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São Paulo, SP

Blog do Harry

Blog do Harry


Harry Thomas Jr. é um apaixonado por esportes. O paulistano compete desde 1995 e já completou 17 maratonas, sendo três sub 3 horas: São Paulo (2h59min30), Nova York (2h58min20) e Blumenau (2h58min10). O Administrador, é sócio e Publisher do Webrun.

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La forra


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 18/01/10 às 11:51 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
São Paulo(me aguarde....) – Quer dizer então que La Forra que o Harry terá como maior desafio na temporada 2010 já está marcada e com inscrições abertas à partir de hoje?

 

Que a história tenha um final diferente.


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Cinema na K42


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 19/11/09 às 07:40 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
São Paulo - (belo filme...) – Foi bem isso que vivenciei sábado passado e pode ser visto neste espetacular vídeo da K42 Salomon Adventure Marathon. Apareço, já quebrado lá pelo 28 km na Tranquera Fontana aos 7min18, mancando e com uma dor infernal.

 

Quando um dos ponteiros alcança um posto de hidratação com 5min34 à 5min40, é lá, atrás da mesa de hidratação que o médico me atendeu e terminou a corrida para mim.

 

 

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El Organizador


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 18/11/09 às 09:25 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
São Paulo(provas perfeitas...) – Já vi de tudo nestes quinze anos quase que diários que acompanho as corridas de rua em termos de organização. De picareta – acredito que depois que o Lula internacionalizou a expressão nossos hermanos hão de entender -  a organizador de classe mundial.

 

E no dia que conheci o pessoal da K42 em julho deste ano, fiquei impressionado com o tratamento e cuidado organizacional deste pessoal da Patagônia Eventos com suas provas e cheguei a postar no dia e, apostar no sucesso. 

 

Os caras são bons.


Como se diz: Entendem do riscado.

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Harry e o Rei da Montanha


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 18/11/09 às 08:12 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
São Paulo, 16/11 às 19h30 – (SP...) – Chegamos eu e José Virginio em São Paulo no voo seguinte do inicialmente programando. Indrig que veio em vôo solo o espera sentada no banco lendo. Lê a Runner’s World Brasil, edição de primeiro aniversário.

 

E nos mostra a reportagem sobre o Desafio Nike 600k. Nela sem de nenhum de nós dois imaginarmos nos conhecermos uma semana antes, estávamos eu e ele na mesma reportagem.

 

Eu pelo glorioso Exercito Brancaleone e José Virginio, terceiro colocado na K42 Salomon Adventure Marathon e por ser conhecido o Rei da Montanha da atualidade, modalidade (corridas de montanha) em que ele é bicampeão brasileiro.

Virgilio: Pódio em Bombinhas e Angostura. Foto:Juan Cruz Rabaglia/Patagônia Eventos

 

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Finisher


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 17/11/09 às 23:14 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Buenos Aires, 16/11 às 11h(si, si, no, no na larga Avenida...) – Chegamos na Av. 9 de Julho no mesmo ponto em que embarcamos. Descemos e todos se cumprimentam uns aos outros. Éramos em mais ou menos 30 pessoas dentro do confortável K42 Bus e a maioria se dispersa.

 

Um dos que converso é com o Secretário de Esportes de Bombinhas que correu e chegou em La Angostura. Falo da bela camiseta de Finisher. E se não me engano para ele digo que me recuso a colocar uma sem ter feito o quesito mínimo para conquistá-la: ser Finisher!

 

O Bonafite Expresso que vende café e não viagens turísticas estava em frente. Entramos  no charmoso local eu, Virginio e Ingrid, os últimos depois de Luciana Assef. Fomos tomar nosso café depois da longa e boa viagem. Sentamos, escolhemos as delicias portenhas acompanhadas de um bom café.

 

Virginia, esposa de Diego Maldonado adentra no Bonafite e me entrega de presente a camiseta de Finisher que ela conquistou.. Ela tem que ser rápida já que precisam partir. Aceito numa reação. Ela sai. Fico sem ação. Segundos depois lembro que estava vestindo uma linda camiseta, de uma de nossas corridas brazucas.

 

Levanto e vou a porta. Não a vejo, nem Maldonado, e não consigo entregar minha reciprocidade.

 

Não posso usar a camiseta, não sou Finisher.

 

Quem sabe no dia 13 de novembro de 2010 ela seja a camiseta usada por de baixo da oficial pela primeira vez.

 

Diego e Virginia: a preta e laranja é linda!

 

Obrigado, ops, Gracias.
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Lindo Lanin


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 17/11/09 às 15:41 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Província de Neuquen, 15/11 às 14h(sonhos realizados...) - Das vezes que fui para o hemisfério norte era outono e jamais vi neve. Era daqueles sonhos de criança. Em Villa la Angostura o sonho foi realizado. Vi neve, toquei nela e o pior a enfrentei nas trilhas da Tranquera Fontana como relatei.

 

Outro sonho distante era ver um vulcão e vi um maravilhoso. Ao regressar no Salomon K42 Bus vejo ao longe uma linda montanha, que diferente das demais que só tinham neve no alto, essa era branca em sua plenitude.

 

Me informaram que a montanha estava localizada em San Martin de los Andes e seu nome era Vulcão Lanin.

 

azimutantes.blogspot.com/licença creative commons

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Leitor distante


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 17/11/09 às 01:13 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Vila la Angostura, 15/11 às 10h - (Valeu como uma medalha que não trouxe...) - Sei do carinho que tenho tido por parte dos que me lêem. Depois do meu impedimento em continuar – o que foi justo e os hermanos sem "jeitinho brasileiro" disseram não e ponto. Mas a recompensa vem. O que me marcou no domingo de manhã foi Félix.

 

São 9h45 da manhã na charmosa parada de ônibus (rodoviária?!?) de Villa la Angostura. O Salomon Bus K42 estaciona. Saudações são dadas as pessoas que ficam e as que vão.

 

Mansilla de mansinho está perto. Sorri e a conversa acontece sem scripts. O rapaz que acredito não entrou na casa dos 30 tem a cara andina e que descubro no fim de tudo ser um atleta e treinador que lá estava em Angostura.

 

Marcelo, cujo primeiro nome é Félix e o último Marsilla vai me marcar sem saber. O cara me diz: “Eu leio seu blog.!" Pergunto incrédulo: "você é daqui de Angostura? E me lê daqui?. Responde que sim, e para arrebatar, que gosta das linhas que traço.

 

Poxa, o cara me lê português língua periférica a 4 mil quilômetros de distância e em realidades runnings distintas e me fala isso?

 

Só me resta entregar a câmera a Santiago para eternizar minha gratidão.

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Os espanhois


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 16/11/09 às 23:52 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
São Paulo - (Simplicidade é isso aí...) - E vocês estão lembrados que relatei que havia encontrado uns corredores super simpáticos em Cumbica e depois os fotografei no Aeroporto de Ezeiza?

 

Pois descobri quem eram os caras. Simplesmente atendem pelo nome de Martin Fiz, bi-campeão mundial de Maratona e José Antônio de Pablo da Runner´s World da Espanha.

 

Caras gente bonissimas, alguns voltaram também no mesmo vôo que o meu e de Virgílio.


Pablo (esq) e Martin Fiz - Foto: Juan Cruz Rabaglia/Patagônia

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K42 entalada no meu coração


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 15/11/09 às 10:00 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Vila la Angostura, 14/11 10h às 15h30 - (misterio) - Que estranho não consigo entender. Não tive sobrecarga de treino após os 600k e descansei por uma semana para voltar zerado. Certo, competi duas provas no final de semana passado, mas a Ayrton Senna pelo meu ritmo não pode ser encarada como uma competição. E nesta semana só trotei leve.

 

A bem verdade que ao levantar senti uma pontadinha ao lado do osso metatarso do pé esquerdo. Mas nada gritante. Uma pontada não, dor. Às 8h30 o motorista passa em Los Duendes.

 

Nos dirigimos para a largada. O lugar é lindo! A beira do famoso lago que tem ao fundo a Cordilheira dos Andes com seus picos nevados. Faz uns 5ºC com vento gélido e cortante.

 

Entro na fila do guarda volume que os hermanos chamam de "guardarropa". Estava com uma regata e por cima a camiseta oficial. O frio faz eu repensar na vestimenta. Tiro do camel back uma camiseta de manga cumprida e coloco por baixo da oficial. Vou com três, decisão acertada. Entrego minha mochila.

 

Encontro Juan Assef, um dos organizadores do evento, nos comprimentamos. Apesar de conhecê-lo apenas alguns meses, parece que nos falamos a muito tempo. Dou os parabéns por tudo que já vi e nos despedimos.  

 

Começo a trotar para me aquecer. Sinto algo no pé. A memória me remete a pontada que senti logo ao acordar. Penso que isso seja o frio e falta de aquecimento. Dou uma volta pelo gramado. Na segunda volta um corredor esbarra em mim. Penso que isso é normal e nem olho para ele. Mais alguns passos e um novo esbarrão lateral, agora era demais. Olho pra ele e a touca e boné não fazem eu reconhecê-lo no exato momento! Mas vem um sorriso que eu conheço a muito tempo. O sorriso de um dos caras mais importantes da história das corridas de rua do Brasil, que estava sendo espirituoso e brincando comigo, seu nome: Tomaz Lourenço, editor da revista Contra Relógio.

 

Nos abraçamos e ele me chama para fotos com mais alguns brasileiros que foram via XTravel, cujo dono, o Marcelo Coltro, também estava lá. Tiramos as fotos e agora faltam uns 15 minutos para a largada.

 

Mais algumas voltas no gramado e a luz amarela acende. Que raios de dor é essa que estava se manifestando no peito do pé. Me posiciono no curral a uns 10 metros do pórtico. Muito bacana o que a Patagônia Eventos faz. O cronômetro da largada entra em contagem regressiva de uns 5 minutos e ao chegar nos 10 até 1 segundo todos vão acompanhando e repetindo o número.

 

Os 1.600  candidatos a fazerem o K42 largam. Começamos com subida e trânsito de atletas intenso de cerca de dois quilômetros. Depois começa uma sequência de subidas e descidas leves.

 

Nos primeiros 5 km sinto que vou ter problemas na prova. Cada vez que meu pé esquerdo toca o chão é como se recebesse uma martelada nele. E doi.

 

Chegamos no km 10 e eu passo com 55 minutos. Lá uma enorme torcida se posiciona. É que nesta hora saímos pela primeira vez da estrada de cascalhos e pegamos por uns 800 metros o acostamento de uma estrada, para retornarmos para a terra logo a seguir.

 

Agora começava um pouco do meu calvário. Entramos em uma subida em trilhas que tem cerca de um metro de largura sempre contemplando uma vala no meio e às vezes ao lado. Ao subir tudo “tranqüilo”, o grande problema estava na descida. Uma porque a dor nesta posição ficava mais forte e outra é que vinham corredores literalmente te atropelando. Como não poderia forçar para ir mais rápido, ficava perigoso de tomar um atropelo. Nesta hora percebo como há vários e várias sem noção, pois me passavam na descida como loucos e no plano eu encostava neles. Quer dizer as chances de um deles tomar um capote na descida eram enormes.

 

Nestas trilhas que percorremos por quilômetros dentro de bosques era um freqüente sobe e desce. Logo vem o famoso Arroyo Pedritas, aquele riacho que temos que atravessar. Será que temos mesmo? Olho a esquerda e um big tronco de árvore serve de pinguela. Ou seja: muitos atravessavam o riacho apenas para fazer pose para os fotógrafos. Estamos ainda no quilômetro 15 (mais ou menos) e como eu queria sofrer o menos possível e não fazer pose para fotografia “tipo superação” fui via pinguela. E continuava o sobe e desce, desce e sobe.

 

Saímos do bosque de árvores enormes, daquelas que são necessárias umas três pessoas para abraçá-la. Vejo uma UTI móvel lá pelo km 19, pergunto se ele tem um analgésico. O para-médico responde que não e só mais à frente. Cada passada é um uma dor infernal.

 

Lembro de ter dito para minha mãe que iria pagar todos os meus pecados nesta corrida, pois maratonas, por mais treinado que esteja, não deixa de ser uma auto flagelação.

 

Dito e feito. Mas o pior é que eu estava com fôlego, sem dores musculares, câimbras etc, ou seja estava perfeito, não fosse a lesão misteriosa.

 

Na grande reta em cascalho vejo a bifurcação (20Km) dos que farão o revezamento (2x21km) e daqueles que fazem a maratona. Neste local há uma grande quantidade de público incentivando. Os 21 km vão reto e eu dobro a esquerda em subida. Mais uns 500 metros um posto de abastecimento oferecendo gel. Pego um, tomo com água, e penso em fazer uma massagem.

 

Paro num tronco e tiro o tênis e a meia. Fricciono levemente o local e ao invés de melhorar piora. Vi que não adiantaria a massagem. Eu clamava por um analgésico. Cheguei a pedir para alguns corredores mas ninguém tinha.

 

Bato o 21k (mais ou menos, pois eu não vi em momento algum placas que não fossem do 10k e 25k) em 2h30 minutos. A reta do quilômetro anterior foi à última. A partir de agora só subidas.

 

Os primeiros dois quilômetros em estrada de terra e castalho. Os líderes já vem descendo. Passa o primeiro, tenho o cuidado de marcar em que hora eu cruzo com ele, pois o nosso José Virgilio estava na parada. Passa o segundo. E um minuto depois vem Virgilio. Ele me olha como quisesse saber de alguma coisa. Grito: você está em terceiro a 5 minutos do líder. Ao escutar a diferença ele arranca e imprime mais velocidade.

 

Saímos da estrada, agora assim, a coisa ia engrossar. O cenário era de trilhas com a terra preta vulcânica solta. A inclinação por várias vezes fazia com que literalmente tivéssemos que nos agachar para poder subir.

 

Andávamos em filas indianas. Quando eu via que estava bem mais lento que os demais. Eu abria caminho para me passarem para então me posicionar em último da fila, assim, não atrapalhava e me ajudava.

 

Avisto a placa do 25K e nela um para-médico. Explico que estou com muita dor. Ele tira meu tênis e diz que vai precisar enfaixar. Enfaixa e sigo em frente, agora na Tranquera Fontana. Ao invés de melhorar a faixa faz eu ter mais dor.

 

A neve cobre vários pontos da trilha o que dificulta mais, pois ao ir derretendo e misturada com a areia vulcânica  formava uma pasta preta que vinha escorrendo pela trilha.

 

Dou algumas paradas para me recompor e o staff me indica o final da piromba. Saímos da trilha e pegamos uma estrada perpendicular à montanha e de frente para a bela estação de esqui. Faltam 2km nesta estrada para a estação. Meus únicos pensamentos eram o analgésico e formas de controlar a dor.

 

Pensava ainda que faltavam 12 km e o mais difícil eu tinha vencido, mas o pior, não era o dificílimo percurso (Bombinhas é mais difícil) mas o meu pé.

 

Chego no platô com várias construções usadas pelos esquiadores. A vista mais espetacular que já vi em minha vida e enxergo a descida. Pronto. Agora seria somente para baixo.

 

Pergunto pelo médico e me indicam uma cabana. A desistência não passava pela minha cabeça. Eu tinha prometido a mim mesmo que mesmo andando eu completaria. Adentro na cabana e o médico trata de uma moça deitada na maca.

 

Explico o caso e começo a sentir frio. Segundo o termômetro estávamos com 5ºC mas sensação térmica era de 0ºC. A assistente médica pede para me fazerem um chá e ligar um aquecedor a carvão. Começo a tremer. Nisto me fornecem uma manta térmica e uma jaqueta.

 

O médico me chama, manda deitar na maca e me examina. Começa a falar em espanhol e pelos parcos conhecimentos da língua de Cervantes, entendo ele dizer que eu não poderia continuar na competição. Explica-me que havia suspeita de fratura no metatarso e que na descida essa parte do pé seria muito solicitada.

 

Ainda pergunto se ele não pode me liberar para eu continuar. Ele é taxativo: não! Vem uma lágrima e na sequência um choro compulsivo de alguns minutos como a muitos anos não me acontecia.

 

Choro como uma criança, o médico me afaga e diz que será melhor assim. Faz um novo curativo e manda chamar o transporte para mim. Agora não consigo mais apoiar o pé no chão. O resgate de um rapaz que eu agradeço aqui publicamente por sua dedicação chega. Saímos da cabana e pergunto até onde vamos. Ele me aponta um local à frente. Penso porque o carro não veio até a cabana, mas não pergunto nada. Ele num gesto que mostra amor a sua profissão de socorrista ao ver da  minha dificuldade de andar, me coloca em suas costas e me carrega por longos 200 metros.

 

Chegamos ao  ponto que ele me mostrou. É então que a ficha cai. Lá em cima é impossível ir de carro. Iríamos descer pelo teleférico usado pelos esquiadores por cerca de 1 km em linha reta.

 

Sentamos eu e ele no teleférico e iniciamos a descida. O frio agora pegava muito forte. Eu tinha desaquecido e estava  somente de calção cobrindo as pernas. As pontas dos dedos formigam. Logo vem a imagem dos montanhistas mortos. Passei a admirar ainda mais esses esportistas e a respeitar a natureza. Nós humanos não somos nada perto dela.

 

Se antes estava triste, agora a raiva juntou ao que eu estava vendo. Enquanto o teleférico fazia a linha reta ele passava pelo caminho em zig zag que os corredores estavam fazendo. Ou seja a descida que eu temia como sendo uma reta por trilhas ingrimes era uma suave serpente na qual sobrevoei várias vezes.

 

Avisto a uns 200 metros de distância um fotógrafo e peço para o socorrista gritar para ele. Aquela foto para mim seria imperdível. O clique feito e tomará que a encontre.

 

A ambulância me aguardava lá em baixo, nela, uma moça que não estava legal e que respirava no balão de oxigênio. Vamos os dois para o hospital.

 

Serviço rápido e atencioso. Raio X é feito e a suspeita de fratura não é confirmada. O que há é um estiramento bem forte. Recebo alta e vou de táxi até Los Duendes. Sinto sono e vou dormir.

 

A K42 ficou não entalada na garganta, mas em meu coração! No ano que vem quero retornar e dar o meu melhor, assim como dei neste ano.

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Um chorizo de consolação


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 14/11/09 às 23:06 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Vila la Angostura, 14/11 às 21h55  (é o jeito...) – A festa de premiação começa daqui um pouco (estamos com fuso de uma hora de atraso em relação a Brasília) e meus companheiros jornalistas argentinos querem me arrastar para lá.

 

Eu declino o convite. Ter que ficar pulando como um saci-pererê não é comigo. Aproveito e encho a banheira de água gelada que por pouco não entra em estado sólido. Um bom substituto para o gelo que foi me recomendado, ainda tomo o analgésico.

 

Ao chegar do hospital às 18h dormi e agora me deu uma baita fome. Vou até recepção levar o lap top e pedir um belo de um chorizo.

Tomará que sirvam a essa hora.


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Que pena!


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 14/11/09 às 22:49 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Vila la Angostura, 14/11 às 15h30 – (bola para frente...) - Agora pouco twittei sobre minha participação na excelente e maravilhosa K42 Salomon Adventure Marathon, que infelizmente fui proibido (com razão) de concluí-la.

 

Posto amanhã todos os detalhes.

 

#K42 - (cont,,,) - E assim foi, fui até o limite.

#K42 - (cont,,,) - Sou levado ao hospital e é constato um estiramento no nervo. A corrida acabará mim. Não consigo colocar o pé no chão.

#K42 - (cont,,,) - médico diz que não poderei continuar (há suspeita de fratura no metatarso)...

#K42 - (cont...) - Venço a Tranquera Fontana e chego no topo da montannha (32K) paro no posto médico para pedir um analgésico...

#K42 - (cont...) - e os quilometros passam e a dor antes leve aumenta exponencialmente. ...

#k42 - Minutos antes da largada sem ter o porque senti uma dor no peito do pé. Data a largada a dor começou a incomodar...
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Aos pés da montanha


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 14/11/09 às 08:06 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Vila la Angostura, 14/11 às 16h30 - (Murphy me esquece...) - O recepcionista do Los Duendes - saca só o nome – o simpático hotel que estamos hospedados iria chamar eu e Fernando, editor das belíssima revista de esporte de aventura Desafios, às 7h, mas às 6h acordei.  

Tomei banho, me arrumei, e o tal de Forerunner que coloquei para carregar não quer ligar. Penso que foi algum problema com as tensões elétricas, mas como se ele foi carregado no lap top e este está funcionando – ainda – corretamente?

 

A questão é que ele não liga mesmo. Estou com a pulseira do Nike+ Sport Band mas corro de acessórios e equipamentos da Mizuno, portanto, se o problema persistir (quanta esperança Harry) o que acredito que ocorra, vamos somente de relógio do Sport Band.

 

Pensando bem exceto por não ter as passagens,  em uma maratona trail os segundos não servem para nada. Vou marcar a hora da largada e pego as passagens cheias a cada 10km.

 

Fora isso, tudo muito tranqüilo, quem afinal deve se irritar estando aos pés desta montanha fotografada do meu quarto?


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A linda viagem


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 14/11/09 às 01:56 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Buenos Aires a Patagônia, 12 e 13/11 - (chic é ser simples...) - Algum imediatista ou um emergente qualquer pode achar uma heresia andar 1.200km de ônibus. Bem, eu nunca tinha feito isso, e fiz ontem ao pegar o K42 Bus Salomon, que levou eu e mais três brasileiros, além de portenhos e (belas) portenhas para La Angostura.

Simplesmente a viagem mais linda que fiz em minha vida. O território argentino pelo caminho que fizemos é uma imensa pradaria a se perder de vista. Ao adentramos na província de Neuquem a paisagem começa a se modificar.

Nesta hora percorrermos ao lado de lagos ora azul turquesa, ora verde esmeralda e ao fundo os picos nevados da Cordilheira dos Andes.

Fantástico! 


Amanhecer Patagônes - Harry Thomas Jr

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Harry cadê meu ônibus


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 13/11/09 às 20:44 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Buenos Aires - 12/11 às 14h30 - (dedicado a Apa...) - Eu nesta hora estou só. Virgilio teve que ir buscar sua esposa que estava em outro local. É então que descobrimos que meu e-mail (e de mais dois corredores) nos alertava  que algo estava errado.

 

Faltam meia hora para o embarque para La Angostura e nada de corredores. Alias, aqui só eu e mais dois argentinos. Vou no guichê o qual já havia estado uma hora antes, pergunto do meu ônibus ninguém sabe de nada. E não estão nem ai. Cadê o chips, ops, cadê o ônibus Harry?!

 

Vejo uma portinha escrita Ministério do Interior. Penso: é aqui que vou resolver a tensão sul-americana. “Oi sou brasileiro e estou perdido”, explico a situação faltando 15 minutos para a saída. Somos informados que o terminal não era aquele. Alias, só existe um terminal, mas nosso email estava desencontrado.

 

Pegamos um táxi e em cinco minutos estamos na famosa Av. 9 de Julho, vejo o ônibus fico mais tranquilo.

 

São 15h15 e finalmente embarco para a Patagônia...


Leito é melhor que avião

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Voando


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 13/11/09 às 20:26 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Buenos Aires - 12/11 às 12h30 - (alfajor...) - O voo foi tranquilo e eu estava de bom astral e nem liguei de ficar 45 minutos esperando o A330 alçar voo. Baixamos em terras portenhas. Faz sol e calor. Vou para a esteira e o corredor simpático e misterioso me cumprimentou novamente.

 

Fui falar com ele e descobri que além dele há mais dois atletas. Três guerreiros que atravessaram o Atlântico, vindos da Espanha para correr lá em Villa la Angostura.

Os espanhois rumo a K 42

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O avião


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 13/11/09 às 20:20 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Guarulhos e Buenos Aires 12/11, 7h às 11h - (latinos...) - José Virgilio entra no avião. Foi fácil reconhecê-lo, afinal aquele atleta eu tinha visto competindo no Nike 600k. Harry? Virgíilio? Sim, para ambos. Pronto uma tensão ficou para trás.

 

Descubro que Virgilio foi o segundo colocado em Bombinhas, oras bolas, tem um campeão para me acompanhar.

Chegando em Buenis Aires - Foto: Harry Thomas Jr

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O terminal


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 13/11/09 às 20:11 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
Guarulhos, 12/11, 7h - (Começou a saga...) – Estou no portão 10 do Terminal Internacional do Aeroporto de Guarulhos. Meu vôo parte as 8h30 e daqui uns 30 minutos tenho que me apresentar. A viagem dura 2h50 e antes do meio dia verei o Rio da Plata lá do alto do meu Airbus.

 

Surdo tem lá suas vantagens. Eu por exemplo fiz meu check in em 5 minutos. Não pego fila pois uso o atendimento preferencial..

 

Até aqui tudo normal. Não perdi ainda nenhum chip. Só tenso por duas coisas: a conexão 3G deixei propositalmente no escritório do Webrun. Os custos da 3G internacional são proibitivos. Perco uma hora aqui de conexão. Mas só essa. Por que lá em Vila la Angostura eu poderia não me render ao vício da acessar a web com a 3G. Tenso sim, porque gostaria de ficar atualizando meu blog e twitter.

 

O segundo ponto de tensão é a dúvida: porque a maquina digital teima em não ligar? Se ontem à noite eu fiz um teste e deu tudo certo? Seriam as baterias que estão descarregadas? Bem isso, saberei só na Patagônia. Tomará que funcione pois quero correr com ela e ir clicando pelo caminho .

 

Levo outra maquina só que profissional com lente teleobjetiva, coisa grande  e inviável para carregar.

 

São essas minhas tensões. Ah sim ainda estou esperando o José Virgilio que vai comigo. O único problema é que nem imagino quem seja. Vou pedir para comissária de bordo anunciá-lo. Pois iremos juntos até os lagos andinos.

 

Acaba de sentar na minha frente um corredor. E ele disse “olá” para mim. Acho que me reconheceu como corredor pelo Forerunner, só pode ser. E ele tem cara de gringo latino. Depois eu pergunto para ele...

Vou embarcar!
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O percurso do espaço


Publicado por HARRY THOMAS JR. em 10/11/09 às 20:23 na(s) categoria(s) K42 Adventure Marathon
São Paulo - (eis o caminho...) – Mas a aparente calma dos competidores no Congresso Técnico, não tira a dificuldade do seletivo percurso da K42 Salomon Adventure Marathon.


Fonte: Patagônia Eventos/Google

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Antes de iniciar a prática esportiva consulte um médico para realizar exames que qualifiquem o seu estado de saúde para tal.
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