andré

Substituir treinamento aeróbico por explosivo melhora performance?

Atletismo · 18 nov, 2007

Novas pesquisas mostram que esta estratégia produz um ganho na performance.

Toledo, Espanha - Novas pesquisas feitas na Finlândia revelam que adicionando simples rotinas explosivas às secções de treinamento é possível produzir importantes ganhos em performance para atletas de resistência. Isto acontece até mesmo quando estes treinamentos explosivos substituem o treinamento regular da semana e, portanto, há uma diminuição no volume total de treinamento.

Nessas pesquisas, Jussi Mikkola e seus colegas trabalharam com 25 jovens corredores de longa distância que estudavam num colégio na Finlândia. Todos os 25 corredores estavam engajados em treinamentos de resistência durante pelo menos os últimos dois anos. Além disso, 13 desses corredores (nove homens e quatro mulheres) foram designados à um grupo experimental (E), e os outros 12 corredores (nove homens e três mulheres) atuaram como grupo de controle (C).

Durante um período de oito semanas, membros de ambos grupos treinaram por aproximadamente nove horas por semana. Porém, o grupo de corredores “E” executou três treinos explosivos a cada semana, num total de 1,8 horas de treinamento explosivo semanal. Durante essas 1,8 horas, o grupo de corredores “C” realizou seu treinamento normal (circuito, tempo running, longos). Portanto este grupo de controle acumulou consideravelmente maior distância percorrida em cada semana.

As rotinas explosivas de 35-40 minutos consistiam de tiros curtos; saltos e técnicas de corrida; e exercícios de força. Os tiros consistiam de cinco a 10 séries de 30 a 150 metros. Os exercícios de saltos consistiam de saltos normais, saltos com obstáculos, saltos em agachamento e saltos na ponta dos dedos, todos realizados sem peso externo além do próprio peso do corpo. Os exercícios de força consistiram de semi-agachamentos, elevação de panturrilha, extensão lombar, extensão de joelho e flexão de joelho. Para estes exercícios duas ou três séries de seis a 10 repetições eram feitas.

Todos estes exercícios foram realizados de forma explosiva. A ênfase foi no trabalho somente com o peso do corpo ou com pouco peso, mas com grande velocidade na execução.

Depois de oito semanas o grupo “E” apresentava alguns passos à frente de seus colegas do grupo “C”, superando-os em dois testes chave de máxima velocidade. O grupo “E” aumentou sua velocidade máxima em 150 metros em aproximadamente 3%, enquanto o grupo “C” não teve nenhuma melhora nesse aspecto. O grupo “E” também melhorou sua velocidade nos 30 metros em 1,1% após as oito semanas, enquanto o grupo “C” não obteve nenhuma melhora.

Mas que importância tem essas velocidades máximas com a resistência? Os pesquisadores nos dizem que a velocidade máxima de corrida é um fator chave na predição da performance entre os corredores de resistência. Segundo eles, não há efeitos negativos associados com o treinamento explosivo. Por exemplo, os corredores do grupo “E” não tiveram mais lesões que os corredores do grupo “C” e apesar da diminuição do volume total de treinos, esses corredores não experimentaram nenhuma queda na capacidade aeróbica (VO2max).

Sem nenhuma surpresa, a musculatura dos corredores do grupo “E” apresentaram maior força de explosão que a de seus companheiros do grupo “C”. Este estudo apresenta os mesmos resultados de outro estudo feito há alguns anos atrás por Leena Paavolainen e seus colaboradores. Nesta investigação, corredores experientes de 5 Km substituíram aproximadamente 32% de seu treinamento aeróbico usual, por treinamento explosivo e melhoraram sua performance nos 5 Km em aproximadamente 3%. Nesta ocasião, os corredores de Paavolainen também conseguiram melhorar a economia de corrida, outro fator chave na predição de performance em media e longa distância.

A conclusão? Substituindo 20 a 30 por cento do treinamento aeróbico normal por treinamento explosivo é uma boa medida. Isto não afeta negativamente a capacidade aeróbica e tem um efeito de apuração da forma, levando um aumento na velocidade máxima. Este aumento na velocidade melhora a intensidade dos treinamentos de qualidade e melhora os tempos de performance.

Esse processo de substituição pode ser feito antes de uma competição importante perto do final de temporada, claro, mas também pode ser feito durante o período de base. Neste caso a inclusão do treinamento explosivo irá acelerar o processo de adquirir a boa forma para a temporada a seguir.


Substituir treinamento aeróbico por explosivo melhora performance?

Atletismo · 18 nov, 2007

Novas pesquisas mostram que esta estratégia produz um ganho na performance.

Toledo, Espanha - Novas pesquisas feitas na Finlândia revelam que adicionando simples rotinas explosivas às secções de treinamento é possível produzir importantes ganhos em performance para atletas de resistência. Isto acontece até mesmo quando estes treinamentos explosivos substituem o treinamento regular da semana e, portanto, há uma diminuição no volume total de treinamento.

Nessas pesquisas, Jussi Mikkola e seus colegas trabalharam com 25 jovens corredores de longa distância que estudavam num colégio na Finlândia. Todos os 25 corredores estavam engajados em treinamentos de resistência durante pelo menos os últimos dois anos. Além disso, 13 desses corredores (nove homens e quatro mulheres) foram designados à um grupo experimental (E), e os outros 12 corredores (nove homens e três mulheres) atuaram como grupo de controle (C).

Durante um período de oito semanas, membros de ambos grupos treinaram por aproximadamente nove horas por semana. Porém, o grupo de corredores “E” executou três treinos explosivos a cada semana, num total de 1,8 horas de treinamento explosivo semanal. Durante essas 1,8 horas, o grupo de corredores “C” realizou seu treinamento normal (circuito, tempo running, longos). Portanto este grupo de controle acumulou consideravelmente maior distância percorrida em cada semana.

As rotinas explosivas de 35-40 minutos consistiam de tiros curtos; saltos e técnicas de corrida; e exercícios de força. Os tiros consistiam de cinco a 10 séries de 30 a 150 metros. Os exercícios de saltos consistiam de saltos normais, saltos com obstáculos, saltos em agachamento e saltos na ponta dos dedos, todos realizados sem peso externo além do próprio peso do corpo. Os exercícios de força consistiram de semi-agachamentos, elevação de panturrilha, extensão lombar, extensão de joelho e flexão de joelho. Para estes exercícios duas ou três séries de seis a 10 repetições eram feitas.

Todos estes exercícios foram realizados de forma explosiva. A ênfase foi no trabalho somente com o peso do corpo ou com pouco peso, mas com grande velocidade na execução.

Depois de oito semanas o grupo “E” apresentava alguns passos à frente de seus colegas do grupo “C”, superando-os em dois testes chave de máxima velocidade. O grupo “E” aumentou sua velocidade máxima em 150 metros em aproximadamente 3%, enquanto o grupo “C” não teve nenhuma melhora nesse aspecto. O grupo “E” também melhorou sua velocidade nos 30 metros em 1,1% após as oito semanas, enquanto o grupo “C” não obteve nenhuma melhora.

Mas que importância tem essas velocidades máximas com a resistência? Os pesquisadores nos dizem que a velocidade máxima de corrida é um fator chave na predição da performance entre os corredores de resistência. Segundo eles, não há efeitos negativos associados com o treinamento explosivo. Por exemplo, os corredores do grupo “E” não tiveram mais lesões que os corredores do grupo “C” e apesar da diminuição do volume total de treinos, esses corredores não experimentaram nenhuma queda na capacidade aeróbica (VO2max).

Sem nenhuma surpresa, a musculatura dos corredores do grupo “E” apresentaram maior força de explosão que a de seus companheiros do grupo “C”. Este estudo apresenta os mesmos resultados de outro estudo feito há alguns anos atrás por Leena Paavolainen e seus colaboradores. Nesta investigação, corredores experientes de 5 Km substituíram aproximadamente 32% de seu treinamento aeróbico usual, por treinamento explosivo e melhoraram sua performance nos 5 Km em aproximadamente 3%. Nesta ocasião, os corredores de Paavolainen também conseguiram melhorar a economia de corrida, outro fator chave na predição de performance em media e longa distância.

A conclusão? Substituindo 20 a 30 por cento do treinamento aeróbico normal por treinamento explosivo é uma boa medida. Isto não afeta negativamente a capacidade aeróbica e tem um efeito de apuração da forma, levando um aumento na velocidade máxima. Este aumento na velocidade melhora a intensidade dos treinamentos de qualidade e melhora os tempos de performance.

Esse processo de substituição pode ser feito antes de uma competição importante perto do final de temporada, claro, mas também pode ser feito durante o período de base. Neste caso a inclusão do treinamento explosivo irá acelerar o processo de adquirir a boa forma para a temporada a seguir.