
Causas incluem esforço excessivo e alongamento prolongado em posição de eversão (foto: Paulo Gomes#8260; webrun.com.br)
A tendinopatia do tendão tibial posterior acomete frequentemente corredores de todas as habilidades e se caracteriza por uma lesão degenerativa que causa dor na parte interna do pé, irradiando ao longo da face interna do tornozelo. Essa lesão é mais comum do que se imagina e é frequente em pessoas com mais de 40 anos, sobretudo mulheres.
Causa– É causada por esforço contínuo (lesões por “overuse”) na medida em que ocorre a degeneração do tendão, muitas vezes por conta de uma inflamação aguda. Se não for tratada após os primeiros sintomas de dor, o quadro se torna crônico e o tratamento se tornará mais longo e difícil.
As causas incluem o esforço excessivo, alongamento exagerado e prolongado do pé em posição de eversão, traumas locais, rupturas e pronação excessiva dos pés, sobretudo em corredores.
Em alguns casos o tendão pode ser arrancado parcialmente de seu local de origem (avulsão parcial do tendão) a partir do osso navicular (um dos ossos do tarso). O músculo tibial posterior passa pela parte de trás da perna e sob o maléolo medial (proeminência óssea do lado de dentro do tornozelo) e suas ações incluem a flexão plantar (dobrar os pés para baixo), inversão e adução do pé (virar os pés para dentro).
Como evitar– A diminuição do risco deste tipo de lesão é conseguida através de exercícios de alongamento e fortalecimento da musculatura da perna e dos pés, uso de tênis com adequado suporte de arco longitudinal medial e, em casos específicos, prescrição de palmilhas que ajudam no suporte ao arco plantar.
O tratamento na fase aguda inclui medidas fisioterápicas para analgesia (crioterapia, calor profundo, eletroterapia) e cinesioterapia (exercícios de fortalecimento e alongamento da musculatura), além de ajustes na carga de treinamento e também prescrição de palmilhas se necessário.
Este texto foi escrito por: Dr. José Marques Neto