Lucélia ainda dúvida para a São Silvestre
Foto: Divulgação/ ZDL
Lucélia Peres, detentora de diversos títulos na carreira, entre eles o da São Silvestre de 2006, ocasião em que desbancou um domínio de três anos dos competidores estrangeiros, ainda não confirmou presença na prova deste ano. Ela não sabe se estará no field, pois se recupera de uma lesão sofrida no pé direito no começo do ano, mas aproveita para dar algumas dicas para as corredoras amadoras.
“Para correr a São Silvestre a pessoa deve ter se preparado o mínimo possível antes, então nas semanas anteriores é legal tentar manter a mesma rotina, fazendo trotes leves”, ressalta a corredora que tem 15 anos dedicados ao esporte. Ela diz que nem sempre é fácil resistir às tentações dessa época de comemorações de fim de ano, mas que o importante é se manter concentrado.
Outra dica importante que ela dá é sobre o desgaste da prova e alerta para os corredores não abusarem do corpo e respeitarem os limites. “Nós da elite estamos acostumados a competir direto e conhecemos melhor nosso corpo, os amadores têm que ter uma preocupação extra. O que vale é aproveitar a festa”.
Esse ano mais uma vez a prova contará com 20 mil pessoas e com a largada unificada para os homens e para as mulheres, o que requer um cuidado extra. “Nós mulheres temos que nos preocupar em dobro para não sermos atropeladas e pisoteadas pela multidão no início”, alerta a mineira radicada em Brasília.
A prova tem 15 quilômetros de extensão, sendo os primeiros em trecho de descida, o que geralmente cria nos corredores uma empolgação que pode custar caro mais para frente. “Muita gente diz que a pior parte da São Silvestre é a subida da Brigadeiro, mas na verdade as descidas são piores”, relata Lucélia, se referindo ao desgaste muscular provocado pelo terreno em declive. “O ideal é não largar tão ansioso, pois no quilômetro sete ou oito você começa a pagar o preço de ter saído forte”, finaliza a atleta de 27 anos.