energia suficiente para 24h. Não seja tão radical no regime para perder peso. Devagar e sempre provou-se um ganho mais duradouro.
Beber durante a refeição engorda?
Não é o ato de beber durante as refeições que engorda. Se você beber alguma bebida moderadamente, não há problema. Água durante as refeições NÃO engorda de jeito algum! Um grande excesso de bebidas pode ajudar a dilatar o estômago causando maior sensação de fome com o passar do tempo, mas não é a hora em que se toma e, sim, o que tomamos e em qual quantidade.
Era isso! Antes de adotar algum comportamento sem muita explicação, tente se inteirar de sua validade!
Atletismo · 23 jan, 2009
Saiu no mês de dezembro um artigo muito interessante sobre nutrição que serve para prestarmos atenção nas nossas escolhas do dia-a-dia. O artigo fala que muitas vezes comemos os alimentos errados pensando que estamos consumindo os certos.
A pesquisa foi feita da seguinte forma: para o grupo A foi apresentado uma refeição acompanhada de um refrigerante. Já para o grupo B foi apresentada a mesma refeição com refrigerante, só que acompanhada ainda de duas bolachas que tinham no rótulo a inscrição "diet e sem gordura trans". Essas duas bolachas aumentavam em 100kcal o total da refeição. A tarefa das pessoas era estimar quantas calorias haviam na refeição apresentada. Sabe o que aconteceu?
O primeiro grupo disse que a refeição tinha em média 1.000kcal quando na verdade havia 930kcal. Nada mal! Já o grupo B estimou em média apenas 835kcal. 295kcal a menos do que o real, que tinha 1.030kcal (930 da refeição + 100 das bolachas), além de 165kcal a menos do que o estimado pelo outro grupo que não continha as bolachas.
Segundo os pesquisadores, essa diferença foi apresentada porque o rótulo "diet" supostamente leva os indivíduos a atribuírem valores mais baixos aos alimentos. Outro pesquisador disse que essa diferença também pode acontecer se as pessoas se basearem em contas médias, explicação que também faz sentido.
Mas o que fica desse estudo é que não podemos confiar tanto naquilo que vemos. Existem pessoas, que em período de regime, contam todas as calorias em todas as refeições. Eu confesso não me sentir muito propenso a sugerir isso. Outras pessoas por sua vez perguntam os valores de tudo, como se todos fossem obrigados a saber.
Eu, por exemplo, não faço idéia do valor de uma sobrecoxa ao molho madeira. Não sei, não tenho vergonha de não saber, não acho que preciso saber e não acho que qualquer pessoa deva necessariamente saber. Devemos nos alimentar de forma balanceada.
O que fica de resultado de uma pesquisa dessa é que devemos prestar mais atenção quando queremos ter um controle mais preciso da alimentação. Nem sempre a contagem de calorias e o uso de alimentos diets e lights realmente são as melhores escolhas para sua alimentação. Muitas vezes esses alimentos só vão atrapalhar sua contagem de calorias, se por um acaso você desejar realmente fazer isso.
Atletismo · 11 dez, 2008
Saiu uma pesquisa interessante aqui em Dublin (Irlanda) onde estou morando atualmente falando sobre a diferença do comportamento dos homens e mulheres irlandeses quanto aos cuidados e controle com a ingestão dos alimentos. O resultado é parecido com o que observamos no dia-a-dia.
Resolvi escrever este artigo após e conversar com uma colega no trabalho que me disse que está de dieta. O que ela chama de dieta é tomar um café-da-manhã com algumas frutas e um pouco de chocolate (!). Depois ela não almoça e também não janta. Ela diz ter perdido 3kg em menos de dois dias, o que é mais do que improvável. Na primeira refeição de verdade que ela tiver e após se hidratar bem, o ponteiro volta ao valor anterior.
Depois de ouvir essa história (já desisti de tentar explicar o quão incoerente é esse raciocínio) voltando para casa li o resultado da pesquisa de qual falei no parágrafo inicial. Nela os pesquisadores concluem que as mulheres irlandesas controlam a dieta de acordo com a contagem de calorias expressas nas embalagens enquanto os homens irlandeses prestam muito mais atenção na quantidade de gordura dos alimentos.
As irlandesas, além disso, prestam atenção a esses valores com objetivos muito mais estéticos enquanto os homens irlandeses com intenções de ter uma alimentação mais saudável. Igual disse no início, sempre observei esse tipo de comportamento. Até por isso gostei tanto da pesquisa.
Porém, a decisão feminina me parece mais equivocada, porque para elas parece não importar de onde vem as calorias desde que elas não venham. Para os homens, muito mais do que o número que a balança aponta, vale mais a percepção visual de seu corpo (magro e definido?). Parece uma decisão muito mais sábia.
Mais do que contar apenas calorias ou a gordura a primeira atitude fundamental para o seu dia-a-dia, onde quer que você esteja, é a de fazer por volta de cinco a seis refeições por dia, de modo que coma menos em quantidade por refeição, mas em maior número de vezes.
Esteja certo também de que incluiu alimentos ricos em fibras ao longo do dia. Você encontra boas fontes de fibra em: frutas, vegetais, feijões e cereais integrais. Eles oferecem inúmeros benefícios: ajudam na digestão e no funcionamento intestinal, ajudam a reduzir/controlar o colesterol e ajudam na diminuição da sensação de fome. Uma dica que sempre funciona é nas refeições principais tentar iniciar sempre com prato de salada e folhas. Elas garantem maior saciedade diminuindo a chance de você exagerar nos demais acompanhamentos.
Procure consumir também ao menos três vezes por semana peixes. E para uma alimentação ainda mais balanceada e diversificada, habitue-se a consumir leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico...), cereais integrais, além de pães integrais.
Consuma, diariamente, frutas, verduras ou legumes crus (fontes de vitaminas e minerais), leite e derivados semidesnatados (fontes de cálcio) e pães ou cereais integrais (mais fontes de fibras). Lembre-se que os queijos brancos são ainda melhores, já que os amarelos que são ricos em gorduras!
Cuidado com os molhos! Mesmo os da salada. Os temperos naturais como orégano, hortelã, manjericão, limão, cheiro-verde, salsinha, alho, cebola, entre outros, além de ricos em fitosubstâncias antioxidantes, são menos calóricos que as outras opções muito mais gordurosas.
Fora de Casa - A escolha do alimento, mesmo em ocasiões sociais, também é importante. Evite, por exemplo, as pizzarias do tipo rodízios. Se conseguir, opte por ingredientes mais leves como peito de peru, frango, atum, rúcula. Mas modere também na quantidade!
De sobremesa, prefira sempre as frutas. Se não for possível resistir, fique com os doces à base de frutas ou sobremesas light. Evite chantilly e cremes. Evite também a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, com exceção do vinho, que pode ser tomado diariamente, porém, de forma moderada: duas taças para os homens e uma para as mulheres. No caso de refrigerante, dê preferência ao diet ou light.
E como meta, faça como os homens irlandeses, se preocupe mais com a ingestão da gordura em detrimento do valor que a balança aponta.
Alimentação · 17 jun, 2026
Saúde · 17 jun, 2026
Atletismo · 17 jun, 2026