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Ciclismo · Tuiuti, SP

2020-02-09 -
Ana Lídia quer baixar 20 minutos do seu melhor tempo no Ironaman Brasil (foto: Tom Papp/ www.webrun.com.br)
Ana Lídia quer baixar 20 minutos do seu melhor tempo no Ironaman Brasil (foto: Tom Papp/ www.webrun.com.br)

No segundo semestre de 2009 a triatleta Ana Lídia Borba sofreu um acidente durante um de seus treinos de ciclismo que, além de ter colocado sua carreira em risco, a deixou meses hospitalizada. Após o incidente, ocorrido no ano em que conseguiu seu melhor desempenho no Ironman Brasil até então (5º lugar 9h52min28), nada de ruim chegou a atrapalhar a goiana.

Porém, durante a etapa final de seus treinos para a competição desse ano, Ana se contundiu novamente enquanto praticava seu ciclismo. “Duas semanas atrás sofri um acidente feio de bike. Um carro estava parado na ciclovia e alguém abriu a porta bem na hora em que eu estava passando”, lamenta.

Apesar de dessa vez Ana não ter corrido risco de vida, a batida no carro e a queda da bicicleta fizeram com que ela rompesse totalmente os ligamentos do tornozelo direito. “Esse acidente me forçou a mudar o meu planejamento. Até esse próximo final de semana eu tenho um treino longo. Eu fiquei dez dias sem poder correr e vou correr até o dia do Ironman, porque meu tornozelo ainda está muito instável”, detalha a goiana.

Nova estratégia de prova– Apesar da gravidade da contusão no tornozelo de Ana Lídia, a atleta afirma que a evolução na recuperação e tratamento tem sido muito satisfatória. Normalmente, a competidora precisaria ficar cerca de sete semanas longe de qualquer atividade física. “Por sorte eu tenho um médico, meu ortopedista que sabe bem que não é assim”.

Ana Lídia sofreu acidente semanas antes da largada do Ironman Brasil 2013   Foto: Cassio Roosevelt/ Asics
Ana Lídia sofreu acidente semanas antes da largada do Ironman Brasil 2013 Foto: Cassio Roosevelt/ Asics

Entre as sessões de fisioterapia intensiva, Ana tem encaixado treinos de natação, ciclismo e corrida. “Apesar de eu não estar mais sentindo dor, a pernada forte da natação incomoda e sinto que o pé está instável. Então, até o Ironman preciso estabilizar a passada”, explica.

Para Ana Lídia alcançar o pódio deste ano será uma tarefa muito difícil por causa do acidente. Sem ter condições plenas de lutar pelo título, o objetivo da triatleta é pontuar bem para conseguir uma vaga para Kona em 2014.

“Estou com outra visão da prova agora, tracei outra estratégia. Estou confiante na natação e no ciclismo. Na maratona você corre mais com o coração, a corrida é mais raça”, afirma.

Confira no vídeo abaixo o perfil de Ana Lídia Borba:

Field casca-grossa– Segundo Ana Lídia, o acidente sofrido se tornou um problema, mas com a evolução da recuperação do tornozelo e o trabalho psicológico que ela tem feito, o incidente pode até ter algum viés positivo. “Já que aconteceu (o acidente), eu procuro pensar em uma nova maneira de correr. E isso faz com que eu tire um pouco o foco da prova, a pressão”, esclarece.

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Ana vê o field desse ano muito competitivo e terminar a prova entre as dez primeiras a ajudará a ter uma boa continuidade durante o restante da temporada. “A prova desse ano está bem cheia, vai ter muita gente casca-grossa, então eu acho que o Top-10 é um resultado realista e bom. Além disso, também quero baixar meu tempo em 20 minutos”, conclui.

Este texto foi escrito por: Renato Aranda