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Elite do Brasil diz não temer os estrangeiros na São Silvestre


Por Alexandre Koda | 30/12/2008 - Atualizada às 20:34



Franck preferiu não falar em vitória
Franck preferiu não falar em vitória
Foto: Harry Thomas Júnior/ www.webrun.com.br
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Giomar Pereira; Anoé Dias; Franck Caldeira; Marily dos Santos; Marizete Moreira e Maria Zeferina Baldaia se unirão contra o pelotão de estrangeiros nessa quarta-feira na tentativa de dar mais um título da São Silvestre para o Brasil. Vanderlei Cordeiro de Lima também participará da prova, mas não competirá visando tempo, mas sim para curtir a festa.

São Paulo - Giomar, atual primeiro colocado do Ranking Caixa/ CBAt de Corridas de Rua, se diz confiante em disputar uma colocação no pódio, já que esse ano correu diversas provas como preparação. “É difícil vencer os quenianos, mas não é impossível. Vamos brigar até o final”, relata confiante.

Quem também se mostrou confiante foi Franck Caldeira, que estava muito à vontade durante a coletiva de imprensa e por diversas vezes fez brincadeiras com os companheiros. Diferentemente de outros anos, em que se mostrava arredio e um pouco desconfiado das perguntas dos jornalistas, hoje o mineiro apresentava um sorriso cativante.

“Em 2006, ocasião em que venci a prova, cheguei mais confiante e com muito mais provas rápidas na bagagem. Desta vez não consegui fazer nada de muito diferente no treino, principalmente porque visei a Maratona Olímpica durante o primeiro semestre”, relata Franck. Sobre a presença dos quenianos, ele diz que eles são “uma presença incômoda”, mas a briga pelo pódio é sadia e que, assim como os outros brasileiros, brigará de igual para igual.

Na edição de dois anos atrás o mineiro obteve uma vitória sob forte chuva, condição que ele confessa preferir em vez do forte calor que promete acompanhar os 20 mil corredores amanhã. “Já trouxe os pneus de chuva”, brinca. “Em termos científicos a chuva é melhor, pois leva embora o ar seco e a poluição característicos de São Paulo”, completa. Na época de sua vitória, algumas pessoas chegaram a dizer que ele fazia parte da “Elite B” da prova, já que não havia nenhum estrangeiro de peso competindo. Ele ficou ressentido na época, mas hoje diz que mostrou seu valor para os críticos.

“Estar na São Silvestre é já é fazer parte de uma elite, é uma prova especial. A presença dos grandes nomes só faz com que a prova seja ainda mais completa”, relata o atleta natural de Sete Lagoas. “Corri em 44min07 debaixo de uma enxurrada e provei do que sou capaz”, completa.

Lados Opostos - Anoé dos Santos Dias, terceiro colocado ano passado e melhor brasileiro na prova sabe que desta vez sofrerá uma marcação mais cerrada, mas diz que não ficará frustrado caso obtenha uma colocação de quarto lugar para baixo. “Todos querem estar no pódio e certamente farão o melhor possível, assim como eu”, comenta. “Fiz um trabalho na academia e em rampas especificamente para essa prova”, completa dizendo ainda que qualquer um pode faturar o caneco dourado.

Já Vanderlei Cordeiro, escolheu a prova do último dia do ano para encerrar sua carreira como profissional e está ansioso em ter a oportunidade de correr no meio dos populares e sentir toda a energia que a São Silvestre Proporciona. “Meu objetivo é completar a prova. Sempre há uma expectativa muito grande, uma ansiedade, mas preciso estar o mais tranqüilo possível”, comenta o maratonista de 39 anos. “A minha vida é a corrida e, a partir do dia primeiro de janeiro passo a ser um atleta amador”, finaliza.


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