Maratona · 01 jan, 2003
O corredor associado Corpore, Álvaro Luiz Massad, corre desde 1995, quando parou de fumar. Apesar de praticar esporte desde criança, foi a partir deste ano que abraçou a atividade com disciplina e regularidade.
Sua motivação inicial foi a de perder peso e para isso passou a caminhar e fazer dieta. Alguns amigos que corriam sugeriram a ele intercalar momentos de trote durante a caminhada. Seguiu o conselho, e com o passar dos meses foi se sentindo estimulado e quando percebeu já corria por uma hora. E gostou. Foi no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, que conheceu outras pessoas que corriam, e assim, mergulhou neste universo.
Começou a participar de corridas de rua nas provas da Corpore, quando ainda nem imaginava fazer uma maratona. Participou de provas de 10K, e isso já era um desafio. Seu apresso pelo esporte foi crescendo, e nos fins de semana passou a percorrer trajetos mais longos.
Decidiu então, em 1998, participar de um desafio maior: correr metade da Maratona de São Paulo. Por estar desorientado foi buscar algum auxílio no dia da prova. Ainda não conhecia os Marcadores de Ritmo Corpore, Não sabia o que era nem a importância disso mas vi que o grupo, de alguma maneira, tinha firmeza. Vi que existia uma organização, e que eles deveriam ter lógica para conseguirem determinar o ritmo e o tempo de conclusão da prova. Por isso, resolvi me juntar a eles. Senti confiança na estrutura contou.
Nesta prova, Álvaro correu com o Zeca, um dos líderes dos Marcadores de Ritmo da Corpore ; programados para completar a prova em 4h15. Álvaro contou que durante a prova, mesmo que não treinado para fazer a maratona, e no intuito de apenas fazer meia, sentiu-se capaz e foi acompanhando o grupo até o final dos 42 quilômetros 195 metros. Depois da prova, tive que atravessar o parque para chegar até onde havia estacionado meu carro. Quase não consegui. A dor era imensa, pois não estava preparado para o que fiz. Foi um sofrimento, até febre eu tive lembra o corredor.
Segundo Álvaro, a experiência de correr com os Marcadores de Ritmo foi fundamental, principalmente por aquela ter sido sua primeira vez. Na segunda maratona também corri com os Marcadores, pois ainda não tinha experiência. O segredo de correr uma maratona bem, em boas condições, e não como fiz na minha primeira vez, é treinar a manter o ritmo.
Este programa é muito legal, para quem não tem experiência, mas também para quem tem, pois acontecem inúmeras situações que podem dispersar a atenção do corredor para o ritmo, e os marcadores ajudam a manter isso em foco explicou Álvaro. Outro aspecto levantado pelo entrevistado é o da companhia. Este fator é importante, pois o grupo se apóia e se ajuda a manter o ânimo, principalmente depois dos 30 quilômetros percorridos, quando a pressão aumenta. Das provas que participei, lembro que o incentivo do grupo foi fundamental para todos.
De sua experiência como maratonista, (participou de seis maratonas, e seu melhor tempo foi numa Maratona em Porto Alegre: 02:59 e pretende baixá-lo), Álvaro conta que todo treinamento que antecede a maratona deve ser sério e programado. Existe técnica, razão e fundamento para tudo. A preparação é desgastante, mas a Maratona é a hora da festa, da alegria. Álvaro conta que fica ansioso para a prova, na expectativa do bom resultado, já que o treino é tão intenso. É muito bom fazer a prova, cumprindo a programação de ritmo que você se determinou a fazer. E ir vencendo etapas é muito satisfatório. No final, lá pelo 36 quilômetros, é dor e emoção pura, garra e desafio. Tem que estar treinado e respeitar o ritmo do contrário você quebra. Os marcadores dão orientações não apenas sobre o ritmo, mas também tiram dúvidas durante a prova, dão incentivos e até dicas de posturas. É muito bom concluiu o maratonista.
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