São Silvestre 2010

Técnico da equipe Pinheiros anuncia quatro nomes para a São Silvestre

Cláudio Castilho, da Equipe do Cruzeiro, chegou semana passada da Colômbia e confirma a participação de quatro competidores na prova que encerra a temporada 2010: Sirlene Pinho, Adriana Aparecida, Gladison Barbosa e Rafael Novaes. O treinador esteve com os corredores na cidade colombiana de Paipa, mas esclarece que a preparação realizada não foi visando a São Silvestre.

“O objetivo do treinamento foi para o Campeonato Mundial de Meia Maratona e o Pan do próximo ano. Mas todos os quatro corredores têm grande capacidade de subir ao pódio da São Silvestre”, explica Castilho, que aposta principalmente em Adriana. “Ela surpreendeu bastante nas últimas provas. Inclusive ela tem duas características fundamentais, a força e a velocidade”, conta.

A fundista mineira ficou em sétimo lugar na Maratona de Berlim (2010) com a marca de 2h32min30, o quinto melhor resultado brasileiro feminino da história. “Ela conseguiu fazer um Split Negativo, ou seja, imprimiu um ritmo mais forte na segunda parte do trajeto, o que é bem difícil”, revela Cláudio.

Além de Adriana, Sirlene Pinho também demonstra grandes chances de conquistar uma boa colocação, pois ela se consagrou como campeã da Maratona Internacional Rio de Janeiro (2010) e foi bicampeã da Maratona internacional de Buenos Aires (2008 e 2009). Já no masculino, aparecem Gladison Barbosa, vencedor da Corrida 10k Rio Pan-americana (2007) e Rafael Novaes, de 24 anos, que se tornou corredor profissional neste ano (vice-campeão da prova da Volks).

“A maioria dos atletas não consegue pensar em terminar o ano sem participar da São Silvestre, mas tivemos que fazer algumas escolhas. Nesta edição José Telles de Souza e Rosângela Faria não participam”, conta Cláudio, que também aconselhou os seus atletas que competem no próximo dia 31 a ficarem em casa. “Acho que ficar no hotel oficial da prova nos dias que antecedem a disputa pode deixá-los mais ansiosos. Também pedi para eles não atenderem muitos telefonemas”, brinca.


Técnico da equipe Pinheiros anuncia quatro nomes para a São Silvestre

Corridas de Rua · 29 dez, 2010

Cláudio Castilho, da Equipe do Cruzeiro, chegou semana passada da Colômbia e confirma a participação de quatro competidores na prova que encerra a temporada 2010: Sirlene Pinho, Adriana Aparecida, Gladison Barbosa e Rafael Novaes. O treinador esteve com os corredores na cidade colombiana de Paipa, mas esclarece que a preparação realizada não foi visando a São Silvestre.

“O objetivo do treinamento foi para o Campeonato Mundial de Meia Maratona e o Pan do próximo ano. Mas todos os quatro corredores têm grande capacidade de subir ao pódio da São Silvestre”, explica Castilho, que aposta principalmente em Adriana. “Ela surpreendeu bastante nas últimas provas. Inclusive ela tem duas características fundamentais, a força e a velocidade”, conta.

A fundista mineira ficou em sétimo lugar na Maratona de Berlim (2010) com a marca de 2h32min30, o quinto melhor resultado brasileiro feminino da história. “Ela conseguiu fazer um Split Negativo, ou seja, imprimiu um ritmo mais forte na segunda parte do trajeto, o que é bem difícil”, revela Cláudio.

Além de Adriana, Sirlene Pinho também demonstra grandes chances de conquistar uma boa colocação, pois ela se consagrou como campeã da Maratona Internacional Rio de Janeiro (2010) e foi bicampeã da Maratona internacional de Buenos Aires (2008 e 2009). Já no masculino, aparecem Gladison Barbosa, vencedor da Corrida 10k Rio Pan-americana (2007) e Rafael Novaes, de 24 anos, que se tornou corredor profissional neste ano (vice-campeão da prova da Volks).

“A maioria dos atletas não consegue pensar em terminar o ano sem participar da São Silvestre, mas tivemos que fazer algumas escolhas. Nesta edição José Telles de Souza e Rosângela Faria não participam”, conta Cláudio, que também aconselhou os seus atletas que competem no próximo dia 31 a ficarem em casa. “Acho que ficar no hotel oficial da prova nos dias que antecedem a disputa pode deixá-los mais ansiosos. Também pedi para eles não atenderem muitos telefonemas”, brinca.

São Silvestre inicia a entrega dos kits a partir desta terça-feira

Quem está inscrito na 86ª Corrida de São Silvestre já poderá retirar o kit do atleta a partir desta terça feira (28/12), das 9h às 19h, no Ginásio Mauro Pinheiro, localizado na rua Abílio Soares, n° 1.300, no Ibirapuera. O material será entregue até quinta-feira (30/12) e após esta data não será mais possível pegar o kit.

As novidades deste ano é um chip descartável no material, que tem o objetivo de aumentar a rapidez na dispersão dos corredores ao final do evento e oferecer maior segurança aos 21 mil participantes da disputa. O kit também contém número de peito, guia de informações do atleta, manual do corredor e medalha de participação.

Até o ano passado os atletas ficavam numa fila para devolver o chip e pegar a medalha, o que gerava dificuldades de dispersão. Além disso, o estacionamento onde os corredores faziam a troca dos materiais não poderá ser ocupado este ano, pois a área agora faz parte de um projeto de edificação.

Com a mudança, ao final da corrida, todos estão liberados e haverá mais segurança, pois nas edições anteriores mais de 100 mil pessoas (entre participantes da São Silvestre e aqueles que chegavam para o Reveillon na Paulista) ficavam concentradas no mesmo local.

Após a prova, quem quiser poderá ir para casa ou procurar postos de água e lanche, ou até mesmo dirigir-se diretamente ao guarda-volumes para pegar seus pertences em um dos 20 caminhões Correio/Sedex estacionados na rua São Carlos do Pinhal (a partir da alameda Campinas até próximo da rua Augusta).

Trânsito - A partir da uma hora do dia 31 a Av. Paulista, sentido Paraíso/Consolação (no trecho ente as ruas Teixeira da Silva e Peixoto Gomide), estará interditada. A alameda Campinas também será bloqueada entre a Av. Paulista e a rua São Carlos do Pinhal.

Já a partir das 10h, a via mais famosa da cidade ficará fechada na direção Paraíso/ Consolação (entre as ruas Peixoto Gomide e Frei Caneca) e no sentido contrário (entre as ruas Padre João Manoel e a alameda Joaquim Eugênio de Lima). Às 13h30 ocorre a interdição em ambas as direções, entre as ruas Padre João Manoel e Consolação. Vale lembrar que a partir dos horários e trechos citados, a entrada de veículos na Paulista estará proibida, e os veículos estacionados nos prédios poderão sair até no máximo às 14h.


São Silvestre inicia a entrega dos kits a partir desta terça-feira

Corridas de Rua · 27 dez, 2010

Quem está inscrito na 86ª Corrida de São Silvestre já poderá retirar o kit do atleta a partir desta terça feira (28/12), das 9h às 19h, no Ginásio Mauro Pinheiro, localizado na rua Abílio Soares, n° 1.300, no Ibirapuera. O material será entregue até quinta-feira (30/12) e após esta data não será mais possível pegar o kit.

As novidades deste ano é um chip descartável no material, que tem o objetivo de aumentar a rapidez na dispersão dos corredores ao final do evento e oferecer maior segurança aos 21 mil participantes da disputa. O kit também contém número de peito, guia de informações do atleta, manual do corredor e medalha de participação.

Até o ano passado os atletas ficavam numa fila para devolver o chip e pegar a medalha, o que gerava dificuldades de dispersão. Além disso, o estacionamento onde os corredores faziam a troca dos materiais não poderá ser ocupado este ano, pois a área agora faz parte de um projeto de edificação.

Com a mudança, ao final da corrida, todos estão liberados e haverá mais segurança, pois nas edições anteriores mais de 100 mil pessoas (entre participantes da São Silvestre e aqueles que chegavam para o Reveillon na Paulista) ficavam concentradas no mesmo local.

Após a prova, quem quiser poderá ir para casa ou procurar postos de água e lanche, ou até mesmo dirigir-se diretamente ao guarda-volumes para pegar seus pertences em um dos 20 caminhões Correio/Sedex estacionados na rua São Carlos do Pinhal (a partir da alameda Campinas até próximo da rua Augusta).

Trânsito - A partir da uma hora do dia 31 a Av. Paulista, sentido Paraíso/Consolação (no trecho ente as ruas Teixeira da Silva e Peixoto Gomide), estará interditada. A alameda Campinas também será bloqueada entre a Av. Paulista e a rua São Carlos do Pinhal.

Já a partir das 10h, a via mais famosa da cidade ficará fechada na direção Paraíso/ Consolação (entre as ruas Peixoto Gomide e Frei Caneca) e no sentido contrário (entre as ruas Padre João Manoel e a alameda Joaquim Eugênio de Lima). Às 13h30 ocorre a interdição em ambas as direções, entre as ruas Padre João Manoel e Consolação. Vale lembrar que a partir dos horários e trechos citados, a entrada de veículos na Paulista estará proibida, e os veículos estacionados nos prédios poderão sair até no máximo às 14h.

James Kwambai, bicampeão da São Silvestre disputa a prova deste ano

O corredor James Kwambai, atual bicampeão da Corrida de São Silvestre já confirmou presença na prova do último dia do ano e é um dos favoritos para a 86ª edição. Aos 26 anos, o atleta queniano venceu na capital paulista em 2009 e 2008, e também se consagrou como quinto colocado na Maratona de Nova York, nos Estados Unidos.

No ano passado Kwambai assumiu a liderança da São Silvestre no quilômetro oito e cruzou a linha de chegada em 44min40, 18 segundos mais rápido que o compatriota Elias Chelimo. Além dessas realizações, Kwambai conquistou outros títulos na Meia Maratona de Roterdã, em 2009, na Maratona de Brescia (Itália) e em Pequim (China).

A expectativa para 2010 é que o atleta leve mais uma vitória para o Quênia, pois desde que a São Silvestre passou a ter 15 quilômetros, em 1991, o quenianos venceram 12 das 19 edições realizadas. Vale lembrar que o fundista terá a ajuda de mais três quenianos que já estão no Brasil: Barnabas Kiplagat Kosgei, Mark Korir e Mathew Kiptoo Cheboi.

O trio queniano conquistou bons resultados, como a vitória de Barnabas na Volta da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), e a primeira posição de Korir na 10K Rio - Corrida Pan-Americana, no Rio de Janeiro (RJ). Barnabas tem ótimo retrospecto e foi campeão mundial de cross-country em 2007, com apenas 21 anos.

Outras atrações - As atletas Bornes Jepkirui Kitur, Alice Timbilili e Eunice Kirwa, do Quênia, que já venceram sete vezes a São Silvestre e desde 1991 sobem ao pódio como campeãs, não querem perder a tradição de ganhar a competição neste ano. As chances delas vencerem são grandes, pois Timbilili foi campeã da disputa em 2007, enquanto que a corredora Eunice Kirwa saiu da Meia Maratona do Rio como primeira colocada ao lado do marido Joshua Kemei (vencedor da mesma prova na Cidade Maravilhosa, que não estará na disputa do dia 31 devido a uma lesão).

Já Kitur dominou a Volta da Pampulha no dia cinco de dezembro. Uma semana antes ela ficou em segundo lugar na 10K Rio - Corrida Pan-americana. O grupo africano é completado por Anastazia Msandai Ghamaa, da Tanzânia, quarta colocada na 10K Rio. Vale lembrar que outros estrangeiros já foram confirmados para a prova e divulgados em reportagem no Webrun.



James Kwambai, bicampeão da São Silvestre disputa a prova deste ano

Corridas de Rua · 21 dez, 2010

O corredor James Kwambai, atual bicampeão da Corrida de São Silvestre já confirmou presença na prova do último dia do ano e é um dos favoritos para a 86ª edição. Aos 26 anos, o atleta queniano venceu na capital paulista em 2009 e 2008, e também se consagrou como quinto colocado na Maratona de Nova York, nos Estados Unidos.

No ano passado Kwambai assumiu a liderança da São Silvestre no quilômetro oito e cruzou a linha de chegada em 44min40, 18 segundos mais rápido que o compatriota Elias Chelimo. Além dessas realizações, Kwambai conquistou outros títulos na Meia Maratona de Roterdã, em 2009, na Maratona de Brescia (Itália) e em Pequim (China).

A expectativa para 2010 é que o atleta leve mais uma vitória para o Quênia, pois desde que a São Silvestre passou a ter 15 quilômetros, em 1991, o quenianos venceram 12 das 19 edições realizadas. Vale lembrar que o fundista terá a ajuda de mais três quenianos que já estão no Brasil: Barnabas Kiplagat Kosgei, Mark Korir e Mathew Kiptoo Cheboi.

O trio queniano conquistou bons resultados, como a vitória de Barnabas na Volta da Pampulha, em Belo Horizonte (MG), e a primeira posição de Korir na 10K Rio - Corrida Pan-Americana, no Rio de Janeiro (RJ). Barnabas tem ótimo retrospecto e foi campeão mundial de cross-country em 2007, com apenas 21 anos.

Outras atrações - As atletas Bornes Jepkirui Kitur, Alice Timbilili e Eunice Kirwa, do Quênia, que já venceram sete vezes a São Silvestre e desde 1991 sobem ao pódio como campeãs, não querem perder a tradição de ganhar a competição neste ano. As chances delas vencerem são grandes, pois Timbilili foi campeã da disputa em 2007, enquanto que a corredora Eunice Kirwa saiu da Meia Maratona do Rio como primeira colocada ao lado do marido Joshua Kemei (vencedor da mesma prova na Cidade Maravilhosa, que não estará na disputa do dia 31 devido a uma lesão).

Já Kitur dominou a Volta da Pampulha no dia cinco de dezembro. Uma semana antes ela ficou em segundo lugar na 10K Rio - Corrida Pan-americana. O grupo africano é completado por Anastazia Msandai Ghamaa, da Tanzânia, quarta colocada na 10K Rio. Vale lembrar que outros estrangeiros já foram confirmados para a prova e divulgados em reportagem no Webrun.


São Silvestre: um caso de amor e ódio com os corredores

Estamos a poucos dias da mais tradicional corrida pedestre do país, a Corrida Internacional de São Silvestre. Se você participa de corridas de rua com freqüência, mas assim como eu este ano não irá participar da prova, é bom ter na ponta da língua uma boa justificativa. Isso porque, muita gente do seu ciclo de amizades que não corre, ficará desapontada e até indignada com sua resposta negativa, afinal, na cabeça de quem não pertence ao universo da corrida, como pode alguém treinar quase todos os dias e não participar da mais famosa corrida do país?

Aliás, a pergunta mais feita nesta esta época do ano por não corredores a corredores, é disparada se a pessoa vai ou não correr a São Silvestre. Se a resposta for positiva, muita gente irá perguntar quais são suas reais chances de vencer a prova, mesmo que você tenha outra profissão, que não possua qualquer biótipo de corredor e que corra simplesmente para se divertir ou cuidar da saúde.

São vários os fatores que tornam a São Silvestre uma corrida tão badalada. Dentre deles, o fato de estarmos na 86ª edição, dela acontecer justamente no último dia do ano, dia em que muitos de nós tradicionalmente encerramos velhos e iniciamos novos ciclos, mas, sobretudo, à já tradicional transmissão da Rede Globo de Televisão, que neste dia alcança seu melhor pico de audiência quando o assunto é corrida de rua. Isso faz com que muitas pessoas não ligadas à corrida acabem acompanhando o evento e tendo algum envolvimento.

Outro fator muito positivo da São Silvestre, é que ela acaba virando um bom desafio a muitos sedentários, que motivados pelo objetivo de uma vida mais saudável, de um corpo mais esguio, ou até por apostas feitas entre os colegas, acabam tendo como completá-la um excelente pretexto para fechar o ano com chave de ouro e daí por diante começar uma nova vida. Como treinador, diria que já ouvi histórias de pessoas que começaram a correr ao ver aquela multidão correndo pela TV ou a emocionante vitória de um brasileiro sendo comemorada ao som de nosso magnífico Hino Nacional.

Mas infelizmente a São Silvestre não é somente glamour. Eu seria muito omisso se deixasse de dizer que aquela largada que a TV mostra como algo muito legal, é um verdadeiro tormento para quem treina com dedicação e corre pensando em fazer um bom resultado. Aquela largada lotada é um desrespeito ao consumidor que paga caro por uma inscrição e maior desrespeito ainda com as mulheres, que agora largam junto com os homens e ficam ali espremidas como gado no meio da multidão. Confesso que não recomendo essa muvuca toda a atletas, colegas, namorada, esposa, filha ou quem quer que seja. Hoje em dia, recomendo sair lá no fundão, esperar os 20 mil correrem por algum tempo e só então iniciar a corrida, de forma descomprometida e sem qualquer tipo de pretensão que não seja diversão, pois para correr sério definitivamente não dá.

Ame-a ou deixe-a - E não é só a largada que é ruim e faz com que os corredores mais experientes acabem excluindo nossa tão tradicional corrida de seus calendários. Em dias de muito calor, muito comuns nesta época do ano, sobretudo em torno das 17h, hora da largada, em muitos dos pontos a água servida costuma estar muito quente, o que prejudica completamente o desempenho dos participantes. Já ouvi várias vezes a organização se defender dizendo o contrário, mas o fato é que a maioria dos corredores já provou aquela água, sobretudo no ponto próximo ao viaduto do Pacaembu, onde um pacotinho de chá sacado do bolso daria um belo de um mate quente!

No mais, o percurso muito difícil e o clima muito quente, acabam tornando a prova ainda mais desafiadora. Aquela multidão toda nas calçadas torcendo ou tirando sarro é algo muito bom e infelizmente ainda não tão comum nas demais provas pelo país. A farra que fazem todos aqueles personagens fantasiados torna a corrida algo indispensável ao curriculum de qualquer corredor brasileiro. Vencer a temida subida da Brigadeiro, entrar na Avenida Paulista, avistar de longe o tão desejado pórtico de chegada e depois cruzá-lo, provocam um conjunto de sensações e emoções difíceis de serem descritos!

Tanto no Brasil, quanto fora, há muitas outras provas melhor organizadas e onde o corredor é muito mais bem tratado, o que justifica o fato da maioria dos corredores mais experientes evitarem a São Silvestre. Mas, sem dúvida é uma grande diversão e uma boa meta poder fechar o ano numa das maiores festas do atletismo brasileiro. Tanto que conheço muita gente que só participa desta prova durante o ano inteiro, mesmo tendo mais de 500 outras pelo país, e ainda gente que reclama de tudo ao terminar, mas que não vê a hora de abrirem novamente as inscrições para no dia 31 de dezembro do ano seguinte.

Diz uma frase muito interessante do departamento de marketing de uma grande empresa brasileira: “quem compete somente com preço e qualidade sai perdendo. Ganha aquele cujo produto virá objeto de desejo.” E a São Silvestre é isso aí. Ame-a ou deixe-a!


São Silvestre: um caso de amor e ódio com os corredores

Corridas de Rua · 15 dez, 2010

Estamos a poucos dias da mais tradicional corrida pedestre do país, a Corrida Internacional de São Silvestre. Se você participa de corridas de rua com freqüência, mas assim como eu este ano não irá participar da prova, é bom ter na ponta da língua uma boa justificativa. Isso porque, muita gente do seu ciclo de amizades que não corre, ficará desapontada e até indignada com sua resposta negativa, afinal, na cabeça de quem não pertence ao universo da corrida, como pode alguém treinar quase todos os dias e não participar da mais famosa corrida do país?

Aliás, a pergunta mais feita nesta esta época do ano por não corredores a corredores, é disparada se a pessoa vai ou não correr a São Silvestre. Se a resposta for positiva, muita gente irá perguntar quais são suas reais chances de vencer a prova, mesmo que você tenha outra profissão, que não possua qualquer biótipo de corredor e que corra simplesmente para se divertir ou cuidar da saúde.

São vários os fatores que tornam a São Silvestre uma corrida tão badalada. Dentre deles, o fato de estarmos na 86ª edição, dela acontecer justamente no último dia do ano, dia em que muitos de nós tradicionalmente encerramos velhos e iniciamos novos ciclos, mas, sobretudo, à já tradicional transmissão da Rede Globo de Televisão, que neste dia alcança seu melhor pico de audiência quando o assunto é corrida de rua. Isso faz com que muitas pessoas não ligadas à corrida acabem acompanhando o evento e tendo algum envolvimento.

Outro fator muito positivo da São Silvestre, é que ela acaba virando um bom desafio a muitos sedentários, que motivados pelo objetivo de uma vida mais saudável, de um corpo mais esguio, ou até por apostas feitas entre os colegas, acabam tendo como completá-la um excelente pretexto para fechar o ano com chave de ouro e daí por diante começar uma nova vida. Como treinador, diria que já ouvi histórias de pessoas que começaram a correr ao ver aquela multidão correndo pela TV ou a emocionante vitória de um brasileiro sendo comemorada ao som de nosso magnífico Hino Nacional.

Mas infelizmente a São Silvestre não é somente glamour. Eu seria muito omisso se deixasse de dizer que aquela largada que a TV mostra como algo muito legal, é um verdadeiro tormento para quem treina com dedicação e corre pensando em fazer um bom resultado. Aquela largada lotada é um desrespeito ao consumidor que paga caro por uma inscrição e maior desrespeito ainda com as mulheres, que agora largam junto com os homens e ficam ali espremidas como gado no meio da multidão. Confesso que não recomendo essa muvuca toda a atletas, colegas, namorada, esposa, filha ou quem quer que seja. Hoje em dia, recomendo sair lá no fundão, esperar os 20 mil correrem por algum tempo e só então iniciar a corrida, de forma descomprometida e sem qualquer tipo de pretensão que não seja diversão, pois para correr sério definitivamente não dá.

Ame-a ou deixe-a - E não é só a largada que é ruim e faz com que os corredores mais experientes acabem excluindo nossa tão tradicional corrida de seus calendários. Em dias de muito calor, muito comuns nesta época do ano, sobretudo em torno das 17h, hora da largada, em muitos dos pontos a água servida costuma estar muito quente, o que prejudica completamente o desempenho dos participantes. Já ouvi várias vezes a organização se defender dizendo o contrário, mas o fato é que a maioria dos corredores já provou aquela água, sobretudo no ponto próximo ao viaduto do Pacaembu, onde um pacotinho de chá sacado do bolso daria um belo de um mate quente!

No mais, o percurso muito difícil e o clima muito quente, acabam tornando a prova ainda mais desafiadora. Aquela multidão toda nas calçadas torcendo ou tirando sarro é algo muito bom e infelizmente ainda não tão comum nas demais provas pelo país. A farra que fazem todos aqueles personagens fantasiados torna a corrida algo indispensável ao curriculum de qualquer corredor brasileiro. Vencer a temida subida da Brigadeiro, entrar na Avenida Paulista, avistar de longe o tão desejado pórtico de chegada e depois cruzá-lo, provocam um conjunto de sensações e emoções difíceis de serem descritos!

Tanto no Brasil, quanto fora, há muitas outras provas melhor organizadas e onde o corredor é muito mais bem tratado, o que justifica o fato da maioria dos corredores mais experientes evitarem a São Silvestre. Mas, sem dúvida é uma grande diversão e uma boa meta poder fechar o ano numa das maiores festas do atletismo brasileiro. Tanto que conheço muita gente que só participa desta prova durante o ano inteiro, mesmo tendo mais de 500 outras pelo país, e ainda gente que reclama de tudo ao terminar, mas que não vê a hora de abrirem novamente as inscrições para no dia 31 de dezembro do ano seguinte.

Diz uma frase muito interessante do departamento de marketing de uma grande empresa brasileira: “quem compete somente com preço e qualidade sai perdendo. Ganha aquele cujo produto virá objeto de desejo.” E a São Silvestre é isso aí. Ame-a ou deixe-a!

São Silvestre completa o número de vagas e encerra as inscrições

O número limite de participantes da Corrida Internacional de São Silvestre foi atingido nesta segunda-feira e serão 20 mil competidores na prova do próximo dia 31. Este número de vagas existe há quatro anos e, de acordo com os organizadores, não é possível ultrapassar essa quantidade.

Em 2009, a inscrição da prova encerrou no dia primeiro de dezembro, 12 dias antes do que este ano. O percurso da tradicional disputa, que acontece nas principais ruas e avenidas do centro da capital paulista é o mesmo das últimas temporadas, com total de 15 quilômetros. A largada será feita em frente ao Masp (Avenida Paulista, 1578) e a chegada ocorrerá em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero (Avenida Paulista, 900).

O participante deverá retirar o kit e o chip de cronometragem a partir do dia 28, no Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro, na Rua Abílio Soares, 1.300. Nos dias 28 e 29 a entrega será feita das 9 às 19 horas, já no dia 30 os inscritos poderão retirar das 9 às 17 horas. Vale lembrar que o material não será distribuído no dia da prova.

Na edição passada, os quenianos dominaram com os três primeiros lugares: James Kwambai, Elias Chelimo e Robert Cheruiyot. A queniana Pasalia Chepkorir também foi a primeira mulher a cruzar a linha de chegada. Entre os melhores representantes nacionais ficaram os atletas Clodoaldo Gomes da Silva (oitavo lugar) e Marily dos Santos (terceira colocada)


São Silvestre completa o número de vagas e encerra as inscrições

Corridas de Rua · 13 dez, 2010

O número limite de participantes da Corrida Internacional de São Silvestre foi atingido nesta segunda-feira e serão 20 mil competidores na prova do próximo dia 31. Este número de vagas existe há quatro anos e, de acordo com os organizadores, não é possível ultrapassar essa quantidade.

Em 2009, a inscrição da prova encerrou no dia primeiro de dezembro, 12 dias antes do que este ano. O percurso da tradicional disputa, que acontece nas principais ruas e avenidas do centro da capital paulista é o mesmo das últimas temporadas, com total de 15 quilômetros. A largada será feita em frente ao Masp (Avenida Paulista, 1578) e a chegada ocorrerá em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero (Avenida Paulista, 900).

O participante deverá retirar o kit e o chip de cronometragem a partir do dia 28, no Ginásio Poliesportivo Mauro Pinheiro, na Rua Abílio Soares, 1.300. Nos dias 28 e 29 a entrega será feita das 9 às 19 horas, já no dia 30 os inscritos poderão retirar das 9 às 17 horas. Vale lembrar que o material não será distribuído no dia da prova.

Na edição passada, os quenianos dominaram com os três primeiros lugares: James Kwambai, Elias Chelimo e Robert Cheruiyot. A queniana Pasalia Chepkorir também foi a primeira mulher a cruzar a linha de chegada. Entre os melhores representantes nacionais ficaram os atletas Clodoaldo Gomes da Silva (oitavo lugar) e Marily dos Santos (terceira colocada)

Franck Caldeira começa a preparação para São Silvestre em busca do 1° lugar

Depois da Volta Internacional da Pampulha, realizada no domingo (5/12), Franck Caldeira retoma nesta terça-feira (07/12) os treinamentos para a última e mais importante disputa do ano, a Corrida Internacional de São Silvestre. “Quero aproveitar o meu condicionamento para fazer uma boa prova no dia 31”, diz o mineiro da equipe do Cruzeiro, que além de participar da prova da Pampulha, competiu a Maratona Internacional de Recife há menos de um mês, superou atletas quenianos e se consagrou como campeão.

“Agora o treino continua normal, estou com uma base boa. É só buscar mais velocidade e fazer uma sequência leve, não treinar tanto assim também, porque descansar é outro item fundamental”, explica o corredor de 27 anos, que treina em Minas Gerais, região com bastante aclives. “O local de treinamento não é tão relevante para uma disputa que inclui a subida da Av. Brigadeiro. Na verdade, treinar em um percurso similar ao da prova nunca é garantia de boa perfomance”.

Segundo o mineiro, vencedor da competição de 2006, o mais importante é o equilíbrio emocional. “Participei da prova várias vezes e a gente encontra dificuldades durante todo o percurso. Sei que não é somente estar pronto fisicamente, mas ter o psicológico preparado”, diz Franck, campeão da Maratona de São Paulo (2004), tricampeão da Volta da Pampulha (2003, 2006 e 2007), medalhista de ouro da Meia Maratona do Rio de Janeiro (2006 e 2007) e ouro também nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007).

“Sempre que um brasileiro vence a São Silvestre as pessoas acreditam que o atleta será capaz de repetir o feito. É um grande compromisso”, acrescenta. “Como o Marílson Gomes não participa, todo ano sempre apostam em mim. Mas muitos sabem o quanto é difícil ganhar. Tanto que se fosse fácil, todo ano um brasileiro dominaria o pódio”.

Comemoração de Natal - Franck já afirmou que lutará pela primeira colocação no próximo dia 31, mas que nem por isso será necessário abrir mão da farta mesa de Natal. “A gente come um pouquinho de tudo, inclusive também bebe socialmente em uma data especial”, diz o fundista, que considera o dia 25 de dezembro tão especial quanto a São Silvestre. “Só acontece uma vez ao ano, então temos que aproveitar”.


Franck Caldeira começa a preparação para São Silvestre em busca do 1° lugar

Corridas de Rua · 06 dez, 2010

Depois da Volta Internacional da Pampulha, realizada no domingo (5/12), Franck Caldeira retoma nesta terça-feira (07/12) os treinamentos para a última e mais importante disputa do ano, a Corrida Internacional de São Silvestre. “Quero aproveitar o meu condicionamento para fazer uma boa prova no dia 31”, diz o mineiro da equipe do Cruzeiro, que além de participar da prova da Pampulha, competiu a Maratona Internacional de Recife há menos de um mês, superou atletas quenianos e se consagrou como campeão.

“Agora o treino continua normal, estou com uma base boa. É só buscar mais velocidade e fazer uma sequência leve, não treinar tanto assim também, porque descansar é outro item fundamental”, explica o corredor de 27 anos, que treina em Minas Gerais, região com bastante aclives. “O local de treinamento não é tão relevante para uma disputa que inclui a subida da Av. Brigadeiro. Na verdade, treinar em um percurso similar ao da prova nunca é garantia de boa perfomance”.

Segundo o mineiro, vencedor da competição de 2006, o mais importante é o equilíbrio emocional. “Participei da prova várias vezes e a gente encontra dificuldades durante todo o percurso. Sei que não é somente estar pronto fisicamente, mas ter o psicológico preparado”, diz Franck, campeão da Maratona de São Paulo (2004), tricampeão da Volta da Pampulha (2003, 2006 e 2007), medalhista de ouro da Meia Maratona do Rio de Janeiro (2006 e 2007) e ouro também nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007).

“Sempre que um brasileiro vence a São Silvestre as pessoas acreditam que o atleta será capaz de repetir o feito. É um grande compromisso”, acrescenta. “Como o Marílson Gomes não participa, todo ano sempre apostam em mim. Mas muitos sabem o quanto é difícil ganhar. Tanto que se fosse fácil, todo ano um brasileiro dominaria o pódio”.

Comemoração de Natal - Franck já afirmou que lutará pela primeira colocação no próximo dia 31, mas que nem por isso será necessário abrir mão da farta mesa de Natal. “A gente come um pouquinho de tudo, inclusive também bebe socialmente em uma data especial”, diz o fundista, que considera o dia 25 de dezembro tão especial quanto a São Silvestre. “Só acontece uma vez ao ano, então temos que aproveitar”.