Consultor_Nabil

Doping, um ato não médico

Atletismo · 18 dez, 2009

Este ano tem sido para nós brasileiros contraditório, já que ao lado da escolha para sede dos Jogos Militares Mundiais em 2011, sede da Copa do Mundo de futebol em 2014 e da inédita escolha para os Jogos Olímpicos de 2016, descobrimos que dezenas... sim dezenas de nossos melhores atletas (26 até agora) tiveram confirmado o uso de substâncias químicas proibidas no esporte, isto é, doping positivo. Para completar, recentemente tivemos confirmada a condenação por doping da nadadora Rebecca, pega nos Jogos Pan Americanos do Rio de Janeiro em 2007 e excluída das competições oficiais e infelizmente do envolvimento confesso da ginasta e campeã Daiane dos Santos.

O que podemos extrair dessa marola inicial que virou uma onda gigante, antes nunca vista entre nós?

1- Os exames antidoping não têm dia nem hora para serem realizados nos principais atletas. Todos são exaustivamente informados com palestras e cartilhas que não devem usar sequer pomadas ou cremes, sem antes perguntar ao seu médico do esporte, o especialista responsável pela equipe.

2- O pior: alguns profissionais da saúde NÃO MÉDICOS, que confessaram (ou estão sob suspeita), foram os agentes que induziram os atletas ao consumo de substâncias proibidas, como os anabolizantes (melhoram e aumentam a força muscular), diuréticos (furosemide), que alteram a densidade urinária mascarando a detecção de muitas substâncias proibidas na urina e estimulantes, que não seriam detectados pela baixa quantidade a ser ingerida.

3- O mundo mudou... O Comitê Olímpico Brasileiro, seguindo recomendações da Agencia Mundial Anti Doping (WADA) formou um grupo de médicos especialistas com todas as condições a partir de agora para controlar o doping entre os atletas brasileiros, visando os Jogos Olímpicos de 2016.

4- Quanto mais exames forem feitos, mais detecções teremos. Já não era sem tempo que curiosos, ditos terapeutas e outros, como comerciantes de medicamentos e drogas que atuam livremente pela internet, sejam denunciados e punidos.

5- Os esportistas e outros não atletas que curtem atividades físicas acham mais fácil perguntar ao amigo do esporte sem formação médica, se aquele suplemento faz mal ou não, trazendo um perigo agora tornado visível. Pessoas estão utilizando suplementos, hormônios de crescimento, eritropoetina e energéticos, sem nenhuma preocupação com os constatados riscos de desenvolver câncer, hipertensão arterial, aterosclerose e infarto, porque dizem usar poucas doses. É triste ver atletas destruindo suas carreiras, jovens morrendo e outros se intoxicando pela utilização de substâncias químicas e raízes de plantas, agora decifradas pelos graves efeitos colaterais para a saúde imediata e futura (exemplo: o tribullus, a Ma Huang e outras).

Cuidado, muito cuidado... pesquisa oficial da WADA demonstrou que 27,5 % dos suplementos famosos vendidos livremente e entre nós, alguns com número fajuto do Ministério da Saúde, estão “contaminados” com anabolizantes, sibutramina e outras drogas, nenhuma delas constando dos rótulos.


Doping, um ato não médico

Atletismo · 18 dez, 2009

Este ano tem sido para nós brasileiros contraditório, já que ao lado da escolha para sede dos Jogos Militares Mundiais em 2011, sede da Copa do Mundo de futebol em 2014 e da inédita escolha para os Jogos Olímpicos de 2016, descobrimos que dezenas... sim dezenas de nossos melhores atletas (26 até agora) tiveram confirmado o uso de substâncias químicas proibidas no esporte, isto é, doping positivo. Para completar, recentemente tivemos confirmada a condenação por doping da nadadora Rebecca, pega nos Jogos Pan Americanos do Rio de Janeiro em 2007 e excluída das competições oficiais e infelizmente do envolvimento confesso da ginasta e campeã Daiane dos Santos.

O que podemos extrair dessa marola inicial que virou uma onda gigante, antes nunca vista entre nós?

1- Os exames antidoping não têm dia nem hora para serem realizados nos principais atletas. Todos são exaustivamente informados com palestras e cartilhas que não devem usar sequer pomadas ou cremes, sem antes perguntar ao seu médico do esporte, o especialista responsável pela equipe.

2- O pior: alguns profissionais da saúde NÃO MÉDICOS, que confessaram (ou estão sob suspeita), foram os agentes que induziram os atletas ao consumo de substâncias proibidas, como os anabolizantes (melhoram e aumentam a força muscular), diuréticos (furosemide), que alteram a densidade urinária mascarando a detecção de muitas substâncias proibidas na urina e estimulantes, que não seriam detectados pela baixa quantidade a ser ingerida.

3- O mundo mudou... O Comitê Olímpico Brasileiro, seguindo recomendações da Agencia Mundial Anti Doping (WADA) formou um grupo de médicos especialistas com todas as condições a partir de agora para controlar o doping entre os atletas brasileiros, visando os Jogos Olímpicos de 2016.

4- Quanto mais exames forem feitos, mais detecções teremos. Já não era sem tempo que curiosos, ditos terapeutas e outros, como comerciantes de medicamentos e drogas que atuam livremente pela internet, sejam denunciados e punidos.

5- Os esportistas e outros não atletas que curtem atividades físicas acham mais fácil perguntar ao amigo do esporte sem formação médica, se aquele suplemento faz mal ou não, trazendo um perigo agora tornado visível. Pessoas estão utilizando suplementos, hormônios de crescimento, eritropoetina e energéticos, sem nenhuma preocupação com os constatados riscos de desenvolver câncer, hipertensão arterial, aterosclerose e infarto, porque dizem usar poucas doses. É triste ver atletas destruindo suas carreiras, jovens morrendo e outros se intoxicando pela utilização de substâncias químicas e raízes de plantas, agora decifradas pelos graves efeitos colaterais para a saúde imediata e futura (exemplo: o tribullus, a Ma Huang e outras).

Cuidado, muito cuidado... pesquisa oficial da WADA demonstrou que 27,5 % dos suplementos famosos vendidos livremente e entre nós, alguns com número fajuto do Ministério da Saúde, estão “contaminados” com anabolizantes, sibutramina e outras drogas, nenhuma delas constando dos rótulos.