Beckhauser

Beckhauser Malhas fala sobre a vitória na Volta à Ilha 2011

Ultra Maratona · 01 maio, 2011

Durante a cerimônia de premiação na manhã deste domingo (01/05) foram conhecidos os vencedores da edição 2011 do Revezamento Volta à Ilha, prova que aconteceu no último sábado (30/04) na Ilha da Magia. A equipe Beckhauser Malhas, de Tubarão (SC) faturou a disputa e quebrou uma invencibilidade de cinco anos da Paquetá Esportes Asics.

Direto de Florianópolis - Grande parte da prova teve predomínio de sol e calor, mas nas horas finais a chuva veio para refrescar os competidores. A variação de clima não foi o único fator surpreendente nesta edição, já que a Beckhauser impediu o hexa da Paquetá ao cruzar a linha de chegada em 8h55min49.

“Temos um grupo mesclado com atletas do Paraná e Santa Catarina. Fizemos um planejamento muito bom e a vitória foi uma satisfação para todo mundo”, relata o coordenador da equipe, Marcos Capistrano. Ano passado o grupo foi vice-campeão e, desta vez, se prepararou melhor para levar o caneco dourado. “Ano passado foi uma experiência e perdemos por detalhes. Desta vez corrigimos e graças a Deus deu certo”, completa. “Mantivemos a mesma base de atletas do ano passado, mas trouxemos alguns reforços de outros estados”.

Mas nem tudo foram flores no caminho dos campeões, já que um dos integrantes passou mal durante a prova e teve que ser substituído. “Como somos amigos a muito tempo, só de nos olharmos já sabemos a condição um do outro. Nesse caso tivemos que adiantar a entrada do atleta reserva, mas no fim deu tudo certo”, relata o coordenador.

A equipe foi formada por um projeto entre atletas que queriam ganhar a prova e a vontade de uma empresa em patrocinar um projeto de alto rendimento. “Esse é um projeto em longo prazo, onde apareça tanto a marca, quanto os atletas. Esperamos voltar nos próximos anos e certamente vamos travar uma batalha particular. Que vença o melhor”, enfatiza Marcos. Ainda segundo ele, a preparação para a edição 2011 já começou na noite de sábado. “Sentamos e fizemos uma reunião para acertar alguns detalhes. Volta à Ilha tem que ser algo em longo prazo”.

Paquetá - Já a Paquetá teve problemas durante o percurso e finalizou a prova com 9h07min34. “Tivemos uma infelicidade de um de nossos atletas ter se perdido no meio do caminho e atrasamos meia hora”, conta Claudir Rodrigues, que mesmo lesionado colaborou com a equipe. “Ontem o dia estava perfeito, mas essas coisas podem acontecer com qualquer equipe”. Visivelmente abatido com a derrota, o gaúcho diz que os esportistas estão sujeito a essas adversidades. “Um dia se ganha, outro se perde. Não podemos perder o espírito esportivo”.

O time não venceu na categoria geral, mas ficou com o troféu de campeão na categoria Aberta. Um dos coordenadores, Eduardo Zdanowicv, explica que o problema aconteceu com um atleta do Rio de janeiro, que nunca havia participado da prova. “Ele passou o trecho 30 segundos à frente, mas em vez de subir para a Praia Brava, seguiu a sinalização para os veículos e retornou ao posto de troca”. Para piorar a situação, a staff não percebeu que ele já havia passado por lá e o mandou seguir em frente. “Ele fez três vezes a mesma seção”.

Eduardo diz ainda que moralmente a equipe se abalou após o ocorrido, mas depois recuperou o fôlego para seguir em frente. “Conseguimos correr vários percursos mais rápidos do que a concorrência”. A equipe é quase toda gaúcha, mas esse ano alguns corredores de outros estados vieram como reforço, condição que talvez não se repita ano que vem. “É bem provável que a gente traga mais atletas do Rio Grande do Sul, para aumentar a competitividade”.

A 16ª edição da Volta à Ilha teve mais de 300 equipes inscritas e 3.600 competidores. “Infelizmente não conseguimos contemplar todos que desejam se inscrever, pois temos uma limitação física”, conta Fátima Duarte, uma das responsáveis pela organização da prova.


Beckhauser Malhas fala sobre a vitória na Volta à Ilha 2011

Ultra Maratona · 01 maio, 2011

Durante a cerimônia de premiação na manhã deste domingo (01/05) foram conhecidos os vencedores da edição 2011 do Revezamento Volta à Ilha, prova que aconteceu no último sábado (30/04) na Ilha da Magia. A equipe Beckhauser Malhas, de Tubarão (SC) faturou a disputa e quebrou uma invencibilidade de cinco anos da Paquetá Esportes Asics.

Direto de Florianópolis - Grande parte da prova teve predomínio de sol e calor, mas nas horas finais a chuva veio para refrescar os competidores. A variação de clima não foi o único fator surpreendente nesta edição, já que a Beckhauser impediu o hexa da Paquetá ao cruzar a linha de chegada em 8h55min49.

“Temos um grupo mesclado com atletas do Paraná e Santa Catarina. Fizemos um planejamento muito bom e a vitória foi uma satisfação para todo mundo”, relata o coordenador da equipe, Marcos Capistrano. Ano passado o grupo foi vice-campeão e, desta vez, se prepararou melhor para levar o caneco dourado. “Ano passado foi uma experiência e perdemos por detalhes. Desta vez corrigimos e graças a Deus deu certo”, completa. “Mantivemos a mesma base de atletas do ano passado, mas trouxemos alguns reforços de outros estados”.

Mas nem tudo foram flores no caminho dos campeões, já que um dos integrantes passou mal durante a prova e teve que ser substituído. “Como somos amigos a muito tempo, só de nos olharmos já sabemos a condição um do outro. Nesse caso tivemos que adiantar a entrada do atleta reserva, mas no fim deu tudo certo”, relata o coordenador.

A equipe foi formada por um projeto entre atletas que queriam ganhar a prova e a vontade de uma empresa em patrocinar um projeto de alto rendimento. “Esse é um projeto em longo prazo, onde apareça tanto a marca, quanto os atletas. Esperamos voltar nos próximos anos e certamente vamos travar uma batalha particular. Que vença o melhor”, enfatiza Marcos. Ainda segundo ele, a preparação para a edição 2011 já começou na noite de sábado. “Sentamos e fizemos uma reunião para acertar alguns detalhes. Volta à Ilha tem que ser algo em longo prazo”.

Paquetá - Já a Paquetá teve problemas durante o percurso e finalizou a prova com 9h07min34. “Tivemos uma infelicidade de um de nossos atletas ter se perdido no meio do caminho e atrasamos meia hora”, conta Claudir Rodrigues, que mesmo lesionado colaborou com a equipe. “Ontem o dia estava perfeito, mas essas coisas podem acontecer com qualquer equipe”. Visivelmente abatido com a derrota, o gaúcho diz que os esportistas estão sujeito a essas adversidades. “Um dia se ganha, outro se perde. Não podemos perder o espírito esportivo”.

O time não venceu na categoria geral, mas ficou com o troféu de campeão na categoria Aberta. Um dos coordenadores, Eduardo Zdanowicv, explica que o problema aconteceu com um atleta do Rio de janeiro, que nunca havia participado da prova. “Ele passou o trecho 30 segundos à frente, mas em vez de subir para a Praia Brava, seguiu a sinalização para os veículos e retornou ao posto de troca”. Para piorar a situação, a staff não percebeu que ele já havia passado por lá e o mandou seguir em frente. “Ele fez três vezes a mesma seção”.

Eduardo diz ainda que moralmente a equipe se abalou após o ocorrido, mas depois recuperou o fôlego para seguir em frente. “Conseguimos correr vários percursos mais rápidos do que a concorrência”. A equipe é quase toda gaúcha, mas esse ano alguns corredores de outros estados vieram como reforço, condição que talvez não se repita ano que vem. “É bem provável que a gente traga mais atletas do Rio Grande do Sul, para aumentar a competitividade”.

A 16ª edição da Volta à Ilha teve mais de 300 equipes inscritas e 3.600 competidores. “Infelizmente não conseguimos contemplar todos que desejam se inscrever, pois temos uma limitação física”, conta Fátima Duarte, uma das responsáveis pela organização da prova.