Márcio Villar

Villar supera dificuldades e completa Badwater

O ultramaratonista Márcio Villar participou no último dia 16 da Ultramaratona Badwater, competição de 217 quilômetros pelo Vale da Morte dos Estados Unidos. Superando dificuldades que começaram na preparação da equipe ainda no Brasil, o carioca conseguiu chegar ao final da disputa com o tempo de 42h07min53.

Villar foi para os Estados Unidos sem saber se conseguiria largar, já que a falta de patrocínio não possibilitou que ele contasse com uma equipe de apoio completa, fato que não o desanimou. Seu colega Giuliano Martins Santos conseguiu uma passagem aérea em cima da hora e, junto com Mônica Otero, formou o apoio mínimo exigido pelo regulamento.

“Consegui o carro e em cima da hora larguei com o mínimo obrigatório. Quando o diretor de prova viu apenas nos três, riu da nossa cara e perguntou quem era o brasileiro que achava que conseguiria atravessar o deserto dessa forma”, lembra o ultramaratonista. Grande parte das equipes tinha dois carros de apoio e pelo menos quatro pessoas para ajudar na retaguarda.

Esforço - “Os outros não tinham um Giuliano e uma Mônica na equipe deles, os dois foram fantásticos. Eles se revezavam no volante, me davam comida, água, gelo, me molhavam e ainda corriam ao meu lado, foram dois super heróis”, comemora Márcio, que reverteu todos os problemas em forças para enfrentar o calor de mais de 50ºC. Ele viajou com uma contusão na panturrilha e correu a prova ingerindo comprimidos de antiinflamatório a cada três horas para suportar a dor.

“Até as primeiras 12 horas eu estava bem, mas depois comecei a vomitar e tive que colocar gelo debaixo do boné e num lenço amarrado no pescoço para refrescar”, ressalta o atleta que ainda ingeriu gelo para refrescar o interior do corpo e fazer com que os alimentos não fossem mais regurgitados.

Recuperado, ele seguiu bem até a passagem das 32 horas de prova, ocasião em que começou a passar muito mal e quase desmaiou. “Bateu uma fraqueza e sono, vomitei muito e tive que parar uns 15 minutos para comer algo e recuperar as forças”. Passado o mal-estar, ele voltou a correr, mas não conseguiu recuperar o tempo perdido para fechar entre 36 e 39 horas como havia planejado.

“Mesmo assim foi um ótimo resultado para quem foi sem nenhum apoio e nem sabia se iria largar, agora espero que apareça algum patrocinador”. O tempo de Márcio possibilitou que, além da medalha, ele recebesse uma fivela especial por completar o percurso em até 48 horas (o máximo são 60).

Ele foi o terceiro brasileiro a conseguir o feito, já alcançado por Sérgio Cordeiro e Valmir Nunes. A Badwater teve a presença de um outro competidor nacional, João Sack Prestes, que fechou o trajeto com o tempo de 42h42min14 e também levou a fivela.


Villar supera dificuldades e completa Badwater

Ultra Maratona · 21 jul, 2008

O ultramaratonista Márcio Villar participou no último dia 16 da Ultramaratona Badwater, competição de 217 quilômetros pelo Vale da Morte dos Estados Unidos. Superando dificuldades que começaram na preparação da equipe ainda no Brasil, o carioca conseguiu chegar ao final da disputa com o tempo de 42h07min53.

Villar foi para os Estados Unidos sem saber se conseguiria largar, já que a falta de patrocínio não possibilitou que ele contasse com uma equipe de apoio completa, fato que não o desanimou. Seu colega Giuliano Martins Santos conseguiu uma passagem aérea em cima da hora e, junto com Mônica Otero, formou o apoio mínimo exigido pelo regulamento.

“Consegui o carro e em cima da hora larguei com o mínimo obrigatório. Quando o diretor de prova viu apenas nos três, riu da nossa cara e perguntou quem era o brasileiro que achava que conseguiria atravessar o deserto dessa forma”, lembra o ultramaratonista. Grande parte das equipes tinha dois carros de apoio e pelo menos quatro pessoas para ajudar na retaguarda.

Esforço - “Os outros não tinham um Giuliano e uma Mônica na equipe deles, os dois foram fantásticos. Eles se revezavam no volante, me davam comida, água, gelo, me molhavam e ainda corriam ao meu lado, foram dois super heróis”, comemora Márcio, que reverteu todos os problemas em forças para enfrentar o calor de mais de 50ºC. Ele viajou com uma contusão na panturrilha e correu a prova ingerindo comprimidos de antiinflamatório a cada três horas para suportar a dor.

“Até as primeiras 12 horas eu estava bem, mas depois comecei a vomitar e tive que colocar gelo debaixo do boné e num lenço amarrado no pescoço para refrescar”, ressalta o atleta que ainda ingeriu gelo para refrescar o interior do corpo e fazer com que os alimentos não fossem mais regurgitados.

Recuperado, ele seguiu bem até a passagem das 32 horas de prova, ocasião em que começou a passar muito mal e quase desmaiou. “Bateu uma fraqueza e sono, vomitei muito e tive que parar uns 15 minutos para comer algo e recuperar as forças”. Passado o mal-estar, ele voltou a correr, mas não conseguiu recuperar o tempo perdido para fechar entre 36 e 39 horas como havia planejado.

“Mesmo assim foi um ótimo resultado para quem foi sem nenhum apoio e nem sabia se iria largar, agora espero que apareça algum patrocinador”. O tempo de Márcio possibilitou que, além da medalha, ele recebesse uma fivela especial por completar o percurso em até 48 horas (o máximo são 60).

Ele foi o terceiro brasileiro a conseguir o feito, já alcançado por Sérgio Cordeiro e Valmir Nunes. A Badwater teve a presença de um outro competidor nacional, João Sack Prestes, que fechou o trajeto com o tempo de 42h42min14 e também levou a fivela.

Atleta enfrenta mais dificuldades antes da Badwater

Márcio Villar, ultramaratonista que vai representar o Brasil na Badwater Ultramaratona, nos dias 14 a 16 no deserto de mesmo nome nos Estados Unidos, embarca hoje para a terra do Tio Sam e a cada dia que passa vive um drama pela falta de apoio. Sem patrocínio, ele conseguiu apenas uma ajuda de custo para bancar suas passagens aéreas e inscrição no evento, além de 360 dólares, fruto de doações.

Ele teria o apoio de três amigos ultramaratonistas, Giuliano Martins Santos e Mônica Otero, além do americano Pat Knoff, para compor a equipe de suporte durante a jornada de 217 quilômetros no deserto do Vale da Morte. Dos três, apenas Mônica o seguirá na empreitada, já que Giuliano não conseguiu passagens e Pat enfrenta problemas com queimadas na região onde mora e não poderá se deslocar para a prova.

Como o povo brasileiro sempre arruma um jeitinho para contornar as adversidades, Márcio passará a primeira noite na casa do americano Jarom Thurston, que também vai competir e se dispôs a ajudá-lo. “Ele é casado com uma brasileira e apaixonado pelo Brasil. Além de me buscar no aeroporto vai me emprestar um carro para servir de apoio”, ressalta Márcio.

De acordo com as regras da competição, não é permitido correr com uma equipe formada por menos de três pessoas, sendo dois motoristas, então Jarom se comprometeu em tentar encontrar alguém que forneça esse suporte. “Devido à todo esse estresse, dúvidas e problemas, não tenho idéia de como será minha prova e se me deixarão largar. Se deixarem darei o melhor de mim”, comenta emocionado o atleta de 41 anos.

O objetivo dele é completar em até 48 horas (o máximo estipulado são 60), para trazer junto com a medalha de finisher uma fivela alusiva ao evento. Até hoje o feito foi obtido entre os brasileiros apenas por Valmir Nunes e Sérgio Cordeiro.


Atleta enfrenta mais dificuldades antes da Badwater

Ultra Maratona · 08 jul, 2008

Márcio Villar, ultramaratonista que vai representar o Brasil na Badwater Ultramaratona, nos dias 14 a 16 no deserto de mesmo nome nos Estados Unidos, embarca hoje para a terra do Tio Sam e a cada dia que passa vive um drama pela falta de apoio. Sem patrocínio, ele conseguiu apenas uma ajuda de custo para bancar suas passagens aéreas e inscrição no evento, além de 360 dólares, fruto de doações.

Ele teria o apoio de três amigos ultramaratonistas, Giuliano Martins Santos e Mônica Otero, além do americano Pat Knoff, para compor a equipe de suporte durante a jornada de 217 quilômetros no deserto do Vale da Morte. Dos três, apenas Mônica o seguirá na empreitada, já que Giuliano não conseguiu passagens e Pat enfrenta problemas com queimadas na região onde mora e não poderá se deslocar para a prova.

Como o povo brasileiro sempre arruma um jeitinho para contornar as adversidades, Márcio passará a primeira noite na casa do americano Jarom Thurston, que também vai competir e se dispôs a ajudá-lo. “Ele é casado com uma brasileira e apaixonado pelo Brasil. Além de me buscar no aeroporto vai me emprestar um carro para servir de apoio”, ressalta Márcio.

De acordo com as regras da competição, não é permitido correr com uma equipe formada por menos de três pessoas, sendo dois motoristas, então Jarom se comprometeu em tentar encontrar alguém que forneça esse suporte. “Devido à todo esse estresse, dúvidas e problemas, não tenho idéia de como será minha prova e se me deixarão largar. Se deixarem darei o melhor de mim”, comenta emocionado o atleta de 41 anos.

O objetivo dele é completar em até 48 horas (o máximo estipulado são 60), para trazer junto com a medalha de finisher uma fivela alusiva ao evento. Até hoje o feito foi obtido entre os brasileiros apenas por Valmir Nunes e Sérgio Cordeiro.

Sem apoio, brasileiro pode não correr Badwater

O brasileiro Márcio Villar foi um dos 90 ultramaratonistas do mundo selecionados em uma lista de três mil, para participar da Badwater, prova de 217 quilômetros no deserto do Vale da Morte nos Estados Unidos. A competição acontece entre os dias 14 a 16 de julho, mas ele corre o risco de ficar de fora, pois há quase 20 dias do embarque, ainda não conseguiu patrocinadores dispostos a ajudá-lo.

Segundo Márcio, entre as despesas estão as diárias do hotel, a locação de um carro de apoio no local, combustível, bebidas, comida, gelo, equipamentos, entre outros itens, num total aproximado de seis mil reais. “Não sei mais o que fazer, já fui atrás de tudo quanto é empresa, Prefeitura, Governo do Estado e nada, nem um real”, lamenta.

Até o momento, apenas as empresas Winsite Computer e Compax Engenharia Ltda resolveram apostar no carioca e arcaram com os custos de passagem aérea e inscrição na prova, respectivamente. “É incrível, é mais fácil correr uma ultramaratona de 217 quilômetros no deserto, do que conseguir um patrocínio nesse País”.

Conquista - Na Badwater ele vai encarar temperaturas que podem chegar a 55ºC no deserto da Califórnia e o objetivo é terminar em até 48 horas para conquistar, além da medalha, uma fivela especial. “Até hoje apenas o Valmir Nunes e o Sérgio Cordeiro alcançaram o feito”, lembra Villar que fez uma intensa preparação para encarar desafio.

Alguns amigos o estão apoiando, caso dos brasileiros Giuliano Martins Santos e Mônica Otero, que bancarão as próprias despesas para integrar a equipe de apoio, e do americano Pat Knoff, que lhe emprestará alguns equipamentos. Quem se solidarizar com Márcio e quiser ter sua marca atrelada a uma grande conquista, basta acessar o site www.rompendoemfe.org.br/marcio-villar.htm e preencher as cotas de patrocínio.


Sem apoio, brasileiro pode não correr Badwater

Ultra Maratona · 18 jun, 2008

O brasileiro Márcio Villar foi um dos 90 ultramaratonistas do mundo selecionados em uma lista de três mil, para participar da Badwater, prova de 217 quilômetros no deserto do Vale da Morte nos Estados Unidos. A competição acontece entre os dias 14 a 16 de julho, mas ele corre o risco de ficar de fora, pois há quase 20 dias do embarque, ainda não conseguiu patrocinadores dispostos a ajudá-lo.

Segundo Márcio, entre as despesas estão as diárias do hotel, a locação de um carro de apoio no local, combustível, bebidas, comida, gelo, equipamentos, entre outros itens, num total aproximado de seis mil reais. “Não sei mais o que fazer, já fui atrás de tudo quanto é empresa, Prefeitura, Governo do Estado e nada, nem um real”, lamenta.

Até o momento, apenas as empresas Winsite Computer e Compax Engenharia Ltda resolveram apostar no carioca e arcaram com os custos de passagem aérea e inscrição na prova, respectivamente. “É incrível, é mais fácil correr uma ultramaratona de 217 quilômetros no deserto, do que conseguir um patrocínio nesse País”.

Conquista - Na Badwater ele vai encarar temperaturas que podem chegar a 55ºC no deserto da Califórnia e o objetivo é terminar em até 48 horas para conquistar, além da medalha, uma fivela especial. “Até hoje apenas o Valmir Nunes e o Sérgio Cordeiro alcançaram o feito”, lembra Villar que fez uma intensa preparação para encarar desafio.

Alguns amigos o estão apoiando, caso dos brasileiros Giuliano Martins Santos e Mônica Otero, que bancarão as próprias despesas para integrar a equipe de apoio, e do americano Pat Knoff, que lhe emprestará alguns equipamentos. Quem se solidarizar com Márcio e quiser ter sua marca atrelada a uma grande conquista, basta acessar o site www.rompendoemfe.org.br/marcio-villar.htm e preencher as cotas de patrocínio.

Márcio Villar disputa ultramaratona Badwater

O ultramaratonista carioca Márcio Villar vai participar entre os dias 14 a 16 de julho da ultramaratona Badwater, prova de 217 quilômetros no deserto do Vale da Morte nos Estados Unidos. Ele foi um dos 90 selecionados entre os três mil inscritos, graças ao seu currículo, já que ostenta o sexto lugar na BR 135 ultramaratona e na Jungle Marathon, além de ter feito o tempo de 11h30 na ultra Arrow Head, nos Estados Unidos, sob neve e temperatura de 50ºC abaixo de zero.

Para enfrentar as temperaturas desta prova que podem chegar a 55ºC, há três meses ele vem treinando com o sol a pino, mesclando areia fofa, subidas e corre puxando pneu para aumentar a resistência. “Quando faltar um mês para a viagem vou encher a barriga d’água e ir para sauna para vomitar e acostumar o corpo às altas temperaturas”, ressalta Márcio.

E quem acha que a sauna será o treino mais inusitado do ultramaratonista está enganado. Durante a preparação para a Jungle Marathon, na Floresta Amazônica, ele corria com 20 quilos dentro da mochila, para simular o peso que carregaria com os suprimentos de água e alimentação. “Já para a prova na neve eu procurei um frigorífico para treinar”.

Psicológico - Além do fator resistência, o psicológico precisa ser muito forte para agüentar as competições disputadas em condições extremas, então Márcio usa alguns artifícios para se motivar. “Pesquiso sobre a competição e a monto na minha cabeça. Nos treinos eu me imagino na prova e ao final é como se cruzasse a linha de chegada, por incrível que pareça às vezes me pego sorrindo enquanto corro”.

Aos 41 anos de idade e diversas provas de ultramaratona na bagagem, Villar tem como principal objetivo terminar em até 48 horas (o máximo são 60), feito obtido entre os brasileiros apenas por Valmir Nunes e Sérgio Cordeiro. “Quem completar neste tempo ganha além da medalha uma fivela. Sei que vai ser muito difícil, mas quero ser o terceiro brasileiro a obter essa conquista”.

A largada da prova acontece no chamado Vale da Morte, o local mais baixo dos Estados Unidos, a 85 metros abaixo do nível do mar, e as temperaturas à noite contribuem para a dificuldade, já que a média é de 48ºC. “Minha estratégia é dosar o máximo durante o dia, tirar a diferença à noite e correr colocando gelo na nuca o tempo todo para baixar a temperatura do corpo”.

Já sobre a alimentação, como em qualquer outra prova deste porte, Villar tem a preocupação em não comer nada diferente do que está acostumado, além de ingerir produtos ricos em carboidrato. “Durante a prova devo comer macarrão, batata frita bem salgada, barra de chocolate amargo, Sport Drink, coca cola e água. Ao final, uma boa rodada de pizza será ótimo para comemorar a conquista da fivela”, comenta confiante.

Pelo fato da organização da prova não fornecer nenhum apoio de hidratação e alimentação durante o percurso, todos os corredores tem que levar a própria estrutura, que inclui equipe e carro de apoio, o que encarece a viagem. “Viajo daqui há 30 dias e ainda não consegui nenhum patrocínio para me ajudar com esses custos”, lamenta o ultramaratonista.

Até o momento ele conta com a ajuda de amigos para garantir a ida, já que os ultramaratonistas brasileiros Giuliano Martins Santos e Mônica Otero bancarão os gastos por conta própria para integrar a equipe de Márcio, assim com o americano Pat Knoff. “Fiz contato com dezenas de empresas, prefeituras e Governos de Estados para tentar patrocínio, mas só recebi não como resposta”.

Apoio - Segundo Márcio, os atletas dos Estados Unidos costumam reconhecer o esforço e dedicação necessários para uma prova como essa e colaboram com os colegas ultramaratonistas, sejam eles americanos ou de outras nacionalidades. “Eu conheci Pat Knoff ano passado durante uma prova e ele fez questão de me ajudar e até me mandou um e-mail informando que levará uma série de equipamentos para usar comigo durante a prova”.

Além de Márcio, outro brasileiro, João Prestes, competirá entre os 90 ultramaratonistas, sendo 23 mulheres e 67 homens. Estarão presentes 12 nacionalidades, entre eles 44 estreantes nesta prova e 46 veteranos, num total de 12 nacionalidades.


Márcio Villar disputa ultramaratona Badwater

Ultra Maratona · 04 jun, 2008

O ultramaratonista carioca Márcio Villar vai participar entre os dias 14 a 16 de julho da ultramaratona Badwater, prova de 217 quilômetros no deserto do Vale da Morte nos Estados Unidos. Ele foi um dos 90 selecionados entre os três mil inscritos, graças ao seu currículo, já que ostenta o sexto lugar na BR 135 ultramaratona e na Jungle Marathon, além de ter feito o tempo de 11h30 na ultra Arrow Head, nos Estados Unidos, sob neve e temperatura de 50ºC abaixo de zero.

Para enfrentar as temperaturas desta prova que podem chegar a 55ºC, há três meses ele vem treinando com o sol a pino, mesclando areia fofa, subidas e corre puxando pneu para aumentar a resistência. “Quando faltar um mês para a viagem vou encher a barriga d’água e ir para sauna para vomitar e acostumar o corpo às altas temperaturas”, ressalta Márcio.

E quem acha que a sauna será o treino mais inusitado do ultramaratonista está enganado. Durante a preparação para a Jungle Marathon, na Floresta Amazônica, ele corria com 20 quilos dentro da mochila, para simular o peso que carregaria com os suprimentos de água e alimentação. “Já para a prova na neve eu procurei um frigorífico para treinar”.

Psicológico - Além do fator resistência, o psicológico precisa ser muito forte para agüentar as competições disputadas em condições extremas, então Márcio usa alguns artifícios para se motivar. “Pesquiso sobre a competição e a monto na minha cabeça. Nos treinos eu me imagino na prova e ao final é como se cruzasse a linha de chegada, por incrível que pareça às vezes me pego sorrindo enquanto corro”.

Aos 41 anos de idade e diversas provas de ultramaratona na bagagem, Villar tem como principal objetivo terminar em até 48 horas (o máximo são 60), feito obtido entre os brasileiros apenas por Valmir Nunes e Sérgio Cordeiro. “Quem completar neste tempo ganha além da medalha uma fivela. Sei que vai ser muito difícil, mas quero ser o terceiro brasileiro a obter essa conquista”.

A largada da prova acontece no chamado Vale da Morte, o local mais baixo dos Estados Unidos, a 85 metros abaixo do nível do mar, e as temperaturas à noite contribuem para a dificuldade, já que a média é de 48ºC. “Minha estratégia é dosar o máximo durante o dia, tirar a diferença à noite e correr colocando gelo na nuca o tempo todo para baixar a temperatura do corpo”.

Já sobre a alimentação, como em qualquer outra prova deste porte, Villar tem a preocupação em não comer nada diferente do que está acostumado, além de ingerir produtos ricos em carboidrato. “Durante a prova devo comer macarrão, batata frita bem salgada, barra de chocolate amargo, Sport Drink, coca cola e água. Ao final, uma boa rodada de pizza será ótimo para comemorar a conquista da fivela”, comenta confiante.

Pelo fato da organização da prova não fornecer nenhum apoio de hidratação e alimentação durante o percurso, todos os corredores tem que levar a própria estrutura, que inclui equipe e carro de apoio, o que encarece a viagem. “Viajo daqui há 30 dias e ainda não consegui nenhum patrocínio para me ajudar com esses custos”, lamenta o ultramaratonista.

Até o momento ele conta com a ajuda de amigos para garantir a ida, já que os ultramaratonistas brasileiros Giuliano Martins Santos e Mônica Otero bancarão os gastos por conta própria para integrar a equipe de Márcio, assim com o americano Pat Knoff. “Fiz contato com dezenas de empresas, prefeituras e Governos de Estados para tentar patrocínio, mas só recebi não como resposta”.

Apoio - Segundo Márcio, os atletas dos Estados Unidos costumam reconhecer o esforço e dedicação necessários para uma prova como essa e colaboram com os colegas ultramaratonistas, sejam eles americanos ou de outras nacionalidades. “Eu conheci Pat Knoff ano passado durante uma prova e ele fez questão de me ajudar e até me mandou um e-mail informando que levará uma série de equipamentos para usar comigo durante a prova”.

Além de Márcio, outro brasileiro, João Prestes, competirá entre os 90 ultramaratonistas, sendo 23 mulheres e 67 homens. Estarão presentes 12 nacionalidades, entre eles 44 estreantes nesta prova e 46 veteranos, num total de 12 nacionalidades.