
Peixe Rufa é usado no tratamento de doenças de pele como psoríase (foto: National News/ZUMA/Fotoarena)
Além da disciplina, força e determinação, todo um treino pode ir por água abaixo se o atleta não mantiver a saúde dos pés em dia. Bolhas, micoses e pequenas fissuras podem causar desde um pequeno desconforto até uma grande infecção se não forem tratadas corretamente.
Sem alicate ou lixa, o tratamento com os peixes garra rufa ou peixes médicos, como são conhecidos popularmente, é uma solução para acabar com os incômodos. A prática, que teve início na Turquia, garante uma esfoliação natural que deixa a pele macia, livre de calos ou descamações.
No Brasil – Conhecida por ser febre entre os famosos internacionais, a técnica já chegou ao Brasil e pode ser experimentada no salão Hugo Beaty, localizado no Barra Shopping Sul, Rio Grande do Sul. As sessões variam entre 15 e 30 minutos e o preço vai de R$ 25 a R$ 45.
De acordo com Vana Tórgo, responsável pela técnica no salão, o tratamento é mais eficiente do que o manual. Os peixes só retiram as células mortas e fazem uma limpeza nos pés. Além disso, o procedimento é indolor, explica.
Cuidados – Para manter o aquário limpo, livre de bactérias, Vana explica que existe uma série de procedimentos. A água passa por sete níveis de filtragem e os peixes recebem luz ultravioleta durante todo o dia para matar os fungos. Durante a noite ela fica desligada porque os peixes precisam de algumas bactérias boas para sobreviverem, destaca.
Além disso, os pés dos clientes são higienizados com água e álcool para não contaminarem a água. Também não é possível colocar os pés na água após fazer as unhas. É necessário que o cliente tenha utilizado o esmalte até três dias antes, pois o produto contém algumas substâncias que matam os peixes, completa a profissional do salão.
Somente depois de terminado o processo é possível fazer as unhas com uma pedicure. Os peixes não retiram a cutícula, então para manter as unhas saudáveis é aconselhável terminar o processo com uma profissional, ressalta Vana.
Novidade – Segundo Vana, a técnica vem sendo procurada especialmente por crianças, que são mais curiosas. Tanto homens quanto mulheres querem experimentar, mas muitos ficam com vergonha porque o aquário fica bem na frente do salão e todos que passam pela vitrine conseguem vê-los. Outros não fazem por medo mesmo, conclui.
Confira na próxima página como o garra rufa pode ser utilizado para tratamento da psoríase.
Tradicionalmente, o peixe-médico é utilizado no tratamento da psoríase, uma doença de pele que atinge entre 2% e 3% da população mundial. Ela é caracterizada por manchas avermelhadas e muita descamação nas regiões que atinge.
Apesar da doença não ter cura, os pacientes que fazem o tratamento regularmente com os peixes sentem um alívio dos sintomas, que incluem coceira e ardência no local. Há relatos não confirmados de recuperação total quando a técnica é acrescentada a uma rotina diária de hidratações.
Para as pessoas que sofrem com a psoríase recomenda-se uma sessão de 30 minutos com o corpo completamente submerso na água. Nesse caso, o aquário deve ter um maior número de peixes e precisa que eles não sejam alimentados com ração momentos antes os peixes só consomem a pele se não forem alimentados regularmente.
Este texto foi escrito por: Rafaela Castilho