· ,

1970-01-01 -
Corredor dançou funk carioca com Daniel Bailey e brasileiras após prova (foto: Patrícia Serrão/ webrun.com.br)
Corredor dançou funk carioca com Daniel Bailey e brasileiras após prova (foto: Patrícia Serrão/ webrun.com.br)

Em um domingo de Páscoa com sol muito forte e praias lotadas, Bolt correu, dançou e cumprimentou o público presente nas areias de Copacabana. Só ficou faltando a quebra do recorde mundial em pista de 150 metros. O atleta jamaicano detentor de seis ouros olímpicos e de quatro recordes mundiais correu em 14seg42, apenas sete centésimos a mais do que a marca mundial de 14seg35, conseguida pelo próprio Bolt em 2009.

“Este foi o meu primeiro sprint do ano, não sabia o que esperar, mas acho que foi um bom resultado. Quero voltar ao Rio de Janeiro mais vezes e estarei aqui nas Olimpíadas”, diz Bolt em entrevista coletiva após a corrida.

O tempo foi conquistado no evento “Mano a mano” (ou “Bolt contra o tempo”) onde o atleta desafiou Alex Quiñónez, Daniel Bailey e o brasileiro Bruno Lins em uma pista especial montada de frente para o mar. O segundo lugar ficou com Daniel Bailey, com um tempo de 14seg88. “Gostei muito de correr assim, perto do público, foi uma experiência excelente. Adorei os cariocas e espero vir em 2016 e sentir este clima maravilhoso de novo”, conta o animado Bailey.

Bruno Lins conseguiu conquistar o terceiro lugar com 14seg91 e saiu aplaudido pelo público presente na praia. “Para mim, mais importante do que correr com o Bolt, foi correr pertinho do público, na minha casa, no Brasil. É bom ter este apoio da torcida, espero todos apoiando os atletas nas Olimpíadas também”, convida.

O pódio foi completado pelo tímido Alex Quiñónez que correu os 150 metros em 15seg90. “Fiquei muito honrado de ter sido convidado para este evento e representar o meu país aqui”, conta o equatoriano.

Após a corrida Bolt, Bailey e as atletas brasileiras Rosângela Santos e Evelyn dos Santos dançaram funk na pista de atletismo. As brasileiras ensinaram os corredores a dançarem “No passinho do Volante (Ah leleke! Lek! Lek!)”. Bolt e Bailey se divertiram e dançaram até cansar. “Eu gosto deste tipo de música”, declarou Bolt.

Evelyn, que era a mais animada, chamava o atleta jamaicano de “Boltinho”. E apesar de ter sido a última da prova feminina, diz que se divertiu. “Vergonha à parte, é muito bom dançar com o melhor do mundo. Mas eu não queria correr com ele não, ia chegar muito atrás! Só encontrar e dançar de vez em quando já está bom”, brinca a atleta.

Feminino – As atletas estavam todas muito animadas, o que colaborou para que a prova feminina fosse muito disputada. Franciela Krasucki foi a primeira a cruzar a linha de chegada, com um tempo de 16seg75. Rosângela Santos e Vanda Gomes fizeram o mesmo tempo de 16seg12 e a última colocada foi Evelyn dos Santos, que estava se recuperando de uma lesão e completou o percurso em 17seg75.

“Eu gostei muito da prova. O percurso foi diferente, não estamos acostumados a correr 150 metros em linha reta, normalmente só em curva, mas não atrapalhou. Foi bom uma prova nova”, avalia Franciela.

Paralímpicos com recorde– A disputa paralímpica foi uma prova Brasil x Estados Unidos, com Alan Fonteles representando o lado brasileiro e Jerome Singleton do lado americano. E o brasileiro levou a melhor na disputa, completando o percurso em 15seg68 e quebrando o recorde mundial. Singleton levou 16seg45 para correr os 150 metros e ambos saíram muito aplaudidos.

Muito feliz depois da prova, Alan Fonteles diz que sua maior dificuldade no evento foi andar com a prótese na areia pra falar com a imprensa. “Acho que estou no caminho certo pra 2016, espero trazer uma alegria para o Brasil, isto foi só uma demonstração”. O paraense diz que sua meta é ser o paratleta mais rápido do mundo. “Se cuida Bolt, que eu estou chegando”, brinca.

Este texto foi escrito por: Patrícia Serrão