danilo balu

“Correndo com os etíopes”: conheça o novo livro de Danilo Balu

Lançamento · 23 abr, 2019

Para ser o melhor em algo não é necessário ter bens ou riquezas físicas. As lições que aprendemos no nosso dia a dia vão muito além disso. Em duas visitas para a Etiópia, até agora, Danilo Balu já teve um […]


“Correndo com os etíopes”: conheça o novo livro de Danilo Balu

Lançamento · 23 abr, 2019

Para ser o melhor em algo não é necessário ter bens ou riquezas físicas. As lições que aprendemos no nosso dia a dia vão muito além disso. Em duas visitas para a Etiópia, até agora, Danilo Balu já teve um […]

Como fazer a ceia de Natal não ser um crime contra a silhueta?

Atletismo · 11 dez, 2009

O economista comportamental Dan Ariely, do MIT nos Estados Unidos, que talvez nem saiba muito bem a diferença entre um espinafre e um almeirão, parece entender como poucos os tais truques de como fugir das comidas mais “gordinhas”. Indagado recentemente em uma matéria sobre como evitar exageros no fim de ano, ele lembrou algumas dicas, que já foram inclusive dadas aqui, e me parecem mais sensatas do que muitas que provavelmente você já leu.

A primeira dica é muito simples. Coma com palitinhos japonês (os hashis), porque assim você comerá menos e mais devagar. Porém, para nós, ocidentais, o uso de hashi não é costumeiro. Por isso Ariely sugeriu uma adaptação. Durante a ceia, use pratos, copos e potes pequenos, pois sabidamente, mesmo que você possa ficar repetindo as porções, comerá bem menos por causa do menor volume de comida e bebida que cabe nesses recipientes.

Outro truque, que já falei aqui e também foi dado por Ariely, é o de deixar a comida distante de você. Infelizmente, não vale sentar no lado oposto da mesa. Se possível deixe a opção de se servir em outro recinto da casa (ou seja, deixe a comida na cozinha e coma na sala). O ato de se levantar para se servir é – acreditem! – um grande desencorajador de exageros.

Outra dica: comece a refeição sempre com uma entrada mais leve e menos calórica, isso reduz a "fúria" com que vai ao prato principal. Por outro lado, reduza o número de opções da ceia de natal e ano novo. Se você tiver a opção de quatro carnes vermelhas, três aves, três peixes e mais uns cinco outros pratos, com certeza você irá se servir para experimentar um pouco de tudo e daí o crime já terá sido consumado.

Culturalmente o brasileiro prepara alguns alimentos extremamente calóricos nas ceias de final de ano, como aquela salada de maionese que a sua tia faz questão. Mas, infelizmente, não sabemos parar de comer quando atingimos a meta numérica de calorias suficientes para o organismo. Normalmente paramos de comer – e isso é muito subjetivo – somente quando houver saciedade, seja comendo linhaça (pouca densidade energética) ou manteiga de garrafa (energia em estado puro). Esteja seguro então que haja opções mais leves na sua ceia, alimentos com densidade calórica mais reduzida como vegetais cozidos, por exemplo.

Outra dica do economista muito interessante tem como base o fato de não mais fazermos nossa própria comida. Só para ter uma idéia, hoje em dia tem gente que compra toda a ceia de natal. Mas você pode estar se perguntado, o que isso tem a ver com quilos extras no natal?

No início do século passado tudo era feito em casa e a comida era fruto do trabalho direto de alguém da família. Com isso, alguns estudiosos acreditam que na hora de comer as pessoas controlavam seus impulsos, porque sabiam o trabalho que deu para preparar toda uma ceia.

Outro conselho não usual dado é o como se vestir. Apesar de roupas mais justas atrapalhar por fazer com que caminhemos menos ao longo do dia, durante essas ocasiões ela ajudaria a mantermos a linha. Ou seja, aquela camiseta bem apertada, que ganhou no amigo-secreto, acabará servindo para algo.

Por fim, a piada é velha, mas boa por ser verdadeira. Na sua maior orgia gastronômica, quantas calorias você acha que pode ingerir? Seis mil? Sete mil? Pode parecer muito, mas não é nada se distribuído em um prazo mais longo. Seria um alento se algumas pessoas se preocupassem mais com o que comem durante 364 dias e não apenas no que faz durante a ceia de Natal, que sempre acaba levando toda a culpa. Tal qual diz o ditado, o problema não é o que se come do Natal ao Ano-Novo, mas sim o que comemos do Ano Novo até o Natal seguinte.

Boas festas!


Como fazer a ceia de Natal não ser um crime contra a silhueta?

Atletismo · 11 dez, 2009

O economista comportamental Dan Ariely, do MIT nos Estados Unidos, que talvez nem saiba muito bem a diferença entre um espinafre e um almeirão, parece entender como poucos os tais truques de como fugir das comidas mais “gordinhas”. Indagado recentemente em uma matéria sobre como evitar exageros no fim de ano, ele lembrou algumas dicas, que já foram inclusive dadas aqui, e me parecem mais sensatas do que muitas que provavelmente você já leu.

A primeira dica é muito simples. Coma com palitinhos japonês (os hashis), porque assim você comerá menos e mais devagar. Porém, para nós, ocidentais, o uso de hashi não é costumeiro. Por isso Ariely sugeriu uma adaptação. Durante a ceia, use pratos, copos e potes pequenos, pois sabidamente, mesmo que você possa ficar repetindo as porções, comerá bem menos por causa do menor volume de comida e bebida que cabe nesses recipientes.

Outro truque, que já falei aqui e também foi dado por Ariely, é o de deixar a comida distante de você. Infelizmente, não vale sentar no lado oposto da mesa. Se possível deixe a opção de se servir em outro recinto da casa (ou seja, deixe a comida na cozinha e coma na sala). O ato de se levantar para se servir é – acreditem! – um grande desencorajador de exageros.

Outra dica: comece a refeição sempre com uma entrada mais leve e menos calórica, isso reduz a "fúria" com que vai ao prato principal. Por outro lado, reduza o número de opções da ceia de natal e ano novo. Se você tiver a opção de quatro carnes vermelhas, três aves, três peixes e mais uns cinco outros pratos, com certeza você irá se servir para experimentar um pouco de tudo e daí o crime já terá sido consumado.

Culturalmente o brasileiro prepara alguns alimentos extremamente calóricos nas ceias de final de ano, como aquela salada de maionese que a sua tia faz questão. Mas, infelizmente, não sabemos parar de comer quando atingimos a meta numérica de calorias suficientes para o organismo. Normalmente paramos de comer – e isso é muito subjetivo – somente quando houver saciedade, seja comendo linhaça (pouca densidade energética) ou manteiga de garrafa (energia em estado puro). Esteja seguro então que haja opções mais leves na sua ceia, alimentos com densidade calórica mais reduzida como vegetais cozidos, por exemplo.

Outra dica do economista muito interessante tem como base o fato de não mais fazermos nossa própria comida. Só para ter uma idéia, hoje em dia tem gente que compra toda a ceia de natal. Mas você pode estar se perguntado, o que isso tem a ver com quilos extras no natal?

No início do século passado tudo era feito em casa e a comida era fruto do trabalho direto de alguém da família. Com isso, alguns estudiosos acreditam que na hora de comer as pessoas controlavam seus impulsos, porque sabiam o trabalho que deu para preparar toda uma ceia.

Outro conselho não usual dado é o como se vestir. Apesar de roupas mais justas atrapalhar por fazer com que caminhemos menos ao longo do dia, durante essas ocasiões ela ajudaria a mantermos a linha. Ou seja, aquela camiseta bem apertada, que ganhou no amigo-secreto, acabará servindo para algo.

Por fim, a piada é velha, mas boa por ser verdadeira. Na sua maior orgia gastronômica, quantas calorias você acha que pode ingerir? Seis mil? Sete mil? Pode parecer muito, mas não é nada se distribuído em um prazo mais longo. Seria um alento se algumas pessoas se preocupassem mais com o que comem durante 364 dias e não apenas no que faz durante a ceia de Natal, que sempre acaba levando toda a culpa. Tal qual diz o ditado, o problema não é o que se come do Natal ao Ano-Novo, mas sim o que comemos do Ano Novo até o Natal seguinte.

Boas festas!

Sucos podem ser os vilões da dieta

Atletismo · 26 maio, 2009

Um recente estudo feito pela conceituada Johns Hopkins School of Medicine concluiu que a redução da ingestão de bebidas açucaradas (na forma de sucos e refrigerantes) emagrece mais do que cortar parte dos alimentos sólidos da dieta diária. Eles avaliaram por 18 meses 810 adultos com idades entre 25 e 79 anos.

Nesse estudo foi possível observar que a diminuição de peso foi cinco vezes maior quando houve a redução dos líquidos. Pelo que parece, como já escrevi aqui, temos uma regulação melhor para determinados alimentos. Isso porque, aparentemente, identificamos melhor a quantidade calórica de alimentos sólidos e subestimamos os valores nas bebidas. Ou seja, para nós é mais fácil exagerar na ingestão de líquidos.

Além disso, o primeiro mecanismo de regulação da nossa saciedade começa na mastigação e é uma das hipóteses para o explicar o porquê de ser mais difícil regular a ingestão de bebidas do que de alimentos sólidos. Ao mastigar e deglutir um alimento são estimuladas regiões no cérebro responsáveis por regular a satisfação.

Mas faltou ainda por parte dos pesquisadores enfatizar o mecanismo dos líquidos no processo digestivo. Eles não causam a dilatação estomacal pelo mesmo período porque são absorvidos muito mais rapidamente, por isso acabam trazendo uma sensação de saciedade por um período mais curto fazendo com que se reduza o tempo entre as refeições. Além disso, por causa dessa maior velocidade de absorção, os líquidos podem causar picos glicêmicos, que teoricamente aumentaria o processo de armazenamento de gordura como resultado da insulina liberada em nosso sangue.

As pessoas também devem ter cuidado com a ingestão de sucos (seja industrializados ou naturais) porque eles são na maioria das vezes extremamente calóricos, mais até do que alguns “vilões” como cervejas e refrigerantes. Porém, não quero sugerir que eles devam ser evitados! Quero apenas lembrar que para produzir um copo de suco de laranja, por exemplo, às vezes se utilizam até quatro laranjas com todas as suas calorias, porém, muitas vezes há grande perda de nutrientes e vitaminas, se consumindo muito depois da hora em que o suco for feito.

Ironicamente, os sucos ganham mais importância na sociedade atual pelo fato das pessoas não consumirem frutas. Os sucos são alternativas práticas e saudáveis para substituir a ingestão das frutas. O problema é quando você está de olho na balança e começa a consumi-lo achando que seria a alternativa mais saudável entre tantas escolhas. Por isso gosto de enfatizar que é sempre melhor optar pela fruta! Mas se o suco for a única opção que você tem, que seja então cuidadoso e não exagere. Leve em consideração o quanto está consumindo a mais com essa escolha!

Refrigerante - O refrigerante diet/light não deveria ser vilão. É verdade que há muita gente que até hoje não acredita que ele não tenha “zero calorias”, como o anunciado. Mas ele tem praticamente tantas calorias como a água, ou seja, zero!

A despeito das versões do tipo “cola” que contêm cafeína, o maior problema está mesmo no teor ácido da bebida carbonada. Mas para aqueles que consomem poucos líquidos, o refrigerante não deixa de ser uma alternativa.

No estudo que tratei aqui, as pessoas consumiam refrigerantes “normais”, mas digo que independente de você querer ou não perder peso, já seria uma alternativa muito melhor se fizesse a troca do normal para as versões light/diet por não conterem açúcar simples. Mas beba sempre com moderação tal qual os sucos!


Sucos podem ser os vilões da dieta

Atletismo · 26 maio, 2009

Um recente estudo feito pela conceituada Johns Hopkins School of Medicine concluiu que a redução da ingestão de bebidas açucaradas (na forma de sucos e refrigerantes) emagrece mais do que cortar parte dos alimentos sólidos da dieta diária. Eles avaliaram por 18 meses 810 adultos com idades entre 25 e 79 anos.

Nesse estudo foi possível observar que a diminuição de peso foi cinco vezes maior quando houve a redução dos líquidos. Pelo que parece, como já escrevi aqui, temos uma regulação melhor para determinados alimentos. Isso porque, aparentemente, identificamos melhor a quantidade calórica de alimentos sólidos e subestimamos os valores nas bebidas. Ou seja, para nós é mais fácil exagerar na ingestão de líquidos.

Além disso, o primeiro mecanismo de regulação da nossa saciedade começa na mastigação e é uma das hipóteses para o explicar o porquê de ser mais difícil regular a ingestão de bebidas do que de alimentos sólidos. Ao mastigar e deglutir um alimento são estimuladas regiões no cérebro responsáveis por regular a satisfação.

Mas faltou ainda por parte dos pesquisadores enfatizar o mecanismo dos líquidos no processo digestivo. Eles não causam a dilatação estomacal pelo mesmo período porque são absorvidos muito mais rapidamente, por isso acabam trazendo uma sensação de saciedade por um período mais curto fazendo com que se reduza o tempo entre as refeições. Além disso, por causa dessa maior velocidade de absorção, os líquidos podem causar picos glicêmicos, que teoricamente aumentaria o processo de armazenamento de gordura como resultado da insulina liberada em nosso sangue.

As pessoas também devem ter cuidado com a ingestão de sucos (seja industrializados ou naturais) porque eles são na maioria das vezes extremamente calóricos, mais até do que alguns “vilões” como cervejas e refrigerantes. Porém, não quero sugerir que eles devam ser evitados! Quero apenas lembrar que para produzir um copo de suco de laranja, por exemplo, às vezes se utilizam até quatro laranjas com todas as suas calorias, porém, muitas vezes há grande perda de nutrientes e vitaminas, se consumindo muito depois da hora em que o suco for feito.

Ironicamente, os sucos ganham mais importância na sociedade atual pelo fato das pessoas não consumirem frutas. Os sucos são alternativas práticas e saudáveis para substituir a ingestão das frutas. O problema é quando você está de olho na balança e começa a consumi-lo achando que seria a alternativa mais saudável entre tantas escolhas. Por isso gosto de enfatizar que é sempre melhor optar pela fruta! Mas se o suco for a única opção que você tem, que seja então cuidadoso e não exagere. Leve em consideração o quanto está consumindo a mais com essa escolha!

Refrigerante - O refrigerante diet/light não deveria ser vilão. É verdade que há muita gente que até hoje não acredita que ele não tenha “zero calorias”, como o anunciado. Mas ele tem praticamente tantas calorias como a água, ou seja, zero!

A despeito das versões do tipo “cola” que contêm cafeína, o maior problema está mesmo no teor ácido da bebida carbonada. Mas para aqueles que consomem poucos líquidos, o refrigerante não deixa de ser uma alternativa.

No estudo que tratei aqui, as pessoas consumiam refrigerantes “normais”, mas digo que independente de você querer ou não perder peso, já seria uma alternativa muito melhor se fizesse a troca do normal para as versões light/diet por não conterem açúcar simples. Mas beba sempre com moderação tal qual os sucos!

Conheça os mitos e as verdades das dietas

Atletismo · 24 mar, 2009

Dizemos que no Brasil todos somos um pouco médicos e técnicos de futebol. Eu ainda incluiria nutricionista porque a quantidade de dicas, recomendações e grandes equívocos que se ouve é muito grande. Vou relatar aqui alguns mitos mais comuns. Como eles são muitos, vou tentar futuramente aumentar a lista.

Laranja na feijoada ou após a refeição é bom para quebrar a gordura e não engordar?
Esse é de longe o melhor dos mitos! A laranja não vai ajudá-lo com a feijoada. Esqueça isso e coma menos feijoada porque a acidez da laranja, ou de qualquer outra fruta cítrica, não acaba nem destrói a gordura. A gordura e as calorias ingeridas serão todas suas, com ou sem laranja de sobremesa.

Água gelada emagrece?
Não queira nem tente fazer seu corpo perder energia bebendo água gelada para queimar mais gordura reaquecendo o organismo todo. O gasto com isso é desprezível mesmo em enormes quantidades.

Azeitona engorda?
Qualquer alimento em excesso engorda. Certa vez fui questionado sobre a quantidade de calorias da azeitona. Ninguém engorda porque come azeitonas, engorda porque come a pizza que vem com ela, ou engorda porque come toda a salada de maionese com azeitona. Esses, sim, são alimentos de grande densidade energética.

Comer à noite ou comer carboidrato à noite engorda?
Uma pesquisa sueca ganhou espaço na imprensa um tempo atrás porque haveria provado que comer carboidrato pela noite engordava. Para isso eles testaram suecas e as que estavam acima do peso tinham esse hábito. A pesquisa depois perdeu qualquer validade porque ao se analisar atentamente os dados nota-se que as suecas gordinhas comiam mais não somente à noite, mas também pela manhã, no lanche, no almoço, no lanche da tarde, no jantar, nos sábados, domingos, feriados, dias pagãos e dias úteis. Insisto, o horário não é decisivo no processo de ganho de peso.

Exercício em jejum queima mais gordura?
Meia-verdade. O exercício pela manhã feito em jejum, como algumas pesquisas indicam, parece realmente queimar levemente mais gordura do que quando feito após o café da manhã. Porém, o custo fisiológico ao organismo e a perda de qualidade no treinamento são tão grandes que esse artifício não se compensa.

Banana evita cãibra porque tem potássio?
Não sei se tem gente que ainda acredita nisso. Pois então vou dar outra recomendação aos que acreditam: limão tem muito mais potássio, você vai tentar chupá-lo para evitar cãibra? Não precisa! O potássio não é decisivo no aparecimento das cãibras.

Dieta da lua ou do tipo sanguíneo funcionam?
Essas dietas são boas apenas para os autores dos livros. Elas carecem de qualquer base científica ou pesquisa. Prefira o tradicional e comprovado.

Barra de cereais supre a ingestão de fibra diária?
A praticidade desse alimento trouxe a inconveniência do nome e da fama. Essas barras NÃO são grande fonte de fibras. Você vai ter que consumir mais fibra ao longo do dia se quiser ter uma dieta equilibrada. Cada barrinha contém cerca de 1g de fibra e o recomendável é cerca de 30g/dia.

Shake dietético supre as necessidades diárias de vitaminas e minerais?
Tentar sobreviver um dia apenas com um shake para dieta é expor o organismo a um estresse muito grande por não fornecer uma dieta equilibrada e energia suficiente para 24h. Não seja tão radical no regime para perder peso. “Devagar e sempre” provou-se um ganho mais duradouro.

Beber durante a refeição engorda?
Não é o ato de beber durante as refeições que engorda. Se você beber alguma bebida moderadamente, não há problema. Água durante as refeições NÃO engorda de jeito algum! Um grande excesso de bebidas pode ajudar a dilatar o estômago causando maior sensação de fome com o passar do tempo, mas não é a hora em que se toma e, sim, o que tomamos e em qual quantidade.

Era isso! Antes de adotar algum comportamento sem muita explicação, tente se inteirar de sua validade!


Conheça os mitos e as verdades das dietas

Atletismo · 24 mar, 2009

Dizemos que no Brasil todos somos um pouco médicos e técnicos de futebol. Eu ainda incluiria nutricionista porque a quantidade de dicas, recomendações e grandes equívocos que se ouve é muito grande. Vou relatar aqui alguns mitos mais comuns. Como eles são muitos, vou tentar futuramente aumentar a lista.

Laranja na feijoada ou após a refeição é bom para quebrar a gordura e não engordar?
Esse é de longe o melhor dos mitos! A laranja não vai ajudá-lo com a feijoada. Esqueça isso e coma menos feijoada porque a acidez da laranja, ou de qualquer outra fruta cítrica, não acaba nem destrói a gordura. A gordura e as calorias ingeridas serão todas suas, com ou sem laranja de sobremesa.

Água gelada emagrece?
Não queira nem tente fazer seu corpo perder energia bebendo água gelada para queimar mais gordura reaquecendo o organismo todo. O gasto com isso é desprezível mesmo em enormes quantidades.

Azeitona engorda?
Qualquer alimento em excesso engorda. Certa vez fui questionado sobre a quantidade de calorias da azeitona. Ninguém engorda porque come azeitonas, engorda porque come a pizza que vem com ela, ou engorda porque come toda a salada de maionese com azeitona. Esses, sim, são alimentos de grande densidade energética.

Comer à noite ou comer carboidrato à noite engorda?
Uma pesquisa sueca ganhou espaço na imprensa um tempo atrás porque haveria provado que comer carboidrato pela noite engordava. Para isso eles testaram suecas e as que estavam acima do peso tinham esse hábito. A pesquisa depois perdeu qualquer validade porque ao se analisar atentamente os dados nota-se que as suecas gordinhas comiam mais não somente à noite, mas também pela manhã, no lanche, no almoço, no lanche da tarde, no jantar, nos sábados, domingos, feriados, dias pagãos e dias úteis. Insisto, o horário não é decisivo no processo de ganho de peso.

Exercício em jejum queima mais gordura?
Meia-verdade. O exercício pela manhã feito em jejum, como algumas pesquisas indicam, parece realmente queimar levemente mais gordura do que quando feito após o café da manhã. Porém, o custo fisiológico ao organismo e a perda de qualidade no treinamento são tão grandes que esse artifício não se compensa.

Banana evita cãibra porque tem potássio?
Não sei se tem gente que ainda acredita nisso. Pois então vou dar outra recomendação aos que acreditam: limão tem muito mais potássio, você vai tentar chupá-lo para evitar cãibra? Não precisa! O potássio não é decisivo no aparecimento das cãibras.

Dieta da lua ou do tipo sanguíneo funcionam?
Essas dietas são boas apenas para os autores dos livros. Elas carecem de qualquer base científica ou pesquisa. Prefira o tradicional e comprovado.

Barra de cereais supre a ingestão de fibra diária?
A praticidade desse alimento trouxe a inconveniência do nome e da fama. Essas barras NÃO são grande fonte de fibras. Você vai ter que consumir mais fibra ao longo do dia se quiser ter uma dieta equilibrada. Cada barrinha contém cerca de 1g de fibra e o recomendável é cerca de 30g/dia.

Shake dietético supre as necessidades diárias de vitaminas e minerais?
Tentar sobreviver um dia apenas com um shake para dieta é expor o organismo a um estresse muito grande por não fornecer uma dieta equilibrada e energia suficiente para 24h. Não seja tão radical no regime para perder peso. “Devagar e sempre” provou-se um ganho mais duradouro.

Beber durante a refeição engorda?
Não é o ato de beber durante as refeições que engorda. Se você beber alguma bebida moderadamente, não há problema. Água durante as refeições NÃO engorda de jeito algum! Um grande excesso de bebidas pode ajudar a dilatar o estômago causando maior sensação de fome com o passar do tempo, mas não é a hora em que se toma e, sim, o que tomamos e em qual quantidade.

Era isso! Antes de adotar algum comportamento sem muita explicação, tente se inteirar de sua validade!

Tomar ou não suplementos para correr?

Corrida de Obstáculos · 10 fev, 2009

A pergunta que mais ouço sobre Nutrição Esportiva é: estou treinando X vezes por semana a modalidade Y. O que acha que eu devo tomar? Nesses casos os suplementos alimentares muitas vezes são vistos e apresentados como se promovessem melhoras incríveis. Porém, isso não é verdade para o amador. Uma dieta adequada já pode ser o suficiente.

Uma informação que muitas pessoas não sabem sobre a suplementação é que para utiliza-la a pessoa deve estar com uma dieta minimamente adequada. Além disso, a absoluta maioria dos atletas tem hábitos alimentares ou muito ruins ou com erros básicos de simples solução.

Um grupo de velocistas, que eu acompanhava, se preocupava com um único alimento durante todo o dia, a maltodextrina na hora do treino. O pior era que eles se alimentavam muito mal, e, portanto, nesses casos a maltodextrina deveria ser encarada como um dos fins e não o começo de todo treino.

O mais importante é analisar a dieta que a pessoa faz, para só então mexer naquilo que está errado. E geralmente são muitas as coisas erradas. Primeiro a decisão mais sábia (e barata) é corrigir o excesso de intervalo entre as refeições, que nunca deve ser maior do que quatro horas. Depois deve ser revista a escolha dos alimentos, que muitas vezes é mal feita. A outra é consumir uma quantidade adequada de carboidratos.

Nos casos daqueles que se alimentam mal, a suplementação acaba não fazendo efeito algum. Os efeitos dos suplementos aos olhos do consumidor dão uma certa magia a eles! Eu tive um maratonista alguns anos atrás que treinou como um leão para uma maratona e bateu seu recorde pessoal. Ele tomava por conta própria cápsulas de BCAA porque achava que faria bem. Eu não tinha como proibir.

Depois ele treinou para outra maratona e veio um novo recorde pessoal. Em uma terceira vez ele desistiu de tomar o BCAA. O recorde não veio, mas a explicação dada por ele para o resultado foi a falta de BCAA, porque ele disse que era isso que o fazia correr bem. Ou seja, o indivíduo treina diariamente, se dedica por um longo tempo até onde pode, leva uma vida regrada e acha que o resultado vem de pílulas! Ele então tomou a decisão de retomar o BCAA, fez uma nova prova e o resultado também não foi bom. E até hoje ele não faz idéia que é uma bobagem essa relação entre BCAA e a Maratona.

Mas por que alguns médicos ainda assim indicam esses suplementos? Pode não ser ético, mas, hoje essas indicações são questão de sobrevivência no mercado e também um tipo de tratamento por placebo no paciente.

Na Nutrição isso também acontece, pois o Nutricionista muda toda a dieta do indivíduo para ele alcançar o que deseja e mesmo assim para o paciente isso não parece o bastante. O indivíduo só ficará contente se também tiver que tomar alguma suplementação. É quase um troféu quando chega entre os seus colegas com a recomendação de um profissional para tomar algo, como se ele fosse alguém especial.

Para o profissional, não receitar algo vai lhe custar a imagem de alguém não atualizado com as novidades do mercado de produtos. Por isso ele acaba prescrevendo porque sabe que o produto é quase inócuo e tem um efeito psicológico positivo.

Agora no começo deste ano um amigo que está voltando aos treinos intensos veio me perguntar se deveria tomar alguns suplementos para ter melhor rendimento. Eu respondi que ele pode, pois eles não engordavam, não faziam mal, movimentavam a economia, ainda geravam emprego e ainda o faziam feliz. Disse que ele só não esperasse alguma melhora por isso. Ao se tratar de Nutrição Esportiva começar pelo básico é na maioria das vezes o melhor suplemento.


Tomar ou não suplementos para correr?

Corrida de Obstáculos · 10 fev, 2009

A pergunta que mais ouço sobre Nutrição Esportiva é: estou treinando X vezes por semana a modalidade Y. O que acha que eu devo tomar? Nesses casos os suplementos alimentares muitas vezes são vistos e apresentados como se promovessem melhoras incríveis. Porém, isso não é verdade para o amador. Uma dieta adequada já pode ser o suficiente.

Uma informação que muitas pessoas não sabem sobre a suplementação é que para utiliza-la a pessoa deve estar com uma dieta minimamente adequada. Além disso, a absoluta maioria dos atletas tem hábitos alimentares ou muito ruins ou com erros básicos de simples solução.

Um grupo de velocistas, que eu acompanhava, se preocupava com um único alimento durante todo o dia, a maltodextrina na hora do treino. O pior era que eles se alimentavam muito mal, e, portanto, nesses casos a maltodextrina deveria ser encarada como um dos fins e não o começo de todo treino.

O mais importante é analisar a dieta que a pessoa faz, para só então mexer naquilo que está errado. E geralmente são muitas as coisas erradas. Primeiro a decisão mais sábia (e barata) é corrigir o excesso de intervalo entre as refeições, que nunca deve ser maior do que quatro horas. Depois deve ser revista a escolha dos alimentos, que muitas vezes é mal feita. A outra é consumir uma quantidade adequada de carboidratos.

Nos casos daqueles que se alimentam mal, a suplementação acaba não fazendo efeito algum. Os efeitos dos suplementos aos olhos do consumidor dão uma certa magia a eles! Eu tive um maratonista alguns anos atrás que treinou como um leão para uma maratona e bateu seu recorde pessoal. Ele tomava por conta própria cápsulas de BCAA porque achava que faria bem. Eu não tinha como proibir.

Depois ele treinou para outra maratona e veio um novo recorde pessoal. Em uma terceira vez ele desistiu de tomar o BCAA. O recorde não veio, mas a explicação dada por ele para o resultado foi a falta de BCAA, porque ele disse que era isso que o fazia correr bem. Ou seja, o indivíduo treina diariamente, se dedica por um longo tempo até onde pode, leva uma vida regrada e acha que o resultado vem de pílulas! Ele então tomou a decisão de retomar o BCAA, fez uma nova prova e o resultado também não foi bom. E até hoje ele não faz idéia que é uma bobagem essa relação entre BCAA e a Maratona.

Mas por que alguns médicos ainda assim indicam esses suplementos? Pode não ser ético, mas, hoje essas indicações são questão de sobrevivência no mercado e também um tipo de tratamento por placebo no paciente.

Na Nutrição isso também acontece, pois o Nutricionista muda toda a dieta do indivíduo para ele alcançar o que deseja e mesmo assim para o paciente isso não parece o bastante. O indivíduo só ficará contente se também tiver que tomar alguma suplementação. É quase um troféu quando chega entre os seus colegas com a recomendação de um profissional para tomar algo, como se ele fosse alguém especial.

Para o profissional, não receitar algo vai lhe custar a imagem de alguém não atualizado com as novidades do mercado de produtos. Por isso ele acaba prescrevendo porque sabe que o produto é quase inócuo e tem um efeito psicológico positivo.

Agora no começo deste ano um amigo que está voltando aos treinos intensos veio me perguntar se deveria tomar alguns suplementos para ter melhor rendimento. Eu respondi que ele pode, pois eles não engordavam, não faziam mal, movimentavam a economia, ainda geravam emprego e ainda o faziam feliz. Disse que ele só não esperasse alguma melhora por isso. Ao se tratar de Nutrição Esportiva começar pelo básico é na maioria das vezes o melhor suplemento.

Contar calorias durante a dieta pode ser um erro

Atletismo · 23 jan, 2009

Saiu no mês de dezembro um artigo muito interessante sobre nutrição que serve para prestarmos atenção nas nossas escolhas do dia-a-dia. O artigo fala que muitas vezes comemos os alimentos errados pensando que estamos consumindo os certos.

A pesquisa foi feita da seguinte forma: para o grupo “A” foi apresentado uma refeição acompanhada de um refrigerante. Já para o grupo “B” foi apresentada a mesma refeição com refrigerante, só que acompanhada ainda de duas bolachas que tinham no rótulo a inscrição "diet e sem gordura trans". Essas duas bolachas aumentavam em 100kcal o total da refeição. A tarefa das pessoas era estimar quantas calorias haviam na refeição apresentada. Sabe o que aconteceu?

O primeiro grupo disse que a refeição tinha em média 1.000kcal quando na verdade havia 930kcal. Nada mal! Já o grupo “B” estimou em média apenas 835kcal. 295kcal a menos do que o real, que tinha 1.030kcal (930 da refeição + 100 das bolachas), além de 165kcal a menos do que o estimado pelo outro grupo que não continha as bolachas.

Segundo os pesquisadores, essa diferença foi apresentada porque o rótulo "diet" supostamente leva os indivíduos a atribuírem valores mais baixos aos alimentos. Outro pesquisador disse que essa diferença também pode acontecer se as pessoas se basearem em contas médias, explicação que também faz sentido.

Mas o que fica desse estudo é que não podemos confiar tanto naquilo que vemos. Existem pessoas, que em período de regime, contam todas as calorias em todas as refeições. Eu confesso não me sentir muito propenso a sugerir isso. Outras pessoas por sua vez perguntam os valores de tudo, como se todos fossem obrigados a saber.

Eu, por exemplo, não faço idéia do valor de uma sobrecoxa ao molho madeira. Não sei, não tenho vergonha de não saber, não acho que preciso saber e não acho que qualquer pessoa deva necessariamente saber. Devemos nos alimentar de forma balanceada.

O que fica de resultado de uma pesquisa dessa é que devemos prestar mais atenção quando queremos ter um controle mais preciso da alimentação. Nem sempre a contagem de calorias e o uso de alimentos “diets e lights” realmente são as melhores escolhas para sua alimentação. Muitas vezes esses alimentos só vão atrapalhar sua contagem de calorias, se por um acaso você desejar realmente fazer isso.


Contar calorias durante a dieta pode ser um erro

Atletismo · 23 jan, 2009

Saiu no mês de dezembro um artigo muito interessante sobre nutrição que serve para prestarmos atenção nas nossas escolhas do dia-a-dia. O artigo fala que muitas vezes comemos os alimentos errados pensando que estamos consumindo os certos.

A pesquisa foi feita da seguinte forma: para o grupo “A” foi apresentado uma refeição acompanhada de um refrigerante. Já para o grupo “B” foi apresentada a mesma refeição com refrigerante, só que acompanhada ainda de duas bolachas que tinham no rótulo a inscrição "diet e sem gordura trans". Essas duas bolachas aumentavam em 100kcal o total da refeição. A tarefa das pessoas era estimar quantas calorias haviam na refeição apresentada. Sabe o que aconteceu?

O primeiro grupo disse que a refeição tinha em média 1.000kcal quando na verdade havia 930kcal. Nada mal! Já o grupo “B” estimou em média apenas 835kcal. 295kcal a menos do que o real, que tinha 1.030kcal (930 da refeição + 100 das bolachas), além de 165kcal a menos do que o estimado pelo outro grupo que não continha as bolachas.

Segundo os pesquisadores, essa diferença foi apresentada porque o rótulo "diet" supostamente leva os indivíduos a atribuírem valores mais baixos aos alimentos. Outro pesquisador disse que essa diferença também pode acontecer se as pessoas se basearem em contas médias, explicação que também faz sentido.

Mas o que fica desse estudo é que não podemos confiar tanto naquilo que vemos. Existem pessoas, que em período de regime, contam todas as calorias em todas as refeições. Eu confesso não me sentir muito propenso a sugerir isso. Outras pessoas por sua vez perguntam os valores de tudo, como se todos fossem obrigados a saber.

Eu, por exemplo, não faço idéia do valor de uma sobrecoxa ao molho madeira. Não sei, não tenho vergonha de não saber, não acho que preciso saber e não acho que qualquer pessoa deva necessariamente saber. Devemos nos alimentar de forma balanceada.

O que fica de resultado de uma pesquisa dessa é que devemos prestar mais atenção quando queremos ter um controle mais preciso da alimentação. Nem sempre a contagem de calorias e o uso de alimentos “diets e lights” realmente são as melhores escolhas para sua alimentação. Muitas vezes esses alimentos só vão atrapalhar sua contagem de calorias, se por um acaso você desejar realmente fazer isso.

Vejas alguns hábitos para uma alimentação saudável

Atletismo · 11 dez, 2008

Saiu uma pesquisa interessante aqui em Dublin (Irlanda) onde estou morando atualmente falando sobre a diferença do comportamento dos homens e mulheres irlandeses quanto aos cuidados e controle com a ingestão dos alimentos. O resultado é parecido com o que observamos no dia-a-dia.

Resolvi escrever este artigo após e conversar com uma colega no trabalho que me disse que está de dieta. O que ela chama de dieta é tomar um café-da-manhã com algumas frutas e um pouco de chocolate (!). Depois ela não almoça e também não janta. Ela diz ter perdido 3kg em menos de dois dias, o que é mais do que improvável. Na primeira refeição “de verdade” que ela tiver e após se hidratar bem, o ponteiro volta ao valor anterior.

Depois de ouvir essa história (já desisti de tentar explicar o quão incoerente é esse raciocínio) voltando para casa li o resultado da pesquisa de qual falei no parágrafo inicial. Nela os pesquisadores concluem que as mulheres irlandesas controlam a dieta de acordo com a contagem de calorias expressas nas embalagens enquanto os homens irlandeses prestam muito mais atenção na quantidade de gordura dos alimentos.

As irlandesas, além disso, prestam atenção a esses valores com objetivos muito mais estéticos enquanto os homens irlandeses com intenções de ter uma alimentação mais saudável. Igual disse no início, sempre observei esse tipo de comportamento. Até por isso gostei tanto da pesquisa.

Porém, a decisão feminina me parece mais equivocada, porque para elas parece não importar de onde vem as calorias desde que elas não venham. Para os homens, muito mais do que o número que a balança aponta, vale mais a percepção visual de seu corpo (magro e definido?). Parece uma decisão muito mais sábia.

Mais do que contar apenas calorias ou a gordura a primeira atitude fundamental para o seu dia-a-dia, onde quer que você esteja, é a de fazer por volta de cinco a seis refeições por dia, de modo que coma menos em quantidade por refeição, mas em maior número de vezes.

Esteja certo também de que incluiu alimentos ricos em fibras ao longo do dia. Você encontra boas fontes de fibra em: frutas, vegetais, feijões e cereais integrais. Eles oferecem inúmeros benefícios: ajudam na digestão e no funcionamento intestinal, ajudam a reduzir/controlar o colesterol e ajudam na diminuição da sensação de fome. Uma dica que sempre funciona é nas refeições principais tentar iniciar sempre com prato de salada e folhas. Elas garantem maior saciedade diminuindo a chance de você exagerar nos demais acompanhamentos.

Procure consumir também ao menos três vezes por semana peixes. E para uma alimentação ainda mais balanceada e diversificada, habitue-se a consumir leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico...), cereais integrais, além de pães integrais.
Consuma, diariamente, frutas, verduras ou legumes crus (fontes de vitaminas e minerais), leite e derivados semidesnatados (fontes de cálcio) e pães ou cereais integrais (mais fontes de fibras). Lembre-se que os queijos brancos são ainda melhores, já que os amarelos que são ricos em gorduras!

Cuidado com os molhos! Mesmo os da salada. Os temperos “naturais” como orégano, hortelã, manjericão, limão, cheiro-verde, salsinha, alho, cebola, entre outros, além de ricos em fitosubstâncias antioxidantes, são menos calóricos que as outras opções muito mais gordurosas.

Fora de Casa - A escolha do alimento, mesmo em ocasiões sociais, também é importante. Evite, por exemplo, as pizzarias do tipo rodízios. Se conseguir, opte por ingredientes mais leves como peito de peru, frango, atum, rúcula. Mas modere também na quantidade!

De sobremesa, prefira sempre as frutas. Se não for possível resistir, fique com os doces à base de frutas ou sobremesas light. Evite chantilly e cremes. Evite também a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, com exceção do vinho, que pode ser tomado diariamente, porém, de forma moderada: duas taças para os homens e uma para as mulheres. No caso de refrigerante, dê preferência ao diet ou light.

E como meta, faça como os homens irlandeses, se preocupe mais com a ingestão da gordura em detrimento do valor que a balança aponta.


Vejas alguns hábitos para uma alimentação saudável

Atletismo · 11 dez, 2008

Saiu uma pesquisa interessante aqui em Dublin (Irlanda) onde estou morando atualmente falando sobre a diferença do comportamento dos homens e mulheres irlandeses quanto aos cuidados e controle com a ingestão dos alimentos. O resultado é parecido com o que observamos no dia-a-dia.

Resolvi escrever este artigo após e conversar com uma colega no trabalho que me disse que está de dieta. O que ela chama de dieta é tomar um café-da-manhã com algumas frutas e um pouco de chocolate (!). Depois ela não almoça e também não janta. Ela diz ter perdido 3kg em menos de dois dias, o que é mais do que improvável. Na primeira refeição “de verdade” que ela tiver e após se hidratar bem, o ponteiro volta ao valor anterior.

Depois de ouvir essa história (já desisti de tentar explicar o quão incoerente é esse raciocínio) voltando para casa li o resultado da pesquisa de qual falei no parágrafo inicial. Nela os pesquisadores concluem que as mulheres irlandesas controlam a dieta de acordo com a contagem de calorias expressas nas embalagens enquanto os homens irlandeses prestam muito mais atenção na quantidade de gordura dos alimentos.

As irlandesas, além disso, prestam atenção a esses valores com objetivos muito mais estéticos enquanto os homens irlandeses com intenções de ter uma alimentação mais saudável. Igual disse no início, sempre observei esse tipo de comportamento. Até por isso gostei tanto da pesquisa.

Porém, a decisão feminina me parece mais equivocada, porque para elas parece não importar de onde vem as calorias desde que elas não venham. Para os homens, muito mais do que o número que a balança aponta, vale mais a percepção visual de seu corpo (magro e definido?). Parece uma decisão muito mais sábia.

Mais do que contar apenas calorias ou a gordura a primeira atitude fundamental para o seu dia-a-dia, onde quer que você esteja, é a de fazer por volta de cinco a seis refeições por dia, de modo que coma menos em quantidade por refeição, mas em maior número de vezes.

Esteja certo também de que incluiu alimentos ricos em fibras ao longo do dia. Você encontra boas fontes de fibra em: frutas, vegetais, feijões e cereais integrais. Eles oferecem inúmeros benefícios: ajudam na digestão e no funcionamento intestinal, ajudam a reduzir/controlar o colesterol e ajudam na diminuição da sensação de fome. Uma dica que sempre funciona é nas refeições principais tentar iniciar sempre com prato de salada e folhas. Elas garantem maior saciedade diminuindo a chance de você exagerar nos demais acompanhamentos.

Procure consumir também ao menos três vezes por semana peixes. E para uma alimentação ainda mais balanceada e diversificada, habitue-se a consumir leguminosas (feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico...), cereais integrais, além de pães integrais.
Consuma, diariamente, frutas, verduras ou legumes crus (fontes de vitaminas e minerais), leite e derivados semidesnatados (fontes de cálcio) e pães ou cereais integrais (mais fontes de fibras). Lembre-se que os queijos brancos são ainda melhores, já que os amarelos que são ricos em gorduras!

Cuidado com os molhos! Mesmo os da salada. Os temperos “naturais” como orégano, hortelã, manjericão, limão, cheiro-verde, salsinha, alho, cebola, entre outros, além de ricos em fitosubstâncias antioxidantes, são menos calóricos que as outras opções muito mais gordurosas.

Fora de Casa - A escolha do alimento, mesmo em ocasiões sociais, também é importante. Evite, por exemplo, as pizzarias do tipo rodízios. Se conseguir, opte por ingredientes mais leves como peito de peru, frango, atum, rúcula. Mas modere também na quantidade!

De sobremesa, prefira sempre as frutas. Se não for possível resistir, fique com os doces à base de frutas ou sobremesas light. Evite chantilly e cremes. Evite também a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, com exceção do vinho, que pode ser tomado diariamente, porém, de forma moderada: duas taças para os homens e uma para as mulheres. No caso de refrigerante, dê preferência ao diet ou light.

E como meta, faça como os homens irlandeses, se preocupe mais com a ingestão da gordura em detrimento do valor que a balança aponta.

É preciso beber muita água durante a atividade física?

Atletismo · 14 nov, 2008

Recentemente em um fórum na internet mantido por treinadores e profissionais da corrida levantaram a questão sobre a real necessidade de se hidratar nas provas na freqüência disponibilizada pelos organizadores, ou seja, 1 copo a cada 3km aproximadamente.

Um mito é o de que precisamos beber por volta de três litros diários de água. Não se sabe até hoje quem criou essa lenda urbana. A Nutrição não tem estipulada quantidades recomendadas para a água. Por ser saudável, não há problemas com esse valor. Mas quando falamos em treinamento ou desempenho já é uma outra questão.

As incontáveis pesquisas em Fisiologia do Esporte estabelecem diversos posicionamentos científicos que oferecem diretrizes para a reposição hídrica. Diretrizes essas que de forma unânime reconhecem a ingestão adequada como um comprovado meio de se aumentar o desempenho reduzindo-se o risco de problemas com o calor, sendo que nenhum estudo sugere “beber tanto quanto possível durante o exercício“, um comportamento que já foi conduta por parte de alguns orientadores físicos.

O maior problema da orientação dada ao corredor amador é que há a sugestão de se pesar antes e após uma prova ou treino. A diferença de peso resultante seria a recomendação de reposição hídrica a se fazer. Na prática do dia-a-dia o valor que achamos nessa conta é bem difícil de seguir.

É mais do que comum encontrarmos pessoas que não bebem água em todos os postos, atletas que passam longas distâncias sem beber água, uma falta de vontade de se hidratar após uma corrida ou a sensação de plena hidratação mesmo após o exercício.

Na minha experiência como treinador tendo participado de várias corridas estou seguro que há um excesso na recomendação que em casos muito raros pode causar um início de hiponatremia, como já falei aqui neste espaço. A hiponatremia geralmente é causada pela combinação da perda anormal de sódio pelo suor e pela ingestão excessiva de água sendo esta última por si só uma causa possível.

De modo geral podemos dizer que indivíduos que ingerem apenas água em excesso antes e durante exercícios prolongados e em ambientes quentes e úmidos correm riscos maiores de desenvolver o quadro.

Mas por que e onde tantas pesquisas estariam errando? Elas acertam na necessidade fundamental da reposição hídrica. Mas erram na quantidade por causa do glicogênio. Essa é a forma de reserva de carboidrato em nossos músculos para cada 1g armazenado tem com ele outros quase 4g de H2O. Um atleta bem treinado pode queimar quase 800g de glicogênio em uma prova de média ou longa duração. Não fica difícil calcular que ao final da prova ele terá um peso de aproximadamente 4kg a menos! Para um atleta de 70kg isso representa por volta de 5% de massa corporal!

Orientar esse sujeito a consumir esse valor em líquidos não resolve o problema porque a água estabilizada com o glicogênio, que agora não existe mais, não seria retida no organismo. Assim sendo, o que seria uma perda aceitável e natural acaba sendo tratada como algo que prejudicou ou limitou o desempenho.

Essa observação que já existe da observação por partes de muitos treinadores abre espaço para uma nova metodologia de pesquisa em um tema já tão discutido. Até lá, caso você também sinta dificuldade em consumir o grande volume de líquido recomendado talvez agora saiba o porquê.


É preciso beber muita água durante a atividade física?

Atletismo · 14 nov, 2008

Recentemente em um fórum na internet mantido por treinadores e profissionais da corrida levantaram a questão sobre a real necessidade de se hidratar nas provas na freqüência disponibilizada pelos organizadores, ou seja, 1 copo a cada 3km aproximadamente.

Um mito é o de que precisamos beber por volta de três litros diários de água. Não se sabe até hoje quem criou essa lenda urbana. A Nutrição não tem estipulada quantidades recomendadas para a água. Por ser saudável, não há problemas com esse valor. Mas quando falamos em treinamento ou desempenho já é uma outra questão.

As incontáveis pesquisas em Fisiologia do Esporte estabelecem diversos posicionamentos científicos que oferecem diretrizes para a reposição hídrica. Diretrizes essas que de forma unânime reconhecem a ingestão adequada como um comprovado meio de se aumentar o desempenho reduzindo-se o risco de problemas com o calor, sendo que nenhum estudo sugere “beber tanto quanto possível durante o exercício“, um comportamento que já foi conduta por parte de alguns orientadores físicos.

O maior problema da orientação dada ao corredor amador é que há a sugestão de se pesar antes e após uma prova ou treino. A diferença de peso resultante seria a recomendação de reposição hídrica a se fazer. Na prática do dia-a-dia o valor que achamos nessa conta é bem difícil de seguir.

É mais do que comum encontrarmos pessoas que não bebem água em todos os postos, atletas que passam longas distâncias sem beber água, uma falta de vontade de se hidratar após uma corrida ou a sensação de plena hidratação mesmo após o exercício.

Na minha experiência como treinador tendo participado de várias corridas estou seguro que há um excesso na recomendação que em casos muito raros pode causar um início de hiponatremia, como já falei aqui neste espaço. A hiponatremia geralmente é causada pela combinação da perda anormal de sódio pelo suor e pela ingestão excessiva de água sendo esta última por si só uma causa possível.

De modo geral podemos dizer que indivíduos que ingerem apenas água em excesso antes e durante exercícios prolongados e em ambientes quentes e úmidos correm riscos maiores de desenvolver o quadro.

Mas por que e onde tantas pesquisas estariam errando? Elas acertam na necessidade fundamental da reposição hídrica. Mas erram na quantidade por causa do glicogênio. Essa é a forma de reserva de carboidrato em nossos músculos para cada 1g armazenado tem com ele outros quase 4g de H2O. Um atleta bem treinado pode queimar quase 800g de glicogênio em uma prova de média ou longa duração. Não fica difícil calcular que ao final da prova ele terá um peso de aproximadamente 4kg a menos! Para um atleta de 70kg isso representa por volta de 5% de massa corporal!

Orientar esse sujeito a consumir esse valor em líquidos não resolve o problema porque a água estabilizada com o glicogênio, que agora não existe mais, não seria retida no organismo. Assim sendo, o que seria uma perda aceitável e natural acaba sendo tratada como algo que prejudicou ou limitou o desempenho.

Essa observação que já existe da observação por partes de muitos treinadores abre espaço para uma nova metodologia de pesquisa em um tema já tão discutido. Até lá, caso você também sinta dificuldade em consumir o grande volume de líquido recomendado talvez agora saiba o porquê.

Relato: a Maratona de Dublin do ponto de vista de um staff

Maratona · 03 nov, 2008

No último dia 27 de Outubro o colunista do Webrun Danilo Balu participou como voluntário de uma Maratona em Dublin, na Irlanda, e conta as diferenças e semelhanças da organização de uma prova no país bretão e no Brasil. Bacharel em Esporte pela Universidade de São Paulo (EEFE-USP) e também graduado em Nutrição (USP), Balu mora há seis meses em Dublin.

Dublin - No último dia 27 de Outubro, sexta-feira, feriado local na Irlanda, aconteceu a mais importante maratona do país, a Maratona de Dublin. Morando aqui há seis meses e tendo trabalhado no Brasil muito tempo com corrida de rua, decidi acompanhar. Uma pena que por causa do meu trabalho por aqui esta tenha sido a primeira corrida que pude assistir in loco. Diferentemente do Brasil, aqui são voluntárias as pessoas que você vê ao longo do percurso de uma corrida de rua controlando público e o tráfego enquanto saúdam os atletas. E eu fui lá ser um deles!

Como ex-sócio de uma grande assessoria esportiva em São Paulo, eu costumava dizer que esse serviço de treinamento é tipicamente brasileiro e sem igual fora do país. Aqui na Irlanda também não há assessorias. Quem quer correr busca um “running team”, que conta sempre com um ou mais treinadores. O associado paga uma anuidade em torno de 150 euros (cerca de R$ 400) para usufruir uma pista de atletismo de altíssima qualidade, treinos diários, mas sem apoio em dias de prova/competição. Outra diferença que observo é que essas pessoas parecem ter um caráter mais competitivo com seus recordes e metas pessoais, importando bem menos o caráter social e festivo do treinamento. Não há água, isotônico, frutas, colchonete, massagem... é treino mesmo!

E foi treinando em uma dessas equipes que me convidaram para trabalhar como voluntário na corrida. Não há pagamento em dinheiro para nenhuma pessoa física, mas a marca patrocinadora oferece um pequeno pagamento em dinheiro para a equipe que levar 15 ou mais voluntários. Mas isso é o que menos importa pra todo mundo.

Por causa do forte frio do outono irlandês a corrida começa às 9h, mas o trabalho obviamente começa bem antes. A organização nos distribui pelos pontos mais críticos, mas o grosso mesmo fica na milha final. Como a maioria ainda se lembra, o padre que agarrou o Vanderlei Cordeiro na Maratona dos Jogos Olímpicos de Atenas (2004) era irlandês. Se ele ainda quisesse algo parecido aqui conseguiria facilmente, já que não há os famosos gradis para separar o publico dos atletas! Por vários momentos tínhamos que solicitar mais espaço a quem corria. Mas nada de mais grave ou que atrapalhe os atletas.

Não espere moleza! 42,2 quilômetros nunca são fáceis, mas nesta maratona a organização não faz questão de um percurso plano. Além do frio, infelizmente o atleta não passa pelos pontos mais conhecidos da cidade. Para compensar, estão lá no trajeto uma passagem pelo mais queridinho parque da cidade, o St Stephen’s Green Park. Você também irá se aventurar pelo gigante e quase montanhoso Phoenix Park (o Ibirapuera de Dublin) que é o maior parque urbano da Europa. E você irá terminar perto da largada no muito bonito Merrion Square.

Na edição deste ano São Pedro resolveu dar uma mãozinha tirando a chuva e a garoa que são praticamente diárias aqui em Dublin. O frio não é algo assustador se você é de São Paulo, ou se já correu a Maratona de Porto Alegre, por exemplo. A diferença que notei mesmo foi que ao final da corrida os atletas vinham falar e conversar conosco.

Em minha equipe havia uma americana de Nova York como voluntária (há voluntários de vários lugares) e atletas de várias partes vieram pessoalmente nos agradecer pela ajuda, apoio e incentivo, já que sabem que estamos lá por vontade própria sem receber dinheiro por isso. Essa é sem dúvida a parte mais gratificante!

A prova contou nesta edição com 11.700 corredores. Vi muitos corredores da Escandinávia, canadenses, americanos de Boston (reduto irlandês nos EUA), muitos franceses e italianos. Vi também dois brasileiros com camisetas de assessorias paulistas. E é muito legal também ver que naquele frio muitas pessoas saíam de suas casas para aplaudir e gritar pelos corredores. E do ponto de vista de organização, achei muito interessante saber que para esta prova, antes deste grande dia, eles organizam também outras três corridas durante o ano, criando um desafio (challenge). As corridas são em distâncias crescentes começando, em Junho com uma corrida de cinco milhas (8km), semanas depois uma de 10 milhas (16 quilômetros) e depois uma Meia Maratona antes do atleta encarar os 42km. Durante esse tempo a pessoa conta com palestras e treinos virtuais gratuitos para não chegar na Maratona sem orientação.

Ano passado, enquanto ainda trabalhava para esta mesma empresa no Brasil, pude conversar umas três vezes com o organizador, que ao falar comigo mostrava um orgulho diferente e sincero por organizar algo do tipo. Provavelmente ele é corredor e entende bem como funciona. E ele estava ainda mais empolgado porque havia acabado de fechar a renovação do patrocínio por três anos! Quase impensável algo do tipo no Brasil!

No final do dia, após conversar com muitos atletas, bater fotos com alguns outros, incentivar outros tantos e dar muita risada com o Homem-Tucano correndo lado-a-lado de um copo gigante de cerveja, recebemos algo que eu não esperava. Uma medalha. Se fosse a mesma medalha dada aos maratonistas nem receberia, pois não seria justo. Mas era uma medalha toda trabalhada dentro de uma moldura especial com palavras de agradecimento pelo trabalho voluntário.

Agora é voltar aos treinos encarando o frio daqui para poder relatar alguma prova do ponto de vista de quem está correndo. Aí volto aqui no Webrun para contar mais!


Relato: a Maratona de Dublin do ponto de vista de um staff

Maratona · 03 nov, 2008

No último dia 27 de Outubro o colunista do Webrun Danilo Balu participou como voluntário de uma Maratona em Dublin, na Irlanda, e conta as diferenças e semelhanças da organização de uma prova no país bretão e no Brasil. Bacharel em Esporte pela Universidade de São Paulo (EEFE-USP) e também graduado em Nutrição (USP), Balu mora há seis meses em Dublin.

Dublin - No último dia 27 de Outubro, sexta-feira, feriado local na Irlanda, aconteceu a mais importante maratona do país, a Maratona de Dublin. Morando aqui há seis meses e tendo trabalhado no Brasil muito tempo com corrida de rua, decidi acompanhar. Uma pena que por causa do meu trabalho por aqui esta tenha sido a primeira corrida que pude assistir in loco. Diferentemente do Brasil, aqui são voluntárias as pessoas que você vê ao longo do percurso de uma corrida de rua controlando público e o tráfego enquanto saúdam os atletas. E eu fui lá ser um deles!

Como ex-sócio de uma grande assessoria esportiva em São Paulo, eu costumava dizer que esse serviço de treinamento é tipicamente brasileiro e sem igual fora do país. Aqui na Irlanda também não há assessorias. Quem quer correr busca um “running team”, que conta sempre com um ou mais treinadores. O associado paga uma anuidade em torno de 150 euros (cerca de R$ 400) para usufruir uma pista de atletismo de altíssima qualidade, treinos diários, mas sem apoio em dias de prova/competição. Outra diferença que observo é que essas pessoas parecem ter um caráter mais competitivo com seus recordes e metas pessoais, importando bem menos o caráter social e festivo do treinamento. Não há água, isotônico, frutas, colchonete, massagem... é treino mesmo!

E foi treinando em uma dessas equipes que me convidaram para trabalhar como voluntário na corrida. Não há pagamento em dinheiro para nenhuma pessoa física, mas a marca patrocinadora oferece um pequeno pagamento em dinheiro para a equipe que levar 15 ou mais voluntários. Mas isso é o que menos importa pra todo mundo.

Por causa do forte frio do outono irlandês a corrida começa às 9h, mas o trabalho obviamente começa bem antes. A organização nos distribui pelos pontos mais críticos, mas o grosso mesmo fica na milha final. Como a maioria ainda se lembra, o padre que agarrou o Vanderlei Cordeiro na Maratona dos Jogos Olímpicos de Atenas (2004) era irlandês. Se ele ainda quisesse algo parecido aqui conseguiria facilmente, já que não há os famosos gradis para separar o publico dos atletas! Por vários momentos tínhamos que solicitar mais espaço a quem corria. Mas nada de mais grave ou que atrapalhe os atletas.

Não espere moleza! 42,2 quilômetros nunca são fáceis, mas nesta maratona a organização não faz questão de um percurso plano. Além do frio, infelizmente o atleta não passa pelos pontos mais conhecidos da cidade. Para compensar, estão lá no trajeto uma passagem pelo mais queridinho parque da cidade, o St Stephen’s Green Park. Você também irá se aventurar pelo gigante e quase montanhoso Phoenix Park (o Ibirapuera de Dublin) que é o maior parque urbano da Europa. E você irá terminar perto da largada no muito bonito Merrion Square.

Na edição deste ano São Pedro resolveu dar uma mãozinha tirando a chuva e a garoa que são praticamente diárias aqui em Dublin. O frio não é algo assustador se você é de São Paulo, ou se já correu a Maratona de Porto Alegre, por exemplo. A diferença que notei mesmo foi que ao final da corrida os atletas vinham falar e conversar conosco.

Em minha equipe havia uma americana de Nova York como voluntária (há voluntários de vários lugares) e atletas de várias partes vieram pessoalmente nos agradecer pela ajuda, apoio e incentivo, já que sabem que estamos lá por vontade própria sem receber dinheiro por isso. Essa é sem dúvida a parte mais gratificante!

A prova contou nesta edição com 11.700 corredores. Vi muitos corredores da Escandinávia, canadenses, americanos de Boston (reduto irlandês nos EUA), muitos franceses e italianos. Vi também dois brasileiros com camisetas de assessorias paulistas. E é muito legal também ver que naquele frio muitas pessoas saíam de suas casas para aplaudir e gritar pelos corredores. E do ponto de vista de organização, achei muito interessante saber que para esta prova, antes deste grande dia, eles organizam também outras três corridas durante o ano, criando um desafio (challenge). As corridas são em distâncias crescentes começando, em Junho com uma corrida de cinco milhas (8km), semanas depois uma de 10 milhas (16 quilômetros) e depois uma Meia Maratona antes do atleta encarar os 42km. Durante esse tempo a pessoa conta com palestras e treinos virtuais gratuitos para não chegar na Maratona sem orientação.

Ano passado, enquanto ainda trabalhava para esta mesma empresa no Brasil, pude conversar umas três vezes com o organizador, que ao falar comigo mostrava um orgulho diferente e sincero por organizar algo do tipo. Provavelmente ele é corredor e entende bem como funciona. E ele estava ainda mais empolgado porque havia acabado de fechar a renovação do patrocínio por três anos! Quase impensável algo do tipo no Brasil!

No final do dia, após conversar com muitos atletas, bater fotos com alguns outros, incentivar outros tantos e dar muita risada com o Homem-Tucano correndo lado-a-lado de um copo gigante de cerveja, recebemos algo que eu não esperava. Uma medalha. Se fosse a mesma medalha dada aos maratonistas nem receberia, pois não seria justo. Mas era uma medalha toda trabalhada dentro de uma moldura especial com palavras de agradecimento pelo trabalho voluntário.

Agora é voltar aos treinos encarando o frio daqui para poder relatar alguma prova do ponto de vista de quem está correndo. Aí volto aqui no Webrun para contar mais!

Infância pode explicar a dificuldade para perder peso

Atletismo · 06 out, 2008

Foram publicados recentemente os resultados e conclusões de uma pesquisa sobre um assunto que os melhores fisiologistas já acreditavam ser uma verdade teórica a ser provada pelas experiências. O estudo comprovou a tese de que nossos adipócitos (células de gordura) se multiplicam em nossa infância e adolescência determinando para toda a nossa vida adulta o quanto poderemos eventualmente acumular de gordura no corpo.

O raciocínio é muito simples: quanto mais adipócitos, mais o indivíduo pode acumular e mais facilmente ultrapassaria os limites do saudável. Seria mais ou menos como o tamanho do porta-malas de um carro determinando quanta bagagem poderíamos carregar nele. A obesidade ou sobrepeso na infância aumentaria esse porta-mala. No futuro facilmente poderíamos carregar esse nosso carro de gordura. E o vizinho com o carro sem porta-mala não correria o risco de ter excesso de bagagem.

Esse nosso número de adipócitos seria determinado já nos primeiros anos de vida porque é quando essas células se multiplicam mais intensamente em resposta ao peso e aos hábitos alimentares da criança. Uma vez reproduzida a célula, fica extremamente difícil reduzir esse número.

Pela mera observação, os profissionais e pesquisadores já haviam notado que muitas das crianças obesas tendiam a carregar pelo resto da vida adulta o excesso de peso. No caso das que entravam em dieta para perda de peso notava-se uma dificuldade muito maior que as demais para conseguirem reduzi-lo e depois ainda para mantê-lo nos níveis adequados.

Desta descoberta podemos também entender melhor outro comportamento: o efeito sanfona. A criança que foi obesa pode sofrer futuramente mais com esse efeito, emagrecendo e voltando ao sobrepeso por ter mais células que reservam a gordura quando a dieta sai da linha.

Vale lembrar que não podemos nos precipitar achando que é apenas isso o que define o peso adulto de uma pessoa ou o quanto de dificuldade ela terá ao longo da vida. O peso depende de muitas variáveis genéticas, comportamentais e ambientais. Esta é apenas mais uma delas.

Essa pesquisa é, sim, muito válida porque mostra o quanto é importante o indivíduo ter uma boa educação nutricional desde sua infância. Fica assim para os pais mais uma responsabilidade que é a de cuidar atentamente e desde cedo para que o bebê/criança tenha sempre o peso saudável e que desde cedo comecem a ensinar quais são os hábitos mais saudáveis e adequados.

Já os que tiveram problemas de peso quando crianças, agora já têm mais um motivo para entender melhor a dificuldade da briga com a balança.


Infância pode explicar a dificuldade para perder peso

Atletismo · 06 out, 2008

Foram publicados recentemente os resultados e conclusões de uma pesquisa sobre um assunto que os melhores fisiologistas já acreditavam ser uma verdade teórica a ser provada pelas experiências. O estudo comprovou a tese de que nossos adipócitos (células de gordura) se multiplicam em nossa infância e adolescência determinando para toda a nossa vida adulta o quanto poderemos eventualmente acumular de gordura no corpo.

O raciocínio é muito simples: quanto mais adipócitos, mais o indivíduo pode acumular e mais facilmente ultrapassaria os limites do saudável. Seria mais ou menos como o tamanho do porta-malas de um carro determinando quanta bagagem poderíamos carregar nele. A obesidade ou sobrepeso na infância aumentaria esse porta-mala. No futuro facilmente poderíamos carregar esse nosso carro de gordura. E o vizinho com o carro sem porta-mala não correria o risco de ter excesso de bagagem.

Esse nosso número de adipócitos seria determinado já nos primeiros anos de vida porque é quando essas células se multiplicam mais intensamente em resposta ao peso e aos hábitos alimentares da criança. Uma vez reproduzida a célula, fica extremamente difícil reduzir esse número.

Pela mera observação, os profissionais e pesquisadores já haviam notado que muitas das crianças obesas tendiam a carregar pelo resto da vida adulta o excesso de peso. No caso das que entravam em dieta para perda de peso notava-se uma dificuldade muito maior que as demais para conseguirem reduzi-lo e depois ainda para mantê-lo nos níveis adequados.

Desta descoberta podemos também entender melhor outro comportamento: o efeito sanfona. A criança que foi obesa pode sofrer futuramente mais com esse efeito, emagrecendo e voltando ao sobrepeso por ter mais células que reservam a gordura quando a dieta sai da linha.

Vale lembrar que não podemos nos precipitar achando que é apenas isso o que define o peso adulto de uma pessoa ou o quanto de dificuldade ela terá ao longo da vida. O peso depende de muitas variáveis genéticas, comportamentais e ambientais. Esta é apenas mais uma delas.

Essa pesquisa é, sim, muito válida porque mostra o quanto é importante o indivíduo ter uma boa educação nutricional desde sua infância. Fica assim para os pais mais uma responsabilidade que é a de cuidar atentamente e desde cedo para que o bebê/criança tenha sempre o peso saudável e que desde cedo comecem a ensinar quais são os hábitos mais saudáveis e adequados.

Já os que tiveram problemas de peso quando crianças, agora já têm mais um motivo para entender melhor a dificuldade da briga com a balança.