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Bolt corre domingo no Rio de Janeiro (foto: Londres 2012/ Divulgação)
Bolt corre domingo no Rio de Janeiro (foto: Londres 2012/ Divulgação)

O homem mais rápido do mundo chegou nesta quinta-feira às 6h da manhã no Rio de Janeiro e não perdeu tempo. Em entrevista coletiva, Usain Bolt disse que está ansioso pela prova do próximo domingo, “Mano a Mano” (ou “Bolt contra o tempo”), onde vai desafiar velocistas em uma pista de 150 metros.

Em sua primeira prova de velocidade do ano, espera que também sobre tempo para ir à praia. E não é só no bronzeado que ele está interessado: “Sei várias coisas sobre o Brasil, mas o que mais sei é sobre as praias e as garotas que as frequentam. Então é claro que eu quero ir à praia. Nunca consigo ir. E também quero ir a uma discoteca”, diz o animado Bolt, que inclusive ensaiou uma dancinha enquanto falava da noite carioca.

Sobre a prova e suas expectativas para a temporada, o jamaicano diz estar bastante confiante. “Já participei de um evento uma vez na rua, mas esta será a primeira vez que correrei na praia. Estou bem confiante, animado. Meu forte é sempre a reta final da prova e, nos 150 metros, esta parte fica ainda maior”, assegura.

Futuro– Ao ser perguntado sobre seus planos para o futuro ele negou que esteja planejando mudar de categoria. “Planejo continuar disputando apenas as três provas que já faço (100m, 200m e revezamento). Também não planejo passar a fazer provas de salto porque sou muito grande e isto pode prejudicar o meu joelho”, conta.

Bolt também aproveitou a coletiva para falar do colega Yohan Blake, campeão mundial dos 100 metros e apontado como um possível sucessor. “Blake é um grande atleta e eu gosto muito de treinar com ele. É um corredor muito forte e vem crescendo. Gosto muito de competir com ele. Mas não cabe a mim falar quem vai ser o meu sucessor. Vamos ter que esperar e ver”, disse.

Ainda sobre a prova que irá participar no domingo de Páscoa, Bolt defendeu a importância de eventos como este e disse que após a prova irá comer um ovo de Páscoa para provar o chocolate brasileiro. “Eventos como este são importantes porque ajudam a inspirar as pessoas, especialmente as crianças. Elas são o futuro”. Rindo, complementa falando que “no Brasil é tudo sobre futebol, mas eventos assim ajudam o atletismo a se popularizar. No futuro o atletismo será mais importante”, conta.

Na prova de domingo o recordista mundial enfrenta Alex Quiñónez, Daniel Bailey e um atleta brasileiro que será definido em uma triagem no sábado com alguns dos maiores velocistas do país. Bruno Lins, Sandro Viana, Nilson de Oliveira André e Aílson Feitosa disputam a honra de competir com o jamaicano. A pista de 150 metros foi montada na areia de Copacabana, junto à uma arquibancada com capacidade para até 20 mil pessoas.

Este texto foi escrito por: Patrícia Serrão