No último sábado (13/08) cerca de 100 corredores aceitaram o desafio de participar da primeira edição do The North Face XTerra Endurance, uma prova noturna de 50 quilômetros em Mangaratiba (RJ) que levou os corredores ao limite de suas energias. Entre os homens a vitória ficou com Moisés Livramento e entre as mulheres com Rosália Guarischi após superarem diversos obstáculos em meio à mata fechada.
O palco da competição foi o entorno do Hotel Porto Belo, localizado na Costa Verde do Rio de Janeiro, região de Angra dos Reis. A largada aconteceu às 16h e ninguém sabia ao certo o que viria pela frente por se tratar da primeira edição. Antes do início a expectativa era grande e os corredores tentavam trocar as últimas informações sobre a melhor estratégia a ser adotada.
Alguns nomes conhecidos de ultramaratonas e provas fora de estrada estavam presentes, como o tetracampeão do Ultraman, Alexandre Ribeiro, o representante das corridas de aventura, Rafael Campos e Rosália Guarischi, recém vencedora da maratona de montanha Villa do Farol K42 Bombinhas. O tiro de partida foi autorizado e os primeiros quilômetros foram tranquilos, em longas retas planas.
A prova - Carlos Magno imprimiu um ritmo forte logo de cara e abriu larga vantagem para o segundo pelotão. Na passagem do quilômetro cinco veio a primeira elevação (50 metros), nada que assustasse os mais experientes nesse tipo de prova, mas havia um posto de água para renovar a energia dos que estivessem já fatigados.
Próximo ao quilômetro 20 veio uma subida com elevação a 150 metros de altitude, que pareceu não afetar o ritmo de Carlos, que se mantinha muito à frente dos adversários. Os staffs que estavam ao longo do percurso o apelidaram de motorzinho, visto a rapidez com que ele se locomovia pelas trilhas. Entre as mulheres, Rosália fazia uma prova tranqüila, passando em primeiro a cada posto de controle.
O pior trecho apareceu no quilômetro 33, já que os corredores saíram de 40m de elevação e chegaram a 300, no momento em que o sol dava lugar à lua cheia, encoberta pela copa das árvores em meio à mata fechada. Em alguns trechos a lanterna de cabeça dos atletas era suficiente para iluminar o percurso, outro obstáculo que parecia não incomodar o líder.
A resistência dele foi testada a partir do quilômetro 35, na saída da trilha, ocasião em que Moisés Livramento o ultrapassou e seguiu à frente sem se importar com o que viria pela frente. Ele manteve o ritmo até cruzar com 4h22min26. A prova foi dura, tinha muita lama e a parte mais complicada foi correr no brejo, relata o campeão. Os líderes saíram muito na frente e minha estratégia foi poupar energia no começo para chegar bem ao final, completa.
A segunda colocação ficou com Francisco Santos ao marcar 4h25min46. Essa é uma prova que precisa de uma estratégia para não quebrar no final e a minha foi quase perfeita. Fiquei entre os primeiros durante todo o tempo e estou contente com o resultado, principalmente por chegar inteiro, relata. A parte mais complicada foi o escuro, pois tinham muitas pedras, completa. Ele também elogia a sinalização do percurso. Tinham vários staffs para indicar nas partes que poderíamos nos confundir. Minha única sugestão seria mais um ponto de água entre o quilômetro 30 e o 40, além de isotônico na reta final.
O terceiro lugar ficou com o americano Briam Smith (04h26min), originalmente inscrito no triathlon, mas que foi obrigado a abandonar por conta de problemas mecânicos em sua bicicleta. Foi uma corrida muito difícil, eu nunca havia disputado provas com mais de 25 quilômetros, conta. Ele diz ainda que estava chateado com o problema no triathlon quando veio o convite para os 50 quilômetros. Bernardo [Fonseca, diretor da prova], me chamou no último minuto e resolvi aceitar pelo desafio. A colocação não era o mais importante, mas sim chegar ao final da maior prova de XTerra do mundo.
Para Briam, a lama no meio do percurso foi um dos principais obstáculos a serem superados. Você está correndo rápido o tempo todo e de repente afunda o pé e pisa em algumas pedras. Mas foi muito bom participar de algo assim no Brasil, me diverti bastante.
Carlos Magno, depois de liderar boa parte do trajeto acabou na quarta colocação com o tempo de 4h27min33. Sou corredor de pista e vim aqui para me divertir com o pessoal da minha empresa. Não estou acostumado com esse tipo de prova e sei que errei na estratégia de sair muito forte logo no começo, relata o corredor que já participou de ultramaratonas em pista de atletismo durante 24 horas ininterruptas.
Feminino - Na prova feminina Rosália dominou de ponta a ponta e não deu chances às adversárias após cruzar com 5h31min43. Ela conta que no começo da prova sentiu a musculatura pesada, já que ainda se recuperava da vitória na Vila do Farol K42 Bombinhas e pensou em abandonar. Eu larguei com a sensação de estar no quilômetro 30 e sofri a prova inteira, lembra
Segundo a carioca, que também corre provas de Ironman, a corrida foi muito bem organizada. Essa prova é incrível, ainda mais com a lua cheia linda. A sinalização foi perfeita, totalmente segura e com muitos staffs nos incentivando relata a corredora que costuma ir e voltar do trabalho correndo todos os dias. Cada prova de cross country é diferente da outra, mas essa aqui é fenomenal.
O segundo lugar foi para Andrea Carloni, que cruzou a linha de chegada com o tempo de 6h03min43. Estou muito satisfeita com o resultado, pois é uma corrida sacrificante, mas ao mesmo tempo gratificante, conta. Houve subidas muito dolorosas e à noite o medo era aparecer animais, já que encontramos alguns no meio da trilha.
A terceira colocada, Tatiana Sampaio, endossa a opinião da colega. Foi uma trilha difícil, com muita água, lama, mas muito gratificante no final. Nunca tinha corrido à noite e achei ótima a organização, com pessoas nos motivando o tempo todo e bastante água e isotônico. Ela chegou com o tempo de 6h06min51.
Amadores - Entre os corredores que chegaram no pelotão intermediário, Antônio Carlos de Souza resume a prova como uma superação. Consegui fazer em 6h18 e minha sorte foi encontrar um amigo no caminho com uma lanterna mais potente para me ajudar. A parte mais difícil para ele foi a subida para a trilha fechada. Parece infinito, quando você acha que vai acabar ainda tem mais um trecho.
Já para Sérgio Augusto Santana, o circuito tem um nível de dificuldade bom. O maior problema foi quando anoiteceu, pois era necessário ter cuidado nas subidas e descidas com velocidade reduzida. Segundo ele, a estratégia era acelerar antes do anoitecer. Tentei ganhar tempo enquanto ainda era dia. À noite quando encontrávamos pelotões também foi bom, pois foi possível melhorar a iluminação, completa.
Para Bernardo Fonseca, diretor da X3M Sports Business, empresa que organiza o XTerra no Brasil, o evento foi um sucesso. O dia começou e terminou muito bem. O Xterra é mais do que uma competição, é uma filosofia de vida, uma celebração do esporte, já que temos diferentes provas para agradar a todos.
A próxima edição do Circuito com uma prova de 50 quilômetros será a etapa de Ilhabela (SP), a ser realizada no dia 24 de setembro. Teremos uma grande surpresa para os atletas, já que vamos apagar as luzes da ilha e todos terão que se orientar apenas pela lanterna de cabeça, finaliza Bernardo. Para garantir uma vaga na prova, basta acessar www.xterrabrasil.com.br.
Ultra Maratona · 16 ago, 2011
No último sábado (13/08) cerca de 100 corredores aceitaram o desafio de participar da primeira edição do The North Face XTerra Endurance, uma prova noturna de 50 quilômetros em Mangaratiba (RJ) que levou os corredores ao limite de suas energias. Entre os homens a vitória ficou com Moisés Livramento e entre as mulheres com Rosália Guarischi após superarem diversos obstáculos em meio à mata fechada.
O palco da competição foi o entorno do Hotel Porto Belo, localizado na Costa Verde do Rio de Janeiro, região de Angra dos Reis. A largada aconteceu às 16h e ninguém sabia ao certo o que viria pela frente por se tratar da primeira edição. Antes do início a expectativa era grande e os corredores tentavam trocar as últimas informações sobre a melhor estratégia a ser adotada.
Alguns nomes conhecidos de ultramaratonas e provas fora de estrada estavam presentes, como o tetracampeão do Ultraman, Alexandre Ribeiro, o representante das corridas de aventura, Rafael Campos e Rosália Guarischi, recém vencedora da maratona de montanha Villa do Farol K42 Bombinhas. O tiro de partida foi autorizado e os primeiros quilômetros foram tranquilos, em longas retas planas.
A prova - Carlos Magno imprimiu um ritmo forte logo de cara e abriu larga vantagem para o segundo pelotão. Na passagem do quilômetro cinco veio a primeira elevação (50 metros), nada que assustasse os mais experientes nesse tipo de prova, mas havia um posto de água para renovar a energia dos que estivessem já fatigados.
Próximo ao quilômetro 20 veio uma subida com elevação a 150 metros de altitude, que pareceu não afetar o ritmo de Carlos, que se mantinha muito à frente dos adversários. Os staffs que estavam ao longo do percurso o apelidaram de motorzinho, visto a rapidez com que ele se locomovia pelas trilhas. Entre as mulheres, Rosália fazia uma prova tranqüila, passando em primeiro a cada posto de controle.
O pior trecho apareceu no quilômetro 33, já que os corredores saíram de 40m de elevação e chegaram a 300, no momento em que o sol dava lugar à lua cheia, encoberta pela copa das árvores em meio à mata fechada. Em alguns trechos a lanterna de cabeça dos atletas era suficiente para iluminar o percurso, outro obstáculo que parecia não incomodar o líder.
A resistência dele foi testada a partir do quilômetro 35, na saída da trilha, ocasião em que Moisés Livramento o ultrapassou e seguiu à frente sem se importar com o que viria pela frente. Ele manteve o ritmo até cruzar com 4h22min26. A prova foi dura, tinha muita lama e a parte mais complicada foi correr no brejo, relata o campeão. Os líderes saíram muito na frente e minha estratégia foi poupar energia no começo para chegar bem ao final, completa.
A segunda colocação ficou com Francisco Santos ao marcar 4h25min46. Essa é uma prova que precisa de uma estratégia para não quebrar no final e a minha foi quase perfeita. Fiquei entre os primeiros durante todo o tempo e estou contente com o resultado, principalmente por chegar inteiro, relata. A parte mais complicada foi o escuro, pois tinham muitas pedras, completa. Ele também elogia a sinalização do percurso. Tinham vários staffs para indicar nas partes que poderíamos nos confundir. Minha única sugestão seria mais um ponto de água entre o quilômetro 30 e o 40, além de isotônico na reta final.
O terceiro lugar ficou com o americano Briam Smith (04h26min), originalmente inscrito no triathlon, mas que foi obrigado a abandonar por conta de problemas mecânicos em sua bicicleta. Foi uma corrida muito difícil, eu nunca havia disputado provas com mais de 25 quilômetros, conta. Ele diz ainda que estava chateado com o problema no triathlon quando veio o convite para os 50 quilômetros. Bernardo [Fonseca, diretor da prova], me chamou no último minuto e resolvi aceitar pelo desafio. A colocação não era o mais importante, mas sim chegar ao final da maior prova de XTerra do mundo.
Para Briam, a lama no meio do percurso foi um dos principais obstáculos a serem superados. Você está correndo rápido o tempo todo e de repente afunda o pé e pisa em algumas pedras. Mas foi muito bom participar de algo assim no Brasil, me diverti bastante.
Carlos Magno, depois de liderar boa parte do trajeto acabou na quarta colocação com o tempo de 4h27min33. Sou corredor de pista e vim aqui para me divertir com o pessoal da minha empresa. Não estou acostumado com esse tipo de prova e sei que errei na estratégia de sair muito forte logo no começo, relata o corredor que já participou de ultramaratonas em pista de atletismo durante 24 horas ininterruptas.
Feminino - Na prova feminina Rosália dominou de ponta a ponta e não deu chances às adversárias após cruzar com 5h31min43. Ela conta que no começo da prova sentiu a musculatura pesada, já que ainda se recuperava da vitória na Vila do Farol K42 Bombinhas e pensou em abandonar. Eu larguei com a sensação de estar no quilômetro 30 e sofri a prova inteira, lembra
Segundo a carioca, que também corre provas de Ironman, a corrida foi muito bem organizada. Essa prova é incrível, ainda mais com a lua cheia linda. A sinalização foi perfeita, totalmente segura e com muitos staffs nos incentivando relata a corredora que costuma ir e voltar do trabalho correndo todos os dias. Cada prova de cross country é diferente da outra, mas essa aqui é fenomenal.
O segundo lugar foi para Andrea Carloni, que cruzou a linha de chegada com o tempo de 6h03min43. Estou muito satisfeita com o resultado, pois é uma corrida sacrificante, mas ao mesmo tempo gratificante, conta. Houve subidas muito dolorosas e à noite o medo era aparecer animais, já que encontramos alguns no meio da trilha.
A terceira colocada, Tatiana Sampaio, endossa a opinião da colega. Foi uma trilha difícil, com muita água, lama, mas muito gratificante no final. Nunca tinha corrido à noite e achei ótima a organização, com pessoas nos motivando o tempo todo e bastante água e isotônico. Ela chegou com o tempo de 6h06min51.
Amadores - Entre os corredores que chegaram no pelotão intermediário, Antônio Carlos de Souza resume a prova como uma superação. Consegui fazer em 6h18 e minha sorte foi encontrar um amigo no caminho com uma lanterna mais potente para me ajudar. A parte mais difícil para ele foi a subida para a trilha fechada. Parece infinito, quando você acha que vai acabar ainda tem mais um trecho.
Já para Sérgio Augusto Santana, o circuito tem um nível de dificuldade bom. O maior problema foi quando anoiteceu, pois era necessário ter cuidado nas subidas e descidas com velocidade reduzida. Segundo ele, a estratégia era acelerar antes do anoitecer. Tentei ganhar tempo enquanto ainda era dia. À noite quando encontrávamos pelotões também foi bom, pois foi possível melhorar a iluminação, completa.
Para Bernardo Fonseca, diretor da X3M Sports Business, empresa que organiza o XTerra no Brasil, o evento foi um sucesso. O dia começou e terminou muito bem. O Xterra é mais do que uma competição, é uma filosofia de vida, uma celebração do esporte, já que temos diferentes provas para agradar a todos.
A próxima edição do Circuito com uma prova de 50 quilômetros será a etapa de Ilhabela (SP), a ser realizada no dia 24 de setembro. Teremos uma grande surpresa para os atletas, já que vamos apagar as luzes da ilha e todos terão que se orientar apenas pela lanterna de cabeça, finaliza Bernardo. Para garantir uma vaga na prova, basta acessar www.xterrabrasil.com.br.
Triathlon · 13 ago, 2011
Felipe Moletta faturou na manhã desse sábado (13/08) a edição 2011 do XTerra Costa Verde, disputado na cidade de Mangaratiba, próxima a Angra dos Reis (RJ), após uma intensa disputa com o sul-africano Lieuwe Boonstra e homenageou seu pai, Sr. João. No feminino a americana Emma Garrard venceu com sobra.
Direto de Mangaratiba (RJ) - O dia amanheceu com sol, mas com uma brisa gelada, que logo foi substituída por um forte calor na região do Hotel Porto Bello Resort, onde está montada a arena do evento. Antes do tiro de partida os termômetros marcavam 23°C.
Cerca de 200 competidores se inscreveram para 1,5 quilômetro de natação, 29 de mountain bike e nove de corrida e disposição era o que não faltava na área de transição. Depois de checarem todos os equipamentos, todos se dirigiram para a largada montada na areia da praia.
Bernardo Fonseca autorizou a saída pontualmente às 9h e, após alguns segundos, o mar ficou tomado por triatletas. O nadador profissional Luis Avelino, da categoria revezamento, foi o primeiro a sair da água, seguido pelo americano Brian Smith, Felipe Moletta e Lieuwe Boonstra.
Durante o percurso eles tiveram que vencer alguns obstáculos, como a travessia de rios no trecho de bike, lama e trilhas fechadas na corrida, além do calor e umidade típicos da mata atlântica. Smith liderava com folga, mas na metade do ciclismo teve um problema com o pneu da bike e foi obrigado a abandonar. O pneu traseiro furou, tentei consertar, mas não foi possível. Até me deram uma cápsula de CO2, mas já tinha perdido muito tempo, relata.
A partir daí o caminho ficou livre para Felipe e Lieuwe, que passaram a duelar passo a passo pela liderança, tanto no ciclismo quanto na corrida. Durante todo o trajeto o pai do brasileiro, Sr. João, acompanhou de bike os dois triatletas e sempre oferecia água e isotônico para ajudar na hidratação deles.
Vitória - Apesar de virem correndo juntos durante praticamente todo o percurso, Felipe conseguiu abrir no final para cruzar em primeiro com o tempo de 2h13min17. Quero agradecer primeiro a Deus e dedicar essa vitória ao meu pai, já que amanhã é dia dos pais, relata o curitibano que em 2009 chegou atrás de Lieuwe por dois minutos. Foi uma revanche mesmo, completa. Antes da prova algumas pessoas o apontavam como favorito. Não gosto de falar de favoritismo, até porque eu não vivo disso e venho aqui para me divertir, completa.
Sr. João abraçou filho assim que ele cruzou a linha de chegada e não escondeu a emoção. Foi um presentão maravilhoso. Vi que eles estavam numa disputa dura, mas no final o Felipe fez a diferença.
Para o sul-africano, o calor foi um adversário a mais. A corrida foi muito boa, apesar de ser dura e muito bem organizada. Felipe é jovem e um grande talento para o futuro, conta. A parte da corrida foi muito complicada e na descida final ele me passou, completa o triatleta que chegou quase dois minutos depois. Na travessia da lama eu resolvi tirar o tênis e perdi muito tempo para colocá-lo de volta.
A terceira posição ficou com Rodrigo Altafini, ao marcar 2h21. Adoro correr provas como essa, com raízes e trilhas fechadas, mas não gosto muito da lama, conta. Depois do sumidouro tive que diminuir o ritmo por conta das bolhas, mas estou feliz com o terceiro lugar. Consegui marcar alguns pontos para o ranking final, relata.
Mulheres - No feminino a americana Emma Garrard sobrou de ponta a ponta e deixou para as brasileiras a disputa do segundo e terceiro lugares, já que liderou desde a natação e apenas administrou o ritmo para vencer com o tempo de 2h33min46. Não achei que estava tão quente. Tentei ficar relaxada e focada na minha prova e o que me ajudou foram os homens à minha frente, para saber o ritmo, lembra. Pensava em finalizar cada quilômetro antes de imaginar a linha de chegada, relata a americana que gostou de cruzar o sumidouro. Havia me esquecido desse trecho, mas foi legal para refrescar um pouco, relata sobre o trecho em que os corredores tiveram que cruzar um rio de lama.
A segunda colocada foi Manoela Vilaseca, que se emocionou muito por ser a primeira brasileira. Eu nem acredito. Batalhei muito nos treinos e na prova e é uma honra chegar à frente da Carlinha [Carla Prada] e da Luzia Bello, comenta ainda ofegante. Fiz uma ótima corrida e vou para casa muito mais feliz. Eu encaixei uma prova excelente e pensava durante o percurso o quanto eu treinei, relata Manu, que chegou quase 15 minutos depois da campeã. O resultado teve um gostinho ainda melhor, já que ela mora no Rio de Janeiro.
A terceira foi a santista Luzia Bello, figura carimbada nas etapas do XTerra durante o ano. Num dos trechos do mountain bike eu caí, tentei me recuperar e mesmo com uma corrida forte não consegui pegar a Manu, lembra a triatleta que marcou 2h51min30. Mas valeu a pena e fiquei contente com a colocação, finaliza.
Revezamento - Na categoria revezamento Luis Lima saiu da água e a partir daí sua equipe não foi mais alcançada até vencer com o tempo de 2h09min22. Cada um deu o máximo de si para conseguirmos esse resultado, relata Luis. Peguei a bike de um campeão na natação aí ficou fácil, brinca Alessandro Pereira. A corrida foi bem difícil, principalmente por conta do sol, relata Alexandre Moura. Nossa estratégia foi colocar os melhores de cada modalidade, completa o corredor.
A próxima disputa do Circuito XTerra 2011 será em Pedra Azul, no Espírito Santo, no próximo dia 28. As inscrições já estão abertas no site www.xterrabrasil.com.br para o duathlon, mountain bike, kids running e swim challenge.
Triathlon · 12 ago, 2011
Direto de Mangaratiba - Nesse sábado (13/08) acontece a edição 2011 do XTerra Mangaratiba, prova a ser realizada na região da Costa Verde do Rio de Janeiro. Os atletas já estão prontos para serem desafiados em diversas modalidades, como o triathlon, corrida noturna, ultramaratona, swim challenge e a prova infantil.
Segundo Bernardo Fonseca, diretor da X3M Sports Business, o XTerra está sempre se reinventando. Não conseguimos ficar estagnados, estamos sempre em constante mudança, relata o dirigente, que está empolgado com a novidade da ultramaratona de 50 quilômetros. Conseguimos o apoio da The North Face para fazer o XTerra Endurance, que terá um percurso desafiador, completa.
A disputa começará às 16h, logo após a prova do triathlon, já tradicional no calendário do circuito. Serão 1,5 quilômetro de natação, 25 de mountain bike e nove de corrida pelas trilhas próximas ao Porto Bello Resort, com diversas surpresas no caminho, como uma poça de lama, travessia de rio e ladeiras.
A competição terá vários destaques nacionais e internacionais, como o curitibano Felipe Moletta, vice-campeão do XTerra Manaus, que terá que enfrentar seu algoz de 2009 em Mangaratiba, o sul-africano Lieuwe Boonstra. Ele chegou dois minutos na minha frente, mas agora acho que evolui em todas as modalidades, relata Moletta, que tira de suas costas qualquer favoritismo. Dá até um frio na barriga quando me falam isso, brinca.
Entre as mulheres, a americana Emma Garrard promete ser uma pedra no sapato da brasileira Carla Prada. Ela possui o terceiro lugar no XTerra Pacific esse ano e o décimo no XTerra Mauí ano passado, a etapa mundial. Espero uma boa prova amanhã. Tomara que não esteja muito calor, relata a atleta que nasceu no Alasca. Dentre as três modalidades eu me dou melhor na bike e na corrida, completa.
Já Carla Prada fez um reconhecimento do trajeto na manhã dessa sexta-feira e já sabe onde poderá ou não acelerar. Na passagem do rio eu achei que dava para passar tranquilamente, mas caí e ralei a perna.
Já nos 50 quilômetros duas presenças ilustres prometem deixar a prova mais emocionante. Alexandre Ribeiro, tetracampeão do Ultraman está confirmado, assim como Rosália Guarischi, que no último sábado (06/08) venceu a Vila do Farol K42 Bombinhas, a primeira maratona fora de estrada do Brasil.
Triathlon · 14 jul, 2011
A etapa Ilhabela, do circuito Xterra Brasil Tour, já está com as inscrições abertas para o triatlhon do dia 23 de setembro, às 9h, com 1,5 quilômetro de natação, 29 de bike e nove quilômetros de corrida em trilha, no litoral paulista. No estilo cross country, a competição pode ser individual ou em equipe de revezamento, e os cinco primeiros colocados da categoria profissional receberão premiação em dinheiro.
O kit do atleta vem com sacola, touca de silicone, camisa Xterra, convite Jantar de Massas, Revista Xterra e brindes. Os interessados em participar do evento também poderão fazer inscrições para outras disputas, já que haverá o tradicional Xterra Night Run, com percursos de 50, 18 e nove quilômetros, programado para o sábado à noite.
No domingo (24/07), os atletinhas terão a chance de correr na Kids Mini Corrida, às 9h30. Em seguida, às 11h, o Xterra Brasil promoverá o Swim Challenge Ilha Bela, com distâncias de 1,5 e três quilômetros (com premiação para os vencedores da categoria geral). Os inscritos no Swim nadarão na praia do Perequê, que possui mar calmo e água de temperatura agradável, além de excelente infra-estrutura, com bares e restaurantes, ou seja, um local ideal para os acompanhantes dos atletas. Para fazer a inscrição é só acessar o site do evento www.xterrabrazil.com.
Triathlon · 29 jun, 2011
Reinventar-se a cada ano. Essa é a ideia de Bernardo Fonseca, diretor da X3M Brasil, empresa que organiza o Circuito XTerra no Brasil. Com essa linha de pensamento ele anuncia para a etapa de Mangaratiba (13 e 14/08), uma ultramaratona de 50 quilômetros a ser disputada durante à noite nas trilhas da região.
Trouxemos um novo parceiro, a The North Face, que tem o viés de desafio e ultrapassar limites, comenta Bernardo sobre o patrocínio da marca esportiva norte americana. Antes de definir a distância de 50 quilômetros, houve diversas negociações sobre o formato ideal. Pensamos em revezamento, mas não combinava com o espírito XTerra. Então mantivemos os nove quilômetros já existentes de outras edições, adicionamos a distância de 18 e trouxemos os 50, para aqueles que desejam romper limites, enfatiza o organizador.
Batizada de XTerra Endurance, a competição passará pelas trilhas da região da Costa Verde, com saída às 16h no interior do Hotel Portobello Resort & Safari, arena do evento. Não montamos nenhum desafio impossível de ser feito, mas o objetivo é que as pessoas sempre busquem algo mais para se desafiarem, ressalta Bernardo.
Em 2011 o XTerra conta com dez etapas, incluindo provas organizadas pela X3M e outras menores, a cargo de empresas parceiras, que servem como treinamento para as disputas maiores. Cada evento tem uma configuração diferente, já que além do triathlon também são disputadas provas de duathlon, corrida, mountain bike, natação e corrida para crianças.
Queremos mostrar aos atletas que o XTerra é muito mais do que uma prova de triathlon, como muitos pensam, relata Bernardo. Ao juntar todas as tribos num único evento temos mais chances de obter sucesso. Fazemos provas para toda a família, sempre tendo a natureza como principal protagonista. As competições chegam a receber 300 participantes no triathlon, 500 a 600 crianças nas disputas infantis, dois mil corredores na corrida noturna e 700 nadadores no swim challenge.
Depois de Angra dos Reis, a XTerra Endurance também será realizada na prova de Ilhabela, nos dias 10 e 11 de setembro, mas ao contrário da primeira etapa o percurso será mais desafiador, devido ao terreno acidentado do local. As inscrições para os 50 quilômetros são limitadas a 100 corredores e poderão ser feitas a partir de segunda-feira (04/07) nas lojas The North Face e no site do evento, o www.xterrabrasil.com.br.
Triathlon · 14 jun, 2011
Liege Carolina de Souza à primeira vista pode enganar muitos desavisados: de rosto angelical, jeito delicado e maquiagem sempre em dia, ela mostra toda sua força quando entra numa competição de triathlon. Após um ano parada por conta de lesão e outros problemas pessoais, ela retornou oficialmente no último sábado (11/06) durante o XTerra Brasil, na Floresta Amazônica.
Correndo na categoria elite, a jovem de 23 anos havia disputado sua última prova justamente na etapa amazônica do XTerra há um ano. Dessa vez achei mais difícil, fiz mais força, mas essa competição é incrível e virei aqui em todas as edições, garante a triatleta que divide o tempo entre os treinos e estudos.
Exímia nadadora, ela ainda busca melhorar nas outras modalidades e se deparou com diversos obstáculos ao longo do percurso de bike, como um atoleiro que derrubou alguns atletas. Eu pensei que fosse cair, mas dei um jeitinho e consegui passar bem. Já na corrida, a travessia de um igarapé passou de adversidade para momento de descanso. A água vinha praticamente até a cabeça, então eu nadei para descansar as pernas.
Com um uniforme cor de rosa e a maquiagem sempre feita, ela chegou a ser apelidada de Barbie por algumas pessoas que acompanhavam a prova, mas ao longo do percurso deixou muitos marmanjos para trás e chegou em sétimo lugar entre as mulheres, com 3h44min44. A selva também tem seu charme. O esporte já é tão masculino, a gente se suja toda na lama, então acho que um pouco de feminilidade é importante, ressalta Liege, que compete desde 2007 e já foi terceira colocada na categoria 20 a 24 anos do Xterra Mundial, no Havaí.
Confiança - Por conta da lesão após a prova do ano passado, Liege perdeu um pouco do ritmo de provas, mas garante que a partir de agora voltará a brigar pelas primeiras posições com as rivais. Ainda sou nova e acredito que tenho potencial para evoluir e chegar à frente das meninas, garante a catarinense radicada em Belo Horizonte.
Triathlon · 13 jun, 2011
Direto de Manaus - Muitos políticos adoram fazer belos discursos sobre os mais variados temas, mas poucos mostram para a população na prática o que querem dizer. Um desses raros exemplos é Fabrício Lima, Secretário de Esportes de Manaus, que além de ter lutado para trazer a etapa Global Tour do XTerra Brasil para sua cidade, também completou a disputa duas semanas depois de finalizar o Ironman Brasil.
Em 2010 a capital amazonense recebeu uma etapa regional do Circuito Xterra e, desde então, Fabrício não mediu esforços para transformar a prova na etapa brasileira do Mundial da categoria, privilégio que pertencia à cidade de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Eu me aproximei do Bernardo [Fonseca, diretor do evento], viajamos juntos às várias cidades que recebem o XTerra, corri com ele na Orla do Rio de Janeiro, onde mora, enfim, fiz de tudo para que a nossa cidade pudesse sediar a disputa, relata Fabrício.
O amazonense sempre praticou esportes e, quando entrou para a Secretaria, trouxe sua experiência de atleta para proporcionar benefícios à população. Não adianta apenas a gente pedir que as pessoas pratiquem atividade física, se não dermos o exemplo, ressalta.
O Secretário disputou os 3,8 quilômetros de natação, 180 de bike e 42 de corrida do Ironman Brasil no último dia 29 em Florianópolis e, duas semanas depois estava pronto para o XTerra na Base de Instrução número quatro do Exército Brasileiro. Para mim foi uma emoção muito grande. Acho que botei mais água no Rio Negro de tanto que eu chorei, conta emocionado. Muitas pessoas vieram para minha cidade e não tem preço saber que Manaus está se tornando uma grande capital do esporte, completa.
O XTerra Amazônia teve 1,5 quilômetro de natação, 30 de mountain bike e nove de corrida, percorridos por Fabrício com muito esforço, já que ele está com uma lesão no joelho. Mesmo debilitado ele seguiu em frente e ainda ajudou um competidor, que estava com dificuldades durante o percurso. Disse a ele que na selva ninguém fica para trás e viemos cantando algumas músicas aprendidas no Exército até cruzar a linha de chegada.
Numa época em que tanto se fala de sustentabilidade e proteção da Floresta Amazônica, nada melhor do que conhecer para preservar. Tenho certeza que todos que vieram aqui hoje se tornaram defensores da Amazônia e certamente ano que vem esse número vai aumentar.
E por falar em ano que vem, apesar de ainda não confirmada a etapa Global na Amazônia, se depender de Fabrício a prova terá uma longa vida pela frente. Dificilmente o XTerra sairá de Manaus, pois nossa cidade alia perfeitamente o esporte com o meio ambiente.
Triathlon · 12 jun, 2011
Sobrepujai todos os vossos oponentes! (...) E dai-nos também Senhor/ A esperança e a certeza do retorno/ Mas, se defendendo esta brasileira Amazônia/ Tivermos que perecer, ó Deus!/ Que o façamos com dignidade/ E mereçamos a vitória! SELVA!. Com essas palavras, a oração do Guerreiro de Selva da Amazônia, começou a edição 2011 do XTerra Global Tour no sábado (11/06), prova com 1,5 quilômetro de natação, 30 de mountain bike e nove de corrida no coração da maior floresta tropical do mundo.
Direto de Manaus - Atletas do Brasil e também de outros países estiveram presentes no evento, que começou e terminou sob muito calor e alta umidade nos arredores da Base de Instrução número quatro do Exército Brasileiro, em Manaus (AM). As condições climáticas adversas não favoreceram os competidores locais e nem os brasileiros acostumados a disputar etapas do XTerra, já que a vitória ficou com Benjamin Allen (Austrália) e Carina Wasle (Áustria).
O tiro de partida foi dado com um explosivo aquático às 7h, momento em que cerca de 500 triatletas saíram para a natação num afluente do Rio Negro. Depois de contornar as bóias eles seguiram rumo à bike, onde foram desafiados por muita lama na estrada de terra principal e pela alta umidade no interior da selva, no trecho de single track.
Neste momento o calor aumentava o desgaste do triatletas, que ainda tinham todo o trecho de corrida pela frente, com algumas surpresas. No começo da empreitada era necessário atravessar um trecho de água a nado, algo que agradou a maioria dos desgastados guerreiros.
Campeões - Ao final, Benjamin cruzou a linha de chegada com o tempo de 2h27min09 e disse que o calor não foi um adversário. O clima aqui é muito parecido com da Austrália, então estou acostumado com o calor e alta umidade, relata. Em sua primeira visita ao Brasil, ele se disse muito contente em poder conhecer a Floresta Amazônica. É uma sensação incrível, gostei muito.
Ele saiu da água na segunda colocação, mas alcançou a liderança no trecho de bike e não foi mais alcançado. Na corrida eu tropecei em alguns galhos e arranhei o pé, mas nada que comprometesse o desempenho final, garante.
O brasileiro Felipe Moletta, que marcou o tempo de 2h29min36, foi o vice-campeão. Foi uma superação total, pois a prova é muito dura. Mas valeu estar na Selva. Ele conta ainda que fez muito esforço para chegar entre os três melhores. Pensei que não fosse conseguir, porque o Sam Garder saiu muito forte para a corrida, mas consegui ultrapassá-lo no trecho final.
O britânico Sam Gardner marcou 2h31min04 par alcançar o terceiro posto. A organização da prova foi muito boa e adorei a experiência de conhecer uma base militar no meio da Floresta Amazônica. Esse foi um XTerra totalmente diferente de outros que eu já tinha corrido. Ele conta também que o calor foi o maior desafio e o pequeno rio no meio da corrida foi um bom refresco. Tive uma natação ruim, perdi algum tempo na transição para a bike, mas fiquei feliz com o resultado. Viajei muitas horas para chegar aqui. Sam diz ainda que esse foi seu último XTerra do ano, já que a partir de agora vai se dedicar às longas distâncias. Antes disso vou tirar uma semana de folga no Rio de Janeiro.
Entre as mulheres, a austríaca Carina Wasle correu praticamente de ponta a ponta até marcar 2h52min33. Gostei bastante do trecho de natação e ficava imaginando se algum peixe ia nos atacar, brinca a atleta de 26 anos. Fiz a prova da mesma forma como me dedico aos treinamentos e foi muito divertido.
A segunda colocada foi a brasileira Sabrina Gobbo, que travou uma disputa acirrada com a terceira colocada, Manuela Vilaseca. Tentei sair da natação na cola da Carla Prada, mas ela é muito boa na água e não consegui. Depois vi a Manuela, saímos juntas na transição, eu abri no primeiro single track, mas ela saiu na minha frente na transição para a corrida. Sabrina ultrapassou a concorrente na travessia do igarapé e depois abriu para completar com o tempo de 3h14min39.
A terceira colocada, Manuela, veio preparada para encarar fortes desafios. Eu já sabia que a prova seria dura por conta do clima e pelas fortes concorrentes, então eu vim com a faca nos dentes para buscar o primeiro lugar, relata. A disputa foi incrível e maior do que eu imaginava, já que eu e a Sabrina estivemos próximas o tempo todo, sem tempo para respirar. Ela chegou a se sentir mal durante o começo da corrida e o igarapé serviu para refrescar o corpo. Tive vontade de ficar lá, mas foi nessa hora que a Sabrina me ultrapassou.
Os atletas foram recebidos logo cedo pelo Coronel Palaia, comandante do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs) e pelos demais militares do quartel. Alguns mais aventureiros passaram a noite na selva no dia anterior e aprenderam algumas técnicas de sobrevivência.
Após o término da competição foi servido um almoço na base, antes do retorno à cidade. A etapa da Amazônia do XTerra ofereceu 34 vagas para o mundial da categoria, no Havaí, o que levou muitos atletas a acordarem cedo no domingo (12/06) para garantir a vaga.
A próxima competição do XTerra acontecerá no dia 13/08 na cidade de Angra dos Reis (RJ), com a etapa Costa Verde. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas no site oficial, o www.xterrabrasil.com.br.
Triathlon · 08 jun, 2011
Correr, pedalar e nadar nas entranhas da Floresta Amazônica. Perguntamos para dois triatletas fora de estrada, Sabrina Gobbo e Felipe Moletta , como eles se prepararam para a etapa internacional do XTerra 2011, que rola no próximo dia 11 de junho, em Manaus (AM).
Formada em biologia e cursando doutorado em ecologia, Sabrina, 33 anos, é também treinadora de ciclismo e funcional (ginástica que trabalha diferentes músculos de forma lúdica e dinâmica). Em 2010, ela ficou em terceiro no ranking final feminino do circuito anual e em quinto em Manaus. Já o paranaense Felipe, 25 anos, é tenente do corpo de bombeiros e também finalizou em terceiro lugar o ranking masculino de 2010. Será a primeira vez dele na etapa da Amazônia.
Como é o treino para o XTerra?
Sabrina: Eu pedalo cerca de três vezes por semana, corro três ou quatro e nado uma. Eu aboli a planilha! [risos]. Não estou treinando certinho, faço o que estou com vontade. Mas o funcional eu não largo. São exercícios de mobilidade, estabilidade, potência e força.
Felipe: Não mudei o treinamento, é o mesmo de sempre. Só priorizei a bike porque não estava bem nesta modalidade. Então, estou pedalando umas quatro ou cinco vezes por semana. E correndo e nadando quatro vezes. De vez em quando, faço um treino de montanha: vou pedalando até a base, subo e desço correndo, e volto de bicicleta.
Qual é a modalidade mais difícil em um triathlon?
Sabrina: Não sei dizer, mas a que vou melhor é a bicicleta. Antes eu sofria mais com a corrida, mas melhorei. Acho mais complicado a transição de modalidade sair da bike e ir para a corrida.
Felipe: A mais difícil é a natação. Melhorei bastante, mas ainda sofro muito porque comecei a nadar tarde, aos 19 anos. Eu sabia nadar, mas nunca havia treinado.
Quais são os principais desafios em uma competição na Floresta Amazônica?
Sabrina: Dizem que tem uma abelha e uma formiga que precisamos ter cuidado, um peixe que entra na uretra [o candiru, atraído pela urina] e a piranha. Mas tem também muita lenda, e passamos tão rápido... nós é que assustamos os bichos!
Felipe: Acho que a maior dificuldade será a surpresa, o fato de não conhecermos o percurso. E o pessoal que fez prova no ano passado conta que chove muito. Pedalar na lama será difícil.
Como você começou a competir triathlon?
Sabrina: Eu pratico esporte desde pequena. Triathlon eu comecei em 2007, no XTerra de Angra dos Reis. Uma amiga, a Carla Prada [que também compete esse ano em Manaus], me convidou e emprestou uma mountain bike. Na verdade, eu tinha feito a prova em 2006, mas em equipe de revezamento.
Felipe: Fiquei sabendo do XTerra por meio da minha noiva, que me mostrou o site da primeira etapa no Brasil, em 2005, que aconteceu em Ilhabela (SP). Aí eu me inscrevi.
Qual é a sua expectativa para a semana que vem?
Sabrina: Não estou esperando muito. Minha expectativa é a de completar a prova.
Felipe: Procuro não ter muita expectativa. Espero fazer uma boa prova e que não aconteça nada com o meu equipamento em Angra, no ano passado, meu pneu furou duas vezes.
Triathlon · 07 jun, 2011
Um seleto de grupo de triatletas aceitou o desafio de passar uma noite na selva amazônica, antes da disputa do XTerra Brasil, prova de triatlhon com 1,5 quilômetro de natação, 30 de mountain bike e nove de corrida a ser disputado no próximo sábado (11/06). Na noite de sexta-feira todos receberão um treinamento de sobrevivência na selva ministrado pelos soldados do Centro de Instrução de Guerra na Selva (Cigs).
Os atletas serão responsáveis por montar o acampamento, mas terão que produzir o jantar antes de repousarem para o desafio do dia seguinte. A noite promete ser diferente, pois no lugar de camas haverá redes estendidas nos troncos e a madrugada terá a companhia dos animais que habitam a floresta.
Aqueles que sobreviverem ao desafio serão os verdadeiros Mundurukus, referência à tribo indígena que habita a região do Rio Tapajós, famosa pelo espírito guerreiro. No dia seguinte a programação começa logo cedo com o café da manhã, que será servido pontualmente às 6h, mesmo horário que será aberta a área de transição.
Será possível mexer nos equipamentos até as 7h30, já que a largada da disputa está programada para as 8h no rio que cerca o quartel general do exército, a Base de Instruções número quatro. Após o triatlhon, os sobreviventes que ainda tiverem energias, poderão soltar a musculatura na corrida noturna, com percursos de cinco e 10 quilômetros.
Mundurukus:
Sexta-feira, 10 de junho
Sábado, 11 de junho
Cronograma geral:
Sexta-feira, 10 de junho
Sábado, 11 de junho
Domingo, 12 de junho
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