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USP não cede espaço para o Troféu Brasil e 2ª etapa do ano é cancelada

A segunda etapa do Troféu Brasil de Triatlhon, que aconteceria na Universidade de São Paulo, em maio, foi cancelada devido à não aprovação da instituição de ensino da capital paulista. Para o organizador do evento, Núbio Oliveira, da NA Sports, a USP está cada vez mais restritiva aos eventos. “Nos EUA as universidades se mobilizam com os assuntos relacionados ao esporte, porque sabem o quanto é possível economizar na área de saúde ao investir nisto”, diz Núbio.

Ainda e acordo com o organizador do Troféu Brasil, no final do ano passado foi encaminhado um pedido de uso do espaço público da USP, que concorreu com outras dezenas de solicitações, mas acabou sendo recusado. “No início de março nos informaram que apenas a etapa de agosto foi aprovada. Pelos menos 20 corridas devem ter sido aprovadas, por que não aceitar apenas duas disputa de triatlhon durante o ano?”, questiona.

A prova, na opinião do organizador, tem a menor interferência possível dentro do Campus, já que somente a Av. Melo de Morais é ocupada. Além disso, ele tentou explicar para o conselho técnico da instituição a importância nacional deste evento à véspera das Olimpíadas. “Até enviamos a relação de triatletas olímpicos que revelamos ao longo de nossas edições e a participação deles em nossas etapas, mas ainda assim não foi suficiente”.

Em 2010, a segunda etapa do Troféu Brasil chegou a ser ameaçada pelo mesmo problema, entretanto, a organização da prova, naquela época, conseguiu transferir a etapa para Santos, decisão que interferiu bastante no cronograma de eventos da baixada santista.

Mudança de local- “O calendário da cidade é muito intenso e o triatlhon tem um impacto muito grande no trânsito. O Porto, por exemplo, fica fechado enquanto ocorre a competição”, explica Núbio, que também diz ser inviável remanejar datas ou locais em cima da hora, pois muitos atletas de outros estados viajam com a família e precisam se programar financeiramente com mais antecedência.

Para finalizar, Núbio relembra que a USP foi sede do Pan-Americano na década de 60 e que toda infra-estrutura existente no local, até hoje, como a raia olímpica e o Cepeusp, foram criados para um evento esportivo. “O esporte gera dinheiro para os locais que recebem estas competições. Infelizmente é uma pena que a Universidade seja o único lugar na cidade de São Paulo onde é possível realizar uma disputa com natação, corrida e bike, cercado de hotéis e hospitais por perto”, lamenta.

O outro lado - A Diretora de Relações Institucionais da USP, Cristina Guarnieri, esclarece que no final do ano passado pelo menos 29 propostas foram encaminhadas, algumas contempladas, outras não, mas garante que a instituição não tem compromisso com nenhuma organização.

“Há diversos critérios de seleção e normalmente avaliamos qual evento tem um apelo mais social e que vá de encontro com a tradição da USP”. Além disso, Cristina acrescenta que após muitas discussões sobre o uso do espaço público do Campus, este ano o local receberá dois eventos esportivos por mês, um a mais que ano passado.


USP não cede espaço para o Troféu Brasil e 2ª etapa do ano é cancelada

Triathlon · 22 mar, 2011

A segunda etapa do Troféu Brasil de Triatlhon, que aconteceria na Universidade de São Paulo, em maio, foi cancelada devido à não aprovação da instituição de ensino da capital paulista. Para o organizador do evento, Núbio Oliveira, da NA Sports, a USP está cada vez mais restritiva aos eventos. “Nos EUA as universidades se mobilizam com os assuntos relacionados ao esporte, porque sabem o quanto é possível economizar na área de saúde ao investir nisto”, diz Núbio.

Ainda e acordo com o organizador do Troféu Brasil, no final do ano passado foi encaminhado um pedido de uso do espaço público da USP, que concorreu com outras dezenas de solicitações, mas acabou sendo recusado. “No início de março nos informaram que apenas a etapa de agosto foi aprovada. Pelos menos 20 corridas devem ter sido aprovadas, por que não aceitar apenas duas disputa de triatlhon durante o ano?”, questiona.

A prova, na opinião do organizador, tem a menor interferência possível dentro do Campus, já que somente a Av. Melo de Morais é ocupada. Além disso, ele tentou explicar para o conselho técnico da instituição a importância nacional deste evento à véspera das Olimpíadas. “Até enviamos a relação de triatletas olímpicos que revelamos ao longo de nossas edições e a participação deles em nossas etapas, mas ainda assim não foi suficiente”.

Em 2010, a segunda etapa do Troféu Brasil chegou a ser ameaçada pelo mesmo problema, entretanto, a organização da prova, naquela época, conseguiu transferir a etapa para Santos, decisão que interferiu bastante no cronograma de eventos da baixada santista.

Mudança de local- “O calendário da cidade é muito intenso e o triatlhon tem um impacto muito grande no trânsito. O Porto, por exemplo, fica fechado enquanto ocorre a competição”, explica Núbio, que também diz ser inviável remanejar datas ou locais em cima da hora, pois muitos atletas de outros estados viajam com a família e precisam se programar financeiramente com mais antecedência.

Para finalizar, Núbio relembra que a USP foi sede do Pan-Americano na década de 60 e que toda infra-estrutura existente no local, até hoje, como a raia olímpica e o Cepeusp, foram criados para um evento esportivo. “O esporte gera dinheiro para os locais que recebem estas competições. Infelizmente é uma pena que a Universidade seja o único lugar na cidade de São Paulo onde é possível realizar uma disputa com natação, corrida e bike, cercado de hotéis e hospitais por perto”, lamenta.

O outro lado - A Diretora de Relações Institucionais da USP, Cristina Guarnieri, esclarece que no final do ano passado pelo menos 29 propostas foram encaminhadas, algumas contempladas, outras não, mas garante que a instituição não tem compromisso com nenhuma organização.

“Há diversos critérios de seleção e normalmente avaliamos qual evento tem um apelo mais social e que vá de encontro com a tradição da USP”. Além disso, Cristina acrescenta que após muitas discussões sobre o uso do espaço público do Campus, este ano o local receberá dois eventos esportivos por mês, um a mais que ano passado.