causos

Pega ladrão!

Corridas de Rua · 08 ago, 2008

São Paulo - (Pernas pra que te quero!...) - Na semana em que o centro de São Paulo recebe uma corrida de rua, me veio à lembrança uma modalidade de assalto praticada nesta região nos anos 70 e 80. Certamente, quem tem mais de 40 anos deve se lembrar muito bem.

Em tempos em que a marginalidade usa fuzis e granadas, parece patético a lembrança das “armas” usadas pelos famosos trombadinhas. Suas armas eram simples: pernas e muita velocidade, daí, a necessidade de serem corredores natos.

A abordagem normalmente acontecia com dois meliantes atuando. Enquanto um te dava uma trombada, o outro tratava de puxar sua carteira ou bolsa e sair em disparada.

Daí, se popularizou a famosa frase: pega ladrão!

Eram tão temidos, que a banda de rock Joelhos de Porco, famosa na época, cantava:

Andando pelas ruas do Centro
Em pleno Viaduto do Chá
Eis que me vejo cercado
Por trombadinhas
Querendo me assaltar (bis)

Me engana que eu gosto

Corridas de Rua · 02 ago, 2008

São Paulo - (Run Pinochio Run) - Internet é ótima e ao mesmo tempo nos trás tantas surpresas, né não? Quando a surpresa é boa, quem não fica contente? Agora, ler manchetes e textos com palavras com duplo sentidos – não estou falando de trocadilhos -, e sim de escrever uma informação que o leitor comum não possa discernir é o mais rasteiro do jornalismo.

Jornalismo, não. Marketing de engodo. Vende gato por lebre, e infelizmente, quem compra são pessoas não iniciadas no assunto.

E vejam essa manchete, mas, leiam o que as palavras dizem e não o que o escriba escreveu (a esmo, claro). “Confira a melhor cobertura dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008!”. Globo?...hum...BBC Brasil? ...hum... Record?...hum...UOL? ...hum...Folha de São Paulo... hum... Terra? ...hum... NY Times?...hum ... Estadão?...`

Realmente é fantástico, farão a auto-intitulada "melhor cobertura", sem ter nenhum profissional credenciado pelo COI, nenhum fotográfo, nenhum jornalista...

Vou poupá-los da fonte, pois o texto inicial da “melhor cobertura” ("em" Pequim), que além de conter algumas pérolas impagáveis, informa logo de cara que o Brasil conquistou em Atenas quinze, repetindo, quinze medalhas.

Mas acho que o Comitê Olímpico Brasileiro, que certamente não tem a pretenção de ser o melhor, mas sim confiável, informou que ganhamos 10 medalinhas.

Como diz o sambinha: “palavras ao vento voltam jamais!”

O marketing e o seu João da Mata

São Paulo - (faculdade pra que?...) O guru mundial do marketing, Philip Kötler, definiu certa vez marketing como a ferramenta que “encontra uma necessidade e procura satisfazê-las”.

E ontem, correndo pela manhã no Ibirapuera, em São Paulo, encontrei um dos maiores marqueteiros (no sentido bom da palavra), que tive conhecimento nos últimos tempos, e olha que atuei por quase 15 anos nessa área em grandes empresas multinacionais e conheço muita gente boa atuando no mercado.

Seu nome é João da Mata, ambulante cadastrado no Parque para vender bebidas em geral (refrigerantes, água de coco e isotônicos) no seu quiosque, localizado estrategicamente no quilômetro zero da pista de Cooper. O local escolhido, certamente, foi a primeira sacada do seu João.

Observando corredores que por ali corriam e por algum motivo não levavam consigo relógio ou cronômetro, seu João resolveu um dia pregar um relógio de parede na árvore ao lado de seu quiosque, indo de encontro a exata definição do Kotler (segunda sacada). Obviamente, esse serviço agregado fez com que consumidores se simpatizassem com o ponto-de-venda e consumissem seus produtos.

Passado algum tempo, João da Mata, que nunca sonhou (ou pôde) freqüentar uma universidade, deu um "up-grade" no velho relógio, adquirindo um modelo mais moderno e maior para facilitar a vida dos que passavam correndo e pegavam seus tempos a todo pique (terceira sacada investir em melhorias).

E não é que ontem passando pelo local vi uma nova engenhoca logo abaixo do relógio. Pois é, seu João observando que seu serviço agregado, era porque não dizer, básico demais, resolveu inovar (quarta sacada, já que inovação é uma das bases do marketing de resultados) instalando um termômetro digital, que além da temperatura ambiente também mede a umidade relativa do ar.

Ao ser questionado se seu investimento dava resultados a resposta foi: “ah ajuda bastante!”

Pois é, isso é marketing honesto que certamente daria um bom case e poderia muito bem ser apresentado por Philip Kötler em qualquer evento de classe mundial sem qualquer sombra de dúvida.


O marketing e o seu João da Mata

Corridas de Rua · 25 jul, 2008

São Paulo - (faculdade pra que?...) O guru mundial do marketing, Philip Kötler, definiu certa vez marketing como a ferramenta que “encontra uma necessidade e procura satisfazê-las”.

E ontem, correndo pela manhã no Ibirapuera, em São Paulo, encontrei um dos maiores marqueteiros (no sentido bom da palavra), que tive conhecimento nos últimos tempos, e olha que atuei por quase 15 anos nessa área em grandes empresas multinacionais e conheço muita gente boa atuando no mercado.

Seu nome é João da Mata, ambulante cadastrado no Parque para vender bebidas em geral (refrigerantes, água de coco e isotônicos) no seu quiosque, localizado estrategicamente no quilômetro zero da pista de Cooper. O local escolhido, certamente, foi a primeira sacada do seu João.

Observando corredores que por ali corriam e por algum motivo não levavam consigo relógio ou cronômetro, seu João resolveu um dia pregar um relógio de parede na árvore ao lado de seu quiosque, indo de encontro a exata definição do Kotler (segunda sacada). Obviamente, esse serviço agregado fez com que consumidores se simpatizassem com o ponto-de-venda e consumissem seus produtos.

Passado algum tempo, João da Mata, que nunca sonhou (ou pôde) freqüentar uma universidade, deu um "up-grade" no velho relógio, adquirindo um modelo mais moderno e maior para facilitar a vida dos que passavam correndo e pegavam seus tempos a todo pique (terceira sacada investir em melhorias).

E não é que ontem passando pelo local vi uma nova engenhoca logo abaixo do relógio. Pois é, seu João observando que seu serviço agregado, era porque não dizer, básico demais, resolveu inovar (quarta sacada, já que inovação é uma das bases do marketing de resultados) instalando um termômetro digital, que além da temperatura ambiente também mede a umidade relativa do ar.

Ao ser questionado se seu investimento dava resultados a resposta foi: “ah ajuda bastante!”

Pois é, isso é marketing honesto que certamente daria um bom case e poderia muito bem ser apresentado por Philip Kötler em qualquer evento de classe mundial sem qualquer sombra de dúvida.

O operador de empilhadeira e as Olimpiadas

São Paulo - (Gira mundo...) - Era o ano de 1995 e eu participava das minhas primeiras corridas de rua, as famosas provas de 6K da Corpore, em pleno sábado pela manhã no Ibirapuera.

Nestes eventos a premiação era um momento aguardado, já que nós pobres mortais poderíamos abocanhar algum brinde no farto sorteio, até então existente. Só então após encerrado o sorteio, a multidão – 600 pessoas! – se dispersava.

Nestas ocasiões me chamava a atenção um atleta que sempre se posicionava, invariavelmente, no lugar mais alto do pódio. Mas o que despertava minha curiosidade era seu uniforme que estampava a marca Sadia. Como nesta época eu trabalha na área marketing desta empresa e sabia que patrocínio de atletas não estava nos planos de marketing da companhia, um dia eu o abordei.

“Por que você corre com essa marca no uniforme?”
“Eu trabalho lá!”, foi a resposta acompanhada de um sorriso simples. Pergunta vem pergunta vai, descobri que aquele corredor era operador de empilhadeira na fábrica que ficava na mesma planta do meu departamento.

Não pude deixar de me comover com os pódios daquele rapaz e pedi um portfólio de suas conquistas, para que fosse levado ao responsável por patrocínios, que na época era uma das herdeiras da empresa. A tentativa de patrociná-lo foi em vão, já que patrocínio em atletas não contemplava o budget de marketing, portanto, fora de questão.

Sabendo do potencial daquele rapaz eu sempre falava. Larga isso aqui é se dedica totalmente ao esporte, coisa que ele fez pouco tempo depois, obviamente já seguindo conselhos de outras pessoas experientes e não do Harry, um corredor iniciante na época.

Mas alegria, alegria mesmo, foi receber ontem release da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) com os atletas confirmados para representar o Brasil nas Olimpíadas de Pequim e ver que o nome do meu amigo operador de empilhadeira, o José da Teles da Silva, representará o Brasil na mais nobre distância olímpica, a maratona.


O operador de empilhadeira e as Olimpiadas

Corridas de Rua · 22 jul, 2008

São Paulo - (Gira mundo...) - Era o ano de 1995 e eu participava das minhas primeiras corridas de rua, as famosas provas de 6K da Corpore, em pleno sábado pela manhã no Ibirapuera.

Nestes eventos a premiação era um momento aguardado, já que nós pobres mortais poderíamos abocanhar algum brinde no farto sorteio, até então existente. Só então após encerrado o sorteio, a multidão – 600 pessoas! – se dispersava.

Nestas ocasiões me chamava a atenção um atleta que sempre se posicionava, invariavelmente, no lugar mais alto do pódio. Mas o que despertava minha curiosidade era seu uniforme que estampava a marca Sadia. Como nesta época eu trabalha na área marketing desta empresa e sabia que patrocínio de atletas não estava nos planos de marketing da companhia, um dia eu o abordei.

“Por que você corre com essa marca no uniforme?”
“Eu trabalho lá!”, foi a resposta acompanhada de um sorriso simples. Pergunta vem pergunta vai, descobri que aquele corredor era operador de empilhadeira na fábrica que ficava na mesma planta do meu departamento.

Não pude deixar de me comover com os pódios daquele rapaz e pedi um portfólio de suas conquistas, para que fosse levado ao responsável por patrocínios, que na época era uma das herdeiras da empresa. A tentativa de patrociná-lo foi em vão, já que patrocínio em atletas não contemplava o budget de marketing, portanto, fora de questão.

Sabendo do potencial daquele rapaz eu sempre falava. Larga isso aqui é se dedica totalmente ao esporte, coisa que ele fez pouco tempo depois, obviamente já seguindo conselhos de outras pessoas experientes e não do Harry, um corredor iniciante na época.

Mas alegria, alegria mesmo, foi receber ontem release da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) com os atletas confirmados para representar o Brasil nas Olimpíadas de Pequim e ver que o nome do meu amigo operador de empilhadeira, o José da Teles da Silva, representará o Brasil na mais nobre distância olímpica, a maratona.

O Fenômeno, Cicarelli e as corridas

Corridas de Rua · 19 jul, 2008

São Paulo - (quem é o atleta?) - Vendo a foto do Ronaldo “Fenômeno” que estampou a capa de uma revista de celebridades nesta semana, em que foi flagrado em um iate com uma bela pança a mostra, não pude deixar de lembrar de um causo envolvendo o jogador com corridas de rua e chegar a conclusão que “aquilo só poderia dar nisso”.

Faltavam algumas semanas para o atleta casar com a modelo e apresentadora Daniela Cicarelli, conhecida também por correr maratonas. Ávida por notícias, a imprensa acompanhou uma corrida curta – se não me engano 5 quilômetros - dos dois pela orla do Rio.

Ao final, a Cicarelli como todo e qualquer corredor com mínimo de preparo não aparentava qualquer sinal de cansaço. Já o Fenômeno, estava exaurido a ponto do repórter perguntar sobre isso para ele.

E a pergunta que me fazia era: quem é o atleta que ganha milhões para ter “saúde” de atleta Ronaldo ou Cicarelli?

Coelho de luxo estará em Porto Alegre

Corridas de Rua · 22 maio, 2008

São Paulo - (elite...) - Ele foi um dos maiores corredores brasileiros da década de 90, conquistando vários títulos e vitórias pelo país e mundo afora e hoje corre por prazer.

Pois é, Delmir dos Santos faz um convite irrecusável para aqueles que querem correr a Maratona de Porto Alegre no próximo domingo ao ritmo de 5 minutos por quilômetros (3h31min), acompanhe:

“Todos vocês que vão para a maratona, irei correr a 5'00''min. p/km quem quiser vir [comigo] vamos fazer um pelotão bonito, ficarei no Hotel Arvoredo e meu telefone pra quem quiser fazer contato é (27) 8111-5158.”

Ter um coelho de luxo deste não é toda hora, portanto, aproveitem!

Chegada: uma das emoções da corrida

São Paulo - (cai uma vez, levante-se duas...) - É notório que se houvesse um concurso da melhor chegada do ano, o Harry teria inegavelmente papado todos os prêmios existentes. Afinal quem não se lembra da belíssima chegada feita na abertura do Circuito Corpore 2008?

Mas entre tantas belas imagens de chegada que já vi em mais de uma década acompanhado corridas de rua, gosto particularmente, das protagonizadas pelos irmãos Faísca e Fumaça, ops, quero dizer, pelos gêmeos idênticos Paulo e Luiz Fernando. Gosto de vê-los chegar em primeiro lugar pela plasticidade da imagem, por não saber quem é um e quem é outro, por ver que ambos tem o dom da corrida, por vê-los correr muito próximos e sempre revezando posições, a tal ponto, de não muito raro suas chegadas serem feitas de mãos dadas deixando para o chip o desempate.

Porém, como desde pequenos suas vidas são “uma só”, não é de estranhar tal atitude. No entanto, é de estranhar que corredores profissionais (mesmo que corram numa mesma equipe, ou numa corrida que não dê prêmio) o façam.

Mas existem exceções e esse tipo de atitude acontece. Foi o que fez no último domingo (11), em São Paulo na Corrida e Caminhada GRAACC, os corredor Naval Freitas, que deu a mão para seu companheiro de equipe Benedito Gomes.

Exemplo de um verdadeiro Fair Play!


Chegada: uma das emoções da corrida

Corridas de Rua · 15 maio, 2008

São Paulo - (cai uma vez, levante-se duas...) - É notório que se houvesse um concurso da melhor chegada do ano, o Harry teria inegavelmente papado todos os prêmios existentes. Afinal quem não se lembra da belíssima chegada feita na abertura do Circuito Corpore 2008?

Mas entre tantas belas imagens de chegada que já vi em mais de uma década acompanhado corridas de rua, gosto particularmente, das protagonizadas pelos irmãos Faísca e Fumaça, ops, quero dizer, pelos gêmeos idênticos Paulo e Luiz Fernando. Gosto de vê-los chegar em primeiro lugar pela plasticidade da imagem, por não saber quem é um e quem é outro, por ver que ambos tem o dom da corrida, por vê-los correr muito próximos e sempre revezando posições, a tal ponto, de não muito raro suas chegadas serem feitas de mãos dadas deixando para o chip o desempate.

Porém, como desde pequenos suas vidas são “uma só”, não é de estranhar tal atitude. No entanto, é de estranhar que corredores profissionais (mesmo que corram numa mesma equipe, ou numa corrida que não dê prêmio) o façam.

Mas existem exceções e esse tipo de atitude acontece. Foi o que fez no último domingo (11), em São Paulo na Corrida e Caminhada GRAACC, os corredor Naval Freitas, que deu a mão para seu companheiro de equipe Benedito Gomes.

Exemplo de um verdadeiro Fair Play!