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nataliay
São Paulo, SP

Corredora Zen :-)

Corredora Zen :-)


Histórias de corrida e um pouco sobre qualidade de vida, yoga, saúde e alimentação e, claro, provas. Para mim, corrida é um tipo de meditação e escrever um tipo de diversão. Muito prazer, eu sou a Natalia Yudenitsch, mas pode me chamar de Nat.

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Este é um blog pessoal e não reflete, necessariamente, as opiniões do Portal Webrun


Doe seu presente do ano passado


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 28/01/10 às 19:08 na(s) categoria(s) dicas, historias de corrida, produtos
Você já ouviu falar que corrida é um esporte super econômico que não precisa de equipamento nenhum, basta um tênis e sair correndo, né? Então você também sabe que isso é uma cascata deslavada. Porque sair correndo de All Star não é exatamente uma boa idéia, apesar de que, dependendo do modelo, pode até ficar fashion.
Então começa a somar na maquininha: tênis de corrida. E isso não vai te custar R$50. Vamos dizer que você conseguiu uma super promo e comprou um modelo-ano-passado por R$200. Aí você vai querer ter um mínimo de controle do seu treino, ou seja, precisa de um relógio com cronômetro - ou, se você estiver podendo, um desses Amigos Eletrônicos que marcam seu pace, calorias queimada, passadas, velocidade, distância, frequência cardíaca, têm GPS, deixam subir seus treinos para o site, syncam com ipod e ainda elogiam sua performance incrível. Mesmo se você comprar um relógio genérico, ou "Mickey", como minha amiga Ceci diz, vai sair, sei lá, uns R$50. Se for um relógio bacanudo, pode colocar uns R$ 1.500 fácil.

Aí ainda tem que ter meia, boné, óculos escuros, protetor solar, camiseta, shorts, top se vc for mulher.. Enfim, na soma final não sai tão grátis assim.

Com essa continha em mente, olhe para seu armário. Aposto que tem tênis de corrida que você não usa mais. Aliás, aposto que tem VÁRIAS coisas que você não usa mais. Sabe aquele tocador de MP3 que vc aposentou? O celular velho (ups, VINTAGE) que está desmaiado na gaveta? O computador que foi trocado por uma engenhoca mais rápida? Pois é.

Então vamos combinar: ganhou ou comprou algo novo? Doe seu presente do ano passado. Ou retrasado. Ou da semana passada mesmo. Que tal entrar numa corrente do bem e reciclar, passando para outras pessoas? Por exemplo, este post é reciclado , seguindo uma iniciativa bacana da rede Ecoblogs. Vamos somar esforços? Vaaa-mooooossss (isso vocês respondem em estilo jogral, pessoas bacanas).

Então aí vão algumas sugestões de para onde enviar suas doações:

Seu tênis pode ir para:
Seu celular, computador, impressora, cabos, videogame e coisas tech podem ir para:
  • Comitê para Democratização da Informática CDI –  cuja missão é transformar vidas e f ortalecer comunidades de baixa renda através da capacitação nas tecnologias da informação e comunicação e de um aprendizado complementar voltado à prática da cidadania e do empreendedorismo
  • Liga Solidária - faz manutenção e triagem para que a doação seja encaminhada às unidades sociais que estiverem precisando do material doado.
  • Museu do computador - os equipamentos são revisados e reformados, para seguirem para exposição no Museu do Computador. Já software e publicações relacionadas à informática são destinados à biblioteca do museu, ficando disponíveis para consulta dos visitantes.
-- veja mais opções AQUI  ---












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Agora que passou a São Silvestre...


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 15/01/10 às 12:43 na(s) categoria(s) fail, historias de corrida, provas
... acho que dá para fazermos algumas considerações sem o calor do momento. Não, esse ano não corri, porque como vcs já sabem, estava subindo ladeiras em Atibaia. Mas quando corri, tenho que confessar que adorei (tem um pouco disso aqui nesse post).

Adorei o astral, as pessoas fantasiadas, a forma de comemorar o encerramento de um ano e o percurso. Como já falei, não foi nem a mais fácil, nem a mais difícil, nem a mais bonita das provas que já corri, mas com certeza foi a mais *divertida*. Isso APESAR do bafo quente que sai do asfalto e da quantidade de gente que te faz sentir que nem naqueles metrôs japoneses na hora do rush, onde tem funcionários que empurram as pessoas para dentro do vagão para caber mais gente.

Independente disso, assistir a São Silvestre é algo que eu faço questão de fazer. Faz parte dos rituais de reveillon. Tem gente que pula ondinha, come semente e vira o derriére para a lua --assistir à São Silvestre faz parte desse sincretismo, assim como usar roupas de cores específicas ou essa maledeta mania de soltar rojões (quem tem cães que piram com o barulho me entende, tenho certeza).

Para mim, essa corrida tem ligações afetivas, já que é também o dia do aniversário do meu pai e, quando eu era jovem e inocente e a São Silvestre era a meia-noite, assistíamos a corrida preparados com as taças na mão: acabava, rolava a contagem, o brinde e o parabéns, quase que tudo ao mesmo tempo. By the way, eu adoraria que voltasse a ser uma corrida noturna e acabasse a meia-noite. Eu sei, eu sei, tem zilhões de argumentos contra, mas eu continuo preferindo a corrida da virada.

Pois bem, esse ano achei a cobertura da corrida FAIL, uma decepção. Nas 2 emissoras. Aliás, por que sempre tem uma dupla comentarista formada por alguém que sabe do que está falando + alguém que não tem a menor idéia e faz os comentários mais estapafúrdios do planeta? Tipo "vejam o corredor nº xxx acabou de encostar no pelotão de elite!" (era um pipoca, que tinha entrado de gaiato na prova naquele trecho para aparecer um pouquinho). Ou então "e lá vai ele, tranquilo na liderança" (era um atleta que ia parar antes do final, por isso estava dando aquele gás master).
 
Considerando a quantidade de comentários infelizes, a cobertura de imagens tinha que ser ótima, né? Só que não foi. A disputa feminina vc viu? Pq eu não vi. Só vi a largada e depois de muuuuiiiiito tempo mostraram a líder e quando ela ganhou. Os comentaristas nem sabiam dizer quem estava em 2º lugar até mostrarem a pessoa. Ninguém viu como é que a Pasalia disparou, como estava a disputa no pelotão, como estavam as outras corredoras - enfim, como foi a prova em si. E olha que, na minha modesta opinião, o feminino costuma ser mais emocionante que o masculino (não, não é sexismo, é que no feminino costumam rolar mais surpresas, proporcionalmente, mas claro que as surpresas podem rolar em qq corrida) - quem lembra da última maratona olímpica?

No masculino a cobertura também deixou muito a desejar, muito tempo só acompanhando o líder e nada de mostrar aquela disputas e momentos emocionantes que rolam nos pelotões.

Além disso, tem Aquela Questão Espinhosa, que é a das quotas de atletas estrangeiros nas corridas. Acho que não tem resposta fácil para a questão. Quem é a favor de limitar a quantidade de estrangeiros diz que os atletas nacionais, que já nadam em dificuldades e dificilmente arrumam patrocínio, vão perder o pouco incentivo que têm e que dessa forma não conseguem as pontuações necessárias para as provas maiores.

Quem é contra, diz que fazer reserva de mercado é tapar o sol com a peneira e que tem é que melhorar a performance nacional e parar de mimimi, que a vida de atleta é dura e a competição é cruel mesmo.

Eu acho que é fácil bater martelos e distribuir veredictos. Mas a verdade é que essa força queniana (africana no geral) incomoda em todos os países. Nos EUA tem rolado uma queda mo interesse do público leigo em acompanhar as provas porque nenhum norte-americano vence. Ao mesmo tempo, se todo mundo limitar, os quenianos só vão poder concorrer mesmo e pontuar... no Quênia. E quantas provas internacionais e importantes acontecem lá mesmo?

Não é uma questão fácil, esporte para crescer precisa ter público, fãs, heróis nacionais. Ao mesmo tempo, o esporte tem o dom de dar espaço para talentos incríveis que podem surgir dos lugares mais improváveis, mais sem condições - e isso não dá para perder.

Ou seja, eu não tenho uma posição fechada a respeito, pq vejo razão dos dois lados da questão - não vejo é uma solução simples! Na dúvida, continuo em dúvida. E vcs?

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Pedra Grande, o treino


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 13/01/10 às 18:12 na(s) categoria(s) dicas, historias de corrida
Será que começar o ano ladeira acima é um sinal de sorte e prosperidade? É bom que seja, porque foi exatamente isso que eu fiz no 2º dia do ano (no 1º choveu choveu e choveu mais um pouco).

Primeiro, ninguém acreditou que o treino ia rolar, já que S. Pedro passou o dia anterior inteiro lavando (ou simplesmente jogando água) nas dependências divinas. Mas, no dia seguinte, pasmem: abriu um dia claro e até promissor. Aí seguiu-se uma conversa telefônica que virou rotina no final de ano, algo como:

- Oi
- Oi
- E aí, vamos lá?
- Blz, to indo aí

Super informativo e verborrágico. Um humor contagiante. É que, 1º, era de manhã. E, na verdade, a casa de mãmã fica 2 ruas do assim denominado Ponto de Encontro Para Treinos em Atibaia, então era só o caso de por o uniforme de corrida e andar 3 minutos, quiçá 5.

Pois bem, eu já estava sob impacto do treino do dia 30, da Volta do Mackenzie. E a perspectiva era nada mais nada menos do que subir a Pedra Grande. Quão grande? Bem, a pedra em si está a 1.450m acima do nível do mar, mas claro que Atibaia não está na beira da praia, então acho que deve ser uma subida com altitude de uns 500m, em um trajeto de que deve dar uns 8K ou 10K (ida e volta). Parece fácil? Sobe lá então!

Eu, que sempre vejo a Pedra Grande da piscina, nunca tinha subido por ali, em linha reta. É uma trilha bacana, que estava escorregadia (claro) com direito a deixar todo mundo com a marca registrada da Tribo Pé de Lama, daquele jeito que vc nem consegue mais enxergar o tênis. Por sorte, tem água no caminho - onde dá para lavar tudo, se refrescar e comprovar que o tênis Salomon realmente segura bem lama e água, tipo lavou tá novo (não visualmente pessoas otimistas, e sim de sensação, ele não fica pesado e molhadão).

Tem 3 opções de trilhas para subir a pedra desse lado, todas entre 2,4K e 3K (isso porque vc já subiu uns 2K até chegar no início das trilhas). É um treino excelente, tem trechos que dá para correr mais, outros menos (fora os que só andando, pelo menos para montanhistas suuuuper experientes como eu) e locais onde vc tem que subir nas pedras.

Aliás, o máximo é o grand finale, que é subir inclinadíssimo pela própria Pedra Grande e surgir do abismo causando pra dar de cara com os carros e pessoas que vieram motorizadas  pela estrada oficial, que vem pela rodovia D. Pedro I. Recomendo MUITO, mas fique esperto para:
- carrapatos e micuins
- torções e escorregões
- queimaduras de sol (eu tasquei um bloqueador antes de sair e fiquei zero bala, sem marca nenhuma)
- vertigens (eu ADORO altura, mas quem tem medo respira fundo e não olha para baixo)

Ah sim, só para constar: no dia seguinte deste detonante treino, adivinha? Mais uma Volta do Mackenzie com uns 21K, ou seja, 3 longões em 5 dias. Também, quem mandou se inscrever pro Cruce, né?

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A volta do Mackenzie


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 30/12/09 às 21:51 na(s) categoria(s) dicas, historias de corrida
Pois é, estou de férias do trabalho mas não do blog, como vcs podem observar. Neste exato momento estou em Atibaia, onde acaba de cair mais um mito: a volta do Mackenzie. Há mais de 1 ano que ouço a Cris, minha treinadora e amiga, falar que em Atibaia ela faz essa tal volta como treino (isso quando ela não está subindo e descendo a Pedra Grande, claro). Eu venho aqui direto mas nunca consegui descobrir exatamente onde era isso. Sabia que era uma volta de uns 18K, que tinha bastante subida e só.

Hoje eu fui finalmente iniciada nesse treino. A primeira surpresa foi descobrir que dá para sair da casa de mãmã mesmo, ou seja, que ela começa a 3 quadras daqui. A segunda foi saber que Mackenzie é esse afinal de contas. Anotem mais essa pérola de cultura inútil, quem sabe vcs não ganham o milhão do Justus com isso um dia? O nome vem do Observatório do Mackenzie, que é o apelido do Observatório de Radioastronomia e Astrofísica do Itapetinga (isso pq um dia o observatório foi controlado pela Universidade Mackenzie).  

Não, eu não fui até o observatório. Se vcs tivessem ido fazer um longão com a sua treinadora e ficassem sabendo que ela estava super cansada e só foi pq vc está querendo conhecer esse treino há séculos, vcs tbm iam sentir o peso da responsa e usar todas as suas energias em correr e ficar feliz de estar ali. 

A volta é assim: um tiquinho de asfalto e já começa a terra, assim como as subidas. Tá, não é a Pedra Grande, mas mesmo assim são várias e cascudas (para mim, cascudonas, mas com prática acho que dá para melhorar). Pensando em Cruce, recebi a seguinte ordem: correr em TODAS as subidas SEMPRE, nada de dar aqueles passos para dar uma aliviada e descansar uns segundos. "No Cruce vc pode andar quando precisar, no treino vc CORRE". Sim senhora. E lá fui eu, mesmo tendo a certeza de que a qualquer momento uma dessas velhinhas curvadas que moram nos sítios nos arredores ia me passar, caminhando tranquilamente.

Sim, pq minha sensação era de que eu estava correndo muito, mas muito mais devagar do que qualquer caminhada - além da pernas fritando, lógico. E assim fui, correndo na subida - e nem adiantava pensar em dar uma roubada e arriscar umas passadas que a treinadora tem um sexto sentido e grita para não parar, não andar e correr sem nem precisar olhar para trás. 

Ah sim, para um toque mais aventureiro ao treino, nos perdemos um pouco, ou seja: virou uma volta de uns 20K. Dureza, mas MUITO BOM. Adorei a consideração, o treino, a companhia e, claro, a volta do Mackenzie. Agora dá licença que vou descansar que amanhã é dia da fatídica dobradinha, ou seja, mais 1h de corrida - mas sem Mackenzie dessa vez.
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Brasil - Itália


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 29/12/09 às 21:55 na(s) categoria(s) fail, produtos
Gente, um post rápido, quase um twitter. É que acabei de chegar de uma grande loja de produtos esportivos. Entre as cositas, trouxe 3 meias para minha mãe. Ela queria pretas, do tipo invisível (que especialmente em preto são mais do que visíveis), confortáveis. Achei, cor certa, material OK, preço incrível. Levei. Serviram, ela adorou. 

MAS como eu sou aquela pessoa que tem mania de ler TUDO, manuais, bula de remédio e, segundo um amigo meu fotógrafo a única pessoa do mundo que lê todas as legendas em exposição de fotos, li tudo o que tinha na embalagem das meias. Uma das partes que eu mais gosto é de ver as coisas transcritas em várias línguas. Eu sei, gosto não se discute.

Daí que tinha, em inglês: Made in Brazil. Em espanhol, seguia: Hecho en Brasil. (não, não tinha em português, já começa a bizarrice daí). Daí vinha em russo e em japonês, coisa que o tradutor da marca deve ter pensado: ah vá, quem é que vai saber falar russo no Brasil?? Bem, acontece que, para infelicidade dele, eu sei. E ali estava escrito: Produzido na Itália. Oi? Como assim por exemplo?

Será que a máfia russa e a italiana se uniram? Algum boicote ao produto tupiniquim? Ou Brasil e Itália têm um acordo secreto que acaba de ser revelado nesse blog? Mistério. Como não sou tão poliglota assim e não sei lhufas de japonês, fica aqui a dúvida de qual seria o país de origem desta peculiar meia na tradução nipônica. Será que a Interpol lê esse blog?
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Pé no chão


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 28/12/09 às 19:20 na(s) categoria(s) dicas, historias de corrida, produtos, saude
Antes de mais nada, Ho HO Ho para vcs! Espero que Papai Noel tenha sido generoso, que a ceia tenha sido deliciosa e que ainda tenha sobrado energia para uma corridinha. Por falar nisso, vcs estão acompanhando esse movimento que promove uma volta ao pé no chão (ou barefoot running)?    

A idéia é que a melhor pisada é aquela que vc faz quando corre descalço -- ou quase. A tese, comprovada facilmente filmando alguém correndo descalço e de tênis, é que descalço vc pisa primeiro com o meio do pé, o que leva o seu arco do pé absorver a maior parte do impacto (o arco meio que se achata e volta para fazer isso). Com os nossos belos, caros e acolchoadíssimos tênis, tendemos a pisar primeiro com o calcanhar - que, aliás, costuma ser a parte mais fofinha do tênis.  
O pulo do gato, diz essa linha de pensamento: o tênis não consegue absorver tanto assim o impacto, que vai direto para as pernas e especialmente para os joelhos, aumentando a propensão a lesões. Isso mesmo, o raciocínio é que quanto mais fofinho e acolchoado o tênis, mais probabilidade de adquirir lesões com ele. 

Absurdo? Gente maluca? Bem, eu tenho que confessar que estou cada vez mais amiga dessa idéia e não por ter lido e acreditado. Na verdade tudo começou uns 2 anos atrás, quando comprei meu primeiro tênis Brooks. Tinha vários modelos, alguns deles do tipo bem fofinho, mas eu provei um que era super leve, confortabilíssimo, lindo e com a sola claramente mais fina que os outros. Eu vesti e senti o pé mais no chão, mais... "solado", tipo dava para os pés ficarem mais abertos, os dedinhos mais felizes. Comprei, com muitas dúvidas do que ia acontecer quando ele encarasse um longão.   

Bem, ele não só passou no teste com louvor como passou a ser meu tênis predileto para provas. Fez meias maratonas, tiros, de tudo. Foi aí que descobri que eu me dou super bem com esse tipo de tênis, mas achei que era só uma esquisitisse minha, como gostar de leite de soja ou ler durante as refeições. Aí agora me deparei com esse povo dizendo algo muito parecido e fez o maior sentido para mim. 
Claro que não vou ser xiita nem dizer que a sua lesão obviamente vem do tênis que vc usa, ou que tênis com muito amortecimento faz mal, até pq não tenho conhecimento técnico ou médico adequado para tanto. Mas vou dizer que talvez seja algo para pensar e testar. 

Fora do Brasil, todas as grandes marcas de tênis já lançaram seus modelos nessa linha, que eles chamam de mais "natural" (arght), que são tênis mais leves, bem flexíveis e finos. Como sempre tem um modelo super ultra mega bold geek, tem até o Vibram FiveFingers, que tem os 5 dedinhos, igual aquelas meias de dedinho que rolam por aí (tem até meia de compressão com dedinhos). 

Todo mundo que testou fala que a aparência é esquizo, vc se sente no Planeta dos Macacos, as pessoas te olham como alienígena, mas a sensação é ótima. Aliás, todo mundo que fez esse teste de passar a usar um tênis mais pé no chao diz que demora entre 1 e 2 semanas para se adaptar, ou seja, durante esse tempo seu pé dói em lugares que vc não sabia que existiam e a corrida fica estranha, mas assim que acostuma com a nova pisada fica melhor que antes. Deem uma sapeada nele no vídeo abaixo:


Eu, que não uso nada super radical como esse Vibram, notei uma mudança de pisada sim e para melhor. Curti mezzz esse mania style de correr. De repente é algo a se investigar mais, sem preconceitos ou radicalismos.
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Por onde a gente passou


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 07/12/09 às 20:19 na(s) categoria(s) dicas, historias de corrida
Este sábado fiz um treino para masoquista nenhum botar defeito: subir o pico do Jaraguá de manhã. Plenas 8h do sabadão e um comboio de corredores do Núcleo Aventura e do Projeto Mulher batia ponto no parque do Jaraguá. A maioria, como eu, ia participar do Cruce e estava ali para fazer um treino mais técnico (sinônimo de treino mais sofrido).

Chegar lá até que não foi tão dramático graças ao santo Google Maps. Claro que podia ter umas placas na Anhanguera apontando a saída certa, mas aí acho que era demais, imagina só, um ponto turístico bem sinalizado! Era até capaz de ser multado por tamanha aberração.

Mas o parque em si é beeem legal, uma reserva florestal de 4,5 mil hectares, com uma infra de banheiro, bebedouros e policiamento. O pico tem 1.135m e é o ponto mais alto de Sampa e um significado bacana: Jaraguá em Guarani quer dizer Por onde a gente passou. E em Tupi quer dizer Senhor do Vale.

O treino por ali não é para fracos (das batatas das pernas). Não importa se vc caminha ou corre, vale a pena. Mas pepare-se: a subida é boa, apesar de curta (uns 2K ou 3K do começo da trilha até o topo). Tem lama, terra, pedras, limo, mato, o menu completo para um treino mais aventura.

Você sobe em meio a névoa, parece a floresta encantada dos contos de fadas. Só que a sua sensação fica mais para Rocky Balboa treinando na escadaria do que para João e Maria encontrando a casa de doces. Porque quando vc chega ao topo do Senhor do Vale, descobre que ainda não acabou: é hora de subir as escadarias até a antena, essa mesma que a gente enxerga de quase qualquer lugar de São Paulo.

Parece difícil? E é, mas ao contrário de treinar em ladeiras urbanas, como a Biologia na USP, é que vc não vê o tempo passar. As 2h passaram vo-an-do. Você vai para outra dimensão do espaço-tempo. Qualquer outra preocupação que você possa ter na vida desaparece e dá lugar a decisões-relâmpago sobre onde pisar, tomadas pelo seus pés e não pelo seu cérebro. Porque amigos, se vcs pararem para pensar onde vai pisar, caem na hora, igual desenho animado quando anda por cima do abismo e só cai se notar que está andando no vazio.

Aliás, se vc tentar andar ou diminuir o ritmo, a probabilidade de escorregar é grande. Porque lá Onde a Gente Passou só funciona se vc não parar. Tem que descer estilo cabrito montanhês, saltita daqui, pula dali, em passos curtinhos e puladinhos -- ou saltos mais ousados para o povo mais pró que estava no treino e que não descia, VOAVA ladeira abaixo com uma leveza e velocidade que só os personagens de animação da Pixar costumavam conseguir.

No final, tênis lama, roupa lama mas a alma lavada. Para quem só tinha ido lá na longínqua adolescência, como eu, vale voltar, revisitar as terras do Senhor do Vale e pagar seu tributo de suor e corrida. E lembrar-se de tudo isso 2 dias depois, que é quando as batatas doem mais :-)

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Brigadeiros energéticos


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 01/12/09 às 18:01 na(s) categoria(s) alimentação, dicas, historias de corrida, produtos, saude
Vocês já repararam que eu curto o tema alimentação, né? Gosto de cozinhar, de escolher conscientemente o que como (mesmo que seja uma caixa de língua de gato hmmm), de saber o que cada alimento faz e principalmente de colocar meus valores pessoais na minha alimentação -- como só comer ovos da galinha feliz, que dividi com vcs nesse post aqui.

Na corrida, tenho que confessar: curto o gosto do gel (desde que chocolate ou triberry) e amo isotônico (especialmente se for o de frutas vermelhas). Eu sei, um monte de gente acha que o gel tem gosto horrível e revira o estômago, mas para mim tem um efeito igual o de tomar uma daquelas poções de vida de videogame: sinto a barrinha de energia vital recarregando na hora, dá até barato! Quanto ao isotônico, eu só consegui subir a serra de Maresias naquela prova de revezamento pq minha equipe de apoio era THE BEST e sabia que a cenourinha para me fazer seguir em frente era um gator gelado.

MAS um dia desses li uma matéria que me encantou. Era sobre um ultramaratonista que decidiu correr a Sables (nada menos do que uma ultramaratona de 243KM pelo deserto do Sahara) só comendo.. comida. Ou seja, sem suplementos, géis, isotônicos e afins. Aí ele e algum nutricionista montaram um cardápio muito bacana para a prova. Além do café, almoço, jantar, ele tinha criado uma coisa que chamou de Energy Balls, ou seja, algo como bolas energizantes. É uma mistureba de coisas como sementes, castanhas e alimentos em pó, adoçadas com mel e transformadas literalmente em bolinhas. A idéia é deixar pronto e ir consumindo durante a prova para, segundo ele, uma dose de energia e antioxidante.

Eu adorei o conceito das super foods, ou super comidas, e estava louca para experimentar nesse meu momento pré-Curce mas aí... perdi a revista. Estava super triste até que a Camila, que além de correr MUITO ainda trabalha na revista, me salvou. Ela não só lembrava da matéria como ainda tinha o link para o blog do tal ultramaratonista, que compartilha coisas bem bacanas sobre treinos e alimentação --e ainda tem as receitas.

Eu vou testar, quem quiser testar junto é só anotar e montar a sua (com eventuais substituições, pq tem ingredientes que não encontrei). Aí vai a receita desses brigadeiros energéticos, que traduzi do blog dele, mas sempre bom dar uma olhada no original caso eu tenha feito alguma atrocidade:

Energy Balls (ou Brigadeiros Energéticos na minha mais que livre adaptação rsrs)

Moer ou picar um ou dois punhados (punhados = mão cheia) de Gojis, passas, tâmaras, figos, damascos (ou outros frutos ou frutos secos, escolha o que quiser), de preferência orgânicos. Adicione sementes de abóbora, de girassol, gergelim, castanhas de caju ou amendoim picados.

Adicione um pouco de óleo de coco, um pouco de água, sal marinho, proteína em pó Sunwarrior, pó de Maca e, se quiser, farinha de aveia para dar a liga.

Tempere com cacau, baunilha ou canela. Coloque açaí em pó (ou frutas vermelhas em pó) como antioxidantes e para garantir energia extra. Se gostar de um sabor mais adocicado, adoce com mel ou adoçante natural. Você pode adicionar também pós como Spirulina ou Boku.

Misture tudo até formar uma massa lisa e homogênea, enrole em bolinhas e pronto. Leve com vc e consuma durante treinos longos ou provas.

Ah sim, e para quem ainda não cansou do assunto, nas buscas pelos brigadeiros energéticos achei uma edição antiga mas totalmente atual da Go Outside quase que temática, falando exatamente sobre alimentação e treinos, é só clicar AQUI.
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Correndo na penumbra


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 23/11/09 às 18:34 na(s) categoria(s) fail, historias de corrida
Depois de Dançando no Escuro, apresento Correndo na Penumbra. Estrelado pelos corredores que treinam a noite no parque do Ibirapuera. É um mix de filme noir e suspense, com um toque de comédia, dirigido pelo povo que decidiu que não precisa acender todas as luzes do parque a noite. Afinal, correr enxergando tudo é para fracos!

É assim: vc vai treinar e a assessoria tem que mudar de banco porque o tradicional local fica embaixo de um poste de iluminação apagado, ou seja, não é visível ao olho humano chegando do estacionamento.

Aí vc, que é uma pessoa ousada e corajosa, resolve correr a volta de 3K para se aquecer. Quando vai dar a volta no lago, começa a gincana, quase uma festa junina. Pula a rachadura no chão minha gente! Olha a poça! Cuidado com a raiz de árvore saindooo. E olha que não estou falando de locais como a pistinha, que é o máximo mas de noite fica tão deserta que só falta aquelas bolas de feno do deserto de faroeste passando.

E a volta de 1K então? Ou vc corre no pelotão, no modo unidos venceremos, ou fica para trás ouvindo a musiquinha do Psicose quando tem que passar sozinha pelo lado mais escuro, com medo que o Michael Jackson e os zumbis saiam dançando da terra. Fora que no geral, tem tantos postes apagados que o parque inteiro está a meia luz. Seria romântico se não fosse perigoso.

O policiamento lá melhorou e aumentou muito, isso preciso dizer! Tem sempre um carro checando o parque inteiro, nesse ponto o Ibira está de parabéns. Mas vamos combinar que, com pouca luz, o trabalho da polícia fica bem mais difícil né? Gente, o que é isso, treino para mais um apagão? Economia de energia? Quebrou a escada para trocar as lâmpadas que queimaram?

Nesse andar da carruagem, logo mais só vai poder ter treino em noite de lua cheia. Mas aí vamos ter que correr com balas de prata..
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A polaina está de volta


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 23/11/09 às 17:31 na(s) categoria(s) dicas, produtos
Não, não é um flashback dos anos 80, também conhecidos como Os Anos Mais Bregas de Nossas Vidas. Você não vai voltar a usar aquela polaina coloridona, nem as tirinhas torcidas na testa, para ficar aquela marca bonita. Se bem que a camiseta gigante com cintinho está quase de volta, dependendo do tamanhos das camsetas de prova que alguns organizadores andam distribuíndo, e a pochete.. bem, essa está de volta na corrida, seja para carregar gel, água ou chaves. Mas divago.

A polaina a que me refiro, é aquela de compressão, tipo a Flets que estava lá no Running Show. Eu provei e gostei, achei que diminui a sensação de cansaço nas pernas. E reparem nas provas e treinos atuais: sempre tem alguém correndo de meião ou de polaina. Ou é um modismo que pegou forte ou o negócio ajuda mesmo, né?

Pensando no Cruce, e nos 90K que nos esperam por lá, estou cogitando seriamente adquirir um par, só estou em dúvida se é mais legal ir de polaina, que talvez tenha mais compressão por não precisar ir até o pé, ou de meião, o que pode ser um plus no Cruce, pq aí não preciso me preocupar com meia normal.

Alguém com experiência em alguma das 2 para palpitar?
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Help, meus posts foram abduzidos :-O


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 23/11/09 às 17:04 na(s) categoria(s) fail
Pessoas, acabei de ver que meus últimos posts foram abduzidos! Não pela Webrun, que também está tão perplexa quanto eu, talvez nossa banda larga que aqui na agência anda dando só FAIL? Não duvido, que volta e meia a internê aqui fica a lenha, tem sites que não entram, outros dão paus bizarros..

Será que foi abdução por seres alienígenas? O mundo começou a acabar agora e não em 2012? O Echelon censurou?

Enfim, vou correr atrás do prejuízo e tentar recuperar os danados, além de postar as novas. O que mais me dá pena é o post de cobertura da feira, do Running Show, onde eu tive o grandecíssimo enormíssimo prazer de conhecer alguns de vcs, leitores! Foi O Máximo, né Pati? Um bate papo ótimo, ficou o maior gosto de quero mais.

Agora, é a Hora da Vingança. Senta que lá vem post!
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Quem vai ao Running Show?


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 25/09/09 às 20:01 na(s) categoria(s) historias de corrida
Eu! Pessoas que estiverem em SP esse sábado dia 26/9, estarei na Running Show, a feira de corrida/esporte que acontece na Bienal Ibirapuera (dentro do parque do Ibirapuera). Se quiser jogar conversa fora ao vivo e a cores --ou ter certeza de que eu existo de verdade e não sou uma simulação que fugiu de tédio do Second Life -- é só aparecer por volta das 15h que eu vou estar por ali, no estande da Webrun, junto com a blogosfera do portal. Deixa de preguiça e VAI LÁ!
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Próxima parada: estação Cruce


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 23/09/09 às 11:47 na(s) categoria(s) historias de corrida, provas
Agora virou fato: minha próxima big prova será em fevereiro de 2010 e atende pelo nome de Cruce de Los Andes (http://www.columbiacruce.com/carta2.htm). Agora que eu fiz o anúncio de forma blazé e controlada, posso falar como me sinto realmente: CEEECIIIII,UUHÚÚÚÚÚÚÚ, NÓS VAMOS PRO CRUUCEEEEE!

Ok, sem respirar no saquinho agora, vamos a explicação desse entusiasmo juvenil. Primeiro, algo essencial: essa prova é de montanha e é LINDA. Eu quero dizer, linda MESMO, linda DE VERDADE. Começa na Argentina e termina no Chile, passando nada menos do que pela Cordilheira dos Andes (dã, tá é meio óbvio pelo nome, mas dá uma satisfação contar). São 90K divididos em 3 dias e o mais legal: é em dupla. Digo mais legal porque é a minha 1ª prova desse porte, na montanha MESMO, e poder dividir isso com alguém não tem preço (quero dizer, na prática tem e é em dólar, mas isso a gente abstrai nesse momento).

Minha dupla é minha super amiga e sócia, que além do astral ainda vem uma experiência prévia super bacana de montanha - que vale ouro para alguém que de prova de montanha só lembra daqueles filmes de Everest, onde todos ficam sempre presos em desabamentos, gente morre congelada na caverna depois de cair e ter 3 fraturas expostas e sempre, sempre alguém resolve desafiar os deuses que mandaram sinais dizendo que era melhor não subir naquele dia. Vale também lembrar que a prova acontece no verão (sem congelamento na neve, portanto), não tem nenhuma SUPER altitude comparável ao Everest e tem uma infra ótema: a organização prepara almoço e jantar e leva sua barraca, caixa e sacos de dormir, um luxo só.

Agora que já recebemos o email de confirmação da inscrição é que caiu a ficha mesmo: não tem jeito, agora vai ter que rolar. Nossa equipe foi batizada de DUMA.COM.BR , que é um jabazão merecido da nossa empresa --afinal de contas, é ela quem vai viabilizar nossa ida para a prova, então nada mais justo que destacar nossa patrocinadora-mor (mor porque estamos cercadas de pessoas e empresas bacanas que também estão participando e apoiando nossa empreitada).

Passado momento gente-eu-vou-pro-cruce, começa a fase mais divertida para pessoas control freak como eu e a Ceci: planilhar e listar tuuuuuudo o que tem a ver com a prova. A lista do que é obrigatório levar, do que a gente quer levar e do que seria um sonho poder levar. O tênis certo, o corta-vento ideal. Os treinos que vamos fazer, os preços das passagens, incrições, hospedagens, taxas, refeições e aluguéis de coisas. Que tipo de alimentação vamos levar para o durante a prova. Qual vai ser a produção da nossa equipe (porque obviamente se nossa equipe tem nome esse nome vai ter que estar em algum lugar visível). O que vai no nosso kit de Primeiros Socorros e nem tão primeiros assim (de pomadinhas mágicas a algo mais power que a gente espera nunca precisar). O que vamos usar para dormir, para a prova, para a chuva, para o sol, para antes e para depois. É praticamente o paraíso dos planejadores!

E, claro, no meio de tudo isso temos que treinar bem. No nosso caso, muita corrida e muito yoga, essa é a nossa fórmula mágica para unir fortalecimento, alongamento, respiração e flexibilidade com um volume considerável de corrida. E muitas subidas, de preferência na trilha. Aliás, pessoas mais experientes, estou super aceitando sugestões de locais bacanas para treinar na trilha em SP ou arredores, de preferência lugares onde seja seguro se for um grupo pequeno e apenas feminino -- se bem que qualquer coisa eu levo a minhã cã feliz, a Mindy, que é uma fofa mas não deixa de ser um pastor alemão preto tamanho G com cara de lobo das estepes.

Enfim, a aventura já começou - e com certeza esse blog e vocês leitores já fazem parte dela.


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Cachorro cansado é cachorro feliz


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 31/08/09 às 20:29 na(s) categoria(s) historias de corrida
Quem tem cachorro sabe que isso é quase um mantra. E nada deixa um cão (ou uma cã sorridente como a minha) mais feliz que uma boa corridinha.



Depois que vi esse vídeo juro que fiquei tentada a transformar num business e oferecer nas horas vagas --que seriam sei lá que horas, mas para projetos mirabolantes isso não importa.
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Uma questão de perspectiva


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 31/08/09 às 19:24 na(s) categoria(s) dicas, historias de corrida, yoga
Esses dias estava falando com a minha amiga Ceci, que tem aquele dom parabólico de captar o que está rolando sem vc precisar dizer nada. Falávamos de percepções de esforço durante os treinos, que é aquele tipo de conversa que faz quem não corre bocejaaaar, bocejaaar e desejar ter ido assistir TV Senado que ia ser mais divertido. O ponto central desse tão intrigante tema era o quanto o mental afeta a nossa percepção de velocidade e cansaço.

Lembro que uma vez, quando estávamos treinando para uma meia maratona, teve um mês onde fizemos 6 tiros de 1K (entre vários outros tipos de treinos, claro). Mas por quase 5 loooongas semanas, chegava 3ªf e a gente já tinha aquela sensação de deja vu: tiro de mil. Aí vc corria naquela bendita (pq estou uma moça fina de família hoje) volta de mil do Ibirapuera. A descidinha que te anima, a sensação de ai-meu-deus-vai-começar quando o embalo da descidinha acaba, o lago de um lado, aquele mato escuro suspeito do outro (eu corro a noite, lembrem-se), a subidinha no final dos 500m, se aguenta como pode até o banheiro e dali o sprint corre-pra-vomitar até o final. Daí respira 1 min e começa tudo de novo.

Na 4ª volta parecia que não ia dar. Sempre dava, claro, mas era tudo muito sofrido. Sim, porque a gente Sofria com S maiúsculo. Seja por ver sempre aquela mesma volta no mesmo bat percurso seja porque parecia que o coração ia sair pela boca. Ah, éramos jovens e tolas e achávamos que aquilo era um treino de tiro hard.

Aí, treinando para outra prova, nem tanto tempo depois, nos deparamos com suaves treinos de tiros de 1K novamente. Só que, olha só que delícia, eram 10 tiros ao invés de 6. Na mesma bat volta, claro. E sabem de uma coisa? Não sofremos nem metade do que sofremos com as antigas 6 voltas. Os 10 tiros de mil saíam mais rápidos, mais fortes e terminávamos em melhores condições, o que significa que você conseguia até entender o que as pessoas falavam para você no final do treino -- sim, porque eu quando corro fazendo força DE VERDADE não só não consigo sorrir ou responder perguntas, eu simplesmente não ouço e não entendo o que as pessoas falam. Eu vejo que os lábios delas se mexem, eu sei que elas estão falando alguma coisa, mas eu não faço a menor idéia do que seja. Quem me conhece durante um treino de tiro acha que eu sou a pessoa mais antipática do mundo, quase o Grinch. Mas juro que na hora de soltar eu melhoro e sou até educadinha. Sou capaz até de arriscar um sorriso e responder sua pergunta.

Mas o fato é que ficou muito claro que a nossa perspectiva havia mudado. Não havia passado tanto tempo assim para dizer que tinhamos melhorado nossa performance ao ponto das 10 voltas serem a mesma coisa que as 6 voltas eram antes. O que mudou mesmo foi a nossa EXPECTATIVA.

Como já sabíamos que seriam 10 voltas, nos preparávamos para isso e a 6ª volta era só um ufa-já-passou-da-metade e não a volta final pra morte. Ao mesmo tempo, dava uma sensação boa ver que estávamos conseguindo fazer o treino bem, e isso dava forças para correr a próxima.

Ou seja, aquele sofrimento todo com os 6 tiros era basicamente só cabeça e não corpo.

O cérebro dizendo que era cansativo, que não ia dar e o corpo realmente se exauria. A percepção do cansaço era muito maior e a performance muito pior. Quando a percepção de cansaço diminuiu, mesmo com um volume bem maior (e intervalo menor) a performance melhorou.

Não é toa que cada vez mais atletas vêm usando PNL nos treinos (programação neurolinguistica). Não, não estou falando de repetir "hei de vencer" e sim de tentar simular elementos da prova mentalmente antes de enfrentá-los. Porque o cérebro lida melhor com coisas que ele já viveu --e a pegadinha é que ele não sabe bem diferenciar se viveu MESMO ou se foi uma simulação bem feita. Então se vc enfrenta uma prova onde dá um cansaço master, dói alguma coisa ou ocorre algo que te desanima, se vc conseguiu treinar seu cérebro a ignorar o desânimo vc consegue ir em frente. Ele olha a situação, procura nos arquivinhos do passado e diz "Ahhh taaaa, isso já aconteceu antes e deu tudo certo, é só continuar". Agora, se ele acha que é uma situação nova e potencialmente perigosa, ele começa a fazer seu corpo diminuir o ritmo, aumenta a sensação de cansaço e te enche de pensamentos tipo deu-acho-que-vou-parar.

Na prática, vc precisa deixar seu cérebro em um estado feliz-meditativo, ou pelo menos mante-lo quietinho e calminho enquanto seu corpo faz o que é preciso. No mínimo incorpore a linha se-não-vai-ajudar-pelo-menos-não-atrapalha. Não precisa parar de pensar, lógico, senão vc vira uma ameba corredora e isso não é bom, certo? Ou então distraia sua mente com questões como essa, ou fique planejando como vai ser seu próximo post no blog. Vale tudo para ela esquecer que vc está ali correndo.

No fim das contas, a moral da história é: ignore sua mente, abaixa a cabeça e faz força :-) Né Cris?
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Acupuntura djá


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 13/08/09 às 16:23 na(s) categoria(s) saude, yoga
Tem medo de agulha? Então melhor evitar esse post. Faz tatuagem numa boa mas acha que não suporta o sofrimento da acupuntura? Neste caso pára de mimimi e repensa tudo, porque VALE A PENA. A acupuntura tem sido essencial para essa minha vida de corrida + yoga, ou seja, de convivência assídua com a endorfina e a dor. Sim, porque quem pensa que yoga é obrigatoriamente aquela coisa meditativa e relaxante, onde vc se senta de olhos fechados e faz alongamentos suaves em câmara lenta nunca fez ashtanga. Então somando os ajustes doloridos e mudanças que o yoga traz para seu corpo, ainda tem a corrida, com aquela travada no ombro quando vc faz força no tiro, a dor ali quando exagera no volume, a dor aqui pós-prova. Dá até dó né?

Eu, até uns 2 anos atrás, apostava na massagem para ajudar no processo de relaxamento e cura das microlesões (ou nem tão micro assim). De preferência shiatsu, porque quando eu tinha uns 18 anos resolvi aprender algo de medicina chinesa e fiz vários cursos longos e bacanas a respeito, então conhecer um pouco da teoria me ajuda bem. Aliás, é por causa deles que sei que a acupuntura usa os mesmos pontos do shiatsu, só que de forma, digamos assim, mais agressive. Mas aí eu conheci uma acupunturista corredora, a Super Naomi-san.

Na próxima dorzinha chata fui lá. Tá, eu não vou mentir. Dói. Tipo DÓI. Mesmo. Se vc está bem travado, dói muito. Se vc só quer dar uma soltada, não dói. No meu caso, lógico, dói muito e sempre. Mas uma pessoa que também corre, como ela, acaba atendendo muitos atletas, gente maluca que faz ultramaratona, triathlon, corrida e afins, e sabe que só dar uma apertadinha ou seguir aquele esquema de colocar agulhas e sair por 20 min tomar um café enquanto o paciente relaxa estilo porco-espinho não funciona tão bem para quem faz esporte. Ou pelo menos, o jeito que ela faz funciona anos luz melhor.

Em dois tempos ela já matou a origem da dor, que vc pensava que era no joelho ou na canela mas na verdade vinha do quadril. Eu, que caí de moto em dezembro, tenho certeza absoluta que só estou correndo e fazendo yoga graças a ela, senão já tinha travado tudo há muito tempo atrás.

Aí funciona assim: vc chega travada, sofre ali na maca, sai desnorteada e meio zumbitola (zumbi + manquitola), mas no dia seguinte está nas nuvens indolores do paraíso. Claro que acupuntura não é a única coisa que resolve, tem várias massagens bacanas e malucas, com uma delas com certeza vc vai se dar bem. Pessoas, não temam, tentem de tudo: shiatsu (desde que não seja aquela coisa suave e deslizante que é uma delícia mas não resolve meu problema), miofascial, crânio-sacral, RPG... Achou legal? Experimenta! Porque todo corredor tem no mínimo uma dorzinha aqui e um músculo travado ali.  Super recomendo, que essa coisa de tomar remédio para dor é para fracos :-)

ps- se alguem quiser uma indicação, me procura em pvt que eu passo com o maior prazer!
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O caso de meia assassina


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 31/07/09 às 17:00 na(s) categoria(s) historias de corrida, produtos
Pois é, uma peça de roupa tão pequena e que deu tanto pano para a manga. Estou falando de MEIAS, aquelas coisas que ficam entre seu pé e o tênis. Eu juro que nunca tinha dado muita bola a elas. Eu digo tinha porque durante o Montanholi aconteceu o Caso da Meia Assassina. A vítima foi minha amiga Jacque e, aparentemente, a culpada fui eu.

Vamos reconstituir a cena do crime: uma pessoa, que chamaremos hipoteticamente de J., conta à sua amiga, que chamaremos também hipoteticamente de N., que veio com uma Meia X, que J. acha que talvez não seja adequada para a prova. N. diz que usa essa mesma meia há anos sem problemas, inclusive está com uma igualzinha para correr esta mesma prova. J. segue o conselho de N. e as duas fazem a prova. No final, J. fica com bolhas assassinas terríveis e N. fica sem bolha alguma. O que aconteceu realmente? Terá N. trocado de meia escondido? Terá J. comprado uma meia falsificada? Será o pé de N. feito de material alienígena? Será a Meia X um tipo de meia que só dá bolhas em pessoas cujo nome começa com J.?

Eu não sei. Só sei que eu vou nas lojas esportivas e procuro Meia de Corrida. Aí checo se não tem costura na ponta mesmo e se é do tipo curtinho, que em alguns lugares chama invisível, em outros sapatilha. Juro que não fico super pesquisando se tem superpoderes como compressão, amortecimento ou anti-xulé.

Não é que eu despreze a tecnologia das meias de corrida. Aliás, se tem alguém geek correndo por aí, sou eu. ADORO uma novidade tecnologica. Então se eu for fazer uma dessas provas longas, que levam dias, ou for correr uma maratona, com certeza vou testar várias meias até achar uma perfeita para as condições da corrida. Mas o ponto é que normalmente, minha distância máxima é 21K. E, para essa distância, uma meia básica para mim super funciona.

Eu sei, eu sei, meia de algodão retém a umidade. As mais grossas podem dar atrito. Vc pode ter infecções terríveis. Seu pé vai ficar como uma uva-passa gigante. Ou pode até cair. Mas para mim, nunca deu problema (lembrando novamente que não é para correr aventura ou ultramaratonas). As únicas 2 vezes que eu tive bolhas por causa de meia foi com algumas que chamaremos de Meias Tecnológicas Y, entre elas uma que custou a diária da minha faxineira. Era linda, colorida, super confortável, anti isso e aquilo, um show. E me deu bolha. E muita raiva.

Eu ainda tenho outras Meias Y, que eu ADORO e uso. Mas a Meia X continua dando super certo comigo, fazer o quê! E J., a vítima da Meia Assasina? Ficou com bolhas, mas nem isso a impediu de fazer uma ÓTIMA prova :-D
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Pós-prova é DUREZA


Publicado por NATALIA YUDENITSCH em 22/07/09 às 19:16 na(s) categoria(s) fail, historias de corrida, provas
Pessoas, tenho que confessar que SUPER me identifiquei com esse vídeo. Especialmente no domingão pós-Montanholi :-D É ou não é assim mezzz??




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Antes de iniciar a prática esportiva consulte um médico para realizar exames que qualifiquem o seu estado de saúde para tal.
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