Meia Maratona Glaciar

Meia Maratona das Geleiras contada em fotos

Meia Maratona · 19 abr, 2012

Chuva, neve, sol, mas muita animação. Esse foi o retrato da Meia Maratona das Geleiras (Meia Del Glaciar), disputada no último sábado (14/04) no Parque Nacional Los Glaciares, na cidade argentina de El Calafate. Acompanhe uma sequência de fotos que contam a história da prova.

Imagens: Alexandre Koda/ Webrun


Vista da Geleria Perito Moreno
Vista da Geleria Perito Moreno
A prova aconteceu no Parque Nacional Los Glaciares
A prova aconteceu no Parque Nacional Los Glaciares
Com chuva e frio o aquecimento teve que ser reforçado
Com chuva e frio o aquecimento teve que ser reforçado
Autoridades e organizadores do evento estiveram na largada
Autoridades e organizadores do evento estiveram na largada
Os brasileiros representaram 20% do total de inscritos
Os brasileiros representaram 20% do total de inscritos
Logo no início uma ladeira no percurso
Logo no início uma ladeira no percurso
O sol deu as caras no meio da competição
O sol deu as caras no meio da competição


Collen Derry representou os EUA na Meia
Collen Derry representou os EUA na Meia
Nos quilômetros finais os corredores avistavam a geleira Perito Moreno
Nos quilômetros finais os corredores avistavam a geleira Perito Moreno
No fim da corrida o frio já havia diminuído com a presença do sol
No fim da corrida o frio já havia diminuído com a presença do sol
Todos os corredores tiveram a oportunidade de cruzar a faixa na chegada
Todos os corredores tiveram a oportunidade de cruzar a faixa na chegada
O chefe do Parque Nacional de Foz do Iguassu, Jorge Luiz Pegoraro, entrega o prêmio à campeã, a brasileira Milena
O chefe do Parque Nacional de Foz do Iguassu, Jorge Luiz Pegoraro, entrega o prêmio à campeã, a brasileira Milena
O campeão e o vice dos 21 km (Martin Ñancucheo e Edgardo Gonzalez) treinam juntos no dia a dia
O campeão e o vice dos 21 km (Martin Ñancucheo e Edgardo Gonzalez) treinam juntos no dia a dia


Meia Maratona das Geleiras contada em fotos

Meia Maratona · 19 abr, 2012

Chuva, neve, sol, mas muita animação. Esse foi o retrato da Meia Maratona das Geleiras (Meia Del Glaciar), disputada no último sábado (14/04) no Parque Nacional Los Glaciares, na cidade argentina de El Calafate. Acompanhe uma sequência de fotos que contam a história da prova.

Imagens: Alexandre Koda/ Webrun


Vista da Geleria Perito Moreno
Vista da Geleria Perito Moreno
A prova aconteceu no Parque Nacional Los Glaciares
A prova aconteceu no Parque Nacional Los Glaciares
Com chuva e frio o aquecimento teve que ser reforçado
Com chuva e frio o aquecimento teve que ser reforçado
Autoridades e organizadores do evento estiveram na largada
Autoridades e organizadores do evento estiveram na largada
Os brasileiros representaram 20% do total de inscritos
Os brasileiros representaram 20% do total de inscritos
Logo no início uma ladeira no percurso
Logo no início uma ladeira no percurso
O sol deu as caras no meio da competição
O sol deu as caras no meio da competição


Collen Derry representou os EUA na Meia
Collen Derry representou os EUA na Meia
Nos quilômetros finais os corredores avistavam a geleira Perito Moreno
Nos quilômetros finais os corredores avistavam a geleira Perito Moreno
No fim da corrida o frio já havia diminuído com a presença do sol
No fim da corrida o frio já havia diminuído com a presença do sol
Todos os corredores tiveram a oportunidade de cruzar a faixa na chegada
Todos os corredores tiveram a oportunidade de cruzar a faixa na chegada
O chefe do Parque Nacional de Foz do Iguassu, Jorge Luiz Pegoraro, entrega o prêmio à campeã, a brasileira Milena
O chefe do Parque Nacional de Foz do Iguassu, Jorge Luiz Pegoraro, entrega o prêmio à campeã, a brasileira Milena
O campeão e o vice dos 21 km (Martin Ñancucheo e Edgardo Gonzalez) treinam juntos no dia a dia
O campeão e o vice dos 21 km (Martin Ñancucheo e Edgardo Gonzalez) treinam juntos no dia a dia

Brasileira vence primeira edição da Meia Maratona das Geleiras

Meia Maratona · 17 abr, 2012

Direto de El Calafate (ARG) - No último sábado (14/04) cerca de 300 corredores se reuniram na cidade de El Calafate, na Argentina, para a disputa da Meia Maratona do Glaciar (Meia Maratona das Geleiras). Apesar da maciça presença de atletas da casa, a vitória entre as mulheres ficou com uma brasileira, Milena Maria Cantadori, enquanto no masculino Martin Ñancucheo (ARG) foi o melhor.

O sol começou a dar as caras a partir das 8h, mas o tempo nublado e chuvoso fez a temperatura cair no momento da largada, às 11h, no Parque Nacional Los Glaciares. Assim que autorizados, os atletas começaram a prova numa subida leve e nos primeiros metros Milena tomou a dianteira sem se preocupar com as adversárias que vinham atrás.

Após a primeira metade da prova havia um retorno e, conforme ela passava pelos corredores amadores que seguiam no sentido contrário, recebia incentivos e gritos de “você é a primeira”, “vamos lá”, “força”, entre outras exclamações. Por fim, ela cruzou a linha de chegada com o tempo de 1h46min31, seguida pela americana Colleen Rose Derry (1h46min48) e pela argentina Maria Emilia Barnetche (1h49min02).

“Foi uma corrida muito gostosa e gratificante, mas ao mesmo tempo muito difícil por conta da chuva e do frio”, conta a campeã que veio de São João da Boa Vista, interior de São Paulo. “Desde que assumi a liderança passei a correr forte, pois não sabia onde as outras corredoras estavam”, completa.

A vice-campeã, Collen, que está fazendo um tour pela América do Sul, chegou a El Calafate na quinta-feira (11/04) e, assim que soube da prova, correu para se inscrever. “Foi uma corrida muito divertida, pois as pessoas são muito legais, tanto os corredores, quanto os organizadores”, relata a americana. “O percurso foi difícil, mas não impossível. Corro há cinco anos, gosto de maratonas, e essa foi minha primeira meia”, completa a californiana.

Ela diz ainda que tem como meta correr uma maratona em cada continente. “Já corri na Ásia, América do Norte, Europa e em Santiago do Chile, há duas semanas”. Amante também dos esportes de aventura, ela aproveitou os últimos dias na região e viajou à cidade de El Chaten para escalar uma montanha.

A terceira colocada, Maria Emilia, disse que não tinha a menor preocupação em chegar ao pódio. “Foi uma prova fascinante, principalmente pela oportunidade de correr num local tão bonito quanto este”.

Homens - Entre os homens após o começo da prova os argentinos Martin Ñancucheo e Edgardo Laly Gonzalez tomaram a dianteira e passaram a se revezar na liderança, com uma distância muito pequena entre eles. Os dois treinam juntos no dia a dia, mas ao final quem levou a melhor foi Martin, como o tempo de 1h12min59, seguido por Edgardo com 1h14min39 e o também argentino David Veuthey, com 1h15min56.

“Foi minha primeira vez por aqui e achei o local lindo”, relata o campeão. “A prova foi bem disputada com meu companheiro de equipe e também estou feliz por ele ter conseguido o segundo lugar. Sempre entramos juntos nas provas e dessa vez tive a felicidade de vencer”, completa.

Já para o vice-campeão, Edgardo, os desníveis do percurso o deixaram bastante seletivo. “O último quilômetro foi bem complicado, mas agradeço ao Martin que me ajudou e fomos premiados com essas colocações”. Ele promete voltar ano que vem mais treinado para vencer.

A primeira edição reuniu 300 corredores, incluindo os participantes da corrida de dez quilômetros, mas segundo os organizadores esse número pode aumentar nos próximos anos e chegar a pelo menos 600, o que seria o limite técnico suportado pelo Parque.


Brasileira vence primeira edição da Meia Maratona das Geleiras

Meia Maratona · 17 abr, 2012

Direto de El Calafate (ARG) - No último sábado (14/04) cerca de 300 corredores se reuniram na cidade de El Calafate, na Argentina, para a disputa da Meia Maratona do Glaciar (Meia Maratona das Geleiras). Apesar da maciça presença de atletas da casa, a vitória entre as mulheres ficou com uma brasileira, Milena Maria Cantadori, enquanto no masculino Martin Ñancucheo (ARG) foi o melhor.

O sol começou a dar as caras a partir das 8h, mas o tempo nublado e chuvoso fez a temperatura cair no momento da largada, às 11h, no Parque Nacional Los Glaciares. Assim que autorizados, os atletas começaram a prova numa subida leve e nos primeiros metros Milena tomou a dianteira sem se preocupar com as adversárias que vinham atrás.

Após a primeira metade da prova havia um retorno e, conforme ela passava pelos corredores amadores que seguiam no sentido contrário, recebia incentivos e gritos de “você é a primeira”, “vamos lá”, “força”, entre outras exclamações. Por fim, ela cruzou a linha de chegada com o tempo de 1h46min31, seguida pela americana Colleen Rose Derry (1h46min48) e pela argentina Maria Emilia Barnetche (1h49min02).

“Foi uma corrida muito gostosa e gratificante, mas ao mesmo tempo muito difícil por conta da chuva e do frio”, conta a campeã que veio de São João da Boa Vista, interior de São Paulo. “Desde que assumi a liderança passei a correr forte, pois não sabia onde as outras corredoras estavam”, completa.

A vice-campeã, Collen, que está fazendo um tour pela América do Sul, chegou a El Calafate na quinta-feira (11/04) e, assim que soube da prova, correu para se inscrever. “Foi uma corrida muito divertida, pois as pessoas são muito legais, tanto os corredores, quanto os organizadores”, relata a americana. “O percurso foi difícil, mas não impossível. Corro há cinco anos, gosto de maratonas, e essa foi minha primeira meia”, completa a californiana.

Ela diz ainda que tem como meta correr uma maratona em cada continente. “Já corri na Ásia, América do Norte, Europa e em Santiago do Chile, há duas semanas”. Amante também dos esportes de aventura, ela aproveitou os últimos dias na região e viajou à cidade de El Chaten para escalar uma montanha.

A terceira colocada, Maria Emilia, disse que não tinha a menor preocupação em chegar ao pódio. “Foi uma prova fascinante, principalmente pela oportunidade de correr num local tão bonito quanto este”.

Homens - Entre os homens após o começo da prova os argentinos Martin Ñancucheo e Edgardo Laly Gonzalez tomaram a dianteira e passaram a se revezar na liderança, com uma distância muito pequena entre eles. Os dois treinam juntos no dia a dia, mas ao final quem levou a melhor foi Martin, como o tempo de 1h12min59, seguido por Edgardo com 1h14min39 e o também argentino David Veuthey, com 1h15min56.

“Foi minha primeira vez por aqui e achei o local lindo”, relata o campeão. “A prova foi bem disputada com meu companheiro de equipe e também estou feliz por ele ter conseguido o segundo lugar. Sempre entramos juntos nas provas e dessa vez tive a felicidade de vencer”, completa.

Já para o vice-campeão, Edgardo, os desníveis do percurso o deixaram bastante seletivo. “O último quilômetro foi bem complicado, mas agradeço ao Martin que me ajudou e fomos premiados com essas colocações”. Ele promete voltar ano que vem mais treinado para vencer.

A primeira edição reuniu 300 corredores, incluindo os participantes da corrida de dez quilômetros, mas segundo os organizadores esse número pode aumentar nos próximos anos e chegar a pelo menos 600, o que seria o limite técnico suportado pelo Parque.

Chuva, neve e sol marcam primeira edição da Meia Maratona das Geleiras

Meia Maratona · 14 abr, 2012

Argentinos, brasileiros, uruguaios, chilenos, venezuelanos, italianos e americanos se reuniram na manhã deste sábado (14/04) para a disputa da Meia Maratona das Geleiras (Media Maraton Del Glaciar), em El Calafate, província de Santa Cruz (ARG). Os cerca de 300 participantes encontraram um percurso difícil aliado a um clima que teve chuva, neve e sol.

Direto de El Calafate (ARG) - O tiro de partida aconteceu às 11h dentro do Parque Nacional do Glaciar, mas desde as 8h (hora em que o sol começava a nascer) a movimentação pelas ruas da cidade era intensa, com diversos ônibus levando os corredores para a largada. A chuva já prevista desde o dia anterior caia forte e começava a preocupar atletas e seus acompanhantes.

A concentração aconteceu dentro de uma cafeteria localizada no parque, onde era possível utilizar a estrutura de banheiros, lanchonete e se abrigar do frio intenso. Os brasileiros logo se reuniram e começaram a trocar informações sobre a prova e ensaiar alguns gritos de guerra, como “vai Brasil”, “é nóis”, “Brasillllll”e alguns tímidos “Vai Corinthians”.

A poucos minutos da saída, encarar o frio e a chuva era a única opção, mas a trilha sonora escolhida pelo DJ não deixou ninguém parado. Ao som de músicas brasileiras, hits internacionais e argentinos, todos se alinharam para a largada na contagem regressiva de dez segundos.

O primeiro quilômetro foi uma subida, mas logo de cara a visão da geleira Perito Moreno, principal atrativo turístico da região, amenizou o sofrimento. A prova seguiu e a temperatura começou a baixar ainda mais com o vento forte e a chuva, o que parecia um combustível extra para os corredores de elite brigarem passo a passo pela liderança.

Mudança de Clima - No meio da prova alguns flocos de neve começaram a cair, mas logo o sol deu as caras e brindou a todos com a elevação da temperatura. Se antes da largada as rivalidades entre as nações ficavam evidenciadas, durante os 21 quilômetros os corredores se ajudavam, com os mais preparados incentivando aqueles que por ventura ameaçavam uma quebra, sem se lembrar das diferenças geopolíticas.

O quilômetro final mais uma vez foi com uma subida intensa, considerada por alguns participantes como mais dura do que a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, parte da Corrida de São Silvestre, em São Paulo. Todos que cruzavam a linha de chegada tinham a oportunidade de romper a faixa, algo geralmente restrito aos corredores de elite na maioria das provas.

Confira na página a seguir o relato de alguns brasileiros sobre a competição

Os brasileiros, acostumados ao clima tropical, sofreram para se aclimatar, mas aprovaram o evento. “Foi uma prova muito legal. O início assustou um pouco, com o frio e a chuva, mas depois do sétimo quilômetro a temperatura melhorou”, relata Luciano Rocha. “Eu nunca havia corrido num local tão frio, pelo contrário, fiz a prova do Deserto do Atacama no começo do ano, mas gostei muito daqui. Certamente voltarei ano que vem”, completa o brasiliense.

O também brasiliense Emerson dos Santos afirma que não veio esperando baixar o tempo na distância. “O mais importante não era o resultado, mas sim aproveitar o visual maravilhoso das geleiras. É um percurso difícil, desafiador, mas uma experiência inesquecível”, relata. “Não conhecer o local e o percurso com subidas e descidas foram os fatores que me motivaram a vir para cá”, completa.

“Foi a melhor prova que eu já participei. Não sabia se corria ou se olhava o visual, que é fantástico. Essa prova é complicada, principalmente por causa das subidas, e tive que andar no final, pois a lombar começou a doer”, exalta Lucas Andrade.

O catarinense Sandro Tripoli trocou o calor de Florianópolis pelo frio da Patagônia, mas diz não se arrepender. “Foi uma corrida fenomenal, minha estreia na meia maratona. O pessoal escolheu um lugar maravilhoso para organizar a corrida”, relata. “Pegamos várias condições climáticas diferentes, que aliadas às subidas deixaram a prova muito puxada. Essa é uma viagem que ficará marcada para a vida e agora qualquer disputa no calor vai ser fichinha”, brinca.

Assim como a maioria das pessoas, ele sentiu dificuldade na última subida, mas contou com uma ajuda especial para garantir o sprint final. “Teve um momento que bateu uma rajada de vento a favor, então aproveitei para embalar e concluir a disputa correndo”, completa o competidor que ganhou a inscrição para a Meia Maratona Glaciar numa promoção do Webrun.

O santista Renato Sabino, também acostumado ao calor tropical, diz que o visual compensa a dificuldade. “Saí de quase 40 graus e vim correr com neve, mas essa prova é muito linda e já quero voltar de novo. O percurso é duro, com muitas subidas e última faz a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio parecer fichinha”, admite.

Ao contrário dos outros corredores, o paulista Daniel Gonçalves não achou o percurso difícil. “Foi uma experiência inesquecível participar da primeira edição, com chuva, neve e sol. Achei o trajeto tranquilo, as únicas dificuldades foram o vento e a temperatura, pois já encarei provas com maior dificuldade”.

Mulheres - Entre as mulheres, Ana Kimomirof não economizou adjetivos após completar os 21 quilômetros. “Foi a prova mais louca, mais bonita e mais difícil que eu já fiz. A paisagem é maravilhosa, mas tem cada subida de doer”, relata a paulistana. “Depois de fazer essa prova, qualquer uma fica fácil. Valeu muito a pena ter vindo até aqui, pois as paisagens são lindas”.

A última colocada, Celeste Ramirez, fechou a prova quase no tempo limite, e se emocionou muito ao receber os aplausos do público e dos organizadores. “Foi uma corrida excelente, fantástica, um sonho realizado”, conta quase aos prantos. “Apesar de tudo nunca parei e consegui completar. Muito obrigado Glaciar”.

Dentre os quase 300 participantes, o Brasil representou 20%, um número considerado bom pelos organizadores por se tratar da primeira edição. Confira nos próximos dias o relato dos campeões, assim como a visão dos organizadores do evento.


Chuva, neve e sol marcam primeira edição da Meia Maratona das Geleiras

Meia Maratona · 14 abr, 2012

Argentinos, brasileiros, uruguaios, chilenos, venezuelanos, italianos e americanos se reuniram na manhã deste sábado (14/04) para a disputa da Meia Maratona das Geleiras (Media Maraton Del Glaciar), em El Calafate, província de Santa Cruz (ARG). Os cerca de 300 participantes encontraram um percurso difícil aliado a um clima que teve chuva, neve e sol.

Direto de El Calafate (ARG) - O tiro de partida aconteceu às 11h dentro do Parque Nacional do Glaciar, mas desde as 8h (hora em que o sol começava a nascer) a movimentação pelas ruas da cidade era intensa, com diversos ônibus levando os corredores para a largada. A chuva já prevista desde o dia anterior caia forte e começava a preocupar atletas e seus acompanhantes.

A concentração aconteceu dentro de uma cafeteria localizada no parque, onde era possível utilizar a estrutura de banheiros, lanchonete e se abrigar do frio intenso. Os brasileiros logo se reuniram e começaram a trocar informações sobre a prova e ensaiar alguns gritos de guerra, como “vai Brasil”, “é nóis”, “Brasillllll”e alguns tímidos “Vai Corinthians”.

A poucos minutos da saída, encarar o frio e a chuva era a única opção, mas a trilha sonora escolhida pelo DJ não deixou ninguém parado. Ao som de músicas brasileiras, hits internacionais e argentinos, todos se alinharam para a largada na contagem regressiva de dez segundos.

O primeiro quilômetro foi uma subida, mas logo de cara a visão da geleira Perito Moreno, principal atrativo turístico da região, amenizou o sofrimento. A prova seguiu e a temperatura começou a baixar ainda mais com o vento forte e a chuva, o que parecia um combustível extra para os corredores de elite brigarem passo a passo pela liderança.

Mudança de Clima - No meio da prova alguns flocos de neve começaram a cair, mas logo o sol deu as caras e brindou a todos com a elevação da temperatura. Se antes da largada as rivalidades entre as nações ficavam evidenciadas, durante os 21 quilômetros os corredores se ajudavam, com os mais preparados incentivando aqueles que por ventura ameaçavam uma quebra, sem se lembrar das diferenças geopolíticas.

O quilômetro final mais uma vez foi com uma subida intensa, considerada por alguns participantes como mais dura do que a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, parte da Corrida de São Silvestre, em São Paulo. Todos que cruzavam a linha de chegada tinham a oportunidade de romper a faixa, algo geralmente restrito aos corredores de elite na maioria das provas.

Confira na página a seguir o relato de alguns brasileiros sobre a competição

Os brasileiros, acostumados ao clima tropical, sofreram para se aclimatar, mas aprovaram o evento. “Foi uma prova muito legal. O início assustou um pouco, com o frio e a chuva, mas depois do sétimo quilômetro a temperatura melhorou”, relata Luciano Rocha. “Eu nunca havia corrido num local tão frio, pelo contrário, fiz a prova do Deserto do Atacama no começo do ano, mas gostei muito daqui. Certamente voltarei ano que vem”, completa o brasiliense.

O também brasiliense Emerson dos Santos afirma que não veio esperando baixar o tempo na distância. “O mais importante não era o resultado, mas sim aproveitar o visual maravilhoso das geleiras. É um percurso difícil, desafiador, mas uma experiência inesquecível”, relata. “Não conhecer o local e o percurso com subidas e descidas foram os fatores que me motivaram a vir para cá”, completa.

“Foi a melhor prova que eu já participei. Não sabia se corria ou se olhava o visual, que é fantástico. Essa prova é complicada, principalmente por causa das subidas, e tive que andar no final, pois a lombar começou a doer”, exalta Lucas Andrade.

O catarinense Sandro Tripoli trocou o calor de Florianópolis pelo frio da Patagônia, mas diz não se arrepender. “Foi uma corrida fenomenal, minha estreia na meia maratona. O pessoal escolheu um lugar maravilhoso para organizar a corrida”, relata. “Pegamos várias condições climáticas diferentes, que aliadas às subidas deixaram a prova muito puxada. Essa é uma viagem que ficará marcada para a vida e agora qualquer disputa no calor vai ser fichinha”, brinca.

Assim como a maioria das pessoas, ele sentiu dificuldade na última subida, mas contou com uma ajuda especial para garantir o sprint final. “Teve um momento que bateu uma rajada de vento a favor, então aproveitei para embalar e concluir a disputa correndo”, completa o competidor que ganhou a inscrição para a Meia Maratona Glaciar numa promoção do Webrun.

O santista Renato Sabino, também acostumado ao calor tropical, diz que o visual compensa a dificuldade. “Saí de quase 40 graus e vim correr com neve, mas essa prova é muito linda e já quero voltar de novo. O percurso é duro, com muitas subidas e última faz a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio parecer fichinha”, admite.

Ao contrário dos outros corredores, o paulista Daniel Gonçalves não achou o percurso difícil. “Foi uma experiência inesquecível participar da primeira edição, com chuva, neve e sol. Achei o trajeto tranquilo, as únicas dificuldades foram o vento e a temperatura, pois já encarei provas com maior dificuldade”.

Mulheres - Entre as mulheres, Ana Kimomirof não economizou adjetivos após completar os 21 quilômetros. “Foi a prova mais louca, mais bonita e mais difícil que eu já fiz. A paisagem é maravilhosa, mas tem cada subida de doer”, relata a paulistana. “Depois de fazer essa prova, qualquer uma fica fácil. Valeu muito a pena ter vindo até aqui, pois as paisagens são lindas”.

A última colocada, Celeste Ramirez, fechou a prova quase no tempo limite, e se emocionou muito ao receber os aplausos do público e dos organizadores. “Foi uma corrida excelente, fantástica, um sonho realizado”, conta quase aos prantos. “Apesar de tudo nunca parei e consegui completar. Muito obrigado Glaciar”.

Dentre os quase 300 participantes, o Brasil representou 20%, um número considerado bom pelos organizadores por se tratar da primeira edição. Confira nos próximos dias o relato dos campeões, assim como a visão dos organizadores do evento.

Brasileiros estão prontos para encarar o frio na Meia das Geleiras

Meia Maratona · 14 abr, 2012

Direto de El Calafate (ARG) - Os brasileiros Sandro Tripoli e Antônio Sedech ganharam uma inscrição para correr a Meia Maratona Glaciar (Geleiras), que acontece neste sábado (14/04) em El Calafate, Argentina. Acostumados com o clima tropical, os dois terão que se adaptar ao frio e à possibilidade de neve e ventos fortes durante os 21 quilômetros da prova.

“Chegamos nessa sexta-feira (13/04), fizemos um treino para nos ambientar e estamos temendo o vento”, conta Sandro. “Será minha primeira vez com temperatura abaixo de cinco graus e um grande desafio a ser superado”, salienta o corredor que veio de Florianópolis (SC).

Já Antônio Sedech diz estar na mesma expectativa e, pelo treino de sexta-feira, sabe que não terá vida fácil pela frente. “Temos boas expectativas, mas se chover colocaremos à prova as roupas que trouxemos, já que o clima no Brasil é completamente diferente”. Ele relata ainda que completar a prova já será uma vitória. “Vamos cumprir entre os top 300”, brinca o paulista.

A competição terá um grupo de brasileiros que se juntará a Antônio e Sandro, junto com uruguaios, chilenos, venezuelanos, italianos, um americano, além é claro dos anfitriões argentinos. A largada será a partir das 11h e todo o percurso será dentro do Parque Nacional dos Glaciares, onde se localizam diversas geleiras, entre elas a Perito Moreno, um dos principais pontos turísticos da região.

A saída será numa subida sinuosa, assim como a chegada, então a recomendação dos organizadores é que todos poupem energias para o final. O clima frio, a possibilidade de alta precipitação e até neve deixam a corrida ainda mais charmosa.

O Webrun estará in loco para registrar tudo o que acontece na disputa.


Brasileiros estão prontos para encarar o frio na Meia das Geleiras

Meia Maratona · 14 abr, 2012

Direto de El Calafate (ARG) - Os brasileiros Sandro Tripoli e Antônio Sedech ganharam uma inscrição para correr a Meia Maratona Glaciar (Geleiras), que acontece neste sábado (14/04) em El Calafate, Argentina. Acostumados com o clima tropical, os dois terão que se adaptar ao frio e à possibilidade de neve e ventos fortes durante os 21 quilômetros da prova.

“Chegamos nessa sexta-feira (13/04), fizemos um treino para nos ambientar e estamos temendo o vento”, conta Sandro. “Será minha primeira vez com temperatura abaixo de cinco graus e um grande desafio a ser superado”, salienta o corredor que veio de Florianópolis (SC).

Já Antônio Sedech diz estar na mesma expectativa e, pelo treino de sexta-feira, sabe que não terá vida fácil pela frente. “Temos boas expectativas, mas se chover colocaremos à prova as roupas que trouxemos, já que o clima no Brasil é completamente diferente”. Ele relata ainda que completar a prova já será uma vitória. “Vamos cumprir entre os top 300”, brinca o paulista.

A competição terá um grupo de brasileiros que se juntará a Antônio e Sandro, junto com uruguaios, chilenos, venezuelanos, italianos, um americano, além é claro dos anfitriões argentinos. A largada será a partir das 11h e todo o percurso será dentro do Parque Nacional dos Glaciares, onde se localizam diversas geleiras, entre elas a Perito Moreno, um dos principais pontos turísticos da região.

A saída será numa subida sinuosa, assim como a chegada, então a recomendação dos organizadores é que todos poupem energias para o final. O clima frio, a possibilidade de alta precipitação e até neve deixam a corrida ainda mais charmosa.

O Webrun estará in loco para registrar tudo o que acontece na disputa.