major marathon

Neste domingo Berlim recebe a 44ª edição da Major Marathon

Corridas de Rua · 20 set, 2017

Conhecida com a Major Marathon mais rápida e casa do atual recorde mundial, do queniano Dennis Kimetto, estabelecido em 2014 (2h02min57). O evento será neste domingo (24), com início e fim no Portão de Brandemburgo e percurso que atravessa a […]

Inscrições para Maratona de Boston 2018 estão abertas

Corridas de Rua · 11 set, 2017

As inscrições para a Major Marathon mais antiga do mundo começam hoje. A edição tem data marcada para 16 de abril e em 2018 irá comemorar sua 122ª edição. O processo é o mesmo dos últimos anos, ou seja, os […]

Sábado é dia de Mizuno Run Talks com o tema Maratona de Nova York!

Competição · 17 ago, 2017

A cidade que o mundo ama. A maratona que fica no coração. A Maratona de Nova York é o tema do Mizuno Run Talks do próximo sábado, dia 19, no Rooftop 5, em São Paulo. Especialistas e maratonistas vão apresentar […]

Marathon Majors: qual o significado dela para os corredores?

Conceituadas e sempre muito comentadas, as provas que compõem o circuito da World Marathon Major possuem uma importância especial para a maioria dos corredores dos 42.195km. O campeonato começou em 2006 e é composto por seis maratonas anuais, realizadas em Chicago, Boston, Londres, Nova York, Berlim e Tóquio. Ao fim dos eventos o atleta com maior pontuação nas provas, o vencedor, homem e mulher, recebe um prêmio individual de US$ 500 mil.

Entre os amadores, participar e completar a prova são os grandes objetivos e com isso, brasileiros apaixonados pelo esporte também entraram no desafio. André Savazoni, jornalista e corredor há quase 10 anos já participou de duas delas, repetindo Boston por cinco vezes. Corri também Nova York e, devido a profissão, acompanhei Tóquio e Chicago, só não fui em Berlim e Londres. De longe Boston é minha favorita, por ser menor, ela envolve mais os torcedores e deixa o evento aconchegante. Mesmo assim, continua sendo extremamente profissional e bem organizada, diz.

Dennis Kimetto ao lado de seu recorde mundial, conquistado na Maratona de Berlim Foto: Divulgação Facebook Dennis Kimetto ao lado de seu recorde mundial, conquistado na Maratona de Berlim Foto: Divulgação Facebook

É preciso correr todas as Majors?
Andre Masella, educador físico, já participou de duas Majors e acha que não vale ficar com neuras, mas apoia os corredores que tenham condições financeiras para completá-las. Rola uma energia ímpar, que não fica restrita ao dia do evento. As cidades respiram a prova e por onde você anda, reconhece corredores com a mesma ansiedade e felicidade.

O economista Guilherme Gaia, participou da sua primeira Major em 1998 e desde então completou todo o circuito, tornando-se o 17 brasileiro a completá-as, entrando em um ranking para lá de especial. O título chama-se six start finishers, mesmo assim quando corri Nova York pela primeira vez, não tinha noção do que era uma Major, mas sim escolhi a prova por ser tradicional da cidade.

Nenhum dos três corredores vêem necessidade em participar de todas as maratonas. Por serem grandiosas e feitas em seis cidades incríveis, acabam aliando o turismo com a corrida, fora que participar de uma dessas provas, faz parte de uma experiência única. Se surgirem oportunidades não negaria, mas não está na minha de desejos, diz Savazoni.

A famosa medalha para os corredores que completarem as 6 majors Foto: Divulgação Facebook A famosa medalha para os corredores que completarem as 6 majors Foto: Divulgação Facebook

Vale o investimento?
Na opinião de Guilherme, as Majors não tem esse título por acaso. Elas estão de fato entre as maiores e melhores do mundo, além de algumas terem alto nível para inscrição chegando até 10 pessoas por vaga. Afirmo que não é meramente modismo, elas são de fato muito marcantes.

Já Savazoni tem outra opinião. Costumo afirmar que há muita vida fora das Majors, conheço corredores que focam somente nelas, mas acredito que estão perdendo muito, como boas oportunidades de correr em novas provas. O investimento vale a pena, porém não é algo barato, por exemplo, o valor da inscrição para Nova York custa cerca cerca de US$ 400, mais a inclusão do IOF. Para correr em Tóquio, são horas e mais horas de viagem, explica.

Fora o planeamento para os eventos. Ele deve ser feito com praticamente um ano de antecedência e até um pouco mais em alguns casos, como a obtenção do índice para Boston. Dessa forma, em um ano muita coisa pode mudar e isso para nós, amadores, é algo de grande impacto, diz Savazoni.

+ As inscrições para a Gillette Body Running já estão abertas. Clique aqui

Por outro lado, se separarmos a relação de provas com selo bronze, prata e ouro da IAAF, pelo mundo, veremos que existem provas excelentes, com organização do nível das Majors, percursos tão ou até mais planos do que Berlim e Londres, mas com facilidades enormes de inscrição (até na Expo ou faltando uma semana para os eventos), custos bem mais baixos e um planejamento próximo. Poderia fazer uma lista enorme, mas para citar algumas, temos: Barcelona, Sevilha, Frankfurt, Viena, Toronto, Los Angeles, Eindhoven, Munique, Colônia, Lyon. As opções superaram as duas centenas, finaliza.

Correr Major virou moda?
O treinador André Masella diz que sim. Acho a popularização super válida, porém o problema é a banalização da distância. Muitos corredores estão indo para o evento sem respeitar o tempo de treino, maturação e preparação do corpo. O que acontece é que na hora H, a experiência que era para ser inesquecível, acaba se tornando traumática. Como consequência disso, muitos nunca mais querem correr os 42 km, ou até pior, abandonam completamente a prática de exercícios.

Corredores desbravam as ruas de Nova York na Maratona Foto: Renato Cukier/Webrun Corredores desbravam as ruas de Nova York na Maratona Foto: Renato Cukier/Webrun

Savazoni diz que depende de cada uma. São eventos grandiosos, com uma estrutura incrível por trás (vivenciei o atentado terrorista em Boston, a retaguarda médica de uma Major é mais do que de primeiro mundo), sem falar nas feiras pré prova e todo ambiente que as envolve. Não há como diminuí-las, porém, é possível buscar isso em outros eventos, tão excelentes quanto.

Dicas
O que faz de um corredor amador um grande maratonista é o processo de treinamento. Quando digo grande, não me refiro apenas a alunos com bons tempos, mas sim àqueles que entregam o seu melhor no dia-a-dia e nas provas. Pessoas que levam o esporte a sério, são aquelas que o vivem cotidianamente e encaram a preparação como ponto fundamental e não os que possuem 1,2,3... ou 30 medalhas de Majors ou outras Maratonas, finaliza André Masella.

Guilherme alerta para a busca de orientação com um profissional. Eles certamente te darão dicas valiosas, não só de segurança como performance. Persiga seus sonhos, é possível.


Marathon Majors: qual o significado dela para os corredores?

Corridas de Rua · 20 abr, 2017

Conceituadas e sempre muito comentadas, as provas que compõem o circuito da World Marathon Major possuem uma importância especial para a maioria dos corredores dos 42.195km. O campeonato começou em 2006 e é composto por seis maratonas anuais, realizadas em Chicago, Boston, Londres, Nova York, Berlim e Tóquio. Ao fim dos eventos o atleta com maior pontuação nas provas, o vencedor, homem e mulher, recebe um prêmio individual de US$ 500 mil.

Entre os amadores, participar e completar a prova são os grandes objetivos e com isso, brasileiros apaixonados pelo esporte também entraram no desafio. André Savazoni, jornalista e corredor há quase 10 anos já participou de duas delas, repetindo Boston por cinco vezes. Corri também Nova York e, devido a profissão, acompanhei Tóquio e Chicago, só não fui em Berlim e Londres. De longe Boston é minha favorita, por ser menor, ela envolve mais os torcedores e deixa o evento aconchegante. Mesmo assim, continua sendo extremamente profissional e bem organizada, diz.

Dennis Kimetto ao lado de seu recorde mundial, conquistado na Maratona de Berlim Foto: Divulgação Facebook Dennis Kimetto ao lado de seu recorde mundial, conquistado na Maratona de Berlim Foto: Divulgação Facebook

É preciso correr todas as Majors?
Andre Masella, educador físico, já participou de duas Majors e acha que não vale ficar com neuras, mas apoia os corredores que tenham condições financeiras para completá-las. Rola uma energia ímpar, que não fica restrita ao dia do evento. As cidades respiram a prova e por onde você anda, reconhece corredores com a mesma ansiedade e felicidade.

O economista Guilherme Gaia, participou da sua primeira Major em 1998 e desde então completou todo o circuito, tornando-se o 17 brasileiro a completá-as, entrando em um ranking para lá de especial. O título chama-se six start finishers, mesmo assim quando corri Nova York pela primeira vez, não tinha noção do que era uma Major, mas sim escolhi a prova por ser tradicional da cidade.

Nenhum dos três corredores vêem necessidade em participar de todas as maratonas. Por serem grandiosas e feitas em seis cidades incríveis, acabam aliando o turismo com a corrida, fora que participar de uma dessas provas, faz parte de uma experiência única. Se surgirem oportunidades não negaria, mas não está na minha de desejos, diz Savazoni.

A famosa medalha para os corredores que completarem as 6 majors Foto: Divulgação Facebook A famosa medalha para os corredores que completarem as 6 majors Foto: Divulgação Facebook

Vale o investimento?
Na opinião de Guilherme, as Majors não tem esse título por acaso. Elas estão de fato entre as maiores e melhores do mundo, além de algumas terem alto nível para inscrição chegando até 10 pessoas por vaga. Afirmo que não é meramente modismo, elas são de fato muito marcantes.

Já Savazoni tem outra opinião. Costumo afirmar que há muita vida fora das Majors, conheço corredores que focam somente nelas, mas acredito que estão perdendo muito, como boas oportunidades de correr em novas provas. O investimento vale a pena, porém não é algo barato, por exemplo, o valor da inscrição para Nova York custa cerca cerca de US$ 400, mais a inclusão do IOF. Para correr em Tóquio, são horas e mais horas de viagem, explica.

Fora o planeamento para os eventos. Ele deve ser feito com praticamente um ano de antecedência e até um pouco mais em alguns casos, como a obtenção do índice para Boston. Dessa forma, em um ano muita coisa pode mudar e isso para nós, amadores, é algo de grande impacto, diz Savazoni.

+ As inscrições para a Gillette Body Running já estão abertas. Clique aqui

Por outro lado, se separarmos a relação de provas com selo bronze, prata e ouro da IAAF, pelo mundo, veremos que existem provas excelentes, com organização do nível das Majors, percursos tão ou até mais planos do que Berlim e Londres, mas com facilidades enormes de inscrição (até na Expo ou faltando uma semana para os eventos), custos bem mais baixos e um planejamento próximo. Poderia fazer uma lista enorme, mas para citar algumas, temos: Barcelona, Sevilha, Frankfurt, Viena, Toronto, Los Angeles, Eindhoven, Munique, Colônia, Lyon. As opções superaram as duas centenas, finaliza.

Correr Major virou moda?
O treinador André Masella diz que sim. Acho a popularização super válida, porém o problema é a banalização da distância. Muitos corredores estão indo para o evento sem respeitar o tempo de treino, maturação e preparação do corpo. O que acontece é que na hora H, a experiência que era para ser inesquecível, acaba se tornando traumática. Como consequência disso, muitos nunca mais querem correr os 42 km, ou até pior, abandonam completamente a prática de exercícios.

Corredores desbravam as ruas de Nova York na Maratona Foto: Renato Cukier/Webrun Corredores desbravam as ruas de Nova York na Maratona Foto: Renato Cukier/Webrun

Savazoni diz que depende de cada uma. São eventos grandiosos, com uma estrutura incrível por trás (vivenciei o atentado terrorista em Boston, a retaguarda médica de uma Major é mais do que de primeiro mundo), sem falar nas feiras pré prova e todo ambiente que as envolve. Não há como diminuí-las, porém, é possível buscar isso em outros eventos, tão excelentes quanto.

Dicas
O que faz de um corredor amador um grande maratonista é o processo de treinamento. Quando digo grande, não me refiro apenas a alunos com bons tempos, mas sim àqueles que entregam o seu melhor no dia-a-dia e nas provas. Pessoas que levam o esporte a sério, são aquelas que o vivem cotidianamente e encaram a preparação como ponto fundamental e não os que possuem 1,2,3... ou 30 medalhas de Majors ou outras Maratonas, finaliza André Masella.

Guilherme alerta para a busca de orientação com um profissional. Eles certamente te darão dicas valiosas, não só de segurança como performance. Persiga seus sonhos, é possível.