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Francisco Pimenta espera conseguir terminar sua prova  apesar da lesão (foto: Renato Aranda/ Webrun.com.br)
Francisco Pimenta espera conseguir terminar sua prova apesar da lesão (foto: Renato Aranda/ Webrun.com.br)

São cerca de 80 homens e mulheres, vestidos com camisetas brancas, vermelhas ou azuis responsáveis por ajudarem e orientarem os 2.200 “homens e mulheres de ferro“, que chegam para o bike check-in. O sábado que antecede a largada do Ironman Brasil é agitado para aqueles que terão pela frente um desafio de mais de 200 quilômetros de extensão.

Separados de acordo com a numeração, os competidores chegaram à área de transição em horários diferentes e passaram primeiro pela zona de numeração das bikes, depois acomodação das bicicletas nos racks e por último entrega das sacolas contendo os equipamentos de ciclismo e corrida. Por último, os atletas passaram pela pintura dos números, que nesta edição aconteceu no sábado.

Pego de surpresa, o amador Renato de Abreu se espantou ao saber que assim que deixasse suas sapatilhas e tênis, já sairia para o quarto de seu hotel com as marcas do Ironman 2013. No caso dele, os números oito, quatro e zero.

Cristina– Dono de uma Cervélo P3, Abreu colou por cima do grafismo do quadro o nome Cristina, em homenagem a sua mãe. Os 180 quilômetros pelas ruas de Florianópolis marcarão o segundo Ironman do triatleta e de Cristina, a bicicleta. A homenageada, dessa vez ficou em casa, torcendo a distância.

“Como o Ironman tem uma filosofia de vida, e dentro dessa filosofia, eu resolvi fazer uma homenagem a minha mãe, que sempre me apoiou e me ajudou a chegar até aqui“, explica Abreu, que espera apenas um tempo bom para domingo, sem querer falar em números.

Triatletas começam a se preparar para a prova já deixando as bikes na área de transição   Foto: Renato Aranda/ Webrun.com.br
Triatletas começam a se preparar para a prova já deixando as bikes na área de transição Foto: Renato Aranda/ Webrun.com.br

Triatleta de primeiro Iron– Enquanto Abreu já teve a experiência de correr um Ironman Brasil e outro em Abu Dabi, nos Emirados Árabes, o catarinense Francisco Pimenta aproveitou a passagem pela tenda de mecânicos para tirar suas últimas dúvidas sobre quantas câmeras de ar levar.

“Pneu é meio imprevisível. É um pneu novo com uns 350 quilômetros e apesar de eu ser daqui e conhecer cada buraco, eu fico preocupado, por isso eu vou levar mais umas duas câmeras“, revela o triatleta.

Porém, a bicicleta é a menor das preocupações de Pimenta. O competidor sofreu uma lesão no joelho esquerdo há três semanas e ainda não conseguiu se recuperar perfeitamente. “Semana passada eu fui fazer um treino de corrida e não conseguia nem pisar, eu caminhava mancando. Mas eu comecei a fazer fisioterapia direto, coloquei o tape e tomei uma injeção de antinflamatório.Meu medo é de sentir uma dor que não me deixa nem colocar o pé no chão, mas eu vou conseguir chegar até o final“.

Últimos reparos– Dentro da área de transição todos os triatletas poderiam recorrer à ajuda de Roque Valtrique, coordenador dos bike mecânicos há quatro anos. Valtrique conta com a ajuda de outros cinco pares de mãos, que chegam a atender mais de cem bicicletas precisando de últimos reparos e consertos de última hora, que vão além das corriqueiras calibragens.

Mecânicos realizam cerca de cem reparos no sábado que antecede a prova   Foto: Renato Aranda/ Webrun.com.br
Mecânicos realizam cerca de cem reparos no sábado que antecede a prova Foto: Renato Aranda/ Webrun.com.br

“Muitas vezes aqui os reparos são de última hora. Teoricamente, os atlettas deveriam estar com a bike em ordem para o domingo. Às vezes nós temos que fazer aqui umas operações meio MacGyver, com fita adesiva, cabinho de vassoura e outras coisas“, detalha Valtrique, que faz cerca de cem reparos no sábado que antecede a largada.

Este texto foi escrito por: Renato Aranda