Mulheres_Gravidez

Amamentar e treinar. É possível?

Algumas alunas estão grávidas ou acabaram de ter bebê. E, conversando com elas, percebi as mais diferentes dúvidas em relação à maternidade e às mudanças que um filho traz à nossa vida. Resolvi, então, escrever sobre uma dica bárbara que me foi dada na segunda gestação e que me “quebrou muito galho”.

Uma das maiores preocupações da mãe que acabou de ter seu baby é ter que deixar o filho (para trabalhar, sair, treinar um pouco ou até mesmo dormir). Mas no meio disso tudo, precisamos amamentar nossos pimpolhos. Você já tentou tirar seu próprio leite e congelar? Fiz isso com meu segundo filho e, acreditem, foi tudo de bom.

Assim você pode ficar mais tempo fora sem se preocupar em voltar correndo por causa da mamada. Ou então, aquele dia em que você está extremamente cansada, depois de uma noite “não-dormida” por causa da cólica dele, alguém pode cuidar do pequeno, enquanto você descansa sem precisar acordar para dar o peito.

E congelar o leite é muito simples. Não vou entrar no detalhe de deixar a bombinha (manual ou elétrica) esterilizada, pois isso é óbvio. Pegue um copo de vidro e envolva-o com um saquinho de congelar (sem zip) – sabe quando colocamos o saco de lixo na lixeira? Pois é, igualzinho. Lembre-se de que sua mão deve estar limpa.

Tire o leite com a bombinha e despeje no copo já envolto com o saquinho de congelar. Preste atenção à quantidade de leite a ser congelada. Talvez seja melhor congelar várias porções de 50 -100ml do que uma de 200ml. Quanto menor o bebê, menos leite ele consome, e depois que descongelar o leite, nada de congelar de novo.

Aí, é só tirar o excesso de ar do saquinho, dar um nó bem apertado, colocar num vasilhame e congelar. O leite congelado pode durar até seis meses, mas com certeza você vai usá-lo bem antes disso.

Para descongelar faça assim: coloque o saquinho com o leite congelado num refratário e este refratário em banho-maria (a água quente não entra em contato direto com o saquinho). Quando o leite estiver descongelado (o que acontece bem rápido), corte as pontinhas do saquinho e coloque o leite na mamadeira. Então, coloque a mamadeira em banho-maria até o leite atingir a temperatura ideal, o que também costuma ser bastante rápido.

Viu como é fácil? O mais interessante é que você pode tirar o leite toda vez que o peito estiver cheio (lembre-se de que quanto mais você estimular a retirada de leite, mais o organismo produz este alimento maravilhoso). Desta maneira, você vai fazendo um “banco de leite” próprio e, numa emergência, você fica mais tranqüila em sair de casa.

Agora que você viu que é possível sair de casa, que tal parar de adiar sua volta aos treinos? Espero que tenha ajudado de alguma forma.


Amamentar e treinar. É possível?

Caminhada · 28 jun, 2007

Algumas alunas estão grávidas ou acabaram de ter bebê. E, conversando com elas, percebi as mais diferentes dúvidas em relação à maternidade e às mudanças que um filho traz à nossa vida. Resolvi, então, escrever sobre uma dica bárbara que me foi dada na segunda gestação e que me “quebrou muito galho”.

Uma das maiores preocupações da mãe que acabou de ter seu baby é ter que deixar o filho (para trabalhar, sair, treinar um pouco ou até mesmo dormir). Mas no meio disso tudo, precisamos amamentar nossos pimpolhos. Você já tentou tirar seu próprio leite e congelar? Fiz isso com meu segundo filho e, acreditem, foi tudo de bom.

Assim você pode ficar mais tempo fora sem se preocupar em voltar correndo por causa da mamada. Ou então, aquele dia em que você está extremamente cansada, depois de uma noite “não-dormida” por causa da cólica dele, alguém pode cuidar do pequeno, enquanto você descansa sem precisar acordar para dar o peito.

E congelar o leite é muito simples. Não vou entrar no detalhe de deixar a bombinha (manual ou elétrica) esterilizada, pois isso é óbvio. Pegue um copo de vidro e envolva-o com um saquinho de congelar (sem zip) – sabe quando colocamos o saco de lixo na lixeira? Pois é, igualzinho. Lembre-se de que sua mão deve estar limpa.

Tire o leite com a bombinha e despeje no copo já envolto com o saquinho de congelar. Preste atenção à quantidade de leite a ser congelada. Talvez seja melhor congelar várias porções de 50 -100ml do que uma de 200ml. Quanto menor o bebê, menos leite ele consome, e depois que descongelar o leite, nada de congelar de novo.

Aí, é só tirar o excesso de ar do saquinho, dar um nó bem apertado, colocar num vasilhame e congelar. O leite congelado pode durar até seis meses, mas com certeza você vai usá-lo bem antes disso.

Para descongelar faça assim: coloque o saquinho com o leite congelado num refratário e este refratário em banho-maria (a água quente não entra em contato direto com o saquinho). Quando o leite estiver descongelado (o que acontece bem rápido), corte as pontinhas do saquinho e coloque o leite na mamadeira. Então, coloque a mamadeira em banho-maria até o leite atingir a temperatura ideal, o que também costuma ser bastante rápido.

Viu como é fácil? O mais interessante é que você pode tirar o leite toda vez que o peito estiver cheio (lembre-se de que quanto mais você estimular a retirada de leite, mais o organismo produz este alimento maravilhoso). Desta maneira, você vai fazendo um “banco de leite” próprio e, numa emergência, você fica mais tranqüila em sair de casa.

Agora que você viu que é possível sair de casa, que tal parar de adiar sua volta aos treinos? Espero que tenha ajudado de alguma forma.

Gravidez e corrida, uma parceria que dá certo

Algumas mulheres, quando engravidam, acham que não podem fazer mais exercício físico. Mas se enganam. Elas não só podem como devem se exercitar. E acreditem, correr durante a gestão só traz benefícios para a saúde da gestante e do bebê.

“Gravidez não é doença”, enfatiza o personal trainer pós-graduado em fisiologia do exercício, Renato Augusto Francisco. Segundo Renato, a mulher pode treinar até o último mês de gestação, mas tem que tomar alguns cuidados. “O principal cuidado a ser tomado é com quedas”, afirma. Por isso, ele diz que caminhar ou correr na água é o mais recomendado, porque reduz o impacto, aumenta a queima calórica e a resistência e auxilia a respiração.

Nos três primeiros meses, época em que o feto está em formação, recomenda-se exercícios de intensidade leve. “A intensidade não pode ser muito alta nesses meses de gestação para que não eleve a pressão arterial da atleta”, explica o personal. Após esse período, a intensidade pode ser aumentada, gradativamente. É importante lembrar que a mulher deve ter um acompanhamento maior e mais específico durante a gravidez, afinal, o treinador deve levar em conta que serão duas pessoas “correndo”.

Além da corrida ou caminhada, as gestantes devem fazer muito alongamento, e fortalecimento, principalmente da lombar. “O ideal é que a mulher engorde um quilo ou pouco mais por mês. Ou seja, no final da gravidez o correto é estar de 9 a 12 kg a mais que seu peso normal”, explica Renato.

Os benefícios da corrida para as gestantes são os mesmos que para as não gestantes, que também verão resultado na hora do parto. “Como a resistência física dessas mulheres é maior, o parto tende a ser mais tranqüilo do que para as sedentárias”, afirma Renato.

Outro fator beneficiado pela corrida é a depressão pós-parto. “Não há estudos científicos que comprovem a diminuição ou até mesmo a não manifestação da depressão pós-parto em mulheres que praticam exercícios. Mas os exercícios liberam a endorfina, antidepressivo natural”, explica Renato. Com isso, pode-se concluir que a probabilidade de uma atleta ter uma depressão é bem menor.

E não são só as mamães que ganham com a prática de atividades físicas. O bebê está em comunicação direta com a mulher, ou seja, quanto melhor a saúde da mãe, mais saudável será o filho.


Gravidez e corrida, uma parceria que dá certo

Atletismo · 08 mar, 2007

Algumas mulheres, quando engravidam, acham que não podem fazer mais exercício físico. Mas se enganam. Elas não só podem como devem se exercitar. E acreditem, correr durante a gestão só traz benefícios para a saúde da gestante e do bebê.

“Gravidez não é doença”, enfatiza o personal trainer pós-graduado em fisiologia do exercício, Renato Augusto Francisco. Segundo Renato, a mulher pode treinar até o último mês de gestação, mas tem que tomar alguns cuidados. “O principal cuidado a ser tomado é com quedas”, afirma. Por isso, ele diz que caminhar ou correr na água é o mais recomendado, porque reduz o impacto, aumenta a queima calórica e a resistência e auxilia a respiração.

Nos três primeiros meses, época em que o feto está em formação, recomenda-se exercícios de intensidade leve. “A intensidade não pode ser muito alta nesses meses de gestação para que não eleve a pressão arterial da atleta”, explica o personal. Após esse período, a intensidade pode ser aumentada, gradativamente. É importante lembrar que a mulher deve ter um acompanhamento maior e mais específico durante a gravidez, afinal, o treinador deve levar em conta que serão duas pessoas “correndo”.

Além da corrida ou caminhada, as gestantes devem fazer muito alongamento, e fortalecimento, principalmente da lombar. “O ideal é que a mulher engorde um quilo ou pouco mais por mês. Ou seja, no final da gravidez o correto é estar de 9 a 12 kg a mais que seu peso normal”, explica Renato.

Os benefícios da corrida para as gestantes são os mesmos que para as não gestantes, que também verão resultado na hora do parto. “Como a resistência física dessas mulheres é maior, o parto tende a ser mais tranqüilo do que para as sedentárias”, afirma Renato.

Outro fator beneficiado pela corrida é a depressão pós-parto. “Não há estudos científicos que comprovem a diminuição ou até mesmo a não manifestação da depressão pós-parto em mulheres que praticam exercícios. Mas os exercícios liberam a endorfina, antidepressivo natural”, explica Renato. Com isso, pode-se concluir que a probabilidade de uma atleta ter uma depressão é bem menor.

E não são só as mamães que ganham com a prática de atividades físicas. O bebê está em comunicação direta com a mulher, ou seja, quanto melhor a saúde da mãe, mais saudável será o filho.

Corrida e gravidez combinam?

Todos os médicos dizem que gravidez não é doença, que a grávida não deve levar uma vida sedentária e deve ter uma alimentação saudável e balanceada. Porém, como fica a vida de uma corredora após engravidar? Ela pode continuar correndo, deve parar em determinado mês de gestação?

Para responder à essas e outras perguntas, conversamos com a ginecologista e obstetra, doutora Magali Alvarez.

Webrun – Doutora, uma atleta que engravida pode continuar a correr, ou deve parar?

Dra. Magali – Existem controvérsias entre os médicos. Alguns acham que a grávida não deve correr, mas apenas caminhar. Porém, eu não vejo problemas, desde que a paciente já esteja acostumada a praticar o esporte.

Webrun – A senhora já teve alguma paciente atleta?

Dra. Magali – Não uma corredora especificamente. Mas tive uma paciente que era jogadora de vôlei e continuou jogando até os oito meses.

Webrun – Quais os problemas que uma grávida pode ter ao correr?

Dra. Magali – O impacto da corrida pode forçar os ligamentos do útero e provocar dores na paciente e essas dores podem camuflar algum problema mais sério na gestação. Outra questão está no fato de que a grávida tem um amolecimento natural das articulações e dos ligamentos durante a gestação, o que aumenta o risco de queda e, conseqüentemente de bater a barriga.

Webrun – E quais as conseqüências que a grávida pode ter ao bater a barriga?

Dra. Magali – Em caso de contusão da barriga, a placenta pode descolar, levando assim à um parto prematuro ou até mesmo ao óbito do bebê.

Webrun – O que a senhora recomendaria então, para uma atleta que está acostumada a correr, engravida, mas não quer parar de praticar o esporte?

Dra. Magali – Se ela estiver habituada, eu recomendo que diminua um pouco o ritmo dos treinos, evitando fazer esforços excessivos, durante pelo menos os três primeiros meses. Assim, a paciente pode ficar atenta ao seu corpo e avaliar se está sentindo algo diferente.

A Doutora Magali é uma das que defende a bandeira de que a gestante deve correr caso já esteja acostumada a isso e não recomenda que ela inicie a prática após o início da gravidez, caso nunca tenha corrido antes.

Porém, é sempre bom consultar seu ginecologista sobre o assunto, pois ele certamente terá uma orientação específica para cada caso.


Corrida e gravidez combinam?

Caminhada · 11 mar, 2006

Todos os médicos dizem que gravidez não é doença, que a grávida não deve levar uma vida sedentária e deve ter uma alimentação saudável e balanceada. Porém, como fica a vida de uma corredora após engravidar? Ela pode continuar correndo, deve parar em determinado mês de gestação?

Para responder à essas e outras perguntas, conversamos com a ginecologista e obstetra, doutora Magali Alvarez.

Webrun – Doutora, uma atleta que engravida pode continuar a correr, ou deve parar?

Dra. Magali – Existem controvérsias entre os médicos. Alguns acham que a grávida não deve correr, mas apenas caminhar. Porém, eu não vejo problemas, desde que a paciente já esteja acostumada a praticar o esporte.

Webrun – A senhora já teve alguma paciente atleta?

Dra. Magali – Não uma corredora especificamente. Mas tive uma paciente que era jogadora de vôlei e continuou jogando até os oito meses.

Webrun – Quais os problemas que uma grávida pode ter ao correr?

Dra. Magali – O impacto da corrida pode forçar os ligamentos do útero e provocar dores na paciente e essas dores podem camuflar algum problema mais sério na gestação. Outra questão está no fato de que a grávida tem um amolecimento natural das articulações e dos ligamentos durante a gestação, o que aumenta o risco de queda e, conseqüentemente de bater a barriga.

Webrun – E quais as conseqüências que a grávida pode ter ao bater a barriga?

Dra. Magali – Em caso de contusão da barriga, a placenta pode descolar, levando assim à um parto prematuro ou até mesmo ao óbito do bebê.

Webrun – O que a senhora recomendaria então, para uma atleta que está acostumada a correr, engravida, mas não quer parar de praticar o esporte?

Dra. Magali – Se ela estiver habituada, eu recomendo que diminua um pouco o ritmo dos treinos, evitando fazer esforços excessivos, durante pelo menos os três primeiros meses. Assim, a paciente pode ficar atenta ao seu corpo e avaliar se está sentindo algo diferente.

A Doutora Magali é uma das que defende a bandeira de que a gestante deve correr caso já esteja acostumada a isso e não recomenda que ela inicie a prática após o início da gravidez, caso nunca tenha corrido antes.

Porém, é sempre bom consultar seu ginecologista sobre o assunto, pois ele certamente terá uma orientação específica para cada caso.