Brigadeiro Luiz Antônio

A Brigadeiro é o bicho papão da São Silvestre?

Corridas de Rua · 28 dez, 2007

O treinador Wanderlei de Oliveira, da Run for Life, comenta as diferenças da subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio para os corredores de elite e para os amadores. Sempre muito temida e tida como o trecho mais difícil da prova, ele explica se ela é realmente o bicho papão dos 15 quilômetros.

Segundo Wanderlei, a competição geralmente é disputada sob condições extremas, como calor, percurso duro e algumas vezes sob chuva, devido à  época do ano, o que requer uma preparação especial. A elite geralmente treina na altitude de Campos do Jordão, na Colômbia nos Alpes Suíços.

São praticamente 2,5 quilômetros de subida no final da prova e, de acordo com o treinador, o ideal ao manter um ritmo de 3min a 3min10 por quilômetro para aqueles que tem a intenção de chegar entre os primeiros colocados. Já houve casos em que o atleta entrou na Brigadeiro na liderança, seguiu até a metade dela e depois se desconcentrou e foi ultrapassado. Um caso clássico foi em 1997, ocasião em que Paul Tergat estava na frente, mas foi superado pelo brasileiro Emerson Iser Bem, depois que um espectador jogou água no queniano e o fez perder o foco.

Amadores - Já para os iniciantes, a famosa Avenida é sempre um bicho de sete cabeças, todo mundo ouve falar que é um ponto crítico e já larga receoso. O amador fica tão horrorizado, que ele se prepara e sobe a brigadeiro na boa e acaba percebendo que é fácil. Geralmente ele se poupa no restante do percurso para enfrentar os últimos quilômetros, enfatiza Wanderlei.

O treinador comenta, porém, que existem outros pontos crí­ticos na competição e as pessoas não devem pensar somente na Brigadeiro, mas na competição como um todo. Até o quilômetro cinco no Minhocão, até o 10 na Avenida Rio Branco são pontos que acho complicados, pois são cheios de zigue-zagues, com trechos fechados, ruas estreitas e até onde o ritmo começar a cair.

Depois de enfrentar tantos pontos complicados na primeira metade da prova os amadores certamente vão achar que a temida subida não é tão complicada como parece à primeira vista. Alguns dizem que a segunda metade, com a Brigadiero e tudo, acaba sendo mais fácil.


A Brigadeiro é o bicho papão da São Silvestre?

Corridas de Rua · 28 dez, 2007

O treinador Wanderlei de Oliveira, da Run for Life, comenta as diferenças da subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio para os corredores de elite e para os amadores. Sempre muito temida e tida como o trecho mais difícil da prova, ele explica se ela é realmente o bicho papão dos 15 quilômetros.

Segundo Wanderlei, a competição geralmente é disputada sob condições extremas, como calor, percurso duro e algumas vezes sob chuva, devido à  época do ano, o que requer uma preparação especial. A elite geralmente treina na altitude de Campos do Jordão, na Colômbia nos Alpes Suíços.

São praticamente 2,5 quilômetros de subida no final da prova e, de acordo com o treinador, o ideal ao manter um ritmo de 3min a 3min10 por quilômetro para aqueles que tem a intenção de chegar entre os primeiros colocados. Já houve casos em que o atleta entrou na Brigadeiro na liderança, seguiu até a metade dela e depois se desconcentrou e foi ultrapassado. Um caso clássico foi em 1997, ocasião em que Paul Tergat estava na frente, mas foi superado pelo brasileiro Emerson Iser Bem, depois que um espectador jogou água no queniano e o fez perder o foco.

Amadores - Já para os iniciantes, a famosa Avenida é sempre um bicho de sete cabeças, todo mundo ouve falar que é um ponto crítico e já larga receoso. O amador fica tão horrorizado, que ele se prepara e sobe a brigadeiro na boa e acaba percebendo que é fácil. Geralmente ele se poupa no restante do percurso para enfrentar os últimos quilômetros, enfatiza Wanderlei.

O treinador comenta, porém, que existem outros pontos crí­ticos na competição e as pessoas não devem pensar somente na Brigadeiro, mas na competição como um todo. Até o quilômetro cinco no Minhocão, até o 10 na Avenida Rio Branco são pontos que acho complicados, pois são cheios de zigue-zagues, com trechos fechados, ruas estreitas e até onde o ritmo começar a cair.

Depois de enfrentar tantos pontos complicados na primeira metade da prova os amadores certamente vão achar que a temida subida não é tão complicada como parece à primeira vista. Alguns dizem que a segunda metade, com a Brigadiero e tudo, acaba sendo mais fácil.