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Mulheres recebem premiação menor na corrida São Silveira

A Corrida Internacional de São Silveira, competição que este ano chega à sua 32ª edição em Barueri (Grande São Paulo) vai na contramão dos grandes eventos de corrida de rua do Brasil e ainda oferece premiação menor para as mulheres. Confira a explicação dos organizadores, bem como a opinião de profissionais do meio.

São Paulo - O campeão da categoria masculina da São Silveira desse ano levará para casa o montante de R$ 5.000; o segundo R$ 3.000 e o terceiro R$ 2.000, enquanto as mulheres serão contempladas com R$ 1.500 para o primeiro lugar; R$ 800 para o segundo e R$ 700 para o terceiro. Além disso, os homens contarão com categorias Geral; Principal; Veterano e Infantil e as mulheres terão apenas a categoria geral e a feminina Barueri, que premiará a primeira atleta da cidade a completar.

De acordo com Roberto Silva, um dos responsáveis pela organização da corrida, todos os anos a prova conta com uma elite masculina mais competitiva do que a feminina, motivo pelo qual oferecem uma premiação diferenciada. “A Elite feminina pouco prestigia a prova e, por mais que tenhamos várias formas de divulgação para trazer mais mulheres, não tem surtido efeito”.

Já sobre o fato de as mulheres não terem premiação nas categorias, ele explica que “da mesma forma que não vem muita elite feminina, também vem poucas atletas veteranas e adolescentes”. Ele completa dizendo que em alguns anos abriram para categorias e mesmo assim o número de mulheres continuou baixo.

Contrapartida - Na elite feminina do ano passado estavam Pamela Bundotich, que ficou em quarto lugar na São Silvestre; Marily dos Santos, atual bicampeã do Circuito Caixa de Corridas de Rua; Fabiana Cristine; Nadir Sabino (ambas entre as 15 melhores do ranking CBAt nos 10 km), entre outras atletas de ponta. Para Gilmário Mendes, treinador de Marily, a diferença de premiação “é um absurdo”.

Segundo ele, no Nordeste algumas provas costumavam ter essa prática, pois os organizadores diziam que o número de inscritos entre as mulheres não era muito grande. “Nós dissemos a eles que todos os custos, com passagem, hotel e inscrição eram os mesmos, não havia desconto para as mulheres e no ano seguinte eles igualaram os prêmios, fato que não aconteceu com a São Silveira”.

Sobre a explicação do organizador, ao dizer que a prova não atraía competidoras fortes, Gilmário acredita que é uma forma estranha de se justificar. “Ano passado a elite feminina estava mais forte do que a masculina, mas sempre haverá menos mulheres, porque a quantidade de praticantes do sexo feminino em corridas é menor mesmo”.

Em março, época do Dia Internacional da Mulher, o Webrun entrevistou alguns organizadores de prova sobre o assunto e todos foram contrários à pratica de premiar as mulheres com valores separados. “Apesar do número de mulheres em provas ser menor do que o de homens, sempre premiamos igual. Eu acho justo, não dá para fazer essa diferenciação”, ressalta Oswaldo Felipe Júnior, da TH5 Eventos. “Nós seguimos a norma de igualdade para todos, que é aplicada em nível mundial, que a IAAF utiliza. Ou premiamos igual ou não damos nada”, enfatiza José João da Silva, da JJS Eventos.

A Corrida de São Silveira acontecerá no dia 15 de dezembro nas ruas de Barueri e servirá como seletiva para a São Silvestre. Quem quiser participar do evento, pode se inscrever através do site www.wmeventosesportivos.com.br.


Mulheres recebem premiação menor na corrida São Silveira

Corridas de Rua · 14 nov, 2007

A Corrida Internacional de São Silveira, competição que este ano chega à sua 32ª edição em Barueri (Grande São Paulo) vai na contramão dos grandes eventos de corrida de rua do Brasil e ainda oferece premiação menor para as mulheres. Confira a explicação dos organizadores, bem como a opinião de profissionais do meio.

São Paulo - O campeão da categoria masculina da São Silveira desse ano levará para casa o montante de R$ 5.000; o segundo R$ 3.000 e o terceiro R$ 2.000, enquanto as mulheres serão contempladas com R$ 1.500 para o primeiro lugar; R$ 800 para o segundo e R$ 700 para o terceiro. Além disso, os homens contarão com categorias Geral; Principal; Veterano e Infantil e as mulheres terão apenas a categoria geral e a feminina Barueri, que premiará a primeira atleta da cidade a completar.

De acordo com Roberto Silva, um dos responsáveis pela organização da corrida, todos os anos a prova conta com uma elite masculina mais competitiva do que a feminina, motivo pelo qual oferecem uma premiação diferenciada. “A Elite feminina pouco prestigia a prova e, por mais que tenhamos várias formas de divulgação para trazer mais mulheres, não tem surtido efeito”.

Já sobre o fato de as mulheres não terem premiação nas categorias, ele explica que “da mesma forma que não vem muita elite feminina, também vem poucas atletas veteranas e adolescentes”. Ele completa dizendo que em alguns anos abriram para categorias e mesmo assim o número de mulheres continuou baixo.

Contrapartida - Na elite feminina do ano passado estavam Pamela Bundotich, que ficou em quarto lugar na São Silvestre; Marily dos Santos, atual bicampeã do Circuito Caixa de Corridas de Rua; Fabiana Cristine; Nadir Sabino (ambas entre as 15 melhores do ranking CBAt nos 10 km), entre outras atletas de ponta. Para Gilmário Mendes, treinador de Marily, a diferença de premiação “é um absurdo”.

Segundo ele, no Nordeste algumas provas costumavam ter essa prática, pois os organizadores diziam que o número de inscritos entre as mulheres não era muito grande. “Nós dissemos a eles que todos os custos, com passagem, hotel e inscrição eram os mesmos, não havia desconto para as mulheres e no ano seguinte eles igualaram os prêmios, fato que não aconteceu com a São Silveira”.

Sobre a explicação do organizador, ao dizer que a prova não atraía competidoras fortes, Gilmário acredita que é uma forma estranha de se justificar. “Ano passado a elite feminina estava mais forte do que a masculina, mas sempre haverá menos mulheres, porque a quantidade de praticantes do sexo feminino em corridas é menor mesmo”.

Em março, época do Dia Internacional da Mulher, o Webrun entrevistou alguns organizadores de prova sobre o assunto e todos foram contrários à pratica de premiar as mulheres com valores separados. “Apesar do número de mulheres em provas ser menor do que o de homens, sempre premiamos igual. Eu acho justo, não dá para fazer essa diferenciação”, ressalta Oswaldo Felipe Júnior, da TH5 Eventos. “Nós seguimos a norma de igualdade para todos, que é aplicada em nível mundial, que a IAAF utiliza. Ou premiamos igual ou não damos nada”, enfatiza José João da Silva, da JJS Eventos.

A Corrida de São Silveira acontecerá no dia 15 de dezembro nas ruas de Barueri e servirá como seletiva para a São Silvestre. Quem quiser participar do evento, pode se inscrever através do site www.wmeventosesportivos.com.br.

Marilson Gomes sente dor no tendão duas semanas antes da SS

Corridas de Rua · 23 dez, 2003

O atleta brasiliense Marilson Gomes dos Santos sentiu dor no tendão de Aquiles da perna direita dias antes de disputar a Corrida de São Silveira, na qual ele tentaria o bicampeonato. A prova tinha 8,5km e aconteceu no último sábado na cidade de Barueri, em São Paulo.

O brasiliense preferiu se ausentar da competição para poupar-se, já que ele irá participar da São Silvestre e provavelmente buscará o primeiro lugar. No ano passado o atleta ficou com a segunda posição.

Sem Marilson na disputa o primeiro colocado da prova foi Clodoaldo Gomes da Silva, com 25min39s. O segundo foi o queniano Benson Cherono, com 25min46s, seguido por Emerson Iser Bem, com 26min.