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Brasileiros atacam de “tiete” em Vanderlei antes da S. Silvestre


Por Alexandre Koda | 30/12/2008 - Atualizada às 23:50



Vanderlei era só alegria com tantos elogios
Vanderlei era só alegria com tantos elogios
Foto: Harry Thomas Júnior/ www.webrun.com.br
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Já a alguma tempo Vanderlei Cordeiro de Lima tomou a decisão de encerrar sua carreira como atleta profissional e escolheu a Corrida Internacional de São Silvestre, no próximo dia 31, em São Paulo, como o marco histórico. No último dia do ano de 2008 o maratonista de 39 anos disputará sua última prova na elite.

Durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta quarta-feira, diversos atletas de elite atacaram de tiete e revelaram a admiração que têm por Vanderlei. Franck Caldeira, Giomar Pereira, Anoé Dias, Marily dos Santos, Marizete Moreira e Maria Zeferina Baldaia revelaram tê-lo como um ídolo, um exemplo a ser seguido.

“Não tem dinheiro no mundo que pague o que ele representa”, ressalta Baldaia. “Ele é um exemplo a ser seguido no Brasil e no mundo, quero ser igual a ele”, completa. “Essa será uma despedida entre aspas”, emenda Marizete. “Não há motivos para tristeza, ele estará sempre com a gente”, relata tentando evitar uma comoção geral que ameaçou recair sobre os presentes.

Até a recatada e sempre curta nas frases Marily deixou de lado a timidez e revelou que não resistiu certa vez a pedir uma foto com o ídolo. “Não sou de pedir para tirar foto, mas depois de um tempo criei coragem e pedi a ele”, confessa. “Ele tem mesmo que continuar como amador, um dia quero fazer igual a ele quando deixar de ser elite”, finaliza com um breve sorriso no canto do rosto.

“O Vanderlei é um exemplo para todos, ele é o cara!”, exclama Anoé que não encontrou mais palavras para descrever algo talvez tão abstrato que não pudesse ser traduzido. Franck Caldeira com sua irreverência não deixou barato e disparou: “Já que todos falaram bem, vou ter que falar mal”. Brincadeiras à parte, para o campeão da prova de 2006, Vanderlei é uma motivação. “Temos que agradecer pelo que ele fez pelo atletismo brasileiro”.

Também animado e brincalhão, Giomar faz um pedido inusitado, num misto de brincadeira com fundo de verdade: “Quero o patrocínio dele para mim”, exclama provocando risadas no público presente. “Ele escolheu a prova certa para encerrar a carreira, desejamos tudo de bom a ele”, completa desta vez num tom mais sério.

Amigo de todos os dias - Mesmo com tantos elogios, o medalhista de bronze na Olimpíada de Atenas não foi às lágrimas como esperado por muitos, nem mesmo no momento em que seu treinador há 18 anos, Ricardo D’Angelo foi convidado a proferir algumas palavras. “Ele é para mim como um amigo, pequeno no tamanho, mas grande como ser humano”. Segundo o treinador, ambos acharam o ponto de equilíbrio entre mestre e aprendiz. “Tivemos muitas viagens, muitas roubadas, mas o saldo que fica é muito positivo”.

Ele diz ainda que neste momento encerra-se um ciclo e inicia-se outro.
Com um largo sorriso estampado e não conseguindo esconder a felicidade, Vanderlei Cordeiro de Lima afirma que gostaria que todos os atletas tivessem a oportunidade que ele teve na vida. “Com a corrida eu fui alguém. Fico feliz de ter dado minha contribuição”.


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