ICESP RUN – CORRIDA E CAMINHADA PELA SAÚDE 2020

Corrida de Rua · São Paulo, SP

2020-05-17 -
Os energéticos não devem ser consumidos sem orientação nutricional (foto: Grendelkhan/ licença Creative Commons)
Os energéticos não devem ser consumidos sem orientação nutricional (foto: Grendelkhan/ licença Creative Commons)

Depois de ser vendida nas prateleiras dos supermercados, a bebida energética, que promete aumentar a resistência de atletas, substituiu cápsulas de cafeína e até mesmo a água que deveria ser consumida antes do treino ou da realização de uma prova. Mas será que as substâncias presentes fazem bem para a saúde?

De acordo com a nutricionista Joyce Nunes de Oliveira, a cafeína que está integrada nos famosos energéticos, aumenta a temperatura corporal e acelera a queima de gordura. Mas, o excesso de açúcares presentes neles é prejudicial à saúde.

“Essas bebidas contêm quantidades insuficientes de nutrientes para produzirem efeito no desempenho físico do praticante. Algumas podem resultar na absorção insuficiente de líquidos e nutrientes no intestino, com a possibilidade de causar desconforto gastrointestinal”, informa.

Por essa razão não é recomendável que energéticos sejam consumidos antes, durante ou logo depois de praticar alguma atividade física que necessite de recuperação e hidratação. “Estas bebidas também podem ser potencialmente perigosas se consumidas em excesso ou em combinação com outros estimulantes ou álcool”, restringe.

Além disso, algumas bebidas podem possuir substâncias derivadas de plantas sem regulamentação. “Não se comprovou a pureza ou a contaminação da maior parte das bebidas, o que poderia dar lugar a resultados positivos em provas de dopagem”, exclama.

Outra preocupação de alguns consumidores é se tomar energético em repouso faz mal à saúde. A profissional explica: “se o consumo do energético for apenas pensado na queima de gordura, é necessário avaliar o metabolismo do indivíduo durante o repouso. É necessário verificar se a quantidade de energia que a pessoa ingere é maior ou menor do que aquela queimada nos exercícios”.

O lado bom da cafeína– Porém, Oliveira também conta que, aliado à prática esportiva e com a orientação de um nutricionista, os energéticos podem fazer a diferença em um treino de longa duração. “A bebida também é procurada por aqueles que têm a intenção de obter mais energia, capacidade para trabalhar e produzir estímulos nervosos, além de maior contração muscular”, completa.

Ingerir doses normais de refrigerante de cola também não traz complicações para os esportistas. “Acredita-se que este tipo de consumo aumenta a resistência em competições de ciclismo, atletismo e triathlon, provocando um pico de concentração de cafeína. Nas doses usualmente consumidas pelos atletas, ela provoca apenas um ligeiro aumento da concentração de cafeína no plasma e na urina”, diz.

Outra opção é consumir chá verde, que tem aproximadamente 30 miligramas de cafeína por copo, ou chá preto, com 40 miligramas de cafeína por copo. “As substâncias presentes no chá assegura uma liberação mais suave e prolongada e se ingerido em quantidade moderada ajuda na digestão e é antidiarreico”, orienta.

Reações adversas– Quando a cafeína é consumida em doses superiores a 400 miligramas por dia, esse hábito pode levar ao chamado “cafeinismo”. “Quando se atinge esse estágio, os sintomas mais comuns são ansiedade, inquietação, irritabilidade, tremores, perda de apetite, tensão muscular e palpitações no coração”, conclui.

Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho