Vera Zugaib: a empresária corredora

Veloz e com um pique de invejar Vera começou a correr quando estava chegando aos 40 anos e desde então não parou mais. “A corrida é 10. Deixa a gente super saudável”, conta Vera ao WebRun. Confira.

EXCLUSIVO, de São Paulo- Uma quinta-feira qualquer seis horas da manhã. Dia e hora em que muitas pessoas estão dormindo ou então com preguiça de levantar. Mas não para a empresária Vera Zugaib.

Normalmente neste horário ela já está de pé e correndo. Isto porque Vera treina corrida durante a semana no Parque do Ibirapuera em São Paulo. E isso ela já faz a sete anos. “Quando estava beirando os 40 anos de idade pensei que tinha que fazer algo para manter a saúde e forma, então comecei a correr”, revela.

Desde então Vera não parou mais. E a partir de treinos ela passou a disputar muitas competições, algumas até internacionais como a Maratona de Boston, Paris, Mônaco, Veneza entre outras.

Porém uma das mais difíceis para a atleta foi a Maratona de Blumenau, em 1999. “Eu me machuquei durante a prova, tive uma infecção generalizada nas pernas”, revela, a corredora. “Porém isso não foi motivo de desistir da prova e eu consegui completar o percurso”, revela.

No Brasil ela já participou cinco vezes da São Silvestre, também da Maratona de Porto Alegre e São Paulo. E para conseguir competir Vera treina três vezes por semana e chega a correr no máximo 70 km. Um volume considerado baixo para os treinadores, mas que no caso dela é o suficiente.

Preconceito- Por existir muito mais homem no mundo da corrida do que mulher, Vera, poderia ser discriminada pelo sexo oposto. Mas isso é uma coisa que segundo ela não ocorre.

“Sempre existiu mais homem do que mulher na corrida. Mas acho que esse número vem diminuindo. E preconceito da parte deles nunca existiu. Os homens são nota mil”, revela Vera.

Produtos- Indagada sobre os produtos de corrida, Vera disse que cada vez mais a indústria esportista está se preocupando com as mulheres. E por incrível que pareça no Brasil é mais fácil encontrar produto esportivo feminino do que no exterior.

“Já fui algumas vezes para o exterior e no Brasil os produtos esportivos para a mulher são mais bacanas do que nos outros lugares”, conta.

Meta- No ano que vem Vera irá começar a competir na categoria 50 a 54 anos. E ela pretende ficar entra as primeiras colocadas das provas. Além disso, Vera afirmou querer correr até os 95 anos de idade.

Corridas de Rua · 11 mar, 2004


Atletas desfilam para marcas esportivas

A capital paulista sediou ontem, dia nove de março, uma feira de calçados esportivos para lojistas. As marcas expostas eram Mizuno, Rainha, Topper, Timberland, Alpargatas, Bamba e Conga. Durante a parte da manhã as três primeiras marcas citadas fizeram um desfile para expor a nova coleção e alguns atletas se transformaram em modelos. Confira.

São Paulo, Ontem cinco atletas brasileiros subiram na passarela e por alguns minutos se passaram por modelos. Entre esse seleto grupo estavam Marílson Gomes, campeão da 79ª Corrida Internacional de São Silvestre, a esposa dele Juliana Gomes, velocista nos 800 metros e Adriana de Souza, campeã paranaense nos cinco mil metros do ano passado. Além do grupo de velocistas estavam os jogadores de vôlei Giovane e Fernanda Venturine.

A Mizuno abriu o desfile com Marílson vestido de dourado. A marca lançou a linha de uniformes “Golden Runners”, que foi criada para homenagear os brasileiros que estarão nas Olimpíadas de Atenas. E a cor, que não é a habitual nos uniformes, foi escolhida para lembrar a medalha de ouro.

Mas esta coleção é limitada. Segundo o gerente de marketing da Mizuno, Luiz Arthur de Oliveira, o tênis de corrida Wave Creation Golden Runners terá apenas 1.000 unidades. “Só irá usar esse tênis quem tem condição para isso”, brinca Oliveira, se referindo aos atletas olímpicos.

O par do tênis dourado irá custar em média R$ 599,00. Além do Wave Creation a coleção tem uma jaqueta que se transforma em bolsa. Esta é útil para aquelas pessoas que treinam muito cedo e que depois de se aquecerem tiram o agasalho.

Já a Rainha focou os lançamentos em calçados para vôlei. Porém a marca tem diversas opções de roupas esportivas para runnig e fitness. Em ambos os desfiles a cor prata foi a que mais predominou. Em quase todos os tênis um detalhe da cor estava presente, além também do preto e do azul. Todas as novidades devem entrar no mercado a partir do mês de abril.

Corridas de Rua · 10 mar, 2004


Márcia Narloch: sonho realizado com o esporte

Confira a entrevista especial que o WebRun fez com a atleta Márcia Narloch. Indagada sobre a mulher no esporte, Márcia acha que elas ainda têm preconceito em correr.

EXCLUSIVO, de São Paulo - Com pouca estatura, 1,53m de altura, Márcia Narloch mostra que tem pernas para correr. Natural de Joinville, Santa Catarina, a “baixinha” tem um currículo de invejar. Bicampeã da Maratona Internacional de São Paulo e 6º lugar nos Jogos Pan-americanos de Winnipeg nos 10 mil metros, Márcia revela que achou na corrida uma forma de realizar todos os sonhos pessoais.

“A corrida seria o melhor caminho para o meu futuro. Eu consegui ser uma grande atleta e eu não iria conseguir isso, se eu fosse trabalhar em outro ramo”, revela Márcia. Mas antes de encarar esse desejo a atleta tinha uma rotina bem diferente da que ela tem hoje.

Márcia ajudava a tia dela nas tarefas domésticas, além de ser assistente de uma professora de natação para crianças. E no esporte ela encontrou um novo rumo.

Hoje 80% do tempo da atleta é dedicado ao treino. “Eu me dedico mais a minha carreira porque sempre quero conquistar os melhores resultados”, conta. E este ano Márcia terá o esforço redobrado. Isto porque 2004 é ano de Olimpíada e ela já tem índice para disputar a Maratona Olímpica.

Mas para ela ainda não é hora de pensar nos Jogos Olímpicos de Atenas. “ O meu objetivo por enquanto é marcar um novo recorde sul-americano na Maratona de Hamburgo, na Alemanha, só depois vou pensar em olimpíada”, conta.

Mulher na Corrida - Segundo Márcia não existe diferença dos homens para as mulheres que correm. E por incrível que pareça o preconceito na corrida está nas próprias mulheres.

“A mulher ainda não está adaptada ao esporte, principalmente ao atletismo. Elas pensam que tem um desgaste, que envelhece a pele. A gente não está acostumada a ver as mulheres voltadas para o esporte. Elas são mais femininas e não querem ser desgastar”, revela Márcia.

E mesmo assim na corrida a mulher consegue ser mais persistente do que o homem. “A gente é mais guerreira traça os objetivos e quer vencer”, conta Márcia fazendo uma comparação aos homens.

Benefício - Um dos principais benefícios do esporte para a mulher é na saúde. “A corrida é uma prevenção para o futuro da saúde da mulher. Aquelas que fazem algum tipo de esporte se sentem melhor”, revela.

Além disso, na corrida não existe idade para começar. “O início tem que ser devagar para não causar lesão. Ela vai se sentir outra mulher e também vai melhorar o corpinho, o que é muito bom”, finaliza Márcia Narloch com uma dica para aquelas mulheres que pretendem começar a correr.

Mulheres · 10 mar, 2004