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Trocar de camiseta várias vezes ao dia pode ser sinal de problemas nas glândulas (foto: Blickwinkel/imago/Fotoarena )
Trocar de camiseta várias vezes ao dia pode ser sinal de problemas nas glândulas (foto: Blickwinkel/imago/Fotoarena )

Livrar-se do incômodo do mau cheiro e das manchas que o suor causa nas roupas não é fácil. Enquanto alguns conseguem manter a situação sob controle com o uso de desodorantes antitranspirantes, outros já não têm a mesma sorte e precisam trocar de roupa diversas vezes ao dia. Porém, caso perceba que a condição está fugindo do controle, cuidado: pode ser hiperidrose.

A hiperidrose é causada por uma hiperatividade das glândulas sudoríparas, que faz com que o organismo perca água acima do considerado normal enquanto o corpo pratica atividades físicas ou mesmo em uma caminhada até o trabalho.

Em alguns casos, a condição é tão grave que o indivíduo chega a literalmente pingar e acaba ficando envergonhado. Para diminuir o desconforto, a fisiologista do exercício pela UNIFESP, Drucilla Kim Donatto, sugere: “O atleta precisa manter a hidratação equilibrada no cotidiano e durante os exercícios, além de usar desodorantes antitranspirantes e roupas leves que permitam a transpiração”.

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Na academia – Nos treinos realizados dentro de academias, é comum haver diversos aparelhos de ar condicionado ou ventiladores espalhados pelo espaço. Porém, a diminuição da temperatura e a impossibilidade da circulação e renovação do ar pode ser perigosa. Existe a chance de algumas pessoas estarem gripadas ou ter alguma doença transmissível pelo ar, que poderão contaminar outros atletas.

Além disso, a presença do ar condicionado chega até a prejudicar o treino. “Ele (o ar condicionado) desidrata e resseca a pele e o muco protetor que reveste as mucosas do nariz e esse fator prejudica o desempenho esportivo. O ressecamento também destrói anticorpos fazendo aparecer as rinites, sinusites e bronquites”, alerta Drucilla.

Hiperidrose deve ser tratada com antitranspirantes ou, em casos extremos, cirurgia. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena
Hiperidrose deve ser tratada com antitranspirantes ou, em casos extremos, cirurgia. Foto: Cultura/ZUMAPRESS/Fotoarena

Tratamento – Quando os antitranspirantes não são mais o suficiente, a recomendação é de procurar um médico que possa diagnosticar o grau de intensidade da hiperidrose. “Existe tratamento tópico com cremes e também o uso de antidepressivos e anticolinérgicos, que agem no sistema nervoso, diminuindo o estímulo nas glândulas. Também é possível realizar a aplicação de botox no local, sendo realizada de seis a oito meses, mas o tratamento é mais caro”, relata a profissional.

No caso de nenhum dos tratamentos gerar resultado, será necessário apelar para a cirurgia, denominada Simpatectomia Torácica por Videotorascopia. “A intervenção cirúrgica é indicada nos casos de hiperidrose moderada ou hiperidrose grave, em que houve abalo psicológico e perda da qualidade de vida da pessoa”, afirma.

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Apesar de melhorar a excreção de água, em alguns casos ela não é suficiente para acabar de vez com a hiperidrose. “Em alguns casos a cirurgia não significa a cura da hiperidrose, pois é comum que o suor exagerado mude da região onde foi realizada a operação para outras regiões do corpo, ocorrendo o que os médicos chamam de hiperidrose compensatória”, ressalta a fisiologista.

Como saber – Um dos indicativos para os corredores é a facilidade de desidratação, incluindo náusea, vômito, cefaléia e mal-estar. Neste caso pode ocorrer a chamada hiponatremia, ou seja, pouca concentração de sódio no sangue fica abaixo do normal. “A hiponatremia mais frequentemente é alta ingestão de água durante as provas, diminuindo o índice de sódio. Quando quando água em excesso se acumula no corpo em uma taxa maior do que pode ser excretada, ocorre um transtorno de eletrólitos”, explica a fisiologista.

Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho