Manzan

Chuva não impede vitória de Manzan e Manoela no XTerra Ilhabela

Triathlon · 24 set, 2011

Direto de Ilhabela (SP) – Nem o frio nem a chuva que assolaram Ilhabela neste sábado (24/09) impediram as ótimas performances de Alexandre Manzan e Manoela Vilaseca em mais uma etapa do Circuito XTerra Brasil. Os dois venceram após nadarem 1,5 quilômetro de natação, pedalarem 25 em meio a trilhas e correrem oito também em contato com a natureza.

A largada foi dada às 9h na Praia do Perequê, com tempo nublado, mas sem chuva. Felipe Moletta saiu da água na frente e abriu grande vantagem para Manzan, Rodrigo Altafini e os demais adversários, sempre administrando a liderança.


O trajeto da bike incorporou alguns trechos de calçamento, com uma subida íngreme, estrada de barro e diversas incursões em trilhas fechadas, que exigiram muita técnica dos participantes. Grandes subidas e descidas em meio a uma forte neblina exigiram atenção máxima dos participantes, que ainda tiveram que driblar a chuva enviada por São Pedro na metade da prova.

Moletta manteve a liderança por um bom trecho do ciclismo, até que a corrente de sua bike se soltou e ele foi ultrapassado por Manzan e Altafini. Após um rápido conserto ele não desanimou e partiu para o ataque, conseguindo alcançar Altafini antes da transição para a corrida.

Já com os tênis calçados no lugar das sapatilhas Manzan mais uma vez mostrou sua força na corrida e acelerou para deixar os adversários cada vez mais distantes. Ele foi o único competidor a subir o primeiro trecho da modalidade correndo, entre os quilômetros um e quatro, fato que lhe garantiu uma boa folga para Moletta, que já mostrava sinais de desgaste.

Alexandre Manzan cruzou a linha de chegada em primeiro com o tempo de 2h32min17 e foi seguido por Moletta com 2h37min44 e Altafini com 2h47min44. Gabriel Pinho e André Dahbar completaram o pódio com 3h01min10 e 3h41min24 respectivamente.

“Não tenho conseguido correr todas as etapas, mas Ilhabela é especial, além de ser o percurso mais difícil do XTerra Brasil”, conta o campeão. “Consegui ultrapassar o Moletta na bike e isso me ajudou a desenvolver bem a corrida, que é minha especialidade. Ele está de parabéns, vem crescendo a cada ano e isso é muito importante para o esporte”, completa o campeão, que esse ano disputou apenas a etapa de Pedra Azul (ES).

Moletta, por sua vez, ficou um pouco desapontado com o problema mecânico, mas se disse satisfeito com o resultado final. “Xterra tem que ser difícil mesmo, com superação total. Além da corrente, tive pneu durado e uma lesão no calcanhar de Aquiles”, ressalta o triatleta, que venceu a etapa de Mangaratiba em agosto passado. “Esse percurso já é difícil, com chuva fica pior ainda”, completa.

Feminino - As mulheres também não tiveram vida fácil e sofreram muito com a lama, os trechos técnicos e as ladeiras. Luzia Bello liderou durante um bom trecho da bike, mas foi alcançada no meio do percurso por Manuela Vilaseca, que passou a perseguir a líder com muita dedicação.

Na parte final da modalidade Luzia foi ultrapassada por Manuela e por Sabrina Gobbo, que terminaram em primeiro e segundo lugares respectivamente (3h25min44 e 3h29min35). Logo depois chegou Carla Prada com arranhões por todas as partes do corpo, resultado de diversos tombos pelo caminho. Ela marcou 3h57min46.

“Eu sabia que seria muito difícil, mas essa etapa é muito especial para mim, pois foi meu primeiro XTerra, em 2005. Vim para fazer meu melhor e ganhar aqui é realmente incrível, ainda mais contra as outras meninas que são feras”, relata a campeã. “Boa parte do percurso que deveria ser possível pedalar, hoje não foi. Minha bike pesava uma tonelada e eu tive que carregá-la nos braços várias vezes, porque a lama era tanta que ela nem rodava”, completa.

Já Sabrina conta que, apesar de ter feito uma natação ruim, conseguiu melhorar nos demais trechos para garantir o vice. “Eu caí demais no percurso e a Manu merece a vitória, pois tem se dedicado bastante ao Xterra. Minha vitória hoje foi ter subido o morro da cruz correndo e não andando”, completa.

Luzia concorda sobre a dificuldade da prova, principalmente no ciclismo. “Perdi a liderança no mountain bike, tentei dar meu máximo na corrida, mas a perna não foi”, conta um pouco abatida. “Dessa vez não deu, mas que venha a próxima etapa”, ressalta.

Com o encerramento do triathlon, a expectativa fica por conta das provas noturnas de nove e 18 quilômetros, além do desafio de 50 quilômetros, o XTerra Endurance The North Face.


Chuva não impede vitória de Manzan e Manoela no XTerra Ilhabela

Triathlon · 24 set, 2011

Direto de Ilhabela (SP) – Nem o frio nem a chuva que assolaram Ilhabela neste sábado (24/09) impediram as ótimas performances de Alexandre Manzan e Manoela Vilaseca em mais uma etapa do Circuito XTerra Brasil. Os dois venceram após nadarem 1,5 quilômetro de natação, pedalarem 25 em meio a trilhas e correrem oito também em contato com a natureza.

A largada foi dada às 9h na Praia do Perequê, com tempo nublado, mas sem chuva. Felipe Moletta saiu da água na frente e abriu grande vantagem para Manzan, Rodrigo Altafini e os demais adversários, sempre administrando a liderança.


O trajeto da bike incorporou alguns trechos de calçamento, com uma subida íngreme, estrada de barro e diversas incursões em trilhas fechadas, que exigiram muita técnica dos participantes. Grandes subidas e descidas em meio a uma forte neblina exigiram atenção máxima dos participantes, que ainda tiveram que driblar a chuva enviada por São Pedro na metade da prova.

Moletta manteve a liderança por um bom trecho do ciclismo, até que a corrente de sua bike se soltou e ele foi ultrapassado por Manzan e Altafini. Após um rápido conserto ele não desanimou e partiu para o ataque, conseguindo alcançar Altafini antes da transição para a corrida.

Já com os tênis calçados no lugar das sapatilhas Manzan mais uma vez mostrou sua força na corrida e acelerou para deixar os adversários cada vez mais distantes. Ele foi o único competidor a subir o primeiro trecho da modalidade correndo, entre os quilômetros um e quatro, fato que lhe garantiu uma boa folga para Moletta, que já mostrava sinais de desgaste.

Alexandre Manzan cruzou a linha de chegada em primeiro com o tempo de 2h32min17 e foi seguido por Moletta com 2h37min44 e Altafini com 2h47min44. Gabriel Pinho e André Dahbar completaram o pódio com 3h01min10 e 3h41min24 respectivamente.

“Não tenho conseguido correr todas as etapas, mas Ilhabela é especial, além de ser o percurso mais difícil do XTerra Brasil”, conta o campeão. “Consegui ultrapassar o Moletta na bike e isso me ajudou a desenvolver bem a corrida, que é minha especialidade. Ele está de parabéns, vem crescendo a cada ano e isso é muito importante para o esporte”, completa o campeão, que esse ano disputou apenas a etapa de Pedra Azul (ES).

Moletta, por sua vez, ficou um pouco desapontado com o problema mecânico, mas se disse satisfeito com o resultado final. “Xterra tem que ser difícil mesmo, com superação total. Além da corrente, tive pneu durado e uma lesão no calcanhar de Aquiles”, ressalta o triatleta, que venceu a etapa de Mangaratiba em agosto passado. “Esse percurso já é difícil, com chuva fica pior ainda”, completa.

Feminino - As mulheres também não tiveram vida fácil e sofreram muito com a lama, os trechos técnicos e as ladeiras. Luzia Bello liderou durante um bom trecho da bike, mas foi alcançada no meio do percurso por Manuela Vilaseca, que passou a perseguir a líder com muita dedicação.

Na parte final da modalidade Luzia foi ultrapassada por Manuela e por Sabrina Gobbo, que terminaram em primeiro e segundo lugares respectivamente (3h25min44 e 3h29min35). Logo depois chegou Carla Prada com arranhões por todas as partes do corpo, resultado de diversos tombos pelo caminho. Ela marcou 3h57min46.

“Eu sabia que seria muito difícil, mas essa etapa é muito especial para mim, pois foi meu primeiro XTerra, em 2005. Vim para fazer meu melhor e ganhar aqui é realmente incrível, ainda mais contra as outras meninas que são feras”, relata a campeã. “Boa parte do percurso que deveria ser possível pedalar, hoje não foi. Minha bike pesava uma tonelada e eu tive que carregá-la nos braços várias vezes, porque a lama era tanta que ela nem rodava”, completa.

Já Sabrina conta que, apesar de ter feito uma natação ruim, conseguiu melhorar nos demais trechos para garantir o vice. “Eu caí demais no percurso e a Manu merece a vitória, pois tem se dedicado bastante ao Xterra. Minha vitória hoje foi ter subido o morro da cruz correndo e não andando”, completa.

Luzia concorda sobre a dificuldade da prova, principalmente no ciclismo. “Perdi a liderança no mountain bike, tentei dar meu máximo na corrida, mas a perna não foi”, conta um pouco abatida. “Dessa vez não deu, mas que venha a próxima etapa”, ressalta.

Com o encerramento do triathlon, a expectativa fica por conta das provas noturnas de nove e 18 quilômetros, além do desafio de 50 quilômetros, o XTerra Endurance The North Face.

Sul-africano Dan Hugo fatura Xterra São Lourenço, Manzan é vice

Triathlon · 13 mar, 2010

São Lourenço (MG) - A temporada 2010 do XTerra começou com muita adrenalina em São Lourenço (MG). A prova de triathlon, primeira do dia, sagrou como campeões o sul-africano Dan Hugo, que cravou o melhor tempo com 1h55min46 e a brasileira Cristina de Carvalho, que chegou após 2h31min19 de percurso.

Neste sábado (13/03) ensolarado e de calor intenso, os triathletas percorreram 1,2 quilômetro de natação, 26 de Mountain Bike com subidas bem duras e dowhills alucinantes, e nove de corrida. “Achei o circuito ótimo, com uma paisagem linda. Foi uma prova muito rápida, com menos de duas horas, por isso tive que dar tudo de mim, e correr muito”, comenta Dan após conquistar o lugar mais alto do pódio. “Adoro correr no Brasil, os torcedores são vibrantes, têm muita energia, e te motivam no decorrer da prova”, elogia o top 10 no Havaí.

Alexandre Fontes Manzan, campeão antecipado do XTerra 2009 e um dos favoritos ao título neste ano, fez o segundo melhor tempo, com 1h59min07. “A primeira prova do ano é sempre muito difícil, ainda estou sem ritmo por ter voltado das férias, mas fiquei satisfeito com o resultado”, diz Manzan. “Gostei muito da prova, do nado nas águas turvas, só achei que o mountain bike poderia exigir mais técnica, ter mais trilha. Quanto à corrida, achei simplesmente fantástica”, comenta o brasiliense.

Totalmente recuperado da lesão no joelho, que o deixou fora das pistas no final do ano passado, Alexandre disparou que competirá também no Multisport Brasil, em Florianópolis, mas que vem com tudo para as disputas do XTerra, de olho também no Mundial.

Em terceiro lugar, ficou Luiz Francisco de Paiva Ferreira, com tempo de 2h04min07.

Feras na categoria feminina - A paulistana Cristina de Carvalho, primeiro lugar no triathlon feminino, mostrou que para vencer é preciso muita técnica. “Adoro o Xterra, porque não exige só capacidade, mas habilidade para saber a hora de se guardar um pouco para agüentar até o final. A prova une o triathlon em que tenho muita experiência, com a emoção da aventura, da terra”, declara satisfeita com seu resultado.

A argentina Maria Soledad omar, que terminou a prova 2min32 atrás da líder, começou a prova de natação na ponta, mas viu seu amortecedor quebrar na altura do quinto quilômetro e comprometer seu desempenho. “Caí num buraco e voei. Recebi ajuda e voltei pra prova, mas não consegui alcançar a Cristina. Mesmo assim, foi uma prova ótima”, conta a campeã do XTerra nacional 2009. Em terceiro, Luzia Bello completou a prova com 2h43min27.


Sul-africano Dan Hugo fatura Xterra São Lourenço, Manzan é vice

Triathlon · 13 mar, 2010

São Lourenço (MG) - A temporada 2010 do XTerra começou com muita adrenalina em São Lourenço (MG). A prova de triathlon, primeira do dia, sagrou como campeões o sul-africano Dan Hugo, que cravou o melhor tempo com 1h55min46 e a brasileira Cristina de Carvalho, que chegou após 2h31min19 de percurso.

Neste sábado (13/03) ensolarado e de calor intenso, os triathletas percorreram 1,2 quilômetro de natação, 26 de Mountain Bike com subidas bem duras e dowhills alucinantes, e nove de corrida. “Achei o circuito ótimo, com uma paisagem linda. Foi uma prova muito rápida, com menos de duas horas, por isso tive que dar tudo de mim, e correr muito”, comenta Dan após conquistar o lugar mais alto do pódio. “Adoro correr no Brasil, os torcedores são vibrantes, têm muita energia, e te motivam no decorrer da prova”, elogia o top 10 no Havaí.

Alexandre Fontes Manzan, campeão antecipado do XTerra 2009 e um dos favoritos ao título neste ano, fez o segundo melhor tempo, com 1h59min07. “A primeira prova do ano é sempre muito difícil, ainda estou sem ritmo por ter voltado das férias, mas fiquei satisfeito com o resultado”, diz Manzan. “Gostei muito da prova, do nado nas águas turvas, só achei que o mountain bike poderia exigir mais técnica, ter mais trilha. Quanto à corrida, achei simplesmente fantástica”, comenta o brasiliense.

Totalmente recuperado da lesão no joelho, que o deixou fora das pistas no final do ano passado, Alexandre disparou que competirá também no Multisport Brasil, em Florianópolis, mas que vem com tudo para as disputas do XTerra, de olho também no Mundial.

Em terceiro lugar, ficou Luiz Francisco de Paiva Ferreira, com tempo de 2h04min07.

Feras na categoria feminina - A paulistana Cristina de Carvalho, primeiro lugar no triathlon feminino, mostrou que para vencer é preciso muita técnica. “Adoro o Xterra, porque não exige só capacidade, mas habilidade para saber a hora de se guardar um pouco para agüentar até o final. A prova une o triathlon em que tenho muita experiência, com a emoção da aventura, da terra”, declara satisfeita com seu resultado.

A argentina Maria Soledad omar, que terminou a prova 2min32 atrás da líder, começou a prova de natação na ponta, mas viu seu amortecedor quebrar na altura do quinto quilômetro e comprometer seu desempenho. “Caí num buraco e voei. Recebi ajuda e voltei pra prova, mas não consegui alcançar a Cristina. Mesmo assim, foi uma prova ótima”, conta a campeã do XTerra nacional 2009. Em terceiro, Luzia Bello completou a prova com 2h43min27.

Alexandre Manzan: cada um na sua

Triathlon · 29 jun, 2004

Alexandre Manzan tem um estilo próprio de encarar a vida e o esporte e, apesar da dificuldades, segue em busca de conquistas.

Tornar-se um campeão não acontece da noite para o dia. A receita conta com ingredientes como dedicação, obstinação e talento. Para muitos, é o caminho natural. Para outros, sinônimo de privação. Aos 29 anos, Alexandre Manzan olha para trás e acredita ter conseguido conciliar performance a uma vida ‘normal’. No início, como todo garoto, gostava de festas e diversão, mas, nem por isso deixou de ser vitorioso. O triatleta tem resultados expressivos no currículo, entre eles o vice-campeonato mundial em 1996, resultado jamais obtido por outro brasileiro.

Tido, por muitos, como garoto-problema, Manzan não se esquiva quando questionado sobre o assunto. “Sou meio conhecido como rebelde, indisciplinado. Nunca deixei de fazer o que um garoto devia fazer, o que tinha vontade de fazer. Eu não fazia o que eles (patrocinadores) queriam que eu fizesse. O atleta, além de tudo, é um ser humano.” Apesar de defender seu estilo, deixa claro que não quer posar de modelo, tendo ciência de que as escolhas sobre o rumo que a carreira deve seguir devem partir de cada atleta. “Não é receita de bolo. Não é todo mundo que consegue agir assim. Se vejo que dá para fazer, vou lá e faço. Se é impossível de conciliar, deixo pra lá. Não me arrependo do que já fiz, mas isso incomoda muita gente”, completa.

Manzan é um lutador. Uma das passagens mais marcantes de sua vida é o acidente sofrido em 1997. O triatleta fazia o pedal em uma rodovia estadual de pouco movimento a aproximadamente 40km de Brasília quando foi atingido por um carro em alta velocidade, sendo lançado por mais de 10 metros fora da pista. Sua bicicleta ficou em pedaços espalhados na pista. No hospital, retomando a consciência, acabou sabendo a gravidade de seu acidente. Além de escoriações por todo o corpo, teve um trauma craniano leve, perdeu parte da orelha direita e couro cabeludo, fratura exposta no tornozelo esquerdo e múltiplas fraturas na tíbia e perônio.

As previsões dos médicos não foram animadoras. Sem afirmar se poderia voltar a correr como antes, foi dado um prazo de dois meses para que pudesse voltar a andar. Mas, em três meses retomou os treinos e em cinco estava competindo. “Vi que sou capaz de muita coisa que não imaginava. Tinha na cabeça que ia voltar a ser o que era. Tive muita força de vontade e uma confiança muito grande. Depois do acidente, comecei a dar valor a coisas pequenas. Pedi a Deus vitórias e Ele me deu este desafio que se transformou na maior vitória da minha vida”, conta.

Manzan guarda com carinho o vice-campeonato mundial de 96, quando venceu duas etapas da Copa do Mundo, em Gamagori, no Japão e Ilhéus, no Brasil. “Sem desmerecer ninguém, o que eu fiz, nenhum outro brasileiro fez até hoje.”. Apesar do feito, acredita não ter o reconhecimento merecido. “Isso não é suficiente para ter respeito aqui no Brasil. O que fiz poucas pessoas lembram. Lá fora sou mais respeitado do que aqui. A gente tem que ser o primeiro sempre para ser reconhecido”, alfineta.

Se o reconhecimento só vem com resultados, Manzan promete ir atrás deles. O problema é justamente a falta de um patrocinador e a dificuldade para estar presente em várias provas. Apesar disso, o brasiliense já definiu as principais competições para o ano de 2004: Troféu Brasil, Circuito Long Distance, Ironman Brasil e, caso consiga a classificação, o Ironman do Havaí. "A falta de dinheiro não me deixa ser mais ambicioso", explica o triatleta, que espera em breve voltar ao dias de glória.

Alexandre Manzan
Natural de Brasília/DF
Idade: 29 anos (05/06/1974)
Altura: 1,68m
Peso: 64kg
Apoio: Timex, Nike e Fundação Municipal de Esportes de Florianópolis


Campeão brasiliense de duathlon 91/92
Bicampeão pan-americano de triathlon 93/94
Duas vezes terceiro colocado no mundial de triathlon 93/94
Campeão do Troféu Brasil de Short triathlon de Santos 94
Campeão mundial de duathlon júnior 94
Vice campeão mundial de triathlon 96
Campeão sul-americano de triathlon 98
Vencedor de três etapas do Circuito Mundial (Gamagori e Ilhéus em 1996; Gamagori em 1998)
Segundo colocado em três etapas do Circuito Mundial
Quarto colocado no Ironman Brasil de Porto Seguro 99 (primeiro brasileiro)
Bicampeão do Homem de Ferro de Brasília 2001/2002
Bicampeão do Meio Ironman de Pirassununga 2001/2002
Campeão Brasileiro de Long Distance

Ninguém melhor para conhecer o atleta que ele mesmo. Com o passar dos anos, muitos trocam de função, saindo da vida de esportista para a de técnico. Alexandre Manzan, como em muita passagens da carreira, faz as duas coisas ao mesmo tempo. Formado em Educação Física, o triatleta cuida dos próprios treinamentos desde 2000. “Sempre estudei, pesquisei muito. Mas não é qualquer um que pode começar a fazer seus próprios treinos. Tem que ter conhecimento científico”, explica.

O fato de conhecer sobre o assunto e saber como ninguém as necessidades, motivou o atleta a treinar por conta. Na planilha acima, conferimos uma espécie de semana padrão de um trabalho visando um Ironman. “Não é um treino de muita intensidade e, sim, de volume. O que faço hoje é fruto do trabalho de mais de 14 anos de triathlon. É impossível começar no esporte fazendo isso”, alerta. “Não façam isso em casa. O treino é uma coisa individual. Às vezes, nem eu consigo seguir direitinho a planilha”, reforça.

Para uma competição como o Ironman, Manzan pensa no treino como uma pirâmide, começando com uma carga leve, que vai subindo gradualmente, até atingir o ápice, que é mantido por duas semanas. Depois disso, regride no volume, até chegar quase no início. Isso a uma semana da prova. “Uma semana antes, quase não faço nada. Abaixo primeiro a corrida, depois o ciclismo e, por fim, a natação, pois a recuperação de cada atividade é diferenciada.”

O máximo que conseguiu atingir foi durante os preparativos para um Ironman na Alemanha, em 2000. Durante duas semanas, chegou a rodar 700km de bike, o que, de certa forma, lhe deu mais experiência. “Vi que é muito difícil conciliar esse volume de ciclismo com a natação e a corrida. Fazia muito pedal e do restante a carga não era tão alta, não acompanhava. Tem que haver equilíbrio”, conta.

No começo da temporada, Manzan costuma usar a musculação, duas vezes por semana, quando trabalha forças específicas que não irá obter nas três modalidades. Quando o assunto é descanso, a palavra de ordem é relaxar. Nada de atividade mesmo. “Ouço o que o corpo fala. O treino para o cansaço é o descanso”, garante.

Com experiência de sobra, o atleta não vê com bons olhos o treinamento feito pela geração mais nova. “Essa molecada tem uma visão diferente do pessoal do passado. Já entram para competir querendo ir para a Olimpíada, treinando um absurdo. O triathlon é extremamente desgastante e nesse ritmo que eles vêm, vai ficar difícil para agüentar. Tem que saber dosar”, completa.

SEGUNDA-FEIRA
Descanso

TERÇA-FEIRA
Bike: 80km pulso 125/35(percurso misto)
Corrida: 10km (15’ aquecimento)
5 x 4’ pulso 155/60 com 1’ intervalo
Soltar 10’
Natação: 3.000m (com uma série de 1.000m)

QUARTA-FEIRA
Bike: 110km (25’ aquecimento)
3 x 10’ pulso 155/60 com 4’ descanso
Soltar resto
Natação: 3.000m (com uma série de 1.000m)

QUINTA-FEIRA
Corrida: 20km (25’ aquecimento)
10 x 2’ pulso 155/60 (cross) com 1’ intervalo
Soltar restante
Natação: 3.000m (com uma série de 1.000m)

SEXTA-FEIRA
Bike: 60km pulso livre (percurso com subidas)
Natação: 3.000m (com uma série de 1.000m)

SÁBADO
Bike: 140km pulso livre
Corrida: 10km pulso 135/45

DOMINGO
Bike: 70km pulso livre
Corrida: 18km pulso 135/40 (depois de pedalar)


Alexandre Manzan: cada um na sua

Triathlon · 29 jun, 2004

Alexandre Manzan tem um estilo próprio de encarar a vida e o esporte e, apesar da dificuldades, segue em busca de conquistas.

Tornar-se um campeão não acontece da noite para o dia. A receita conta com ingredientes como dedicação, obstinação e talento. Para muitos, é o caminho natural. Para outros, sinônimo de privação. Aos 29 anos, Alexandre Manzan olha para trás e acredita ter conseguido conciliar performance a uma vida ‘normal’. No início, como todo garoto, gostava de festas e diversão, mas, nem por isso deixou de ser vitorioso. O triatleta tem resultados expressivos no currículo, entre eles o vice-campeonato mundial em 1996, resultado jamais obtido por outro brasileiro.

Tido, por muitos, como garoto-problema, Manzan não se esquiva quando questionado sobre o assunto. “Sou meio conhecido como rebelde, indisciplinado. Nunca deixei de fazer o que um garoto devia fazer, o que tinha vontade de fazer. Eu não fazia o que eles (patrocinadores) queriam que eu fizesse. O atleta, além de tudo, é um ser humano.” Apesar de defender seu estilo, deixa claro que não quer posar de modelo, tendo ciência de que as escolhas sobre o rumo que a carreira deve seguir devem partir de cada atleta. “Não é receita de bolo. Não é todo mundo que consegue agir assim. Se vejo que dá para fazer, vou lá e faço. Se é impossível de conciliar, deixo pra lá. Não me arrependo do que já fiz, mas isso incomoda muita gente”, completa.

Manzan é um lutador. Uma das passagens mais marcantes de sua vida é o acidente sofrido em 1997. O triatleta fazia o pedal em uma rodovia estadual de pouco movimento a aproximadamente 40km de Brasília quando foi atingido por um carro em alta velocidade, sendo lançado por mais de 10 metros fora da pista. Sua bicicleta ficou em pedaços espalhados na pista. No hospital, retomando a consciência, acabou sabendo a gravidade de seu acidente. Além de escoriações por todo o corpo, teve um trauma craniano leve, perdeu parte da orelha direita e couro cabeludo, fratura exposta no tornozelo esquerdo e múltiplas fraturas na tíbia e perônio.

As previsões dos médicos não foram animadoras. Sem afirmar se poderia voltar a correr como antes, foi dado um prazo de dois meses para que pudesse voltar a andar. Mas, em três meses retomou os treinos e em cinco estava competindo. “Vi que sou capaz de muita coisa que não imaginava. Tinha na cabeça que ia voltar a ser o que era. Tive muita força de vontade e uma confiança muito grande. Depois do acidente, comecei a dar valor a coisas pequenas. Pedi a Deus vitórias e Ele me deu este desafio que se transformou na maior vitória da minha vida”, conta.

Manzan guarda com carinho o vice-campeonato mundial de 96, quando venceu duas etapas da Copa do Mundo, em Gamagori, no Japão e Ilhéus, no Brasil. “Sem desmerecer ninguém, o que eu fiz, nenhum outro brasileiro fez até hoje.”. Apesar do feito, acredita não ter o reconhecimento merecido. “Isso não é suficiente para ter respeito aqui no Brasil. O que fiz poucas pessoas lembram. Lá fora sou mais respeitado do que aqui. A gente tem que ser o primeiro sempre para ser reconhecido”, alfineta.

Se o reconhecimento só vem com resultados, Manzan promete ir atrás deles. O problema é justamente a falta de um patrocinador e a dificuldade para estar presente em várias provas. Apesar disso, o brasiliense já definiu as principais competições para o ano de 2004: Troféu Brasil, Circuito Long Distance, Ironman Brasil e, caso consiga a classificação, o Ironman do Havaí. "A falta de dinheiro não me deixa ser mais ambicioso", explica o triatleta, que espera em breve voltar ao dias de glória.

Alexandre Manzan
Natural de Brasília/DF
Idade: 29 anos (05/06/1974)
Altura: 1,68m
Peso: 64kg
Apoio: Timex, Nike e Fundação Municipal de Esportes de Florianópolis


Campeão brasiliense de duathlon 91/92
Bicampeão pan-americano de triathlon 93/94
Duas vezes terceiro colocado no mundial de triathlon 93/94
Campeão do Troféu Brasil de Short triathlon de Santos 94
Campeão mundial de duathlon júnior 94
Vice campeão mundial de triathlon 96
Campeão sul-americano de triathlon 98
Vencedor de três etapas do Circuito Mundial (Gamagori e Ilhéus em 1996; Gamagori em 1998)
Segundo colocado em três etapas do Circuito Mundial
Quarto colocado no Ironman Brasil de Porto Seguro 99 (primeiro brasileiro)
Bicampeão do Homem de Ferro de Brasília 2001/2002
Bicampeão do Meio Ironman de Pirassununga 2001/2002
Campeão Brasileiro de Long Distance

Ninguém melhor para conhecer o atleta que ele mesmo. Com o passar dos anos, muitos trocam de função, saindo da vida de esportista para a de técnico. Alexandre Manzan, como em muita passagens da carreira, faz as duas coisas ao mesmo tempo. Formado em Educação Física, o triatleta cuida dos próprios treinamentos desde 2000. “Sempre estudei, pesquisei muito. Mas não é qualquer um que pode começar a fazer seus próprios treinos. Tem que ter conhecimento científico”, explica.

O fato de conhecer sobre o assunto e saber como ninguém as necessidades, motivou o atleta a treinar por conta. Na planilha acima, conferimos uma espécie de semana padrão de um trabalho visando um Ironman. “Não é um treino de muita intensidade e, sim, de volume. O que faço hoje é fruto do trabalho de mais de 14 anos de triathlon. É impossível começar no esporte fazendo isso”, alerta. “Não façam isso em casa. O treino é uma coisa individual. Às vezes, nem eu consigo seguir direitinho a planilha”, reforça.

Para uma competição como o Ironman, Manzan pensa no treino como uma pirâmide, começando com uma carga leve, que vai subindo gradualmente, até atingir o ápice, que é mantido por duas semanas. Depois disso, regride no volume, até chegar quase no início. Isso a uma semana da prova. “Uma semana antes, quase não faço nada. Abaixo primeiro a corrida, depois o ciclismo e, por fim, a natação, pois a recuperação de cada atividade é diferenciada.”

O máximo que conseguiu atingir foi durante os preparativos para um Ironman na Alemanha, em 2000. Durante duas semanas, chegou a rodar 700km de bike, o que, de certa forma, lhe deu mais experiência. “Vi que é muito difícil conciliar esse volume de ciclismo com a natação e a corrida. Fazia muito pedal e do restante a carga não era tão alta, não acompanhava. Tem que haver equilíbrio”, conta.

No começo da temporada, Manzan costuma usar a musculação, duas vezes por semana, quando trabalha forças específicas que não irá obter nas três modalidades. Quando o assunto é descanso, a palavra de ordem é relaxar. Nada de atividade mesmo. “Ouço o que o corpo fala. O treino para o cansaço é o descanso”, garante.

Com experiência de sobra, o atleta não vê com bons olhos o treinamento feito pela geração mais nova. “Essa molecada tem uma visão diferente do pessoal do passado. Já entram para competir querendo ir para a Olimpíada, treinando um absurdo. O triathlon é extremamente desgastante e nesse ritmo que eles vêm, vai ficar difícil para agüentar. Tem que saber dosar”, completa.

SEGUNDA-FEIRA
Descanso

TERÇA-FEIRA
Bike: 80km pulso 125/35(percurso misto)
Corrida: 10km (15’ aquecimento)
5 x 4’ pulso 155/60 com 1’ intervalo
Soltar 10’
Natação: 3.000m (com uma série de 1.000m)

QUARTA-FEIRA
Bike: 110km (25’ aquecimento)
3 x 10’ pulso 155/60 com 4’ descanso
Soltar resto
Natação: 3.000m (com uma série de 1.000m)

QUINTA-FEIRA
Corrida: 20km (25’ aquecimento)
10 x 2’ pulso 155/60 (cross) com 1’ intervalo
Soltar restante
Natação: 3.000m (com uma série de 1.000m)

SEXTA-FEIRA
Bike: 60km pulso livre (percurso com subidas)
Natação: 3.000m (com uma série de 1.000m)

SÁBADO
Bike: 140km pulso livre
Corrida: 10km pulso 135/45

DOMINGO
Bike: 70km pulso livre
Corrida: 18km pulso 135/40 (depois de pedalar)