Atletismo · 14 jan, 2008
A atleta americana e detentora de várias medalhas olímpicas, Marion Jones, foi condenada a seis meses de prisão por ter mentido sobre o uso de esteróides e por envolvimento com drogas e acusação de fraude. A velocista de 32 anos pediu ao juiz que fosse o mais misericordioso possível, mas o meritíssimo impôs a pena máxima.
Segundo o juiz Kenneth Karas, é preciso enviar uma mensagem para os atletas que utilizam drogas e mancham valores como trabalho duro, dedicação, trabalho em equipe e espírito esportivo. Ele comenta ainda que os atletas são inspirações e servem de modelo para muitas pessoas, mas não estão desobrigados de falar a verdade.
Respeito a decisão e espero que as pessoas possam aprender algo com os meus erros, declarou Jones às agências internacionais. Os advogados de defesa tinham pedido que ela recebesse como punição apenas a prisão domiciliar, pois já tinha sido penalizada o suficiente, com a devolução das medalhas e o pedido formal de desculpas.
Penalidades- Além dos seis meses de reclusão, ela ficará proibida de competir durante dois anos e será supervisionada neste período, em que também terá que prestar 800 horas de serviços comunitários. Nem mesmo o fato dela ter dois filhos, um deles ainda de colo, abrandou a pena.
Ela se tornou uma das atletas mais famosas nos Estados Unidos e no mundo, depois de vencer os 100m; 200m e o revezamento 4x400m nos Jogos Olímpicos de Sidney em 2000, além do bronze no salto em distância e no revezamento 4x400m. Em outubro do ano passado ela sofreu uma queda monstruosa na carreira, depois de admitir que mentiu para investigações federais em novembro de 2003, ocasião em que negou o uso de esteróides.
Atletismo · 12 dez, 2007
A Bancada Executiva do Comitê Olímpico Internacional anunciou oficialmente nesta quarta-feira a desclassificação de Marion Jones dos eventos nos quais ela competiu nos Jogos Olímpicos de 2000 em Sidney (Austrália) e 2004 em Atenas (Grécia). Jones já devolveu as medalhas, que agora estão em poder do COI.
A Bancada decidiu também que a atleta não poderá participar das Olimpíadas de Pequim em 2008 nem como competidora e nem exercendo qualquer outra função. Acusada de doping durante o escândalo dos Laboratórios Balco, o COI ainda estuda a possibilidade de aplicar outras sanções, como a inelegibilidade de participar de quaisquer edições dos Jogos Olímpicos.
O escândalo ainda não foi totalmente solucionado e, como o Comitê ainda não tem documentação suficiente sobre o caso, ainda não está decidido como ficará a redistribuição das medalhas e nem se as outras competidoras do revezamento também sofrerão sanções. O caso Balco surgiu em 2003, ocasião em que se descobriu que o laboratório produzia substâncias dopantes que não eram detectadas em exames.
As provas em que ela foi desqualificada em Sidney foram: 100m (ouro); 200m (ouro); revezamento 4x400m (ouro); revezamento 4x100 (bronze) e Salto em Altura (bronze). Já em Atenas ela foi desqualificada do salto em altura, evento no qual ficou em quinto lugar.
Atletismo · 05 out, 2007
Após anos de intensas negações, a tricampeã olímpica Marion Jones admitiu o uso de substâncias proibidas em uma carta enviada ao jornal americano The Washington Post, que diz também que ela estaria disposta a confessar sua culpa aos órgãos que investigam o caso. A velocista norte americana deve comparecer à Corte americana em White Plains (Nova York) nessa sexta-feira para se declarar culpada.
"Gostaria de pedir desculpas por tudo isso", ressalta Jones na carta enviada ao jornal americano. "Desculpem-me por desapontá-los durante tanto tempo", comenta a atleta que estaria disposta a encarar a pena de seis meses na prisão. Além da carceragem, a velocista pode perder as cinco medalhas conquistadas nas Olimpíadas de Sidney, sendo três de ouro e duas de bronze, além de enfrentar uma longa proibição de participar de competições.
Em dezembro de 2004 o Comitê Olímpico Internacional (COI) abriu uma investigação contra Jones, mas não conseguiu fazer muitos progressos devido à falta de evidências. Porém, de acordo com o porta voz da entidade Emmanuelle Moreau, "as informações que ela poderá nos fornecer poderão ser provas importantes para seguir em frente com o caso". De acordo com as normas do COI, é possível retroceder até oito anos para cassar as medalhas e anular resultados em casos como este.
Caso ela admita ter usado drogas durante um período específico, a Associação Internacional das Federações de Atletismo (Iaaf) pode tirar as medalhas e anular os resultados de Campeonatos Mundiais e outras competições que ela tenha participado. Até hoje Jones ostenta uma prata e um bronze nos Mundiais de 1999 e 2001. De acordo com informações do Washington Post, o marido da atleta, Obadele Thompson, disse que ela fazia uso da substância conhecida como "The Clear" desde 1999, fornecida pelo seu treinador Trevor Graham, que dizia se tratar de óleo de cereais.
Sobre o fato de ter mentido para as autoridades ao ser questionada em 2003, a americana disse que ficou em pânico quando os agentes federais chegaram com uma amostra do "the clear", que ela reconheceu como sendo o falso óleo de cereais. "Eu fui pega totalmente de surpresa, foi um choque". Nos últimos anos a carreira da atleta foi totalmente afetada pelas acusações de doping e, em agosto de 2006, um teste de urina deu positivo para o esteróide EPO, mas ela não foi penalizada, pois a contraprova deu negativa.
Ela esteve no julgamento do laboratórios Balco em 2003 junto com seu companheiro Tim Montgomery, que foi banido do esporte por dois anos em 2005. Michelle Collins e Justin Gatlin, que também treinavam com o técnico Graham, também receberam punições.
Atletismo · 29 ago, 2006
A velocista Marion Jones, detentora de cinco medalhas nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, teve um resultado positivo para doping em junho passado e essa semana fará a contraprova. A substância detectada foi eritropoietina (EPO).
Se a contraprova for positiva também, a atleta de 30 anos terá que encarar uma suspensão de dois anos e a anulação de todos os seus títulos anteriores a junho. O teste será realizado no UCLA, o Laboratório Olímpico Analítico, em Los Angeles.
Jones está sobre vigilância da Agência Anti-Doping Americana desde que foi envolvida no escândalo dos laboratórios Balco, que forneciam produtos dopantes para os atletas, mas ela vem negando o envolvimento desde então.
Howard Jacobs, que já representou o companheiro de Jones, Tim Montgomery no caso de doping, será o responsável por tentar limpar a imagem da velocista no escândalo.
Atletismo · 10 nov, 2004
O treinador da velocista Marion Jones, Steve Riddick, confessou que ela está fora de forma. Em entrevista para a BBC Sport, Riddick disse que está preparando a atleta para o Campeonato Mundial de Atletismo. Mas ela precisará se esforçar em dobro.
No ano passado Marion Jones teve um filho com o recordista mundial dos 100 metros rasos, Tim Montgomary. Segundo o treinador dela, a gravidez fez com que a velocista perdesse um pouco da forma física, principalmente na parte do abdômen.
Riddick espera que ela participe de competições Indoor durante 2005. Mas isso ainda não está confirmado, só depende dela.
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