Novidades · 16 abr, 2018
A corrida é um dos únicos esportes que permite você dividir o espaço em uma prova com seu ídolo. A elite e os amadores fazem o mesmo percurso e podem treinar juntos. Agora, essa possibilidade estará ainda mais evidente no […]
No sábado (31/12), o fundista Marílson Gomes dos Santos tem a chance de igualar para o Brasil o número de títulos da São Silvestre - o Quênia tem 12 e o Brasil tem 11 na categoria masculina desde 1945, fase internacional da Corrida. Medalhista de ouro nos 10.000m dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (27/10) e tricampeão da São Silvestre, o corredor terá ao seu lado os compatriotas Giomar Pereira da Silva, Gilmar Silvestre Lopes, Damião de Souza e Valdir de Oliveira.
A elite estrangeira da prova, no entanto, traz nomes de força como o queniano Martin Lel, tricampeão da Maratona de Londres e bicampeão da de Nova York. O também queniano Duncan Kibet é outro atleta que aparece entre os favoritos. Nomes mais conhecidos em provas brasileiras, Barnabas Kosgei, Nicholas Keter e Mark Korir também estarão presentes.
Inicialmente Marílson não iria correr a prova, tendo em vista o treinamento para obtenção do índice olímpico. Com a alteração promovida pela CBAt que o classificou para os Jogos Olímpicos de Londres, o corredor optou por tentar o tetracampeonato em São Paulo.
A decisão da CBAt pesou. Senão eu teria que privilegiar o preparo para uma prova no ano que vem, afirma. Apesar da torcida local, Marílson aponta Martin Lel como o favorito para a São Silvestre. Os africanos são sempre favoritos, diz.
O Lel vai correr em Dubai [a Maratona, em 27/01] e nessa época de preparação já tem que estar bem, com certeza ele é favorito, afirma. Lel, por sua vez, retribui a gentileza. Santos [sobrenome de Marílson] é o favorito, define.
O queniano afirma que quer muito ganhar, mas que a disputa vai ser difícil. Lembro de Santos correndo muito forte em Nova York. Não falta nada aos corredores brasileiros para serem como os quenianos.
Descida no final- Uma das mudanças mais comentadas do percurso para 2011 foi a transferência da chegada na Avenida Paulista para o final em frente ao Obelisco do Ibirapuera. O novo trecho acrescentou uma longa descida na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na parte final da prova.
Damião de Souza brinca com a alteração. Espero que me dê melhor, não sou muito bom em subida, mas em descida a gente desce embolado, brinca. Para Lel, no entanto, é o contrário. O final será difícil. Eu não sou especialista em descida, confessa, acrescentando que na hora vamos ver quem é quem.
Corridas de Rua · 29 dez, 2011
No sábado (31/12), o fundista Marílson Gomes dos Santos tem a chance de igualar para o Brasil o número de títulos da São Silvestre - o Quênia tem 12 e o Brasil tem 11 na categoria masculina desde 1945, fase internacional da Corrida. Medalhista de ouro nos 10.000m dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara (27/10) e tricampeão da São Silvestre, o corredor terá ao seu lado os compatriotas Giomar Pereira da Silva, Gilmar Silvestre Lopes, Damião de Souza e Valdir de Oliveira.
A elite estrangeira da prova, no entanto, traz nomes de força como o queniano Martin Lel, tricampeão da Maratona de Londres e bicampeão da de Nova York. O também queniano Duncan Kibet é outro atleta que aparece entre os favoritos. Nomes mais conhecidos em provas brasileiras, Barnabas Kosgei, Nicholas Keter e Mark Korir também estarão presentes.
Inicialmente Marílson não iria correr a prova, tendo em vista o treinamento para obtenção do índice olímpico. Com a alteração promovida pela CBAt que o classificou para os Jogos Olímpicos de Londres, o corredor optou por tentar o tetracampeonato em São Paulo.
A decisão da CBAt pesou. Senão eu teria que privilegiar o preparo para uma prova no ano que vem, afirma. Apesar da torcida local, Marílson aponta Martin Lel como o favorito para a São Silvestre. Os africanos são sempre favoritos, diz.
O Lel vai correr em Dubai [a Maratona, em 27/01] e nessa época de preparação já tem que estar bem, com certeza ele é favorito, afirma. Lel, por sua vez, retribui a gentileza. Santos [sobrenome de Marílson] é o favorito, define.
O queniano afirma que quer muito ganhar, mas que a disputa vai ser difícil. Lembro de Santos correndo muito forte em Nova York. Não falta nada aos corredores brasileiros para serem como os quenianos.
Descida no final- Uma das mudanças mais comentadas do percurso para 2011 foi a transferência da chegada na Avenida Paulista para o final em frente ao Obelisco do Ibirapuera. O novo trecho acrescentou uma longa descida na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, na parte final da prova.
Damião de Souza brinca com a alteração. Espero que me dê melhor, não sou muito bom em subida, mas em descida a gente desce embolado, brinca. Para Lel, no entanto, é o contrário. O final será difícil. Eu não sou especialista em descida, confessa, acrescentando que na hora vamos ver quem é quem.
Corridas de Rua · 30 nov, 2011
Mais uma vez a corrida 15K Sargento Gonzaguinha servirá como treinamento para a tradicional Corrida de São Silvestre. A 45ª edição do evento será realizada no dia 11 de dezembro, a partir das oito horas nas ruas e avenidas da Zona Norte da cidade de São Paulo e é considerada como um teste real para a corrida do dia 31 de dezembro.
A Gonzaguinha será a última oportunidade para que os atletas de elite consigam uma vaga no pelotão principal da São Silvestre, já que os 10 primeiros colocados se classificarão automaticamente. O percurso tem a mesma distância da prova do último dia do ano, mas possui menos subidas e descidas.
Em 2010 Marílson Gomes dos Santos correu e venceu a prova, feito que ele repetiria algumas semanas depois na São Silvestre. Os interessados em correr devem se inscrever pelo site www.yescom.com.br/provasargentogonzaguinha até o dia oito de dezembro, sob o valor de R$ 40 para militares e R$ 55 para não militares.
O evento faz parte das comemorações de 180 anos da Polícia Militar de São Paulo e terá largada e chegada no Centro de Capacitação Física e Operacional (Escola de Educação Física da Polícia Militar), na avenida Cruzeiro do Sul, 548, no Canindé, em São Paulo (SP).
Marílson Gomes do Santos, tricampeão da Corrida Internacional de São Silvestre, ficou sabendo da mudança do trajeto, que agora terá chegada no Obelisco do Ibirapuera e não mais na Avenida Paulista. O brasiliense radicado em São Caetano do Sul (SP) acredita que a alteração pode ser boa para o evento, apesar de concordar que a tradição pode se perder.
Já houve outras mudanças anteriormente. As pessoas vão demorar a se acostumar, mas tudo o que for feito para deixar o evento melhor é válido, ressalta Marílson. É um pouco chato trocar a chegada, porque o percurso era o mesmo há muitos anos e um pouco da tradição vai ser perdida, completa.
Em relação à parte técnica do percurso, Gomes concorda com os treinadores ouvidos pelo Webrun sobre o maior desgaste das articulações. A descida íngreme após a subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio pode ser prejudicial tanto para os amadores, quanto para a elite. Esse é o lado negativo da mudança.
Com as alterações, a subida do Viaduto Orlando Murgel foi retirada do traçado e os corredores seguirão pela Barão de Limeira até atingir a Rua Conselheiro Crispiniano, fato que não deve deixar a prova mais rápida na opinião do tricampeão. Acho que essa subida não era tão complicada para a maioria das pessoas, como a da Brigadeiro. Essa sim é a mais temida e continua lá.
Marílson diz ainda que a falta desse aclive pode favorecer os atletas, já que eles poderão controlar melhor o ritmo. Talvez eles até cheguem mais inteiros na chegada, afinal, para descer todo santo ajuda, brinca o atleta que ostenta no currículo os títulos de 2003, 2005 e 2010.
Outro atleta de elite, Adriano Bastos, confessou o temor de que a prova tenha menos pessoas para incentivar os corredores, já que grande parte do público ia para a avenida com o intuito de participar do Réveillon na Paulista e aproveitava para assistir a prova. Marílson tem a mesma opinião. O brilho dessa prova é o público presente em massa. Espero que eles compareçam para nos aplaudir, finaliza o competidor que agora se prepara para correr a Maratona de Chicago, em outubro.
Até o momento nenhum responsável pela organização da prova se manifestou para comentar as alterações. Vale lembrar que ano passado a São Silvestre foi alvo de críticas e muita polêmica envolvendo a entrega antecipada das medalhas e, também, um início de conversa sobre a troca de percurso.
Corridas de Rua · 05 set, 2011
Marílson Gomes do Santos, tricampeão da Corrida Internacional de São Silvestre, ficou sabendo da mudança do trajeto, que agora terá chegada no Obelisco do Ibirapuera e não mais na Avenida Paulista. O brasiliense radicado em São Caetano do Sul (SP) acredita que a alteração pode ser boa para o evento, apesar de concordar que a tradição pode se perder.
Já houve outras mudanças anteriormente. As pessoas vão demorar a se acostumar, mas tudo o que for feito para deixar o evento melhor é válido, ressalta Marílson. É um pouco chato trocar a chegada, porque o percurso era o mesmo há muitos anos e um pouco da tradição vai ser perdida, completa.
Em relação à parte técnica do percurso, Gomes concorda com os treinadores ouvidos pelo Webrun sobre o maior desgaste das articulações. A descida íngreme após a subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio pode ser prejudicial tanto para os amadores, quanto para a elite. Esse é o lado negativo da mudança.
Com as alterações, a subida do Viaduto Orlando Murgel foi retirada do traçado e os corredores seguirão pela Barão de Limeira até atingir a Rua Conselheiro Crispiniano, fato que não deve deixar a prova mais rápida na opinião do tricampeão. Acho que essa subida não era tão complicada para a maioria das pessoas, como a da Brigadeiro. Essa sim é a mais temida e continua lá.
Marílson diz ainda que a falta desse aclive pode favorecer os atletas, já que eles poderão controlar melhor o ritmo. Talvez eles até cheguem mais inteiros na chegada, afinal, para descer todo santo ajuda, brinca o atleta que ostenta no currículo os títulos de 2003, 2005 e 2010.
Outro atleta de elite, Adriano Bastos, confessou o temor de que a prova tenha menos pessoas para incentivar os corredores, já que grande parte do público ia para a avenida com o intuito de participar do Réveillon na Paulista e aproveitava para assistir a prova. Marílson tem a mesma opinião. O brilho dessa prova é o público presente em massa. Espero que eles compareçam para nos aplaudir, finaliza o competidor que agora se prepara para correr a Maratona de Chicago, em outubro.
Até o momento nenhum responsável pela organização da prova se manifestou para comentar as alterações. Vale lembrar que ano passado a São Silvestre foi alvo de críticas e muita polêmica envolvendo a entrega antecipada das medalhas e, também, um início de conversa sobre a troca de percurso.
Maratona · 29 jun, 2011
O fundista Marílson Gomes dos Santos optou por competir na Maratona de Chicago no segundo semestre, uma prova rápida, que pode atender ao seu objetivo de obter vaga para os Jogos Olímpicos de Londres, que acontecerão de 27 de julho a 12 de agosto de 2012. O atleta, que é bicampeão da Maratona de Nova York (EUA), abrirá mão da competição americana este ano, porque depois de Chicago, vai disputar o Pan-Americano de Guadalajara, no México. Os 42 quilômetros em Chicago serão disputados no dia nove de outubro.
No segundo semestre, Marílson, tricampeão da Corrida de São Silvestre, optou por uma prova forte, que permite alcançar boas marcas. "Meu objetivo é fazer o índice para Londres, assegurar presença na seleção brasileira olímpica. Eu não queria deixar essa tentativa para o ano que vem, prefiro não arriscar. Gostaria de garantir vaga em Londres já. Se eu estiver correndo bem, me sentindo bem, se perceber que tenho condições de melhorar minha marca e buscar o pódio, não vou deixar passar, não", comenta o atleta.
Será sua segunda participação na competição de Chicago, já que na primeira, em 2004, atingiu a marca de 2h08 em maratona pela primeira vez. Marílson espera que o clima no dia do evento ajude. "Do mesmo jeito que já nevou, já fez 30 graus durante a prova de Chicago. O clima é algo que conta em qualquer maratona, mas parece que lá, com uma variação muito grande, conta mais ainda, fala Marílson.
Adauto Domingues, técnico de Marílson, afirma que a opção por Chicago visa o índice olímpico, por ser considerada uma prova rápida. "Acho que ele também pode tentar melhorar a marca pessoal dele. Depende do clima e de como a prova vai se desenrolar, mas esses são os objetivos", observa Adauto. Marílson também confirmou que irá disputar os 10.000 metros no Pan-Americano de Guadalajara, no México, em outubro. "Ele ainda estará a cerca de 20 dias da disputa do Pan-Americano (o atletismo será na segunda semana do programa de Guadalajara). Assim, pode correr em Chicago e depois fazer os 10.000 m no Pan", finaliza o técnico.
Em abril, na Maratona de Londres, Marílson registrou o melhor tempo de sua carreira com 2h06min34, baixando em mais de dois minutos seu recorde pessoal de 2h08min37, conquistado em 2007, também na corrida inglesa. Para a Olimpíada serão convocados os três primeiros colocados do ranking brasileiro até maio de 2012. O índice estabelecido pela CBAt é a 12ª marca, na média, dos três últimos Mundiais ou Jogos Olímpicos.
Corridas de Rua · 31 dez, 2010
Após quatro anos sem competir na disputa brasileira mais importante, Marílson Gomes supera africanos e se torna tricampeão. Além do brasileiro confirmar o favoritismo, a alegria verde-amarela ficou ainda mais completa com a chegada da vice-campeã Simone da Silva, ultrapassada apenas pela queniana Alice Timbilili, que quebrou o recorde da prova ao conquistar a marca de 50min19.
Corredores com vida, origens e histórias diferentes lutaram pelo mesmo sonho em comum nesta sexta-feira (31/12/2010): ganhar a Corrida Internacional de São Silvestre. Só na Av. Paulista, mais de 21 mil participantes da competição e torceram para que o lugar mais alto do pódio fosse ocupado por um brasileiro, mas quem realizou o desejo de milhares de pessoas pelo país foi o fundista Marílson.
Foi uma prova difícil, realmente de muita superação. Tentei imprimir um ritmo que não deixasse fácil para ninguém, conta o corredor bicampeão da Maratona de Nova York, que também reclamou da forte umidade. O clima atrapalhou um pouco, acho que os demais atletas sentiram também. Não consegui ficar solto durante a prova, diz o tricampeão, que cruzou a linha de chegada em 44min07.
Ainda segundo o brasiliense, de 33 anos, ele não é melhor dos que os outros atletas só porque venceu. Acho que tudo vai da fase que o corredor está vivendo. Hoje eu ganhei, mas amanhã posso perder alguma competição para outros adversários, assume o recordista sul-americano nos 5.000 m, 10.000 m em pista e meia-maratona.
Marílson também garante que apesar das competidoras do feminino terem conquistado melhores marcas nesta 86ª da São Silvestre, ele participou da prova não pensando em recorde, mas sim em vitória. Achava que a corrida só seria definida no final. Mas estava me sentindo bem e resolvi abrir no grupo da frente antes do que havia previsto. A estratégia acabou dando certo e consegui ganhar de novo", diz o atleta, morador da cidade de Santo André, que segue para a maratona de Tóquio, no próximo ano.
Logo após o brasileiro chegaram os quenianos Barnabas Kosgei e James Kwambai, que finalizaram os 15 quilômetros da prova com os tempos de 44min07 e 44min79, respectivamente. "É a primeira vez que corro a São Silvestre e achei o percurso difícil. Contudo, o esforço acabou valendo a pena", conta o segundo corredor a cruzar a linha de chegada nesta sexta-feira, que também é medalhista de ouro na Volta da Pampulha e vice-campeão dos 10k Rio 2010.
Já o terceiro colocado, Kwambai, um dos favoritos da disputa e bicampeão da prova, parabenizou Maílson e disse ter ficado contente com o terceiro lugar. Eu fiz o melhor que poderia. Agora espero outro resultado para a próxima temporada. Quando questionado sobre se a umidade havia prejudicado sua performance, a resposta foi negativa. Nenhuma condição climática é ruim para mim. Gosto de qualquer tipo de tempo para correr e hoje não seria diferente.
A largada masculina foi dada às 17h47, em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero. Durante a tarde o sol apareceu entre nuvens e a temperatura não passou dos 25°. O recorde da competição continua pertencendo a Paul Tergat, que finalizou o trajeto em 43min12, em 1995.
Mais brasileiro no pódio - Um dos competidores que estreou este ano e surpreendeu foi Giovani do Santos, o segundo melhor brasileiro da disputa. Aos 29 anos, ele superou alguns obstáculos para conseguir demonstrar o talento que possuí e chegou ao pódio como quarto colocado aos 45min15.
Vivia na roça e depois virei militar. Também cheguei a ter um problema com álcool, mas tinha uma amigo que sempre dizia que corria muito bem e que estava perdendo tempo, conta o corredor de Minas Gerais. Coloquei o pé no chão e numa disputa em São Paulo fui falar com o treinador Henrique Viana para saber se ele não tinha interesse em ser meu técnico. No começo ficou indeciso, mas acabou aceitando, relembra o atleta, que se tornou um corredor profissional há um ano e oito meses.
Assim como Giovani, a brasileira Simone da Silva não era uma das favoritas, mas se destacou ao finalizar o trajeto como vice-campeã em 50min25. A baiana chegou somente alguns segundos depois de Alice Timbilili, do Quênia, que terminou a prova em 50min19 e quebrou o recorde feminino da São Silvestre, que pertencia a Hellen Kimayo (50min26) desde 1993.
"Tive facilidade nos dez primeiros quilômetros, senti um pouco de dor na panturrilha nos três quilômetros finais, mas acabei ganhando até com certa tranquilidade", afirma Alice, campeã também da edição de 2007. Nos quilômetros finais, fiquei com medo de ser ultrapassada, mas acabou dando tudo certo", declara a queniana, que aumentou a velocidade no elevado Costa e Silva e abriu distância das adversárias (Eunice Kirwa e Simone Alves).
No início do percurso, até o quilômetro dois, o pelotão de frente estava unido, momento no qual a equatoriana Diana Judith Landi quis abrir vantagem; sem sucesso, pois logo as quenianas e brasileiras deixaram Landi para trás. Simone, a vice-campeã garante ter sido uma grande vitória a posição que assumiu, pois nem era considerada favorita. Fiz um bom período de treinamento com o meu técnico e o resultado apareceu".
Ainda de acordo com a baiana, ela tentou alcançar Timbilili na Av. Brigadeiro, fez um sprint, mas a linha de chegada estava muito próxima. O Adauto, meu técnico, até falou que se não desse para ganhar eu pelo menos seria a segunda colocada, acrescenta a atleta, que foi seguida por Eunice Kirwa e Cruz Nonata, quarta e quinta colocada com os tempos de 51min51 e 52min35, respectivamente.
Já Cruz Nonata, quarta colocada, afirma ter fechado bem a temporada 2010 com a Corrida de São Silvestre, pois seu desempenho este ano em relação a 2009 foi melhor. Na última edição eu fui quinta então agora só tenho que agradecer, diz a atleta do Piauí, recordista do 10K Rio, com 34min13.
Corridas de Rua · 30 dez, 2010
Os dados estão lançados e as apostas para a São Silvestre já começaram. Embora não seja mais novidade o excelente currículo dos candidatos ao pódio de amanhã (30/12), vale lembrar que os palpites se dividem entre James Kwambai, do Quênia, Marílson Gomes, do Brasil e Abderrahime Bouramdane, do Marrocos. James Kwambai foi bicampeão da disputa em 2009 e 2008, assim como Marílson, que venceu no ano de 2005 e 2003.
Apesar dos dois terem o mesmo número de vitórias na prova, o brasileiro foi quem finalizou o percurso em menor tempo, aos 43min21, há cinco anos (contra os 44min40 do queniano, marca conquistada na edição passada). Os James é um atleta que a gente precisa ter respeito. Não só com ele, mas também com os demais estrangeiros, que darão muito trabalho, confessa Marílson, recordista sul-americano dos 5.000 m e dos 10.000 m em pista, da meia-maratona, e bicampeão da Maratona de Nova York (2006 e 2008).
É agradável quando existem atletas de outros países na prova, pois ela fica mais bonita, mais disputada, acrescenta o fundista de 33 anos. Além de James, o brasiliense concorre ao lado do marroquino Bouramdane, que fez o melhor tempo pessoal na Maratona de Londres (2h07min33) neste ano e foi vice-campeão da Maratona de Chicago em 2009. Marílson, nos mesmos 42 quilômetros percorridos por Bouramdane, no país de shakespeare,conquistou seu recorde há dois anos (2h08min37),.
Marílson afirma que hoje é mais fácil correr fora de casa. Há muita pressão. Mas isso a gente já esperava por causa da grande atenção que desperta a prova. Mas o atleta para ter resultados e ser reconhecido acaba aprendendo a lidar com a cobrança, diz o recordista sul-americano, que é o favorito de Bouramdane.
Entre James e Marílson eu aposto no brasileiro. Acho o James um bom competidor, mas não creio que ele vencerá, diz o marroquino, especialista em provas de longa distância, que começou correr aos 13 anos de idades no colégio. Quando dei minhas primeiras passadas descobri que era isso que queria fazer para o resto da minha vida, relata o corredor de 32 anos.
Outros atlestas - Também entra para a lista de fortes competidores os seguintes nomes estrangeiros: Barnabas Kosgei (campeão da Volta da Pampulha e vice-campeão da 10K Rio Corrida Pan-Americana este ano); Mark Korir (campeão da 10K Rio e vice-campeão da Volta da Pampulha 2010); Mathew Cheboi (campeão da Meia Maratona de Belgrado, na Sérvia, em 2009, e vice-campeão da Meia Maratona de Bologna, na Itália ano passado); Marco Joseph e Mohamed El Hashimi (campeão das provas de 10k de Kaatsheuvek e Neerpelt, ambas na Holanda, em 2008).
Além de Marílson, os atletas nacionais com chances de ganhar são Damião Ancelmo de Souza, que este ano disputou 18 provas de rua e chegou ao pódio em quase todas (11 vitórias), o brasiliense Clodoaldo Gomes da Silva (segundo colocado na São Silvestre de 2006 e o melhor do Brasil na edição do ano passado) e Franck Caldeira (campeão da Maratona de São Paulo, tricampeão da Volta Internacional da Pampulha, primeiro colocado na São Silvestre, bicampeão da Meia Maratona do Rio e medalhista de ouro na maratona do Pan-Americano do Rio 2007). O recorde da São Silvestre, de 43min12, pertence a Paul Tergat desde 1995.
Maratona · 07 nov, 2010
Não foi desta vez que os dois grandes favoritos da 40ª Maratona de Nova York, o brasileiro Marílson Gomes, bicampeão em 2006 e 2008, e o etíope Haile Gebrselaisse, recordista mundial na modalidade de 42 quilômetros, venceram a gelada disputa deste domingo (7/10), na Big Apple.
Marílson chegou em sétimo lugar com a marca de 2h11min51, bem depois do etíope Gebre Gebremariam, que cruzou a linha de chegada em 2h08m14, seguido pelos quenianos Emmanuel Mutai (2h09min18) e Moses Kipkosge (2h10min39), segundo e terceiro colocados, respectivamente.
"Eu estava bem preparado e segui até o fim brigando por posição. A partir do quilômetro 30 tive dificuldades, pois o vento no rosto era tão forte que eu não podia respirar direito e isso atrapalhou ", afirma Marilson, o único sul-americano a vencer duas vezes a Maratona de Nova York. "Das vezes em que competi aqui, esta foi a prova mais fria, acrescenta o brasiliense de 33 anos, que correu com a temperatura de quatro graus.
Já o recordista mundial Haile Gebrselassie, desistiu da prova na altura do quilômetro 25 por conta de fortes dores no joelho e, aos 37 anos, surpreendeu ao anunciar sua aposentadoria. Eu vou me aposentar. É hora de sair e dar oportunidades para os jovens, garante o etíope, que viu seu compatriota, Gebremariam, de 26 anos, vencer em Nova York.
Haile passou por tratamentos no joelho para disputar a maratona, mas não se sentiu bem na descida da ponte Queensboro, o que ficou muito evidente na fisionomia do atleta. No sábado, uma ressonância magnética já havia indicado tendinite no joelho do corredor. Nunca pensei em aposentadoria. Mas pela primeira vez este é o dia, completa Gebrselassie, que conquistou o recorde mundial em Berlim, há dois anos.
No início da prova, por volta do quilômetro dez, os atletas Hendrick Ramaala, da África do Sul, Abderrahime Bouramdane, do Marrocos, e Emmanuel Mutai, do Quênia, eram os três primeiros colocados. Mas no quilômetro 30, momento que a prova se torna mais decisiva, Mutai já foi para uma posição à frente de Bouramdane, e liderou a disputa.
Neste trecho, quem também brigava pelo prova era Gebre Gebrmariam, que ocupava o terceiro lugar. Faltando quatro quilômetros para a competição terminar, Gebrmariam, que ainda não havia participado de nenhuma maratona na carreira, surpreendeu e cruzou a linha de chegada como primeiro colocado.
Duelo feminino - Edna Kiplagat se consagrou como ganhadora da competição com o tempo de 2h28min20. Já a maratonista norte-america Shalane Flanagan chegou como segunda colocada em 2h28min40, apenas 42 segundos depois da campeã. Para completar o pódio, mais uma queniana: a corredora Mary Keitany, que finalizou a prova com o tempo de 2h29min01.
A emoção foi grande nos minutos finais da maratona feminina, pois Flanagan, medalhista de bronze na Olimpíada de Pequim, duelava a prova com as africanas e demonstrava grande esforço para tentar superá-las, já que competia em casa e estava com uma grande torcida.
Edna Kiplagat, aos 31 anos, além de vencer em Nova York, também foi campeã da Maratona de Los Angeles (2010). A prova deste domingo começou às 11h10 (horário de Brasília), na ponte Verrazano-Narrow, local da largada, e terminou no Central Park. O evento faz parte do Circuito das Maiores Maratonas do Mundo (World Majors Marathon - WMM) e, após passar por Londres, Boston, Chicago e Berlim, fechou a temporada de 2010 na cidade nova-iorquina.
Atletismo · 15 set, 2010
Direto do Troféu Brasil - O fundista brasiliense Marílson Gomes dos Santos confirmou o favoritismo e venceu na tarde desta quarta-feira (15/09) os 10 mil metros do Troféu Brasil de Atletismo. A competição acontece no Centro Olímpico de São Paulo, na região do Ibirapuera.
A prova começou forte e, pouco depois da passagem dos dois mil metros, Damião Ancelmo de Souza assumiu a ponta, deixando o pelotão para trás. Marílson não deixou barato e logo encostou no atleta da Pé de Vento para ultrapassá-lo logo em seguida.
A partir daí o bicampeão da Maratona de Nova York passeou sobre os adversários, até cruzar a linha de chegada em primeiro com 28min44seg59. A prova foi disputada sob temperatura de 15 graus e umidade relativa do ar em 89%.
Eu não pretendia correr tão forte, mas como o Damião acelerou logo no começo, fui com ele. A gente nunca sabe como os adversários estão, então não podemos bobear, conta o atleta radicado em São Caetano do Sul. O meu objetivo era ganhar a prova e graças a Deus consegui mais uma vez, completa.
Agora ele vai ser concentrar na disputa da Maratona de Revezamento Pão de Açúcar neste domingo (19/09) e depois retomará a preparação para a Maratona de Nova York, em novembro. Vou correr uma meia, mas ainda não defini qual vai ser, relata o corredor de 33 anos.
Damião suportou a pressão dos demais atletas e conseguiu a segunda colocação ao marcar 29min19seg98. Esse ano estou em busca do índice para o Pan Americano, então preciso correr forte para saber como está o meu nível, conta o atleta treinado por Henrique Viana.
A terceira colocação ficou com Reginaldo de Oliveira Campos Junior, conhecido como Maninho e que representa o Clube BM&F Bovespa. Ele marcou 20min21seg83. O Troféu Brasil de Atletismo segue até o próximo domingo (19/09) no Centro Olímpico e a entrada é gratuita para aqueles que quiserem torcer pelos atletas.
Atletismo · 14 set, 2010
Após a realização em Bragança Paulista e Rio de Janeiro ano passado, o Troféu Brasil de Atletismo está de volta a São Paulo e será realizado entre os próximos dias 15 a 19 no Centro Olímpico. O local esse ano passou por reformas e agora conta com uma pista de atletismo moderna e em perfeitas condições de sediar eventos internacionais.
A programação oficial começa a partir das 14h com a cerimônia de abertura e as primeiras provas a serem disputadas serão a eliminatória dos 100m masculino e a qualificação do lançamento do martelo e do salto triplo. A competição prosseguirá até as 11h55 de domingo (19/09) com a final do revezamento 4x400m feminino.
O evento será marcado pelo duelo das saltadoras Maurren Maggi e Keila Costa, além de alguns atletas de renome nacional e internacional, como Marílson Gomes dos Santos. O Troféu Brasil é a maior competição entre equipes do atletismo nacional.
Para conferir a programação, basta acessar o site www.cbat.org.br/competicoes/trofeu_brasil/programa.asp.
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